Resenha – Cake em “Showroom of Compassion”

banda cakeBom dia, pessoas!

Vou tirar o pó desse blog e o farei com estilo! O Cake (também se referem a banda com tudo em maiúsculo, CAKE) volta depois de 4 anos sem nenhum lançamento. E, levando em conta que o último álbum foi de b-sides e raras, acho que essa obra tem mais a mostrar do que aparenta. Mas é melhor vermos isso juntos, não?

O cd abre com “Federal Funding”. Uma música um tanto molenga, lenta, mas ainda assim ótima. Solo de guitarra acompanhado dos naipes de metal que só o Cake consegue fazer. O baixo forte, a bateria não fanzendo nada mais que cumprir sua função. Senti falta desses trompetes no rock. A segunda música é “Long Time”, que trás de volta aquele ritmo latino com sintetizadores e tudo isso unido com rock. Para os saudosista será uma “Never there” mais triste, um tanto menos sensual. Dançante sem ser rápida. A música deles continua, mesmo depois de tanto temp de banda, muito ritmica. A trilha 3 é “Got to move”. Música um tanto tristinha de começo, com bem mais guitarra e bem mais melódica do que as duas anteriores. O backvocal dá as caras em boa parte da faixa, e os sintetizadores ficam lá no fundo das estrofes para aparecer só no refrão. O baixo volta dominando “What’s now is now”, aquele ar melodramático. Quem gosta de Cake, na minha opinião, gosta de butecos, daquela cena de cerveja barata e mesa de sinuca. Acho que combina. E não é nenhum pouco ruim. Aliás, esse cd é muito mais fácil de ouvir (pelo menos até agora) que os anteriores. Nota 10 para a música terminada em Fade Out. As bandas esqueceram como é proveitoso usá-lo. A faixa de número 5 é “Mustache Man (wasted)”. Agitada, sensual, guitarra riffada, backvocal simples e baixo dominando junto com o vocal. Os metais fazendo as vezes de ponte só facilitam ao manter a música animada.  O drama fica por conta da música que divide o cd. “Teenage Pregnancy” começa com um piano dramático, que fica ainda mais dramático com o baixo e a bateria. E quando o piano sai, a música toma peso. E ai vem o sintetizador dar ares ainda mais de terror. Não é uma música tão fácil quanto as outras, ainda mais que não tem vocal a não ser por uma ou outra vocalização lá no fundo da trilha. Instrumentais não são comuns em cds comerciais.

Mas ai vem a música número 7, minha favorita até o momento. “Sick of you”  vem com bateria, baixo e guitarra. O riff inicial só dá ainda mais cara de puro rock que eu adoro. Ela é mais rock que o normal para o padrão da banda, e ainda assim não deixa de ter a cara do grupo. Ai aquele vocal distorcido de “Never there” acompanhado de coro, os metais, tudo demonstra que sim, se trata do mesmo Cake de antes. “Easy to Crash” vem em seguida, guitarra muito mais aparente que o normal, junto com um sintetizador constante. Cadê o baixo que deveria estar aqui, Cake? Lenta, triste até, contrapõe a faixa anterior. Mostra a face mais densa do Cake, aquela que quase ninguém conhece. E a nona faixa trás ares do country. “Bound away” vem toda lenta, de vocal texano, nada de metais, nada de baixo dominando. Caipira mesmo. É meio cansativa, mas nada grave. A penúltima é “The winter”. Começa lenta, com vocal e piano. O baixo, a bateria e a guitarra distorcida aparecem e o conjunto todo trabalha junto, sem maiores destaques. O vocal mesmo que fica sobrepondo tudo, inclusive o backvocal sintetizado. Ai aparecem os metais lindos, lentos, dandoo brilho a faixa. E o cd fecha com “Italian Guy”. Um violino aparece, fazendo par com a bateria e um piano. Os sintetizadores aparecem aqui e ali, e vão tomando conta. A música tem cara de marcha, e não fosse os vocais poderiam bem servir a esse propósito.

Ok, resumindo: aproximadamente 47 minutos de boa música, bem mais fácil de escutar que os cds anteriores. Dá para ouvir algumas trilhas no site oficial da banda. Se eles precisaram de 7 anos para mudar sem perder a identidade, eu não ligo. Welcome back, Cake.

Cake – Site oficial

“All the music that you own won’t change that you’re all alone (all alone) / Every piece of land, every city that you plan / Will crumble into tiny grains of sand / Everything you find, that at first seems to shine / Always turns into the same old lie (same old lie) / I wanna fly away” (Sick of you – Cake)

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