Resenha – Incubus em “If not now, when”

Banda IncubusBom dia!

Primeiro, meses depois do último post, devo desculpas aos que assinam o feed deste blog / entram nele. Foi um semestre impossível pra mim, e agora que ele se aproxima do fim meu planejamento de voltar a postar deve dar certo. Mas falando do que realmente interessa e parando de falar da minha vida pessoal, eu tenho que perguntar: vocês já redescobriram o amor por algo? Eu redescobri meu amor pelo incubus (e pelo vocalista Brandon Boyd) com esse cd. Foram 5 anos desde o “Light Granades”, e só agora temos um cd de inéditas. Tá, teve o “Monuments and Melodies”, mas era compilação. E vai ser do novo cd, o “If not now, when” que eu falarei aqui. Se preparem, provavelmente essa resenha vai ser longa. Só pra matar a saudade, ok?

Se você estiver com preguiça, pode ir pro último parágrafo direto. Prometo que vai ter um resumo bacana lá.

O cd abre com a faixa título. De cara nota-se que o peso das músicas, ou melhor, aquele “barulho” típico do Incubus diminuiu. A música tem os efeitos de sempre, que caracterizam a banda, mas eles estão mais limpos, mais fáceis de ouvir. A música é bem ritmada, os agudos de Boyd continuam ali como sempre. O mais legal é que a guitarra as vezes tem um efeito para parecer citara, o que dá aquele ar “viajado” pra música.

A segunda vem com um piano. “Promises, promises” trás o vocal mais típico da banda, aquela coisa de puxar a palavra em certos pontos. Além disso, tem um pouco menos de efeitos durante as estrofes, fixando-se entre elas. Basicamente bateria e piano fazem as estrofes, com um acorde breve de guitarra. As pontes contam com uma guitarra riffada bem legal, o baixo bem sumido. É bem diferente do que eu, particularmente, estava acostumada.

“Friends and Lovers” volta com a guitarra riffada e os efeitos. Mas é notável a presença do piano (ou seria teclado) nas novas músicas. Até agora, o ar do cd se mantem. É mais leve, mais calmo. Essa música lembra o estilo de “Echo”. Algo leve sem ser parado, morto. O vocal é mais agudo, tem menos variações do que tinha. O baixo continua sumido em algum lugar da música, mas o legal mesmo é o trabalho com os efeitos. Do meio pro final, a música ganha um trecho de ar mais soturno, gerando uma expectativa, que se resolve voltando para o estilo anterior.

“Thieves” parece ter vindo honrar o passado mais ruidoso da banda. Guitarras com efeitos parecem em cima de tudo, até que o vocal é acompanhado apenas pelo baixo (olha ele aí!) e a bateria. Ai vem a guitarra, os backvocals, os intrumentos vão se juntando e construindo a música. Ela é uma das que mais se parece com o resto da discografia da banda. O sensacional é que, ainda assim, ela parece bem calma. Não é perturbadora, não dá aquela ansiedade que o Incubus sempre me causou. E o que faz todo diferencial nisso é o vocal mais constante, sem variar muito entre graves e agudos. Aliás, é a primeira do cd em que aparece de fato um solo de guitarra.

“Isadore” lembra as baladas da banda. Isso até a bateria aparecer tapando quase todo o som da guitarra riffada. O vocal volta a ter efeitos. Essa é outra que lembra os trabalhos anteriores. Animada, com momentos de tensão, e nem por isso densa. A guitarra riffada e a bateria intercalam o destaque que dividem com o vocal na música. Uma hora a guitarra fica por baixo da bateria, em outra a bateria se esconde. Parece que elas buscam um acordo de convivência, e ele só é resolvido nos momentos em que a voz de Boyd fica mais aguda. Aliás, solo de guitarra bem suja, bem ruidosa. Efeitos na voz. Muitos elementos já conhecidos aparecem aqui, quase que como assinatura da banda. Como se eles dissessem que continuam os mesmos.

“The original” volta com o baixo mais em destaque. A guitarra riffada e a bateria entram depois, tentando tapar o baixo mas sem fazer muito esforço pra isso. Mais uma vez, a voz de Boyd divide a atenção apenas com a bateria. Depois entra a guitarra e aqueles riffs hipnóticos. O teclado com efeito aparece. E quando achamos que o refrão será gritado, Boyd surpreende e mantem o tom mais grave da música. Poderia ser aquele noise que estamos acostumados, mas ele surpreende e mantem o tom. É uma música que mescla bem o que a banda aparenta querer apresentar e o que eles já apresentavam. Como uma transição, se é que a banda mudou tanto assim nesses 5 anos sem cds de inéditas. Ai, quase no final da música, os gritos de Boyd e aquela sujeira, aquela crueza que esperávamos, aparece. Mas o vocal só não se mantem intocado porque conta com efeitos. O tom continua o mesmo.

