“Dondoca é uma espécie em extinção” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherOlá Pessoas!

Sei que são dois dias de atraso, mas nunca é tarde demais para falar de coisas bacanas. Dia 6/12 é o dia da campanha do Laço Branco. O mais interessante é que eu não conhecia a campanha até esses dias. É fácil  mulher defender mulher, é natural. Mas fiquei surpresa diante da campanha dos meninos contra a violência contra as mulheres.

O triste é esse meu choque existir. Afinal, todos deveriam lutar contra a violência causada a qualquer outro ser humano. Mas estamos tão acostumados, calejados, diante da violência que quando vemos um grupo que tipicamente é o autor da violência defender a vítima ficamos assustados. Mas qual o nosso papel para ajudar os meninos que defendem nossa causa?

Bem, além de divulgar (com links do site, comentando com outros meninos), temos papel em influenciar os que estão ao nosso redor. Sempre batem na tecla da educação dos filhos, e digo que devemos continuar sempre batendo nessa tecla: nós somos responsáveis (mas não só nós), enquanto mães, pelos meninos e futuros homens que temos/teremos na sociedade. Mas vou além: somos responsáveis por como deixamos os meninos nos tratarem, desde nossos patrões até nossos amigos.

Falo isso porque sou aquela amiga chata que fica brava com qualquer brincadeirinha que insinue sexismo: seja machismo (o qual vejo muito mais por estar numa faculdade de Tecnologia), seja femismo (porque não creio que a mulher seja melhor e sim diferente do homem). O ponto ruim é que cheguei a pegar raiva de um amigo, pois ele simplesmente não consegue não fazer essas “brincadeiras”. Sempre tenta por a mulher em posição mais baixa, sempre fica reclamando que as mulheres “são incompreensíveis” e justifica metade das brincadeiras dele nisso. Além disso, não se dá por satisfeito ao ver uma homossexual, diz que é “falta de homem”, “que não experimentou o cara certo”.

Quer dizer, qual o respeito dele em relação a mulher? Nenhum! Ele não vê a mulher como alguém que tem os mesmos direitos que ele, que a mulher é de fato um ser humano (eu queria não ter que escrever isso aqui). E quando eu fico brava, o que demora certo tempo e tem vários avisos (sabe quando você começa a dar seus argumentos com luzes de neon dizendo “pare de falar” pro seu amigo?? então…), ele reclama! Diz que to de manha e que “fico linda bravinha”. PRO INFERNO, caramba!

Voltando a falar da campanha em si, só pra terminar o post de maneira alegre, os rapazes da campanha aqui no Brasil demonstram de várias maneiras o engajamento. Aliás, eles tão mais engajados que muitas meninas. Por exemplo: não achei nem nos sites da campanha dos 16 dias, nem nos feministas, nem em outros lugares uma “grife”, um “logo” da campanha dos 16 dias. Já a do laço branco, que tem o site linkado acima, tem toda uma grife que vai de materiais de divulgação (impressos e vídeos) até camisetas. Quer dizer: não temos o orgulho de demonstrar que nos defendemos, mas eles tem todo um orgulho de dizer que não são violentos e que não aceitam violência!

Fica aqui a dica para os meninos. E amanhã vamos falar dos direitos humanos.

Abraços

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