#memededez – Espiritualidade

Dia duit dhaoine!

Bem, eu disse oi pra vocês em irlandês –  que é também chamado de gaélico. Eu sou apaixonada pela Irlanda, mas isso porque tenho uma identificação pessoal com a cultura celta que – em muitas vezes – remete ao país. Não me peçam pra explicar o porque me identifico com esse país. Eu acredito que vivi vidas passadas lá. Eu acredito que fui uma bruxa em algum momento das minhas vidas passadas. Minha espiritualidade tem total relação com esse fator.

Mas vejam, essa é a minha espiritualidade. Eu venho de uma família católica, e fui crismada. E tem muitos preceitos católicos que não concordo, outros tantos que respeito. Ainda carrego o escapulário de Nossa Senhora do Carmo comigo, porque acredito que é uma das formas que a Deusa tomou. Também já meditei com monja budista e fui a culto de duas ou três denominações evangélicas. Sempre recebi os Testemunhas de Jeová para uma boa conversa sobre a Bíblia – porque minha mãe foi catequista e conheço um pouco do livro sagrado. E ganhei da mulher do meu primo um Livro de Mormon com as “Doutrinas e Convênios” e as “Pérolas de Grande Valor”. Ele fica junto com minha apostila de reiki, meu livro de bruxaria e minha bíblia que tem uma novena de Santa Rita de Cássia. São todos, a sua maneira, livros de poder pra mim. Alguém ai me leva em um terreiro?

Vejam, outras tantas fés podem conviver bem juntas. Eu não preciso chamar meu tio – pastor – pra uma festa de Beltaine que eu venha a participar. Meu compromisso com a minha fé é meu. O que eu acredito é que a espiritualidade – e não necessariamente a fé – é uma ótima muleta. Pra mim, pelo menos. Eu me apoio sim no neopaganismo – chamado as vezes, e de maneira errada, apenas de Wicca – porque nele tudo se integra. Todos somos parte de algo único. Pra mim, cuidar do coletivo é cuidar de mim. Tudo que eu faço retorna, tudo que faço tem consequência. Isso me ajuda a ser uma pessoa menos prejudicial ao outro.

Só faço um pedido a vocês: que nesse Litha, Natal ou qualquer outra festa que você comemore na sua espiritualidade, ela não se faça um medidor do outro. Cristo disse: com a vara que medirdes será medido. Eu não gosto do tom de ameaça da Bíblia, mas a questão de julgar o outro – que Cristo tanto combatia – é um dos mais belos ensinamentos da mesma. Não faça da sua fé muleta para o seu preconceito.

“Este post faz parte do Meme de Dezembro, uma iniciativa das interneteiras do LuluzinhaCamp, que tem como única intenção, a diversão. Porque somos blogueiras e adoramos blogar, simples assim. Se você tem blog, corre para participar, clique aqui e saiba mais.”

3 comentários sobre “#memededez – Espiritualidade

  1. Queria ter esta certeza, que fui meio bruxa em outra vida, mas… No fundo todas nós, mulheres, somos meio bruxas, né?! Se eu confiasse mais em minha intuição teria me livrado mais de uma poucas e nem tão boas…

    • Minha certeza, Beth, é apenas de coração. É sentir que estou ligada a isso, é me identificar mais com essa ritualistica mesmo que tenha vivido bem mais na igreja católica. Todas mulheres tem, de fato, um pouco de bruxa – pra mim. Nosso estereótipo é esse: o do místico, o do cuidado, o do observar e aprender… E a bruxa é isso – novamente, pra mim.

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