Resenha – Nirvana em “Nevermind”

Foto da banda nirvanaHey leitores!

To na campus party 2010 e logo na segunda twittei pedindo sugestões de bandas para resenha. Não recebi resposta via twitter, confesso, mas fiquei honrada em receber a sugestão (e um monte de lindos stickers junto) da Liliane Ferrari ao vivo. E, para minha surpresa, a sugestão de resenha é o cd “Nevermind”, como vocês podem ver no título.

Falar de um dos cds que mais marcou o rock não é fácil. Aposto que a maioria das pessoas já ouviu alguma música desse cd. E todos que gostam de rock tivéram a voz de Kurt Cobain no ouvido durante certo período. Por isso, sem mais delongas, vamos aos comentários sobre o cd. Aviso: não sou fã de nirvana. Não esperem grande análise

O álbum começa com o maior sucesso do nirvana, “Smell like teen spirit”. Guitarra abafada e distorcida, bateria forte e baixo bem marcado, apesar de simples. É bem um resumo das características da banda. A voz rouca de Cobain em momentos mais agitados imprimem certa  revolta, e não atoa é a mais famosa do grupo. A próxima é “In Bloom”. Características semelhantes a anterior, mas a levada é um pouco mais lenta e a música é mais grave, sem tantos gritos. É uma música mais pra curtir mesmo. Já a terceira trilha vem cheia de bateria e peso,
saindo um pouco do grunge na minha opinião. “Breed” é agitada e me lembra muito algumas músicas do Foo Fighters (eu sei que o David Grown era baterista do nirvana, mas é realmente muito parecida). As repetições, guitarra riffada e baixo forte, bem como a bateria, acompanham o vocal mais agudo que Kurt consegue fazer, com aquelas rasgadas na voz. Estamos na quarta faixa, “Lithium”,
que vai de encontro ao clima da anterior. Baixo na introdução, guitarra riffada e bem baixa, bateria na combinação chimbal-bumbo-surdo. Ai no refrão de “yeahs”temos a agitação, certo peso, mas nada se comparado a “Breed” ou “Smell liketeen spirit”.

E chegamos a música nº 5. “Polly” é a primeira a usar violão acústico, fazendo um voz e violão bem interessante. A bateria aparece  pontuada, só com chimbal. E o interessante é que a música inteira é isso! A voz de Cobain bem baixa, grave, rouca de leve. Muito interessante. Logo que em seguida temos outra MUITO agitada. “Territorial Pissing”. Começa com um vocal agudo e uma guitarra
distorcida, suja e muito agitada, bem como a bateria forte. O baixo fica sumido e a voz de Kurt continua a ficar rasgada. Essa é outra que poderia ser do Foo Fighters. “Drain you” começa com a voz de Cobain e um levadinha suave, mas dura só 10 segundos isso. O peso aparece essencialmente na distorção da guitarra, mas não seria muita coisa sem a bateria forte. Se tem uma música que ficaria bacana
numa corrida, numa cena de perseguição, é essa. Interessante o momento instrumental, bastante psicodélico.

“Loung Act” tem baixo forte, guitarra distorcida mas constante, bateria relativamente baixa. A levada em si é acelerada, mas não temos tanto peso nela. O peso fica, acredite ou não, na voz de Cobain. Ele pesa a música, e não os instrumentos. Nem a distorção da guitarra tem esse poder. A bateria retorna só com o baixo em “Stay Away”. Tem uma pegada um pouco menos grunge, mais pop até. A música chega a ser limpa se comparada a outras. A sujeira fica em momentos de guitarra distorcida e no vocal. “On A plan” começa com uma guitarra distorcida, e ai se torna mais uma que entra na fórmula básica: guitarra grave distorcida, vocal rasgado, bateria forte mas baixa e o baixo quase sem aparecer. A penúltima é “Something in the way”. Começa com guitarra grava, baixa e lenta. O vocal a segue. A bateria e o baixo também lentos tornam a música quase letárgica. E fechamos com “Come as you are”. Outra clássica, de baixo forte, guitarra com riff distorcido constante e bateria calma. A música vai ganhando mais corpo durante o tempo, mas isso se restringe aos momentos de refrão.

Não tenho muito mais o que dizer do cd. É obrigatório para qualquer um que se diz roqueiro e, confesso, impressiona um pouco ouví-lo com cuidado. Agradeço a Liliane pela sugestão (e pelos stickers).

Não tem myspace, por que será?

“Even if you have / Even if you need / I don’t mean to stare / We don’t have to breed / We could plant a house / We could build a tree” (Breed – Nirvana)

See ya later

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