Resenha – Mika em “The boy who knew too much”

Olá amigos!

Sim, to feliz. Com esse cd não tem como ficar desanimado. Mika ficou conhecido pelo hit “Grace Kelly” e seu novo cd vêm cheio da proposta do rapaz: vamos ser felizes! Como diria o narrador da sessão da tarde: a animação está garantida com esse cd da pesada. Ok, isso ficou péssimo, mas vamos então ao que interessa e falar do 2º cd dele.

A obra começa por “We are golden”. Com vocal e backvocals logo de cara, assim como piano e percussão. O baixo apagadinho e as pessoas podem se perguntar onde está a guitarra, pois ela simplesmente não está ali. Os agudos típicos de Mika estão, claro, presentes e fazendo seu papel super bem. O refrão é bem grudento e a música como um todo é contagiante. O final conta com um coral super legal. A segunda é “Blame it on the girls”. Começa com Mika apenas falando e a bateria entrando forte, assim como percussões que parecem calmas. O piano segue e vem também forte e intenso. Um sintetizador de fundo garante os ares de pista para essa música que tem bem pouco de instrumental em si. Uma verdadeira faixa dançante, para aquelas festas que se faz em casa com os amigos. Ao final, temos algo que me parece mais latino, mas a impressão passa bem rápido. A faixa “Rain” vem ainda mais dançante, com ares parecidos com o de “Relax, take it easy”, só que mais tristinha. Sintetizadores pegam forte, apagando até a percussão. O vocal agudo se concentra no refrão. Essa faixa é ainda mais candidata a pista que a anterior, pelo simples fato de ser feita todinha em cima de samples. Com um violão e um piano mais denso começa “Dr. John”. A música vai, aos poucos, ganhando leveza e chega ao refrão com ares bem mais alegres e característicos do cantor. A bateria tá superleve, bem como o baixo. O único pecado, na minha opinião, é a faixa ser repetitiva demais. O fim retoma a impressão de densidade do começo. Chegamos a música 5, que vem também tensa e tristinha. “I see you” vem com apenas um piano e o vocal que, apesar de agudo, está muito suave. O baixo aparece depois, dando ainda mais densidade. Só um sintetizador para dar a leveza que essa música precisa e, ainda assim, não é tanto. Uma faixa um tanto quanto depressiva para o cantor. No meio, a trilha ganha ares de black music muito bons, mas ainda assim aqueles blacks meio depressivos. “Blue Eyes”, sexta música, trás de volta a animação. Ela vem com um piano riffado, na falta de expressão melhor, e uma percussão super de leve. Aqui temos ares de músicas meio havainas e/ou caribenhas (não conheço tanto para diferenciar uma de outra). O vocal vem com menos agudos. E chegamos ao meio das 13 trilhas com “Good gone girl”. Pra quem sentia falta de “Grace Kelly”, essa música ocupará bem o lugar da outra. É mais agitadinha, com piano bem levado e a bateria rápida e leve. O baixo aparece mais nas estrofes e o vocal está alternando entre o agudo e o normal com mais frequencia.

“Touches You” vem com o vocal mais agudo e o piano rapidinho e forte. A bateria também vem forte e bem marcada, além de um backvocal daqueles de igrejas batistas dos estados unidos. Bem agitada, também forte candidata a pista, da certa vontade de sair dançando. Outra que é repetitiva, mas aqui ficou boa a proposta. Com vocais mais etéreos começa “By the time”. Piano e sintetizadores bem leves, assim como o vocal e backvocal. A levada é bem mais calma que o resto do cd, mas não chega a ser depressiva. O agito volta em “One foot boy”. A batida é bem parecida com o que temos em território nacional, mas o que muda é a presença do piano e o vocal mais agudo. Isso confere um ar mais leve e até mais disco pra música. “Toy boy” trás de volta aquela pegada meio anos trinta (talvez eu esteja errando feio), meio música de desenho. Uma flauta transversal se mostra na música, que até então contava com piano e violino. É bem calminha, não muito inspiradora (a não ser que você seja um cartunista ou fã de coisas como “Noviça Rebelde”). A penúltima é “Pick up off the floor” e vem com um violino no começo. O piano e o vocal aparecem numa levada depressiva novamente. Interessante notar a levada meio R&B, meio jazz. O baixo, apesar disso, aparece pouco. E o cd fecha com “Lover Boy” e os ares de trilha de desenho iniciam a música. Mas a impressão logo passa, com a percussão e o piano mudando os ares aos poucos. Aqui, guardadas as proporções, sinto semelhança com Queen em certas faixas. Principalmente pelo jogo dos backvocals e o baixo aparecendo de leve atrás do piano.

Ok, temos 44 minutos com um som um pouco menos agitado que no cd anterior, mas mais maduro e um pouco menos repetitivo. Mika é aquele som que se ouve para animar.

MySpace – Mika

“Isn’t it enough, isn’t it enough just to feel wild and free? / Caught up in the rough, caught up in the rough of life, looking at me / You think you’re in love, boy / But you don’t really know what love is / You think you’re in love, girl / But honey let me show you where you’re heart is”
(Lover Boy – Mika)

See ya later

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