Resenha – Fountains of Wayne em “Traffic and Weather”

Olá pessoal!

Então… De novo eu vou falar de um disco que não é nada novo. O Fountains of Wayne foi uma banda que uma amiga me apresentou por volta de 2007, justamente o ano de lançamento do cd “Traffic and Weather”. O cd mais recente da banda é de 2011, porém o “Traffic and Weather” é o meu preferido. Eles fazem um power-pop de qualidade e, bem, acho que todo mundo podia conhecer o trabalho deles. Vamos então começar?

“Someone to love” abre os trabalhos com um riff de guitarra cheio de efeito em cima de uma base bem suja. A bateria e o baixo aparecem mais depois e o vocal tende de leve ao grave. É uma música com uma boa levada pra rádio. Em seguida vem uma das minhas favoritas, “92 subaru”. É mais agitada, tem um vocal menos cantado e mais recitado nas estrofes e um refrão bem grudento. O piano pontuado aqui e ali na música, o baixo mesmo apagado fazendo algumas brincadeiras nas estrofes e, como bom power-pop, guitarras destacadas e aceleradas. Ai vem “Yolanda Hayes” fazendo as vezes do pop no cd. Guitarra ritmada, baixo aparecendo aqui e ali, o piano fazendo uma base animadinha e a bateria sustentando tudo isso. Legal é o jogo de vozes que a banda faz em todas as músicas. Nota para os naipes de metal na música, que dão ainda mais ares pops para elas.

O cd volta para a parte mais alternativa com a faixa-titulo. Guitarra bem marcada e suja, bateria fixa e vocal sintetizado. O baixo quase não aparece, o que é uma pena, mas a guitarra é tão marcada que o baixo nem precisa aparecer mesmo. Com ares country vem a tranquila “Fire in the canyon”. Mesmo sendo acelerada, é uma das músicas mais tranquilas do cd, e a mais limpa, onde você ouve o violão, a guitarra, o piano, o baixo e a bateria praticamente sem efeitos. E ainda tem um violino chorado pra confirmar o country da música. Pra compensar a ausencia de sintetizadores “This better be good” começa com uma torrente deles. Depois de um xilofone safado na primeira estrofe, a guitarra volta mais sujinha, a bateria sustentando muito bem sem tanto auxilio do baixo, e o piano bem ritmado. O sintetizador percorre a música toda em riffs bem engraçados.

“Revolving Dora” engana a gente. Parece que vai ser música triste nos 3 primeiros segundos, mas a gente leva uma virada de mesa daquelas. Acelerada, cantada toda com mais de uma voz, mais aguda que as músicas anteriores e com o baixo fazendo um papel mais marcante na melodia que antes. A guitarra não vem tão suja também. Ai toda essa aceleração morre em “Michael and Heather at the baggage claim”. Música leve, com uma vocalização bacana dos backvocals fazendo a ponte entre as estrofes. Sintetizadores em todos os lugares possíveis – mentira, não tem na bateria – dão um ar mais tranquilo pra música. É uma das músicas mais fofas do cd. “Strapped for crash” vem toda pop, com naipes de metal acompanhando o baixo lindo e a guitarra só fazendo base junto com a bateria e o piano. O vocal vem todo sintetizado, e a música serviria bem em ambientar a história da letra: alguém que tá atrás de grana para pagar divídas e faz isso apostando, por exemplo.

Em “1-95”, um violão acompanhado de uma guitarra cheia de distorções, sem bateria ou baixo por perto, vem com um vocal mais triste, melancólica. O piano e a meia-lua aparecem no refrão, e é uma música de amor tão linda. Mas todo romantismo de uma melodia melancólica se quebra diante da animação quase excessiva de “Hotel Majestic”. Piano sintetizado de base, guitarra riffada, bateria e baixo sustentando tudo isso. O jogo de vozes aparece menos, o que é um pouco triste. “Planet of weed” vem lenta e com bastante sintetizador na introdução, porém fica basicamente violão/guitarra, bateria e baixo na estrofe. Música mais lenta, bem condizente com um “planeta de maconha”.

Uma pegada de fazer inveja a Jonas Brothers e afins vem em “New Routine”. Guitarra ritmada, sintetizadores no piano, música acelerada e um vocal baixo. Tudo junto gera uma tensão que precisa ser resolvida – e é – no refrão. Claro que a pré-refrão aumenta um pouco a tensão. Mas é, tranquilamente, a música mais pop do álbum. E o cd encerra com ares country de novo, com uma gaita carregada na introdução de “Seatbacks and Traytables”. Música lenta, com um banjo e baixo destacados, quase sem violão ou guitarra e a bateria fica só tocando o bumbo e a caixa com a vassourinha. Um violino aparece e o jogo de vozes também no refrão.

Primeiro: sensacional essa flutuação de estilos que o pop do “power-pop” da banda permite. Fazer música bebendo de diversas fontes faz com que se quebrem as barreiras de preconceito que alguns insistem em ter. Segundo: poucas bandas conseguem fazer um power-pop tão indierock quanto o Fountains of Wayne. E, por fim, vocês precisam ouvir essa banda!

“t’s a nine hour drive / From me to you / South on 1-95 / And I’ll do it ‘til the day that I die If I need to / Just to see you” (I-95 – Fountains of Wayne)

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