Resenha – Depeche Mode em “Sound of the Universe”

Heeey Kids!

OK, andei deixando isso aqui MUITO largado. Mas vocês sabem como é a vida dessa universitária que sempre se atola de trabalhos por amar a área da informática, certo?? Então perdoem-me pelo abandono. Prometo compensá-los com uma pequena chuva de resenhas e quero começar em grande estilo, claro. E nada melhor que falar de uma grande banda que vem fazendo boa música desde 80, não??

Sabemos que Depeche Mode influencia muita gente até hoje. Tanta gente que é melhor nem enumerar. Música eletrônica no que alguns chamam de dark wave, outros de new wave. Eu prefiro chamar apenas de boa música e não restringir o público e muito menos a obra dessa banda fantástica. Eles vêm desde 1981 se provando precursores de estilos e sonoridades diferentes. Agora, já no alto dos 28 anos de carreira, consolidam-se ainda mais fazendo o que fazem desde o começo: criar uma identidade em cima do cenário atual.

(In)Felizmente a internet nos dá o “benefício” de um vazamento de cd pouco mais de três semanas antes de seu lançamento. O “Sound of the Universe” tem lançamento previsto para 20 de Abril de 2009, mas já em 26 de março está disponível em alguns links. Que as gravadoras comecem a se cuidar, os vazamentos estão cada vez mais frequentes. E é sobre esse cd que falarei, afinal. Resenha faixa-a-faixa, é claro. Estão prontos?

A primeira das treze faixas é “In Chains” e nem preciso citar o uso dos sintetizadores, certo?? Aqueles zunidos que parecem microfonias soam tão bem e geram uma tensão de espectativa que é acalmada logo depois por notas longas, baixas e suaves. Além disso, temos a voz impactante de David Gahan. Guitarras distorcidas e backvocals retomam e completam a sensação de expectativa e mistério que o Depeche é especialista em passar nas suas faixas. A faixa é apenas um pouco longa, com 6 minutos e 46 segundos, sendo a mais longa do cd. A música de número 2 é “Hole to feed” e começa com uma percussão (sintetizada, lógico) muito boa e a voz de Gahan mais grave, digamos até sensual. Pouca melodia até agora, apenas uma guitarrinha leve aqui e ali e sintetizadores bem baixos, abafados pela percussão. Uma guitarra dedilhada aparece antes do que creio ser o refrão. Cara de música pra pista, pelo menos pra quem gosta de provocar. A terceira música é, se não me engano, o single atual. “Wrong” começa com apenas os vocais, e depois entra a sintetização com vocal denso. A sensação pesada volta, a tensão é maravilhosamente trabalhada por esses homens, porque ela não é desagradável. Outra forte candidata, não atoa, a música de pista de dança. Só acho que poderia, dependendo do estilo da casa em questão, ter seus BPMs aumentados. Eu, particularmente, não faria isso, mas tem quem goste de coisas mais agitadas. E agora uma mais parecida com o cenário atual do eletro, “Fragile Tension”. Com notas mais agudas, não deixa de ter a identidade do Depeche, mas é mais mercadológica, na minha humilde opinião. Não duvidaria se saísse como single ou música de trabalho. “Little Soul” é a quarta trilha e vem retomar a tensão que a faixa anterior tinha dispersado. Vozes fortes, mas que remetem ao mesmo tempo a gemidos e sussurros, numa melodia baixa, grave e bem marcada. Uma guitarra aparece no final, só pra fechar com chave de ouro. Temos como quinta obra “in sympathy”, também bem mercadologica, e ainda assim ótima. Dançante sem ser agitada, com sintetizadores graves na base e agudos fazendo o diferencial. Temos aqui outra candidata a single, na minha opinião. E também a melhor pra pista até agora, pois vai se agitando progressivamente. E chegamos ao meio do cd com “Peace”. Cara de hino, de música de protesto/passeata estilizada pelos sintetizadores. Uma sensação estranha de desesperança e esperança que vai se alternando.

“Come back” começa a segunda metade do cd. Bem marcada, a sensação de dureza e de pouca possibilidade de movimento, na falta de explicação melhor, é resultado da densidade dessa música. Ela te puxa pro chão, como se reforçasse a gravidade. Não a recomendaria para pessoas com qualquer tipo de problema psicológico. A oitava música é “Spacewalker” e é ao mesmo tempo calma e desesperadora. A melodia lembra um “requiem” estilizado, porém mais doentio por ter uma calma estranha nas estrelinhas. Ah, ela é só instrumental e bem curtinha. A faixa nove é “Perfect”, e parece uma trilha de duas pessoas que se encontram em segredo, pela tensão e sensualidade envolvida nela. Além do que fica mais leve no que creio ser o refrão da mesma. A trilha nove é “Miles Away”, e segue a linha de agitação e tensão. Aparentemente mais pesada que as outras, talvez não mais que “Come back”. Já disse que acho a voz de David Gahan extremamente sensual? Se não, que fique registrado aqui. A obra de número 10 tem um título bíblico, por assim dizer. “Jezebel” vem competir com “Come Back” e “Miles Away” no quesito de densidade, porém se diferencia pela melancolia e sensação de pena/desprezo/amor que estranhamente causa. E ai desiste do páreo, dando uma “animada”, por assim dizer, no meio da música. A última é “Corrupt”, e parece ter sido feita numa base que ficou num loop. Novamente a voz de Gahan da todo um toque específico para a música. E a guitarra aparece na base, dando o peso necessário. Não é difícil imaginar uma cena do tipo “personagem discute com outro tendo uma arma nas mãos”.

A tônica do cd é tensão, como a maior parte da obra do Depeche. Altamente recomendado. Pena que os homens não tem myspace, galera. Mas fiquem com o site oficial.

Site Oficial – Depeche Mode

“Words like violence / Break the silence / Come crashing in / Into my little world / Painful to me / Pierce right through me / Can’t you understand / Oh my little girl” (Enjoy the Silence – Depeche Mode)

See ya later

Um comentário sobre “Resenha – Depeche Mode em “Sound of the Universe”

  1. QUANDO DA POEIRA DO CHÃO SURGIR A MINHA IDADE DIFÉRENTE, NIGUÉN SABERÁ COMO EU FUI, SOMENTE A VOZ DAS ONDAS NA AREIA DA PRAIA SERÁ A MESMA, E AS CANÇÕES DO DEPECHE MODE TERÁ PARA SEMPRE A MESMA MELANCOLIA…..

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