Resenha – The Lodger em “Life is sweet”

Hey pessoal!

Olha, eu deveria ser impedida de assistir MTV. Sem brincadeira, eu fico meio passível as novas febres propostas pela emissora. Depois do Mando Diao, minha mais nova queridinha proposta pela MTV é a banda “The Lodger”. Existentes desde 2004, só os conheci semana retrasada e só tive tempo de escutar o som deles com atenção essa semana. Com dois cd’s e mais uma série de EPs e coletânias, a banda segue a linha musical de sua terra natal, Inglaterra. Um indie pop suave e animadinho. Vamos então ao que interessa e falar do cd mais recente? O álbum “Life is sweet” foi lançado, na verdade, a mais de um ano (maio de 2008), e só agora tive contado graças ao “MTV Lab Now” (um dos poucos “programas” da mtv que ainda valem a pena). Agora sim, a resenha faixa-a-faixa.

O cd abre com uma levada animada de bateria, violão e teclado. O baixo tá bem apagado e, de fato, a base é toda feita pelo teclado. “My finest hour” é uma boa música para acordar sem grandes sustos. O vocal de Ben Sidall é suave, com o sotaque britânico bem óbvio e combinando com a música. O fato de ser pop não faz, da música ou da banda, parecer clichê. A seguinte é ainda mais animadinha, dançante até, com um destaque pro baixo. “The good old days” tem, no vocal, clara influência de bandas do final de oitenta, a guitarra aparece bem baixa nas estrofes e um pouco mais nos refrão, sendo aguda e riffada. A bateria é simplesmente a levada da música, sem muito destaque. Um dos trechos é basicamente baixo e bateria, tornando-a perfeita pra pistas indie. No final, um leve destaque pra guitarra. A terceira faixa é “Falling Down”, que começa com um riff suave de guitarra, com o baixo e bateria oferecendo base. É uma música mais lenta que as outras, porém nem por isso ruim. Tem picos de animação na trilha, como no refrão e no pré-refrão, mas um certo ar melancólico se mantém por aqui. No meio da faixa tem um trecho no qual a animação se mantém, quebrando um pouco com o final. Mas, continuo insistindo, a animação não vai contra um ar melancólico que existe nela. “Honey” é a obra seguinte, e começa com um violão suave que logo na entrada da bateria se torna ritmado. O teclado está sintetizado e dá um ar ainda mais suave. O vocal também segue a bateria, e ainda assim ela não se destaca. O destaque fica para o teclado sintetizado, que em toda suavidade demonstra uma emoção romãntica, suave e meio triste. “The conversation” quebra com o clima de quase todo o cd, tendo uma pegada mais pro indie-rock. Guitarra em destaque, música acelerada e de uma impressão de tensão constante. A bateria é constante e o baixo sumiu um pouco. O teclado fica responsável por leves sintetizações. Num certo momento fica só a guitarra, numa pegada que me lembra até estilos de pop-rock nacional. O meio do cd vem com “A Hero’s Welcomes”, que volta com o baixo forte e a guitarra riffada. A levada volta a ter aquele delicioso ar oitentista mesclado ao pop britânico. A falta de distorção na guitarra não me impressiona, e até me deixa feliz pois temos um som mais parecido com o violão. Isso ajuda a manter o ar pop da mesma. Um leve momento de tensão existe no meio da música, mas logo se resolve com o refrão.

