Resenha – Nightmare of you em “Infomaniac”

Bom dia pessoal!

Os benefícios da internet, com sua troca de informação, me permite resenhar um cd que será oficialmente lançado apenas em 4 de agosto. Banda de música suave, tendendo do pop-rock ao indie, está em seu segundo cd. Sem muita história, porém com boa música a ser apresentada. Vamos a resenha?

O cd começa com “Good Morning, Waster”, com violão suave e backvocal bem trabalhado. Música bem suave, com uns riffs de guitarra e o aparecimento dos outros instrumentos ao final da música, com a bateria forte e o piano fazendo a ponte entre ela e a segunda música. “Eustacia Vye” parece estar grudada a faixa anterior. Começa com um piano bem característico do pop, e com a entrada dos outros intrumentos essa característica aumenta. Temos um destaque ai pro baixo, que aparece bem apesar da guitarra e do piano aparecerem bem também. Faixa animada, com clara inspiração dos idos de 60 na combinação guitarra-piano. A terceira música é “I think i’m getting older”, onde a bateria aparece um pouco mais. Música bem mercadológica, bem agitadinha, é bem dançante. Distorção interessante na guitarra, com o sábio uso moderado dos sintetizadores garantindo o ar pop. No final, a música tem um momento breve de levada reggae com sintetizadores que ficou bem interessante. A música quatro é “Someday, but not today”, que tem uma introdução muito parecida com a de “Yellow” do Coldplay. A impressão logo some com os riffs da guitarra. O baixo forte aparece baseando o vocal calmo, junto com o backvocal bem suave e quase desaparecido em certos trechos. Tem um momento interessante de um riff bem acelerado e distorcido. E a quinta trilha vem com uma clara inspiração sessentista. “Hey Sweetheart” tem um vocal bem interessante, baseado num piano bem ritmado. A guitarra aparece depois com os outros instrumentos, só garantindo a lembrança aos anos 60 com seu ritmo característico. O teclado sintetizado deixou um ar bem particular a essa faixa. E chegamos ao meio do cd com “Experimental bed”. Com sintetizadores na introdução, unidos a uma bateria forte. Baixo vem representando bem, junto da guitarra um tanto quanto confusa pela distorção. É, até agora, a música mais densa do cd. Tem um ar que fica numa linha tênue entre a melancolia e a depressão.

A segunda metade é aberta pela música “Amsterdam”, de bateria forte e guitarra riffada interessante. Mantém o ar mais melancólico, ainda que seja menos melancólica que a trilha anterior. O baixo é presente, porém não muito, assim como o piano/teclado. É, só para efeito de curiosidade, a maior faixa do cd. A 8ª é “Gavi”, de bateria e baixo fortes. Uma sirene ao fundo dá a idéia de perseguição, o que condiz com o ritmo acelerado do baixo. Se alguma fosse pra uma pista, o que acho pouco provável já que não tem a ver com a banda, seria essa. O pré-refrão é só bateria e sirene. No refrão, o baixo fica sobreposto pela guitarra. Aqui também não ouço piano/teclado. A trilha 9 é “Tell me when it’s over”, e começa com bateria forte e guitarra distorcida. Agitada, mas nem por isso animada, marca a volta dos sintetizadores bem usados pela banda. Aliás, acho que é a faixa em que eles estão mais presentes, em particular na guitarra. O backvocal faz um trabalho mais forte nessa trilha. A música 10 é “A pair of blue eyes”, e o ar sessentista volta na calma e na guitarra de riff constante. OS sintetizadores ficam bem de fundo, mas dão um ar ainda mais suaves a trilha. Temos um momento de tensão, que se resolve com a retomada do ritmo. O baixo tem certo destaque, apesar de ficar bem de base, e os backvocals aparecem aqui e ali. A penúltima é “Please don’t answer me”, e tem um violão tão gostoso que chego a me emocionar. Sem nenhum instrumento além do violão até agora, tem um ar acústico que me agrada imensamente. E quando aparecem os outros instrumentos, a música não fica degradada. Pelo contrário, a faixa melhora. O ar é levemente melancólico, e a semelhança vaga com Coldplay volta a minha mente, porém apenas pelo ar da música e não pelo seu estilo, já que o “Nightmare of you” faz um som mais pegado pro powerpop e, porque não, pro emo. E o cd encerra com “Goodnight, Devil”, de violão grave e mais denso. O vocal levemente sintetizado da o ar melancólico, unido a uma guitarra bem mais pesada que o resto do cd. O riff acelerado aumenta ainda mais o ar de desespero da música, e me lembra a versão de “I want you” da trilha do filme “Across the universe”. No final essa distorção garante uma densidade que difere totalmente do início do cd.

O cd tem 41 minutos. Neles o cd vai da animação, agitação e alegria à melancolia, densidade e até depressão. Isso tudo só retirando o piano e aumentando distorções e sintetizadores. Achei uma proposta interessante, visto que a alteração em termos de instrumento é pouca. Muda mesmo o ritmo. De qualquer forma, vale muito a pena conhecer essa banda.

MySpace – Nightmare of you

“And we’ve learned that life is one big game / Where the winners are all getting paid” (Dear Scene, I Wish I Were Deaf – Nightmare of You)

See ya later

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