Resenha – 30 Seconds to Mars em “This is war”

30 seconds to marsAviso: Se você quer um resumo da resenha, vá para o final dela. O último parágrafo resume bem o que penso.

Olá povo!

Hoje o dia conta com uma ótima pedida. Jared Leto, que é conhecido como ator, se superou na popularidade como cantor. Afinal, ele é o vocalista do 30 Seconds to Mars. Apesar do sucesso ter vindo em 2006 com a música “The Kill”, a banda existe desde 1998. Seu último cd é o que será resenhado aqui, e foi lançado em 2009.

Começando com clima de mistério, “Escape” tem introdução sintetizada, seguida de percussão rápida que vai aumentando de volume. Ai entra o vocal de Leto e para os sintetizadores, começando com as cordas. Depois um coral que leva de novo a sintetizadores. Bem curta essa música. Em seguida vem “Night of the hunter”. Depois de uma frase em francês, guitarra e sintetizadores entram fortes, para ficarem baixinhos assim que a voz de Jared entra. No refrão, os instrumentos aumentam de volume e dão mais energia para a música. “Kings and Queens” começa suave e a guitarra aparece mais animada. É uma música de ar bem leve se comparado ao que estamos acostumados a ouvir vindo do 30 Seconds. O mais peculiar é a bateria quase toda só no pratoe a guitarra riffada suavemente nas estrofes. A 4ª música é a faixa-título. “The War” vem, novamente, com aquela introdução misteriosa e sintetizada. Sintetizadores somem, vem bateria e guitarra. Gostei da levada da guitarra dessa música. O refrão é forte e gritado, como a maioria dos refrões no 30 Seconds. Impressiona que o mesmo vocalista varie tanto entre o grave e o grito agudo. Prefiro o grave, já aviso. Ai chegamos a trilha 5, “100 suns”. Música violão e voz, deliciosa por não ter tantos agudos e tantos gritos. O coral de fundo ficou bem interessante. Música curta, menos de 2 minutos. E o meio do cd vem dramático em “Hurricane”. A música tem um featuring com Kanye West. Não atoa então ares mais ritmados e sons de mixagens, característicos do black feito por West. O contraste do vocal de Kanye com o os agudos de Leto ficou bem interessante. Essa é bem longa, mas não a mais longa do cd.

“Closer to the edge” abre a segunda metade do álbum. Música acelerada, cara de pista. Animada, leve, guitarra sintetizada e bateria. O final é interessante, pois tem um coral e os sintetizadores deixam a guitarra, que fica mais pura. A oitava é “Vox Populi”. Seguindo a fórmula sintetizadores + guitarra + percussão forte na introdução, impressiona pelo coral vir no começo da trilha. Parece continuação de alguma outra trilha. O cd segue com “Search & Destroy”. Começa mais calma, só que com certa tensão. Essa tensão é resolvida logo no fim da primeira estrofe. A guitarra vem mais pura, sem muitos efeitos, e a bateria fica mais calma e mais grave. O final é interessante, mais agitado e com o típico coral, mas eu achei que caiu melhor nessa trilha que na outras. A de posição número 10 é “Alibi”, que começa com um piano suave e só por isso já surpreende. A bateria vem mais grave e mais ritmada. Não é uma música animada, mas eleva o moral sabe? No final, Leto faz seus típicos agudos e ai a música ganha força. A penúltima é “Stranger in a Strange Land”. Cheia de efeitos, ritmada e com teclado sintetizado. É a maior trilha do cd, beirando 7 minutos. Há nela, logo na introdução, uma quebra de ritmo e melodia que ficou meio sem sentido. Provavelmente foi para baixar o instrumental para destacar a voz de Leto. Instrumental e vocal só se encontram lá pelo meio da música. Ai no final a voz vai dando lugar ao instrumental. E o cd encerra com “L490” que, por sinal, começa com ares de que tá acabando. Sintetizadores vão e voltam. Até aparecer um violão deliciosamente tocado e um piano. A música é quase toda instrumental, entrando um vocal confuso lá no final.

Bem, o cd ao todo tem uma hora. A exceção de umas três faixas, segue a formula: Sintetizadores + vocal quase sem intrumental no fundo + guitarra e bateria fortes + refrão. É um ótimo cd, e ainda que tenha a fórmula que coloquei acima, as músicas não são todas iguais. É impressionante o que o 30 Seconds consegue fazer com “tão pouco” nas mãos. Recomendo sim, mas aviso que é levemente enjoativo. Principalmente pelos gritos de Leto.

MySpace – 30 Seconds to Mars

“I believe in nothing / Not in Satan, not in God / I believe in nothing / Not in peace and not in war / I believe in nothing / But the truth of who we are” (100 suns – 30 seconds to Mars)

2 comentários sobre “Resenha – 30 Seconds to Mars em “This is war”

  1. Eu confesso que não gostava do 30STM na época de A Beautiful Lie, mas esse álbum realmente me surpreendeu, principalmente pela faixa ( que tá virando single) Hurricane. Realmente um ótimo trabalho.

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