Resenha – Simple Minds em “Graffiti Soul”

Olá Pessoal!

Mantendo a média de uma resenha por semana, hoje falarei de uma das bandas mais antigas que tive contato atualmente. Depois de 4 anos sem cds lançados, o Simple Minds volta com o álbum “Graffiti Soul”, comemorando 30 anos de uma das bandas mais ativas no New Wave e talvez uma das primeiras do gênero. Dona do sucesso oitentista “Don’t you (forget about me)”, parece-me que este álbum será um dos aclamados desse ano, apesar da fama da banda não ser, aparentemente, a mesma de outros tempos. Como não sou extrema conhecedora da obra da banda e é meu primeiro contato com o cd, não levem essa resenha tão a sério. Falando rapidamente do cd, temos 10 faixas, sendo duas delas bonus. Além disso, há uma deluxe edition que conta com mais 9 trilhas. Aqui, comentarei da versão “básica”.

A primeira música é “Moscow Underground”, e vem cheia de sintetizadores, o baixo grave e forte, e a guitarra meio que de fundo. A bateria só faz a sua função básica de dar o ritmo a música. O vocal de Jim Kerr é suave e grave, e acho interessante ouvir essa música no fone pelo efeito de balanço utilizado nos sintetizadores. Parece que o som tá passando de um lado para o outro, quase que girando ao seu redor. A faixa seguinte é “Rockets”, single lançado dia 18, e começa com um sintetizador e guitarra, apenas as duas, com a entrada da bateria e do baixo posteriormente. Mais comercial, não atoa é single, com cara de baladinha, o baixo se destaca nas estrofes mas logo é sobposto pela guitarra cheia de efeitos. A terceira trilha é “Star will lead the way” é, aparentemente, mais romântica/melancólica e tem uma levada com menos sintetizadores. Ainda assim, lembra mais os anos oitenta em si e não a mera influência deles. Mais tranquila que as duas anteriores, da vontade de andar sozinho de carro e de forma tranquila, apesar de ter no meio dela um momento mais agitado e tenso que logo se resolve com os sintetizadores bem suaves. Estamos na música quatro, “Light Travels”, que tem basicamente sintetizadores e baixo no começo, com uma guitarra distorcida. A bateria entra mais ao meio da música, junto com uma guitarra sem distorção aparente e deliciosa. A música ganha mais intensidade por volta do primeiro minuto e meio. É uma fiaxa mais densa que as outras, é mais pensativa digamos assim. E chegamos a metade o cd com “Kiss & fly”. Uma guitarra abre a música, junto com a bateria. Nada dos sintetizadores até agora. O baixo aparece forte, mas pontuado na faixa. Os sintetizadores aparecem só no que creio ser o refrão da obra, e confesso que gostei do ar mais rock da faixa. Temos uma falsa cadência, uma queda na intensidade da música que dá um ar até mais sensual pra faixa. A intensidade vai voltando aos poucos.

A música seis é a faixa-título, e vem no melhor estilo oitentista. Grave, cheia de sintetizadores, misteriosa e sensual a sua maneira. Bateria forte, baixo fazendo uma linha quase que constante, a guitarra distorcida. Simplesmente linda. Dá para se ver facilmente essa música numa pista. Achei interessante o meio da faixa, dando um fade-out com o baixo em destaque e voltando. No final da trilha, usam novamente o fade-out. “Blood type o” segue o cd, e começa com um teclado sintetizado e uma guitarra distorcida, sendo os dois intrumentos seguidos pelo baixo e bateria. A voz também conta com efeitos, e torna tudo mais interessante. Numa linha mais, digamos, psicodélica e “etérea”, a música tem bem a cara de barzinho de rock. Outra coisa legal é a nota constante que fica, aparentemente, na uitarra durante o refrão sendo tocada de forma bem rápida. Não sei se foi intensional, mas ao fundo do final da faixa é perceptível aos mais atentos o toque de chamada do skype. Fato esse que me deixa curiosa. “This is it” começa com um sintetizador simples e a guitarra entra progressivamente. O baixo e a bateria entram bem rápidos pouco depois, e a voz grave de Kerr complementa o clima de pista de dança da trilha. Agora em a primeira faixa bonus, “Shadows e Lights”. Tem um ar mais leve, mais pop, apesar da guitarra distorcida. A bateria aparece de fundo e não escuto o baixo, pelo menos no começo da faixa. Realmente, ele só entra lá pelos 40 segundos, assim como os sintetizadores. O riff de guitarra sem distorção, mais aguda, transmite um ar mais próximo, mais aconchegante que o das outras trilhas. É uma faixa bem comercial, apesar de fugir bem ao estilo do resto do cd e, assim, estar justificada a presença como bônus. Num ar mais parecido com o cd, apesar da guitarra dominando a introdução e a cara de classic rock característica, chega “Rockin’ in the free world”. Não parece ser o simple minds cantando, porém ficou muito interessante, talvez quase tão interessante quanto a original.

Temos aqui um ótimo cd, a ser lançado amanhã, com 42 minutos de sintetizadores, guitarras e baixos nas melhores influências oitentistas. Antes de ter influência, o Simple Minds é referência no gênero e na época e só mostram que, como na moda, a música vai e volta e as vezes é melhor fazer as coisas como sempre fazemos.

MySpace – Simple Minds

“Tell me your troubles and doubts / Giving me everything inside and out / And love’s strange: so real in the dark / Think of the tender things / That we were working on / Slow change may pull us apart / When the light gets into your heart, baby / Don’t you forget about me” (Don’t you (forget about me) – Simple Minds)

See ya later

Um comentário sobre “Resenha – Simple Minds em “Graffiti Soul”

  1. Parabéns pela resenha, reproduzi no meu blog http//rockformasses2.blogspot.com/ e também lá você encontra o link para o álbum.Abraço!

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