“Defiance” volta com as vocalizações agudas de Boyd, o som acústico e rápido. O tom tá bem mais agudo que o dá música anterior. Tem aquela cara de música de roda de violão (mas quem conseguir cantar que nem ele, me avisa, te chamarei para as minhas rodas de violão). Aliás, me pergunto onde estão os outros instrumentos dessa música. Até agora, só voz e violão (coisa linda viu?). Aliás, super curta. Quase metade do tempo médio das outras faixas.

“In the company of wolves” vem compensar o tempo da anterior e a falta de efeitos. Começa com um sintetizador acompanhando o violão. O vocal tá todo sob efeito e a bateria aparece bem, incluindo o chimbal e os pratos. São  7 minutos e meio de música, conta 2 minutos e 20 da anterior. Apesar de longa, a música vem bem constante em seus efeitos, instrumentos e tons. Uma pequena tensão bem no meio da música muda os ares, joga mais efeitos, gera expectativa. Aparece aquele chiado característicos, os efeitos, e tudo vai se acelerando até resolver a tensão com o baixo e a bateria. A música muda completamente de ares, o vocal sussurrado de Boyd, cheio de efeitos. A guitarra aparece soturna. Um piano aparece pontuado. Novamente aquela tensão toda, com barulhos, tons mais graves. E ai termina a música.

“Switch Blade” começa só vocal e bateria. Ai entra a guitarra com efeitos, aquela rapidez toda que conhecemos. É das mais agitadas, diferenciando do que conhecemos como “típico” do Incubus porque vem mais aguda que no geral. Mas tem mais chiados, tem mais semelhanças com o som mais antigo da banda. É sensacional perceber como eles conseguem mudar a cara do som que sempre fizeram. Essa vai fazer os saudosistas comprarem o cd, com certeza. E a música termina num fade out, acho que é a única que termina assim.

Chegamos finalmente ao single. “Adolescents” vem com peso, vem com guitarra riffada, vem com o que o Incubus sabe fazer de melhor. A voz de Boyd unida a um backvocal agudo, os efeitos nos instrumentos, o baixo sumido. Tudo permeia a música como assinatura. Nela se reconhece o Incubus de “Make yourself”, com gritos e peso. No entando, não perde a característica mais leve deste cd em relação ao resto da discografia. Tem um momento mais calmo, com aquela vocalização clássica e a guitarra com sintetizador acompanhando. E o volume desse conjunto vai aumentando, até que a bateria faz a tensão necessária para o retorno ao refrão.

E o cd encerra com “Tomorrows Food”. A guitarra começa a música com riff acelerado, o backvocal vem com sintetizadores e a voz de Boyd também, só que aguda. Parece que ela retoma o ar mais calmo do início do cd, mas sem perder a tensão. Aliás, acho que tem um Tchello ou um contrabaixo clássico na música (aposto no último). Apesar dos efeitos, o noise tá bem menor e a música tá bem mais leve. Eles mantem um momento de tensão por repetirem uma mesma sequencia durante muito tempo, quase que como um solo. E só o Incubus termina o vocal da música mantendo o instrumental por quase um minuto e meio.

Ok, o cd são 50 minutos. Ele começa mostrando uma face pouco conhecida do Incubus, mais calma, mais limpa e mais leve. Mas ao progredir o cd ganha mais efeitos, mais ruidos e mais peso. Terminando com a combinação de leveza e ruido que eu só vi o Incubus conseguir fazer. Certamente esse cd agradará aos fãs em muitos pontos, e chocará em mais outros tantos. Mas depois de 5 anos sem ver nada de novo, é quase como matar a sede e ver que eles estão de volta de verdade. E espero não ter que resenhar algo deles só daqui a outros 5 anos.

“Somethin happening / and all the rebels and devils have come to naught / to hear your sirening / and who would un ring, oh, your bell? / Defiance, a most awaken inclination / Defiance, your elegant abberation” (Defiance – Incubus)

Site Oficial – Incubus (Dá pra ouvir “Adolescents” e “Promises, Promises”)

Provavelmente quarta-feira vocês me verão postando algo novo por aqui.

Até a próxima.

2 comentários sobre “Resenha – Incubus em “If not now, when”

  1. Gostei muito da sua resenha sobre este novo cd do Incubus.
    Se eu fosse definir em uma palavra essa palavra seria EMOCIONANTE
    #incubusforever

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