Resenha – MGMT em “Congratulations”

Foto da dupla MGMTOlá pessoas que ainda visitam esse blog!

Aviso: Se quiser ler só um resumo da resenha toda, o último paragráfo é o que recomendo.

Sim, eu não sou responsável nem tenho disciplina, shame on me. Mas como esse mês é o mês de aniversário do About Headlines, vou fazer os posts necessários para manter minha métrica em dia. O problema era que eu precisava de 31 bandas! Ai, recorri ao Twitter e coletei umas boas dicas. Vou começar com uma das dicas da @lidifaria, que é uma pessoa muito fofa, de bom gosto musical e prestes a ir pro Canadá.

Bem, acho que se você chegou ao meu blog, conhecer o MGMT não é seu objetivo, você provavelmente já o conhece. Mas, para o caso de que não conheça, vai uma breve apresentação: Segundo a Wikipedia (aqui) a banda (na verdade, dupla) se “uniu” em 2001 e só foi lançar seu primeiro cd em 2007. Para quem ouve indie ou acompanha de leve a MTV Brasil, “Electric Feel” foi um sucesso. Confesso que eu não gostava do MGMT, mas resolvi ouvir o “Congratulations” e me espantei. Vamos falar do cd agora, ok?

“It’s working” abre o cd, com seus vocais sintetizados, a guitarra riffada, bateria acelerada e quase nenhum baixo. Ele só aparece em momentos que o vocal se apaga. Tem uma mistura interessante ai entre de música dos anos 60/70, com
seus backvocals e o ritmo bem particular, e o eletrônico. E “Song for Dan Treacy” vem quase com a mesma proposta, a exceção de uma tensão gerada com sintetizadores que ficou muito boa, quase uma trilha de filmes de terror trash
com aquele orgão predominando. “Someone’s Missing” é uma momento de relaxamento quase letárgico depois de duas músicas aceleradas. Ou parece isso. Praticamente toda vocal até mais da metade da música, com um instrumental baixo
e leve, depois de 3/4 da música entra o instrumental de verdade e o vocal que permanece está todo sintetizado. Gostei da levada da guitarra nessa faixa. “Flash Delirium” volta com os ares mais agitadinhos, e tem um teclado sintetizado muito bom, fora ficar num meio termo, sem correr demais nem te levar a um estado quase letárgico. Até agora é minha favorita do cd, pois é boa tanto para pista quanto para ouvir em casa. “I Found a Whistle” volta com os ares psicodélicos mais fortes e tem levadinha calma. Música de final de baile dividindo o cd? É bem agradável ela, lindinha, mas lembra realmente aquelas cenas de fim de baile nos filmes.

“Siberian Breaks” me surpreende com um violão destacado e bateria bem leve. Como assim? Cadê os sintetizadores? Ah, eles aparecem, fiquem tranquilos. Mas é tão pouquinho. Meu coração pulou de emoção ao perceber a qualidade dos sons mais acústicos do MGMT. Parece que esse cd fará com que me apaixone por eles. A levada chega a ser quase um Twee-pop. O “problema” é que a música tem o tempo de quase 3, com seus 12 minutos. E eles ainda fazem um falso fade-out! Depois desse fade-out a música volta mais para os ares do cd, mais sintetizadores, só que além da psicodelia tipica ela tem um pouco de densidade. E ai volta de novo para o estilo antes do fade-out, TUDO EM UMA MÚSICA (sorry o caps, mas eu precisava). E ai muda de novo para a psicodelia, dessa vez chegando a me lembrar levemente Jean Michel Jarre (como assim?!). “Brian Eno” volta com a promessa de rapidez e cumpre. Música muito acelerada, com jeito de perseguição, faz um contraponto quase perfeito a trilha anterior. Ai lá vai ela e fica lentinha durante poucos segundos, só para gerar espectativa. Música instrumental e um tanto quanto sonífera, ainda que seja linda, “Lady Dada’s
Nightmare” é a penúltima do cd. Seu ar leve e  agradável vai mudando aos poucos, com a densidade sendo dosada quase que a conta gotas, até que começam sons de gritos e a música apela para o experimentalismo. Chega a ser  perturbadora. E fechamos com a faixa-titulo. Música de praia, com ares bem acústicos para os padrões MGMT. Apenas a voz levemente sintetizada (nada grave, um reverb de leve).

Bem, temos aqui um cd de duração média (44 minutos), mas que tem como particularidade uma música de 12 minutos. Além disso, é um cd bem uniforme, que fala a mesma lingua o tempo todo. As músicas agitadas e calmas se intercalam e, pra mim, a única falha foi “I found a Whistle” ficar no meio do cd. Ela tem cara de final de CD. Talvez ficasse melhor se trocada com “Lady Dada’s Nightmare”. Fora isso, a banda não disponibiliza para download mas dá para ouvir todas as faixas na integra no myspace da banda. Agradecimentos, novamente, a @lidifaria por me lembrar dessa banda.

MySpace – MGMT

“If you find the soul that you lost / frozen in a starry void / take it within and hope the sight of blood” (Siberian Breaks – MGMT)

See ya

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