Resenha – Pullovers em “Tudo o que eu sempre sonhei”

Olá Pessoal!

Com atraso de uma semana, devido a problemas pessoais, volto a postar aqui com grande alegria! Hoje falarei, de novo, de uma banda nacional que me fascinou logo na primeira música. O Pullovers existe desde 1999, porém o primeiro álbum totalmente em português é o resenhado aqui. A banda, composta por 6 rapazes, chegou a mim por meio do post de um deles no blog de outra banda, o Ludov. Habacuque Lima é o elo de ligação entre essas duas maravilhosas bandas e o mais novo dentre os integrantes do Pullovers. Bem, vamos ao que interessa. A resenha é faixa-a-faixa, e como o cd tem download gratuito pela Trama Virtual, recomendo o download (o link está lá embaixo), podem realmente me acompanhar.

Com um Cello forte, a faixa-título abre o álbum. Música forte, bem ritmada e densa sem ser triste. De letra também forte, os instrumentos estão bem colocados, dando suporte para o Cello e vão progressivamente aparecendo. A segunda trilha é “O amor verdadeiro não em vista pro mar” mistura distorções e rocks com ares de mpb e bossa no ínicio, e no refrão vira uma doce balada. Guitarra destorcidinha e baixo marcante, com a bateria dando força quando precisa. A música 3 é bem rapidinha e se chama “1932 (C.P.)”, mas no refrão dá uma acalmada. Também bastante alegre e romântica, mantém a linha da primeira só que eu sinto mais distorções (posso estar errada, mas parece ter sintetizador bem no fundo). “Marinês” aparece numa levada mais pra mpb moderninha que pro rock, com guitarra aqui e ali e o piano aparecendo mais. Letra contanto historinha de maneira acelerada, porém não exatamente apressada, como todo paulista/paulistano sabe ser e fazer. “Lição de casa” é a quinta música e volta com o ar mais rock, só que com a cara brasileira que o Pullovers soube dar. A inspiração em bandas indies de fora, assim como a inspiração em gêneros nacionais, fica clara na guitarra acelerada, bem parecida com as britânicas, usando escalas típicas das músicas brasileiras. Com ar melancólico começa a sexta música, “Quem me dera houvésse trem”. Piano em destaque com bateria, guitarra riffada e baixo marcante. O ar de sofrimento romântico dessa trilha é difícil de ser superado. A faixa vai, progressivamente, acelerando e “animando” por assim dizer. E chegamos a metade do cd com “Marcelo (ou Eu traí o rock)”, com uma pegada bem mais pro rock que as anteriores. A guitarra mais constante, a bateria mais forte, o piano ritmado. Só o baixo está numa levada mais mole.

A pegada de rock misturado com influências brazucas volta na faixa 7, “Futebol de óculos”. Com temática mais nacional impossível, uma conquista narrada como a história de um jogador sem ficar superficial ou chula é a letra. A música tem guitarra acelerada e uma levada doce e até praiana, com o piano de fundo dando a leveza da música. “Sambinha salgueiro” dura 15 segundos e é um sambinha animado. A melancolia e predominância de gêneros nacionais voltam em “O que dará o Salgueiro?”. Piano mais destacado, guitarra riffada, baixo e bateria bem ritmados. É impressionante como esses paulistas (pelo menos no MySpace a banda está como sendo de São Paulo-SP) tem uma música que poderia ser facilmente atribuída a cariocas. O ar rock volta acelerado e mais pesado em “Semana”, e não estarei tão errada em dizer que temos um piano/teclado sintetizado ai. A guitarra esta deliciosa e o baixo impera ao lado da bateria no acelerar da faixa 11. É uma das trilhas mais rapidinhas. A penúltima é “Todas canções são de amor”, e trás aquele rock mais doce e melancólico, com a pitada nacional dado por um piano mais agudo e um violão arpejado aqui e ali. E o cd encerra em “Tchau”. Trilha acelerada com ares mais nacionais e dramáticos, piano forte acompanhado do baixo. Tem um lindo trecho com um violão bem ritmado e gerando uma tensão que logo se resolve. A bateria fica mais ao fundo, assim como a guitarra. No final a guitarra aparece mais pesadinha, mas ai já é tarde.

O cd é bem rápido, com seus 42 minutos de músicas aceleradas que se alternam entre animação e melancolia. A mistura de influências é maravilhosa e pode muito bem agradar tanto aos que preferem músicas com ares britânicos quanto aos que gostam de uma mpb moderna. Espero, muito, que a banda continue com esse som pois conseguiram mais uma fã.

MySpace – Pullovers
Trama Virtual – Pullovers – Download do CD “Tudo o que eu sempre sonhei”
Site Oficial – Pullovers

“Livro, disco, rádio, TV, / tudo a serviço dessa dor, / mesmo discurso pra vender, / sem distinção de classe ou cor. / Eu tento ser superior, / endurecer, não suspirar, / acreditar não haver amor / com ou sem vista para o mar. / Mas todas as canções são de amor. / tudo o que cala. / Tudo o que se fala é do amor, / é se isolar ou se render.” (Todas as canções são de amor – Pullovers)

Vejo vocês depois

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