“Só quem morreu na fogueira sabe o que é ser carvão” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherEsse blog anda largado. Mas se tem algo que me faz movê-lo, agitá-lo, é participar de blogagem coletiva. Principalmente quando essa blogagem é por defesa de direitos. Hoje começam os “16 dias de ativismo” para as feministas. Mas acho que isso não deveria ficar restrito as mulheres que se rotulam assim. De qualquer forma, vamos falar sobre violência?

Vamos pensar no que é violência, antes de pensar na mulher em si. È só murro, tapa, tiro que conta? Ou ofensas também? E as condições sociais e econômicas? Pois é, tudo isso conta como violência. E quando o crédito de algo que você fez é “roubado” por alguém, isso conta como violência? Pode ter certeza que sim.

A questão é que a mulher está, devido a todo um sistema social, sujeita a todos esses tipos de violência a qualquer momento. Não só a mulher, como outras minorias imaginárias. Ainda existem mais mulheres que homens, segundo o IBGE (link da notícia). Ou seja, não somos minoria e ainda assim sofremos com a violência. Nem que fossemos deveriamos sofre violência. Vou citar apenas uma “violência”, um fato desconhecido da maioria.

Sou da área de TI, um mundo masculino, certo? Bem, nem sempre foi assim. Segundo a Wikipedia, a primeira linguagem de programação foi a ADA. Não, não é uma sigla, e sim uma homenagem a primeira programadora.  Ada Lovelace idealizou uma linguagem antes do computador sequer existir e foi a primeira a desenvolver algoritmos que a máquina de Babbage (primeiro “computador”) conseguia resolver. Esse dados foram retirados desse artigo. Considera TI ainda algo masculino?

Ok, se você disse: “Sim, informática é coisa de homem, vá cozinhar!” eu rebato. Dessa vez com citação da wikipedia:

“O ENIAC era programado através de milhares de interruptores, podendo cada um dele assumir o valor 1 ou 0 consoante o interruptor estava ligado ou desligado. Para o programar era necessário uma grande quantidade de pessoas que percorriam as longas filas de interruptores dando ao ENIAC as instruçoes necessárias para computar, ou seja, calcular. Existia uma equipa de 80 mulheres na Universidade da Pensilvânia cuja funçao era calcular manualmente as equaçoes diferenciais necessárias para os cálculos de balística. O exército chamava a funçao destas pessoas: computadores.” (Link para o artigo)

Há! Nossas são chamadas de computadores, ou PC’s (personal computers, computadores pessoais na tradução) devido a essas mulheres geniais que calculavam balística para o exército americano.

Ai vocês podem vir e me dizer: “Ok, mas cadê a violência?” O fato de vocês não saberem é a violência. Cadê o reconhecimento? Todos que sequer tiveram uma pequena aula de hardware ouviram falar de Babbage. Mas Lovelace ficou esquecida. E sempre imagina-se que homens operavam o ENIAC, mas fomos nós mulheres.

Quando uma idéia é roubada de um homem por outro há brigas, rebuliços. Mas até hoje a mulher tem se calado diante de “roubos” de idéias. Aquela famosa frase que “por trás de um grande homem tem uma grande mulher” é isso. Marie Curie não nos deixa mentir. Por que atrás? Por que não atuando em conjunto, em pé de igualdade?

Enfim, eu torço para que vocês acompanhem outros textos que surgirão hoje. E, por favor, homens e mulheres: reconheçam cada qual seus direitos como seres humanos. Respeito e igualdade levam a paz.

Abraços

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