Resenha – Mando Diao em “Give me fire”

Olá pessoal!

O que não é a internet hoje em dia, não?? Estava eu, acordando para vir para faculdade (local onde me encontro reso enhando), assistindo o MTV Lab Now que passa às 5 da manhã quando me deparei com esse cd. E que música vi, aquele clip típico de banda indie. Logo que terminei de ver o clip, corri para meu notebook e fui atrás do álbum. Tá, eu sei que só de ver o título vocês sabem que falo do mais novo álbum do Mando Diao, o “Give me fire”. Fazia tempo que não via a MTV passar uma banda nova tão legal. É claro que, na semana de aniversário, eu não perderia a chance de falar do cd. Saibam, é primeira impressão (tanto do álbum quanto da banda). Primeiramente, pequena introdução sobre a banda. Eles existem desde 2002 e são suécos. Se auto-denominam, em seu myspace, como Rock/Pop/Indie. Pronto, introdução feita. Vamos a resenha faixa-a-faixa.

A primeira música é “Blue Lining white trenchcoat”, que começa com sons que lembram um trem, baixo forte, guitarra distorcida, vocal grave, bateria acelerada e um piano bem baixinho de fundo. O vocal se torna rasgado e, por vezes, gritado. Tem um sussurro de, digamos assim, backvocal fazendo “uuuh” que deixa a música bem legal. No final do terceiro minuto tem um trecho que difere do resto da música em alguns termos, mas ficou ótimo naquele contexto. E devo dizer que o final da música, quase que só no vocal, me fascinou. A trilha dois é a que me fez conhecer a banda, “Dance with somebody” e começa com uma respiração forte e sintetizadores e baixo que lembram músicas de video-game enquanto só o bumbo da bateria aparece. Ai entra a bateria um pouco mais forte e a guitarra riffada. Tem um ar meio sedutor, meio blasè, que me conquistou logo de cara. Fica mais indie no refrão, e o vocal é bem diferente da faixa anterior. Rouco, mas não diria rasgado como disse na anterior. Só agora percebi que o cd é ao vivo. A terceira faixa é “Gloria”, e tem um teclado fortíssimo, guitarra ritmada, baixo escondido e bateria naquela linha agitadinha do indie. Tem um ar meio latino, digamos assim, de drama nessa faixa. Agitada, tem vocação pra pista. Estamos na música 4, “High Heels”, e tem um saxofone perfeito na introdução, unido a um baixo grave e forte e a bateria lenta. Seria o que muitos chamariam de música de inferninho, é uma música sensual. A música é cheia de swing, tem um sintetizador pra lá de interessante e uma guitarra riffada e distorcida. O vocal arrasa, levemente rouco, porém não muito grave. Quinta música, “Mean Street” é das mais animadas, com um piano bem pop aparecendo muito junto com a guitarra. As duas deixam os outros instrumentos bem apagadinhos, e o vocal se sobrepõem a tudo isso, ficando novamente rasgado. Dá vontade de sair dirigindo, e me lembra também trilha de filme pelo jeito romântico. Tem uma quebrada de ritmo por volta de 1:40. A faixa 6 é “Maybe just sade”, sintetizador e baixo dando um ar tristonho inicialmente. Ar quebrado pela guitarra, que torna esse ar apenas melancólico. O ritmo é dado pela bateria, rápida mas que não tira esse ar melancólico. Tem uma “que” de Morrissey na música, mas é bem diferente, eu não sei explicar. E chegamos ao meio das 13 músicas com “A decent life”. O sintetizador entra grave, baixo e triste, junto com uma bateria lenta e guitarra meio chorosa e distorcida. Quem estiver em depressão, não ouça essa música. O piano/teclado aparece com notas agudas, deixando tudo ainda mais denso. A guitarra muda de chorosa para levemente revoltada e a bateria vai aumentando o ritmo progressivamente. Música bem curtinha e instrumental.

