#memedejaneiro – Ídolos e o que eles dizem sobre mim…


[O Micheal Buble não é exatamente um ídolo meu, mas essa música é sensacional…]

Falar de ídolos é complicado. Eu não quero cair no mais óbvio – que meus ídolos são meus pais, que eles me inspiram e talz, mesmo que isso seja verdade. Quero falar de ídolos que não tem laços de sangue ou amizade comigo. Aqueles famosos, aqueles que todo mundo pode conhecer e ir atrás da história deles. Então bora lá e ver quem me inspira e porque eles me inspiram e o que isso diz sobre mim???

foto de albert einstein

Einstein é um dos meus maiores ídolos. Sim, sou nerd. Não, não esqueço o quão machista ele pode ter sido e todos os defeitos dele. Mas a verdade é que poucos seres humanos – e em sua maioria cientistas sensatos – que batalham para além de sua capacidade por uma crença e que, ainda assim, aceitam quando uma hipótese sua está errada. Aceitar o próprio erro não é fraqueza, e Einstein errou: pecou pelo excesso na “primeira versão” da teoria da relatividade, ao colocar uma constante que seria o “éter” (na época não se sabia que no espaço havia vácuo, então o éter era a substancia, a matéria pela qual a física se tornava válida a níveis astronomicos).

Eu aprendi muito lendo a biografia de Einstein. Aprendi que ser inteligente não é perfeito, e não basta para atingir seu objetivos. Aprendi que ter amigos vale demais – Einstein sempre foi mal em matemática e sempre precisava de matemáticos para equacionarem suas teorias, a maioria deles eram seus amigos. Além disso conhecer a história dele fez entender a teoria dele. Já disse aqui que a teoria da relatividade existe só porque ele não acreditava que Deus jogava dados. A ciência para “provar” a fé. Um ser humano complexo, completo e por inteiro no que fazia… Acho que é por isso que ele é meu ídolo.

foto de Ada Lovelace

Ada Lovelace é, sem dúvida, uma das minhas ídolas. Filha de Lord Byron – grande escritor – Ada Augusta Byron King viveu pouco, mas fez muito. Em seus 36 anos de vida seguiu alguns costumes da época: casou-se aos 20 anos (daí o Lovelace, título do marido) e com 28 – já casada – entendeu como a máquina de Babbage – o tatatatatataravo dos computadores – e conseguiu desenvolver um algoritmo para a mesma. Teve dois filhos e uma filha – ou seja, cumpriu seu papel na sociedade, mas foi além ao desenvolver conhecimentos de matemática bem mais que a grande maioria das mulheres da época podia sonhar.

Apesar do seu titulo, Ada tem uma história relativamente nebusa, o que inspira que para época era mais ousada ainda. Alguns dizem que ela perambulava por locais pouco comuns na época para uma mulher, envolvida com apostas. Imagina uma apostadora com capacidade de calculo como a dela?? Ainda assim, esses mesmos dizem que a aposta a levou a bancarrota.

Tenho Ada como idolo porque ela teve os dois lados – que a sociedade insiste em dizer que são só dois – bem desenvolvidos: foi uma mulher padrão e desenvolveu ares de homem padrão da época, com seu conhecimento e talvez seus jogos.

Foto do Dave Grohl

Dave Grohl é o homem da minha vida música. Letras, melodias, produções. E a vida dele também não foi perfeita. Fez muita burrada, e acho que ainda faz como todo ser humano. Mas os acertos dele em ser ele mesmo, em se dedicar ao máximo ao que gosta, são inspiradores. Seja numa van viajando com suas primeiras bandas, seja hoje no comando do Foo Fighters (mesmo que seu vocal não seja nada perto de seu dom com a bateria), ele estava ali, naquele momento, fazendo.

Dave Grohl é ídolo pela sua dedicação e pelo seu “dom”, que não era dom somente, mas também esforço. Alguém que não precisa ser um completo babaca para fazer sucesso no rock.

Foto da Kate Nash

E, por fim, a Kate Nash. Musicista, crítica e lindissima. O segundo cd não foi lá grande sucesso, mas o primeiro cd foi divinissimo. Músicas críticas, visões de mulheres em diversas situações. Além disso, montou uma escola de rock só para meninas e pensa muito sobre o feminismo – pelo menos pra alguém com a visibilidade dela.

Kate Nash é idolo pelo posicionamento claramente feminista – mesmo que seu segundo cd quase não tenha esse elemento – e ser uma pessoa simpatisissima no palco. O show dela foi uma dos melhores que já fui. Nós pediamos para ela tocar “We get on”, e ela disse que não lembrava a letra como desculpa. Ai começamos a cantar e ela, com um sorriso no rosto, começou a tocar no piano, cantando apenas o refrão, o que poderia ser um sinal de honestidade dela.

Acho que esses são alguns dos meus ídolos, mas tenhos muitos outros.

“Este post faz parte do Meme de Janeiro, uma iniciativa das interneteiras do LuluzinhaCamp, que tem como única intenção, a diversão. Porque somos blogueiras e adoramos blogar, simples assim. Se você tem blog, corre para participar, clique aqui e saiba mais.”

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