Resenha – Drosophila em “Pastilha Efervescente”

Oi gente!!

Então, eu prometi que todo primeiro sábado – tá que já não é sábado, mas né? – do mês ia ter banda nacional sendo comentada por aqui. E ai que eu não tive como vasculhar a trama essa semana pra ver que que tem de bom e novo. Portanto vasculhei meu HD e achei uma verdadeira pérola. A Drosophila – e não estou falando da mosca – é majoritariamente de Santos/SP e se não me engano a banda acabou e/ou está em um hiato. Porém, contudo, no entanto e toda via esse álbum faz parte da minha trilha de banda nacional a alguns anos, porque foi bem na época que eu comecei a mineirar essa cena maravilhosa e virou um dos meus prediletos. Enfim, vamos ao que interessa?

O cd todo tem bastante guitarra, e no geral bem suja, contrastando com a voz da Ana Pimentel. Em “Fora”, música que abre o cd, isso é bem perceptível. O baixo faz uma linha escondidinha lá no fundo, nada de sintetizadores e a bateria marcada. Em seguida vem a música “Alta Ansiedade”, onde algum sintetizador aparece na introdução só que logo some. Uma das melhores caracteristicas da Drosophila são as letras, muito boas e marcantes. A levada de rock anos 90 impera novamente, só que dessa vez o baixo aparece mais que a bateria. “Esperança em você” é outra que o baixo aparece mais que a bateria. O legal é o contraste com o vocal agudo a Ana e o backvocal – que acho ser da Elaine. “Sua Musa” começa com o baixo só. Aliás, um toque que me lembra o da “chamada a cobrar”. A guitarra só aparece no refrão e com vontade, mas eu gosto mesmo dessa música pelo baixo.

“Sem coração, sem amor” é uma música mais lenta, onde baixo e guitarra intercalam e uns riffs da guitarra aparecem aqui e ali. O vocal fica mais suave. É mais tristinha que as anteriores, também. Mas ai logo vem “Tão Mutável” cheia de energia, com baixo e guitarra equalizados e talz. A letra é uma das minhas prediletas. A música é bem mais ritmada, bem mais marcada – inclusive no vocal. “Entrelinhas” é só instrumental, com a guitarra mais suja que o padrão, e o baixo num riff fixo, fazendo um interludio de meio de cd. “RN” é toda baixo nas estrofes, com a guitarra fazendo a ponte e um riff leve na estrofes, mas nada grave. A música toda é leve, com um pré-refrão fofo e um refrão que trás o sentido do nome da música.

A maior música do cd é “Apesar de amanhã”, que começa com um violão sincero e o maior clima de “No Rain”, do Blind Melon – influencia dos anos 90 de cabo a rabo. Outra letra fantástica, mas a melodia um pouquinho diferente do padrão. Isso por ser uma melodia mais limpa, com violão no lugar da guitarra suja. “Pastilha Efervescente” começa com o baixo forte e a guitarra suja, voltando pro clima do disco. O vocal agudo casando completamente com a melodia, apesar de ser uma combinação um tanto fora do padrão. Em seguida vem “Peça Frágil”, densa, grave, com o baixo forte. O vocal fica mais denso também, e aqui e ali aparece um sintetizador. É outra que foge do clima animado do cd.

“Para-quedas” quebra essa densidade. Algum sintetizador/distorção aparece quando a guitarra aparece nas estrofes. Destaque pra bateria que sustenta a música toda, trazendo a energia necessária pra quebrar o clima da música anterior. “Estelar” vem cheia de sintetizadores na guitarra e no vocal, sem bateria e com o baixo tão loge e apagado que quase não se nota. O vocal fica ainda mais aparente, ainda mais destacado. E o cd encerra com “Vinheta Final”, de introdução quase tribal de tanto ritmo com o baixo e a bateria sem a guitarra. Ai entra distorção forte e forte e acaba com tudo.

CD curtinho e fantástico em termo de letras, mas verdadeira pérola e demonstração da capacidade do nosso rock. E quer melhor? Tudo na faixa lá na trama virtual.

“E eu aprendi a viver / Dias cansados e noites sem sono / Te assisto até amanhecer aos poucos / E eu só me deixo levar / Pelos instantes que estive ao seu lado / Que lua é essa que me faz morrer aos poucos?” (Estelar – Drosophila)

Um comentário sobre “Resenha – Drosophila em “Pastilha Efervescente”

  1. Estava ouvindo os dois discos da Drosophila recentemente. Queria mais notícias da banda. Será que acabou mesmo?

    Outra coisa, apesar desse disco ser muito bom, eu prefiro o primeiro, que tem minha música preferida, “Canção do Abajour”.

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