A trilha anterior serve para introduzir a faixa título, “Give me fire”. Agitada, revoltada, tem cara de briga por ciúmes. Vocal rasgado, baixo apagado, bateria acelerada, guitarra oferecendo em seus riffs a base para um piano interessante no refrão. A música 9 é “Crystal”, que começa com um sintetizador calminho e sons de pássaros. O vocal entra calmo, apenas com essa base baixa de sons calmos, com a guitarra e o baixo entrando progressivamente na música. A bateria aparece lá pelo segundo minuto da música, e ainda assim muito tímida. Só temos uma música mais ritmada e mais alta a partir de 2:20 minutos. E ainda assim é bem calma. Trilha longa, não escute se estiver com sono e não puder dormir. A número 10 é “Come On Come On”. Agitada, com a guitarra constante, baixo sobposto e bateria em destaque. Vocal limpo e mais grave que as anteriores, com momentos rasgados. Candidata a pista, com forte tendência das pessoas seguirem as palmas existentes na música. Trilha 11, “Go out tongiht”, começa bem calma e até triste, porém se anima. Lembrou-me The Last Shadow Puppets, mas também tem uma carinha de Pete Doherty. E, no fim das contas, não parece nada disso. Música com ares românticos, bateria e baixo fornecendo base para a guitarra destacada e os vocais que, apesar de rasgados, parecem inspirados nos anos 60. No último minuto e meio da música, há uma troca de ares interessante. Continua romântico, mas ganha um ar mais divertido e o vocal fica mais ragado, lembrando ainda mais rock anos 60. A penúltima música é “You got nothing on me”, que começa com bateria e guitarra em destaque, baixo meio apagado. Essa introdução cria uma tensão interessante, que desemboca numa mpusica ritmada, de bateria grave e bastante agitada. Lembra-me agora aqueles rocks 80, só que Hard rock. Nunca imaginei um indie inspirado nesse estilo, mas ficou interessante. Tem até solo de guitarra, poxa! E o último minuto é bem soturno, fugindo a todo ar anterior da música. Isso porque serve de transição para a última música, “The Shining”, que tem uma cara de 70/80 muito boa. Parece ter influência disco, com os naipes de metais pegando forte, porém ainda é um rock de ótima qualidade. Extremamente dançante, eu jogaria numa pista alternativa sem medo. E tem uma faixa escondida nela, que conta com violões fortes e naipes de metal, lembrando bastante música mexicana. Bem interessante, ar de música feita de última hora no estúdio, como se estivéssem em uma roda de amigos.

Como primeira impressão da banda, é provável que ela se torne minha favorita do momento. Gostei do estilo e fazia tempo que não achava algo novo. E quanto ao cd, ele é empolgante e tenso ao mesmo tempo. Pena que não temos download. Fiquem com o myspace deles

MySpace – Mando Diao

“When your love’s away / and you feel betrayed we’re the music, / sweet music / I’m falling in love with your favorite song / I’m gonna sing it all night long / I’m gonna dance with somebody” (Dance with somebody – Mando Diao)

See ya later…

2 comentários sobre “Resenha – Mando Diao em “Give me fire”

  1. Sou fã da banda desde 2009, infelizmente não conheci eles antes. Fiquei emocionada depois de ler essa resenha, que coisa linda. Ainda mais feita por alguém que acabou de conhecer a banda. Detalhou pacientemente todas as faixas com todos os detalhes possíveis, adorei cada comentário sobre as musicas. Mando Diao é uma banda linda, unica e que conquistou meu coração logo de primeira. Pena eles nunca terem aparecido por aqui pelo brasil e pior ainda é saber que uma banda tão talentosa e marcante é pouco conhecida aqui no brasil, fazer o que né?! Enfim, é isso. Parabéns pela Resenha, me encantou demais. Beijos.

  2. Só pude ler a resenha agora. E achei bem legal tenho todos os CDs da banda e comecei a ouvilos por “Dance With Somebody”. Posso dizer e q eles sao hj minha banda favorita e aconselho todos os outros CDs são tao intesos e diferentes um do outro q merecem ser apreciados um por um. Posso ate dizer q musica procurar em cada CD. Parabéns \o

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