O ar indie-rock, mais agitado, bem mesclado a leveza do pop aparece de novo em “A year since last summer”. Acelerada, e no entanto sem nenhuma tensão mais forte, tem um ar romântico e engraçado. É a menor música do cd, com menos de dois minutos, com destaque para a guitarra e sem nenhum sintetizador. A oitava música é “An Unwelcome Guest”, com a guitarra mais abafada, o vocal com um leve “reverb”, o teclado sintetizado e o baixo levemente mais forte. A bateria apenas mantém a levada, suportando toda estrutura da música. Momentos de agitação leves se alternam com momentos mais suaves por meios de tensão. É outra com aqueles ares do final de oitenta, quase começo de noventa. As palmas dão um ar de música pra fim de show. “Running Low” é trilha 9 do cd e começa com guitarra/violão em destaque, baixo dando suporte e bateria mais forte que antes. O ar dos anos 90 fica mais claro aqui, lembrando um pouco algo no tipo do “Cramberries”, só que com uma leveza em certos momentos conferidos pelo ar pop. Essa alternância em tensão, tristeza e leveza me agrada. O baixo combinado ao teclado sintetizado e à guitarra mesclam detalhes de oitenta e noventa muito bem. A décima é “Nothing left (to say)”, que volta com o ar agitado e a guitarra aguda. O baixo forte é outra marca e, não sei porque, a guitarra me lembra obras nacionais. A agitação animada me lembra uma coisa meio Culture Club, mas talvez eu esteja realmente muito enganada. Em certo momento uma tensão é gerada por uma leve lentidão no ritmo, mas logo se resolve com a volta para o ritmo normal. O baixo garante a levada, alterando-a quando necessário de maneira quase perfeita. A penúltima é “Famous Last word” é suave, lenta, remetendo mais pra sessenta, principalmente pelos backvocals e a guitarra. Talvez a inspiração seja até anterior, quando o rock e o pop tinham uma coisa que tendia mais ao romântismo e ao country. É, sem dúvida, a música mais lenta e mais longa do cd (tem 5 minutos e 22 segundos). Ela fica mais animada a partir da metade da trilha,o que ajuda a manter a gente atento a faixa. Confesso que ela é, inicialmente, um pouco sonolenta. Tem um instrumental muito bom e muito constante na música, com o vocal aparecendo em poucos momentos se comparado as outras faixas. E o cd encerra com “You say you were living”, com clara influência dos anos noventa. Baixo e guitarra com o mesmo destaque, sendo que a bateria continua na sua função de só garantir o ritmo da faixa. A trilha afirma o estilo indie-pop da banda, porém eu não me lembro de muitos sons que lembrem o que eles fazem. Existe algo de animador, leve, que quase nunca sinto nos indie-pops internacionais.

São 39 minutos com doze faixas incríveis. Particularmente, achei interessante a mesclada entre anos 80 e 90 que vejo pouco no indie. Normalmente estamos tão presos as décadas de 60 e 80 que não nos damos contas de certos elementos mais do fim de 80, começo de 90, como o som menos distorcido da guitarra. Essa tendência ao som mais parecido com o violão me agrada, principalmente quando unido ao baixo mais forte, herdado dos anos 80.

MySpace – The Lodger

“Love the one they must fight / No one’s got the right / To turn your pink world blue” (Doorsteps – The Lodger)

See ya Later

3 comentários sobre “Resenha – The Lodger em “Life is sweet”

  1. e aí Francine, tudo bem?
    é o seguinte, sou responsável pela organização dos links do site da Agência Alavanca – http://www.alavanca.art.br/ – e a gente precisa saber se há um e-mail para um possível contato direto da Agência com o blog.

    se houver, favor mandar para felipe.gollnick [@] gmail.com.

    muito agradecido! e sucesso com o blog!
    abraços

  2. Oi!
    Descobri você por acaso, lá no site de Ludov. Peguei a dica de seu blog e vim atrás. Li Um comentário, gostei e botei um link seu no meu.
    Fico feliz pela maneira como você resenha seus textos. Chega desta história de que blogueiro não sabe escrever com talento e cuidado.
    Espero que possamos manter contato.
    Beijos e vida!!!

    • Poxa Aroldo, muito obrigado pelo elogio.
      Tenho a impressão de já ter entrado no seu blog, é sério.
      Nosso mundo dos blogs é muito mal visto, temos que pensar melhor no que fazer com essa ferramenta tão poderosa de troca de informações

      Abraços

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