Resenha – Boyce Avenue em “All you’re mean to be”

Hey, acharam que eu tinha esquecido de novo da resenha, certo?

Pois acertaram! Mas vejam, estou de férias do trabalho e revendo meu HD, então pode ter certeza que vai ter post agendado por um bom tempo, alguns rascunho e vou fazer meu máximo para não repetir bandas aqui – ainda que alguns álbuns clamem por uma resenha. E a banda de hoje me foi mostrada por algumas pessoas antes de eu ouvir de fato. O Boyce Avenue é um grupo formado por três irmãos norte-americanos. E o cd que vou falar é o primeiro cd deles – de 2008. To atualizada, falem ai….

“Hear me now” vem com todas as características do pop-rock americano: violão bem aparente, alguns riffs de guitarra, um vocal bacana, nada muito acelerado. O vocal consegue ser suave em uns momentos – nas estrofes, por exemplo – e um pouquinho rouco em outros – no refrão, claro. “Dare to believe” tá num clima de balada mesmo – ao contrário do que as pessoas pensam, baladas são músicas doces, aquelas pra dançar com rosto colado sabe? Já em seguida, um vocal mais grave e um pianinho começam “On my way”. A bateria aparece depois da primeira estrofe com a guitarra, é uma música quase densa. A densidade vai diminuindo com a evolução da música, mas ela não fica completamente leve.

A animação volta com “All the while”, que traz mais guitarra, o vocal mais rasgado do que antes. É música romântica, mas sem ser de melodia melada como as anteriores. E “Change your mind” – que já teve em post neste querido blog – vem mantendo o clima da música anterior. A diferença são os backvocals mais especiais e a bateria com aquela vassourinha no chimbal (se você não sabe o que é uma vassourinha no chimbal é só ver os links antes de tentar pensar besteira). O clima mais romântico volta com “Find me”. Começa com um dedilhado fofo no violão e um riff de guitarra bem calmo. Ai vem o vocal e faz a gente se derreter toda. É mais balada que “Dare to believe”. O baixo – OLHA, ELE EXISTE – aparece um pouco mais e a bateria fica de levinho só no chimbal. Ai no refrão o bumbo vem bem marcado. O que importa mesmo é que é uma música deliciosa.

“Not Enough” vem com mais efeitos que as outras, com mais peso também. Apesar do nome me lembrar a homonima do Van Halen, a música não tem nada a ver. A bateria bem mais aparente, o baixo também, e tem um vocal bem mais rasgado nas estrofes do que antes. O piano de fundo mantem o pé no pop, mas é claramente uma das músicas que pendem pro rock no disco. O combo violão dedilhado + riff de guitarra volta a atacar em “So much time”. O baixo some de novo, mas deixa a bateria. O refrão não consegue resolver a estrofe, ficou estranho, mas a música continua boa.

“Tonight” começa com uma tensão que a guitarra e a bateria resolvem bem sem nem o vocal entrar. Estranho mesmo ficou o vocal mais grave. Dava para usar um pouco mais do vocal e garantir mais energia. Talvez usando o tom de voz da ponte e diminuir a tensão da música no geral. Mas no final a música recupera os pontos estranhos do começo e fica linda. E o cd encerra com uma versão da primeira música acústica. Violão, piano, meia-lua, baixo… Bem bacana mesmo, mostra o poder da banda.

São 40 minutos do pop-rock mais cliche – e nem por isso ruim. Poderia ser trilha de umas 80 comédias românticas, no entando não é. No fim das contas, é um bom cd para ouvir acompanhado no dia de São Valentim.

“A tear must have formed in my eye / When you had your first kiss / But I’m on my way, on my way / So leave a space deep inside / for everything I’ll miss” (On my way – Boyce Avenue)

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