“Não vou mostrá-los qual é a maneira certa” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

”Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulher”Atrasada, de novo, mas ainda assim: Olá Povo!

Ontem foi dia internacional dos direitos humanos. E também último dia da campanha dos 16 dias de 2009. É bacana ter esse período, mas ele só vai valer a pena quando o lembrete não for necessário.

Bem, a declaração dos direitos humanos tem por volta de 30 artigos. Eu não quero me prolongar demais, como fiz nos outros posts. Portanto, vou me atentar a cinco. Tais artigos foram retirados do site das Nações Unidas no Brasil.

Artigo I.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade

Se nascemos livres, devemos nos considerar como tal. Não devemos nos impor amarras, nem deixar que nos imponham. Antes de sermos homens ou mulheres, somos humanos. Ninguém nos tira isso, portanto não tira nossa liberdade. Mas, afinal, o que andam fazendo os maridos/pais possessivos? E a mídia, que nos prendem a um padrão? E nós mesmas, que seguimos esses padrões? Ferir os direitos humanos logo assim, de cara e de livre e espontânea vontade? Se você se sentir bem como é (dada as proporções que isso não afete sua saúde), continue livre.

Artigo IV.
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas

Eu não gostei muito do verbo no futuro. Isso prova que a escravidão ainda existe. Seja a escravidão de não ter tempo para o que gosta, ou a escravidão de não ter como se manter… Existem tantos tipos de escravidão: do tempo, do dinheiro, da moda, e diria até do anarquismo. Quando se vai a o extremo de algo, quando somos aficcionados, não somos escravos desse algo?

Artigo V.
Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Quantas mulheres não vemos que dormem 4, 5 horas por dia para conseguirem manter a família? Não só mulheres, mas também elas. Em geral, se exige menos do homem. A mulher tem jornada dupla, e ainda assim vai levando. A crueldade ai não é física, mas quero saber quantas mulheres são como a dos comerciais/novelas, com seus 2 ou 3 filhos, trabalho, casa arrumada, que dorme bem, é linda, boa de cama e ainda é voluntária aos sábados. (Se alguém ler isso e for assim, deixa um comment, quero a fórmula).

Artigo XVI.
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.

Se o casamento não será válido senão com livre e pleno consentimento dos noivos, por que ainda temos dotes? Quando se trata de questão cultural, a mulher em geral aceita a união. Mas e quando ela não aceita? O problema ai tá na posição da mulher, que é quase uma coisa. Um objeto que não pensa por si. Não adianta falar que isso só acontece no oriente. Aqui também tem, e em geral por motivos religiosos. Se a familia quer manter a tradição, que pelo menos equilibre com a vontade da mulher em questão.

Artigo XXIII.
1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.

A coisa de dois posts antes desse falei de um filme, o “Princesas”. Aqui no Brasil, como no resto do mundo, a protituição é vista com maus olhos. Mas lá fora, pelo menos, existe associação até para tais profissionais (sim, elas são profissionais). Inclusive, um dos maiores burburinhos da COP15 (conveção do clima em Copenhagen) foi sobre uma manifestação das prostitutas. O governo local quis desestimular o sexo pago com um folheto dizendo: “Seja sustentável, não pague pelo sexo”. As prostitutas, em associação, não se fizeram de rogadas: os participantes da COP15 tem programas gratuitos. Pense que programas com as associadas custam em torno de 1000 euros.

Tais mulheres ainda tem a vantagem de se manifestar. Mas e nosso salário que é, em geral, mais baixo que o dos homens? E quando eles nos desacreditam? Já passou por preconceito, humilhação no exercício de sua função?

Bem, eu não tenho muito mais o que falar. Escolhi esses pontos porque realmente me tocaram, mas confesso que deveriamos ter esses direitos impressos e colados num local para lermos. Assim como deveriamos conhecer de direito. Pode parecer chato, mas nos livraria de muitos problemas.

Abraços

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