Resenha – Lady Sovereign em “JigSaw”

Olá pessoal!!

Aproveitando o clima balada que sábado sempre trás consigo, vou falar de música dançante e agitada. Lady Sovereign apareceu para mim a primeira vez na MTV, com a música “Love me or hate me”. De começo achei a menina muito estranha, mas essa música ficou muito na minha cabeça e fui atrás do primeiro cd. E agora, com o segundo álbum, posso dizer que Louise Amanda Harman (nome real de Lady Sovereign) evoluiu muito em sua música. “Jigsaw” é um dos meus cds preferidos atualmente. E, já que é assim, vou falar sobre ele, faixa-a-faixa.

O agito começa com “Let’s be mates”. Batida eletrônica clássica mesclada ao vocal Hip Hop que a garota sempre fez. Não sou uma especialista em hip hop (confesso que conheço pouco), mas ela me lembra um pouco o estilo da Missy Elliot, só que com uma pegada eletrônica muito mais forte. Tá mais pra eletrônico que hip hop. A segunda faixa é “So human”, e a introdução dela não me é estranha. Parece um sample de alguma música oitentista. Menos hip hop que a anterior, mais pop e/ou alternativa. O vocal grave de Louise é acelerado e empolgante, daqueles que a gente perde o fôlego tentando acompanhar a animação da obra como um todo. A música três começa com carinha de rock devido a guitarra e a bateria. “Jigsaw”, música título, tem inicialmente poucos eletrônicos e, quando eles aparecem, são com sintetizadores. Tem até violinos na música, dando um toque muito interessante e original pelo jeito que foi feito. O eletrônico volta com tudo em “Bang Bang”, trilha 4, e com a maior cara de hip hop, mais que a primeira do cd. Baixo forte e samples ótimos, é daquelas que dá vontade de dançar com os amigos durante a noite toda. Tem aquela malicia natural de ritmos tipicamente negros, que não é malvada. E o meio do cd é marcado por “I got you dancing”, que é muito eletrônica e me lembra um pouco as músicas do cd anterior. O vocal tá alternando mais entre agudos e graves e os sintetizadores são extremamente utilizados.

A número 6 do cd é “Pennies” e vem com batida forte, mais pesada que as outras. Sintetizadores fortes, mas o ar hip hop predominando por toda a música. Densa, mas ainda assim gostosa pra dançar. Música bastante repetitiva. “Guitar” é a sétima música e começa com violino, baixo e bateria fortes. O vocal ajuda a dar o ar gangster a essa música, bem mais calma que as anteriores. Estranho que, apesar do título, não aparece uma guitarra sequer na música toda, mantendo coerência com a letra. Trilha oito, “Student Union” começa apenas com sintetizadores e pratos, com a entrada do baixo e vocal rápido. A guitarra aparece rápida, com uma levada de reggae mas muito mais rápida. A faixa toda tem aquele ar de música realmente de colegial/faculdade porque é quando a gente costuma ouvir de tudo (ainda que contra nosso gosto). A penúltima música é “Food Play” e começa com um narrador de voz grave e sexy, acompanhado de uma bateria. A voz de Lady vem totalmente distorcida, numa tentativa bizarra de música de inferninho. Aqui acho que pesou demais nos eletrônicos, mas o baixo está delicioso e bem marcante. É a maior música do cd, e também a mais lenta. No final supreende com um piano e um vocal masculino agudo e um tanto quanto pop. E fechamos o cd com uma batida tão forte quanto a do início. “I got the goods” é totalmente hip hop, numa pegada que pode até lembrar o funk que conhecemos por aqui, só que muito mais bem trabalhado. Repetitiva e com poquíssimo eletrônico se comparada ao resto do álbum, nos mostra um pouco do que Sovereign fez antes do Jigsaw, e poderia ser remixada (na minha opinião) com “Love me or Hate me” com facilidade.

Enfim, temos aqui um cd de hip hop/eletro que pode agradar também aos indies. É bem mixado, tem pegada agitada em boa parte das músicas e trás a irreverância natural de pessoas com 24 anos como Lady Sovereign. Ela evoluiu no cinismo das músicas, dando o tom divertido que precisamos pra chamar nossa atenção. Pena que não tem dowload. E no myspace tem apenas duas músicas desse cd.

MySpace – Lady Sovereign

“I’m a star, I’m an individual, an educated example of intelligence / I’m considered to be cool / Hot bodies, offended people / The mood of age bitten on innocent people” (So Human – Lady Sovereign)

See ya later…

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