Resenha – “mewithoutYou” em “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright”

Hey people!

Hoje é domingo. Domingo é dia santo, e música é algo sagrado, então nada melhor que falar de música num domingo. Como também é dia da preguiça, a banda de hoje tem que ter uma levada mais calma, e ai me aparece o novo (e vazado) cd do “mewithoutYou” (é assim mesmo que digita). Se autoclassificando como Indie no próprio MySpace, os rapazes da Pensilvânia surgem com uma linha leve e agradável. O “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright” é animado, por vezes melancólico, mas no geral é muito bom. Vamos comentar cada faixa e ver o que temos aqui.

Começamos com um baixo e um teclado (sintetizado, talvez), seguidos por uma bateria. O vocal entra calmo e baixo, e a guitarra só da as caras depois de tudo isso. De levada lenta, “Even thought a thought of you” é quase uma versão indie do Jack Johnson (posso estar falando besteira, mas é a impressão inicial). Tem uma virada, um trecho que não tem muito a ver e faz uma transição interessante para voltar ao normal da trilha. A segunda é “The fox, the crow e the cookie”, animada e com um violão muito gostoso e bateria forte. Tem naipes de metais e o que me parece um xilofone. Animadinha e fofa, tem cara de domingo de manhã. A número três é “The angel of death came to David’s room”, mais melancólica e calma. Talvez pelo tema da música, é triste e densa. Ainda assim tem um violão lindo de baixo, violão e bateria. Ela fica mais forte por volta do primeiro minuto, transmitindo tensão e energia para o clima denso da música. Por alguns minutos a música fica mais calma, e vai acelerando e tomando ares de fanfarra e/ou paradas. “Goodbye, I!” segue uma linha mais indie, de baixo ritmado e piano constante. A bateria é agitada e temos algo que trás, ao mesmo tempo, animação e melancolia. A animação por conta da guitarra, mas o baixo se encarrega de dar o ar mais pensativo. A quinta trilha é “A stick, a carrot and string” que começa com um piano e um acordeon muito bonitos. O baixo e a bateria entram em seguida, animando a faixa. Tem um solo interessante de violão (creio eu) e os backvocals tornam a música ainda mais agradável. O meio do cd chega com “Bullet to binary (part two)”. Música agitada, com violão e bateria acelerados e o baixo criando, junto ao vocal, uma tensão e uma sensação de desespero fortíssimas. Ótima para manter a mente disperta. No meio, ela fica mais dramática, lamuriosa até.

A segunda metade começa com “Timothy Ray” e tem por introdução um acordeon e o chocalho. A bateria e o baixo entram depois, novamente animando. Parece até ser uma fórmula bolada pela banda e, posso dizer, dá certo. Uma espectativa é criada por volta do 1:25 minuto e resolvida logo depois. Mas ai vem outra tensão, essa mais fácil de identificar, com o volume sendo aumentado progressivamente e caindo numa linha mais forte e agitada que o que ouvimos anteriormente na faixa. “Fig with a bellyache” vem om um violão tenso e rápido, sendo acompanhado pelo vocal e pelos backvocals. A bateria  entra baixa e rápida, com o xilofone pontuado. A escaleta completa o ar mais dramático da música. Ai, do nada, o ritmo muda, a bateria destaca e a música toma um ar leve e comemorativo. A número nove é “Cattail down”. Triste, vem com violão e baixo graves, e o acordeon aparece de fundo. A bateria fica só no prato, pelo menos de inicio. Temos de novo um ar mais forte e dramático, mas dessa vez melhor utilizado e contando com apoio dos naipes de metais. Como penúltima trilha vem “The king beetle on a coconut estate” e começa baixinha, só violão. Se eu peguei o espírito, isso é a preparação para algo mais animado. O piano aparece e o vocal é estremamente agradável. No fundo, violões que até desafinam, mas com um jeito de ter sido proposital. Aos poucos, a música apresenta trechos mais animados e tem um momento quase que erudito na música, com a presença deliciosa de uma flauta (provavelmente transfersal). E não errei, uma animação surge forte, impactante, com a entrada da bateria e de um (creio eu) Violoncello. Dá aquele ar de raiva e vingança. E fechamos o cd com um violão pop-rock introduzindo a faixa “Allah, Allah, Allah”. Os instrumentos aparecem pouco a pouco, até que aparecem forte gerando uma tensão que é resolvinda por um trompete, talvez, misturado a uma guitarra com certo peso. Isso tudo vai para numa bateria em destaque e palminhas que te dão vontade de seguí-las. Música de fim de show na certa. Temos direito até a solo de guitarra no meio da música. O instrumental vai, progressivamente, ficando mais calmo porém repetitivo, o que gera uma ansiedade e a espera de que seja resolvida essa situação. E ela é resolvida com uma cadência perfeita.

Em seu terceiro álbum, o “mewhitoutYou” me conquista com músicas matematicamente formuladas, que abusam de instrumentos não tradicionais e que andam no limiar do indie e do folk com uma desenvoltura que vi poucas vezes. Pena que, no myspace, só tem a primeira música do cd pra ouvir. Banda altamente recomendada, ainda que sem cd pra download.

MySpace – mewithoutYou

“When you laugh you’ll feel my breath there  / filling up your lungs. And when you cry, / those aren’t your tears but I’m there / falling down your cheek. / adn when you say you love him, taste me /  I’m like poison on your tongue / But when you’re tired, if you’re quiet, / you’ll hear me singing you to sleep.” (Bullet to binary – mewithoutYou)

See ya later…

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