Resenha – Acústicos & Valvulados em “Acústico, ao Vivo e a Cores”

HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY KIDS!!!

Mantendo a promessa de fim de ano vou começar as resenhas! Todo sábado um som bacana pro seu final de semana. E todo 1º sábado do mês vai rolar som nacional pra cantar em bom português – nem que pra isso eu tenha que varrer meu HD todo e até trama virtual, reverbnation, bandcamp ou as terras quase inóspitas do myspace!

Acústicos e Valvulados é uma banda que descobri na minha época mais fervorosa de indie/rock nacional. Em geral, quando eu investigava no Last.fm eu pegava bandas sulistas. Mas isso sem ser de propósito. Acho que nunca a geografia influenciou tanto os gostos musicais (isso porque eu usava aquele “Parecidos”). E ai acho que esse CD, como a maioria CD ao vivo, faz um apanhado bom dos cds anteriores da banda. Também, são 20 músicas! Não vou resenhar cada uma, como antes, mas ó, tem umas que recomendo muito.

Gosto da primeira trilha, “O dia D é hoje”, mas “Suspenso no espaço” tem uma levada tão acelerada – mesmo sendo uma música acústica. A letra é meio brisada, me lembra uma festa na casa de amigos e talz com aquele casal que não desempata. Rock acústico com um toque “nerd”, eu curto. Ai vem “Remédios”, que é bacana, e “Milésima canção de amor” – que é a primeira sofridinha do CD, porque é bem coisa de amo mesmo. Mas as coisas se animam um pouco mais com “Você pode tudo”. Romance, mas um romance mais rock, mais groupie poser e idolo. E é bem legal.

“Ao vivo e a cores” cai bem com mudança. Rock de estrada, rock de rolê sozinho pela paulista. Rock solitário como as vezes a gente bem precisa. Ares de rock rural (sim, isso existe é sensacional) aparecem em “Quem me dera”. Ai o rock sujo volta com “Até a hora de parar”, nos versos “Se eu quero me estragar, me estrago muito bem / Se eu quero descansar, descanso e o que é que tem / Se eu quero me quebrar, me quebro até cansar / Se eu quero me mexer, me mexo até a hora de parar”.

Balada romântica em “Junto a mim”, seguida por outra balada em “Deus Quis”. E “Fim de tarde com você” segue essa melosidade. E fica uma dubialidade de sentido em “Eu já sei onde isso vai dar”, mas a levada mais animada conquista a gente. E mais uma balada romântica, mas bem mais inspirada, em “Quintal”. E “Vou com você” é coisa de apoio romântico. Ai mais uma coisa leve em “A espera”, mais um pouco de solidão.

A minha predileta vem agora. “Bubblegum” tem uma levada deliciosa e de novo aquela coisa meio “nerd”, meio observadora, meio querendo sem querer. Eu adoro o refrão – desculpem o trocadilho – chiclete da música. Adoro a levada. Adoro tudo nela, ok? Nem sei se ela é de fato a melhor música do disco, mas é tão legal.

Ai “A minha cura”  renova a levada mais forte com aquele romance mais intenso, mais profundo. Uma declaração direta. E “Pra mim” trás aquele amor roqueiro entre dois iguais – que não tem mando, não tem rédeas – mas que ao se encontrarem ele quer a garota de qualquer jeito. E o legal é que não diz se rola ou não. Ai “Cinco Frases” fala de uma separação pra quem não entendeu muito bem o outro. E o cd acaba com “O nome dessa rua”, com as certezas de um conquistador.

E é isso. Não ouvi ainda o cd mais recente – que é de 2010! – e eu não ouvi ainda (!!!)

“Gira a chave e fecha a casa / muita gente na calçada / disco bem legal a vitrola vai tocando / disco bem legal na vitrola vai girando” (Bubblegum – Acústicos & Valculados)

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