Resenha – Lawson em “Chapman Square”

Acharam que eu tinha esquecido do meu compromisso de uma resenha por semana né????

Não esqueci nada não. Um dia de atraso por compromissos ontem e preguiça de agendar o post. Mas olha como as coisas são: a sugestão de hoje veio só por causa de um vídeo que vi na sexta – valeu Ana! – e que me trouxe aquele pop mais romântico e meloso e com cara de quem queria fazer poprock. Direto de Londres – perceberam o quanto o Britpop tá voltando? – vem a banda de hoje. E o cd é de debut, ou seja, os caras são novinhos ainda. O Lawson tem quatro lindos integrantes cantando músicas românticas com melodias grudentas – mas sem os agudos do One Direction.

O cd começa bem com “Standing in the dark” e continua bem com “Gone”. Músicas feitas em cima de fórmulas pop, claro, mas bem feitas. “Taking over me” vem mais acelerada, com algum sintetizador de fundo. Uma coisa meio chata nas três músicas são as vocalizações desnecessárias, só pra preencher espaço, mas nada que seja insuportável. “Everywhere you go” é a primeira balada do cd. Achei ela bem mais gostosa que as outras e em algum lugar ela me lembrou o Ed Sheeran – falarei sobre ele aqui depois. “Waterfall” começa com as vocalizações – desnecessárias – e o vocal suave.

Outra baladinha, mas ainda não é mais legal que “Everywhere you go”, só tem o refrão mais empolgante. É daquelas que no show deve ser ótima, mas que você não dá nada no cd. E a “When she was mine” – que foi a música que me apresentou a banda – me conquistou porque é mais ritmada que as anteriores. Acho que ficaria interessante com o baixo aparecendo mais, mas é meio difícil enxergar isso no pop. Não atoa é um dos singles da banda, é uma balada acelerada com cara de rádio mesmo, só que deliciosa.

“Make it happen” começa mais rock que as anteriores, gostei da pegada dela. Mais acelerada, mais guitarra, mas o vocal não precisava ser tão agudo, tão chorado. A melodia é muito boa pra esse tipo de vocal. “Learn to love again” tem um riff interessante, mas que sabe-se lá deus porque me lembrou Nelly Furtado – ficaria bem mixada com “Say it right”. E de novo vocalizações completamente desnecessárias. Parece que querem esconder o instrumental, que é bem bacana. É uma música bem bacana, bem ritmada, a bateria aparece bastante. Não fosse as vocalizações eu gostaria mais dela.

“Stolen” é mais grave, vocal mais suave, muito bacana. Sinceramente é uma das melhores no cd, tendendo menos ao pop – ou seja, menos efeito, menos vocalização – e trazendo a parte bacana da banda. “You’ll never know” quase assusta com as vocalizações no começo, mas mantem a levada da música anterior, com as transições só sendo chatas, mas as estrófes e o refrão bem bacanas.

“You didn’t tell me” volta totalmente para o pop daquele beeeeem pop, bem boyband mesmo. Ai eles colocam a guitarra e meus olhos brilham enquanto tento esquecer o piano e os sintetizadores. Uma música que seria linda acústica, ou com guitarra no lugar do sintetizador. E o cd comum encerra com “The girl I knew”, uma baladinha que começa com um violão lindo, mas que logo entra um viiolino e um piano que poderiam ficar de fora. Essa música podia ser toda voz e violão, a suavidade ia cair muito bem. Me lembrou Secondhand Serenade, mas faltou o vocal que aqui poderia ser mais chorado.

Ai começa a versão deluxe do CD, que tem mais seis músicas. “Anybody out there?” é o melhor meio termo da banda, muito pop e muita guitarra junta. Expansiva, explosiva, impulsiva. Muito gostosa, daquelas que dá vontade sem fim de andar com os amigos, serviria como trilha de comercial da coca-cola facilmente, principalmente se fosse um comercial noturno. Deveria estar no cd comum, e deveria ser single. “Who you gonna call?” mantem o ritmo mais rock, uma deliciosa levada. É outra que deveria estar no cd normal e não só nas extras do deluxe. “Red Sky” volta mais pop, mas continua sem os sintetizadores. Só podiam sumir de vez com essas vocalizações. É o tipo de coisa que no show – de novo – deve ser incrível mas que em cd fica tedioso.

“Touch” é depressiva, com violão mais grave, violinos ao fundo e vocal calmo. Uma música meio dolorida, meio incomoda, mas muito bem feita. Aqui o vocal casa com o instrumental e com a sensação que quer passar. Achei linda, mesmo triste. E a deluxe edition encerra com versões acústicas de “Taking over me” e “When she was mine”. Prova viva que a banda não precisa de sintetizadores, que fazem um poprock muito gostoso e que poderiam esquecer um pouco o “pop” e apostar mais no “rock”.

O cd no geral é bem legal. Acho que vai agradar quem curte Goo Goo Dolls e Gavin DeGraw, mesmo que seja semelhante a The Wanted.

“Sitting on the floor in my hotel room / All my friends are gone and i’m missing you / So far, so wrong /Tell me now who you gonna call / I’m one of unfinished business / Riding strong and then offer forgiveness” (Who you gonna call? – Lawson)

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