Resenha – Kelly Clarkson em “All I Ever Wanted”

Olá Pessoal!

Desculpem novamente a pausa e o atraso. Início de semestre, início de ano e poucas novidades no cenário fazem com que eu não me sinta nada estimulada a resenhar. Hoje falarei de uma srta que surgiu em Reality Show porém provou que é possível sim um artista saído desse tipo de produção ter talento e estabilizar sua carreira. Kelly Clarkson chega com o cd “All I Ever Wanted” com um ar levemente diferente do cd anterior. Retomando as veias do pop em algumas faixas, aposta em sintetizadores na hora certa e mantém a qualidade de seu trabalho. Mas vamos ao que interessa, resenhar o cd faixa por faixa e esmiuçar o que essa moça tem feito.

O cd começa com a pegada mais pop que já ouvi vinda da cantora. O título da faixa é “My life would suck without you” e é feita de sintetizadores por toda parte, sem destaque para os intrumentos puros. Uma música digna do rótulo pop que leva e que adota esse gênero abraçando-o por completo. A segunda música é “I do not hook up” e começa com um riff de guitarra bem rockzinho, bateria leve e baixo leve também. Ao fundo, um sintetizador que mostra o pop de qualidade que vem por ai. Com o melhor estilo Pop-rock revoltadinho (eu diria que lembra a Avril em sua boa fase ou o que a sr Cyrus tem feito atualmente), a faixa difere bastante da primeira. A terceira faixa é “Cry”, e começa com violinos e uma guitarra riffada romanticamente. Com algo que lembra uma “breakaway” mais tristinha, tem carinha de single e seduz a gente na primeira vez que ouvimos. Nela voltam aqueles agudos característicos da cantora. A trilha 4 é “Don’t Let Me Stop You” e volta com o ar rockzinho, dessa vez remetendo ao cd anterior, com uma guitarra mais ritmada e abafada, dando um ar levemente mais pesado e retomando mais o pop-rock feito pela cantora. Acho que vai ser uma das minhas favoritas, visto que ainda não tenho uma preferida desse cd. Ah, remete levemente ao ar de “Behind these hazel eyes”, só que mais leve. A quinta música é a título do álbum, “All I ever wanted”, e começa com um baixo forte e bem gostoso de se ouvir, com uma guitarra de fundo e a bateria só naquele ritmo bem marcado. O álbum chega a sexta das quatorze músicas com “Already Gone”, que tem bateria em destaque com algo que creio ser violino. Alguns sintetizadores e um “reverb” mais forte na voz da cantora fazem com que a obra tenham um ar meio aéreo e certamente disputará o cargo de balada romântica com “Cry”. Aqui notasse certa influência do black, que tem se tornado o melhor amigo do pop no USA. E chegamos ao meio do cd com “If I can’t have you”, outra que mistura coisas do rock, como a guitarra mais pesadinha, e os sintetizadores do pop. Com um ar de música de pista, creio que seja uma das melhores músicas para dançar.

Passamos para a segunda metade do cd com “Save you”. Incialmente uma guitarrinha suave que parece acompanhada de um piano e aquela voz deliciosa de quem sabe o que está fazendo e que está fazendo com todo coração. Mais uma para a lista de baladinhas românticas da srta Clarkson. No meio da música o ritmo deixa de ser tão calmo e a bateria da o ar de sua graça. A nona música é “Whyyawannabringmedown”, e começa com um ar meio punk, bem mais rock que antes. O vocal dela casou perfeitamente com esse estilo, lembrando muuuuuuuito vagamente The Donnas. Digamos que temos ai o que seria o The Donnas se tivéssem ido pro pop. Outra que vai para minha lista de favoritas, com toda essa pompa, essa bateria rápida e a guitarra em destaque. Notá-se que o ar de revolta predomina em certas faixas e que isso só faz eu gostar da Kelly Clarkson ainda mais. A décima faixa é “Long shot”, que começa com violinos que lembram metal melódico. Ai entra a guitarra e mantém esse ar épico, porém retoma o pop próprio da cantora. Muito boa para quem acha que a mulher não sabe fazer nada além do que o mercado exige dela. De ar animado, a música é uma ótima para se mostrar aos mais arredios ao pop. A número onze do cd é “Impossible” e volta com os sintetizadores, misturando-os a guitarras mais pesadas e um piano, dando um ar mais tristonho a trilha. A cantora aposta nas músicas que mesclam bem o rock e o pop, surpreendendo a aqueles que (como eu) viam-na como mais uma do mundo pop. Chegamos a 12ª música, “Ready”, com um ar mais leve nos sintetizadores e uma bateria de levada mais swinguada, é a faixa, senão uma das faixas, mais leve de todo álbum. Dessa vez temos um ar country aqui. A penúltima faixa é “I want you”, cheirando novamente ao mais puro pop e rementendo aos anos 90. Bateria bem marcada e uns sintetizadores de fundo que lembram a xilofone dão um ar animado e ingênuo para essa música. E a última música é “If no one will listen”, com um piano melnacólico e a voz mais romantizada e ciente do que está fazendo. Parece que Kelly CLarkson nasceu para cantar músicas desse tipo, de bateria baixa e piano destacado, dando um ar que “antena 1” para a música.

O cd mostra toda a versatilidade de Kelly Clarkson e agrada a gregos e troianos sem problemas. Indo do casamento entre pop e black até a mistura quase impossível de pop e metal melódico, a cantora mostra o quanto sabe cantar e o quão bem o faz. Ah, só pra constar, o cd tem lançamento previsto para dia 10 de março. Novamente os “males” da internet me afetam. No myspace dela só tem , do novo cd, “My life would suck without you”.

MySpace – Kelly Clarkson

“Remember all the things we wanted / Now all our memories, they’re haunted / We were always meant to say goodbye” (Already Gone – Kelly Clarkson)

See ya later

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