Resenha – A-Ha em “Foot of the mountain”

Olá galera!

Comecei a trabalhar, então me perdõem a não-atualização. Caso vocês tenham dia de semana pra entrar aqui, optem por domingo pois a probabilidade de atualização é bem maior. Como recompensa, hoje vocês terão uma resenha e amanhã terão outra. E a de hoje será sobre outra banda dos anos 80 que ressucitou das cinzas. Ainda que tenham lançado cd em 2005, os sucessos deles remetem a 1980 com “Take on me” e “Hunting high and low”. Esse cd parece mesclar bem a tendência do Synthpop/New Wave atual com o que faziam no passado. Vamos ver como está exatamente essa mistura?

Começamos a ouvir “The Bandstand”, e os sintetizadores dão o ar que tanto temos no gênero na atualidade. Eles diferem bastante das obras mais famosas da banda, a voz vem bem grave e a música é um pouco mais densa. Gostosa para algo mais sensual na pista. Só mais ao final aparece o vocal mais agudo que viamos nos idos de 80. O ar mais alegre e agitado vêm em “Riding the crest”, com cara de música pra trânsito/balada entre amigos. Dá vontade de sair dançando com uma bebida leve, mas leve mesmo, tipo Smirnoff Ice na mão. Os sintetizadores estão mais agudos, e a bateria garante o ritmo mais forte da faixa. A terceira obra é “What there is”, e daria para fazer um mix com “Bizarre love triangle” facilmente. Um tanto quanto densa, concordo, mais perfeita para aqueles momentos de pista mais apagada e lotada de casais. A faixa-título, “Foot of the mountain”, está na quarta posição do cd. Começa com um piano bem suave e os sintetizadores mais animados entram logo em seguida. Temos uma guitarra bem ao fundo e o vocal típico do A-Ha, ou seja, mais agudos que as bandas de New Wave (talvez por isso também sejam Synthpop). Lembra um pouco algumas faixas feitas pelo Keane, e é bem a cara do que o mercado está ouvindo. E a metade do cd é marcada por “Real Meaning”. De ar mais etéreo, com um piano bem interessante unido aos fortíssimos sintetizadores, é mais pra relaxar. Pra quem gosta de músicas agitadas, será bem difícil escutá-la.

A sexta música é “Shadowside”, que começa com uma tensão que prometia, pra mim, algo mais agitado do que aparece para resolvê-la. De baixo fortíssimo, vocal suave e, até agora, poucos sintetizadores e até algum destaque para a guitarra. Forte candidata a ir para as rádios, caso resolvam tocar A-Ha em algum lugar além da Alpha/Antena 1. “Nothing is keeping you here” começa com um sintetizador. O baixo e a bateria aparecem depois, seguidos por um piano, e ficam sobpostos até o refrão, onde entram em destaque. No final tem um agudo que lembra o de “Stay on these roads”. A trilha oito é “Mother Nature goes to heaven” e vem com baixo forte e acelerado, bateria agitada e um piano agudinho. Sintetizadores fortes na introdução, mas ficam sobrepostos pelo baixo. Tem uma pegada mais pro rock, e no refrão fica mais suave que nas estrofes. Essa faixa ficaria linda, não que já não seja, na voz do Morrissey. O ar de Synthpop fica pro final da música, numa ponte bem legal. Gosto de quando o eletro tem essa coisa mais suave e “viajada”. A penúltima é Sunny Mistery, com vocal em destaque sobre uma base de bateria agitada, piano e sintetizadores agudos. Tem um momento com o sintetizador mais forte, que seria delicioso numa pista. E o cd acaba com “Start the Simulator”, e vem com um ar mais calmo. Uma faixa meio difícil de escutar pra quem gosta de coisas agitadas. Praticamente só sintetizadores, acho que só a bateria não foi (muito) sintetizada. É um tanto quanto sonífera, mas ainda assim ótima. E, para minha estranheza, é a maior do cd.

Temos aqui exatos 40 minutos de cd, que vão da agitação a calmaria. Sintetizadores bem usados e músicas que agradam a gregos e troianos. Mostrando a tradição de 24 anos no Synthpop/New Wave, o A-Ha não é simplesmente uma referência do passado como uma banda que se atualiza com facilidade. Pena que não tem myspace.

A-Ha – Site Oficial

“Oh the things that you say / Is it life or just to play my worries away?” (Take on me – A-Ha)

See you tomorrow

3 comentários sobre “Resenha – A-Ha em “Foot of the mountain”

  1. As que salvam são The Bandstand, What there is e a excelente Mother Nature Goes to Heaven que faz lembrar um pouquinho à aurea do Hunting, Scoundrel e Stay.
    Mas é melhor do que nada. E é justamente nada que tinha nos tres ultimos albuns do A-Ha. Eu ainda acredito num redenção oitentista por parte do sir Waaktar.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s