Resenha – Morrissey em “Years of Refusal”

Olá Galera

Vamos falar hoje de um cara que vem, desde os idos de 80, fazendo música boa e impressionando pessoas das mais diversas idades. Claro que falaremos de seu mais novo trabalho e de como sr Morrissey faz o que bem entende e ainda assim sabemos, logo ao escutar o início da música, que ela é de sua autoria. Claro que falaremos do cd lançado logo em janeiro desse ano, fazendo com que 2009 começasse bem.

A obra começa com “Something is squeezing my skull”, e nela notamos o estilo clássico, remetendo a época do “The Smiths”. Na verdade, juraria que essa música veio daquela época e nem sofreu com uma nova roupagem ou algo do gênero. A segunda música, entitulada “Mama Lay Softly On The Riverbed” começa com uma bateria forte que se mantem por mais ou menos meio minuto em destaque, até que entre a guitarra. E essa alternância parece continuar durante a música, sendo que ela tem cara de ser mais recente, ao contrário da música anterior com seu ar oitentista. A terceira faixa é “Black Cloud”, que começa com um ar mais soturno e com os riffs de guitarra novamente remetendo a toda obra do nosso caro resenhado. A letra é bem profunda, de uma platonicidade romântica impressionante. “I’m throwing my arms around Paris” é a quarta trilha, e parece melodicamente mais otimista que as anteriores, fugindo a linha mais tristonha que dizem ser típica do cantor. Estamos agora na quinta música, com “All you need is me”. Com uma melodia mais pesadinha, ela passa todo o ar de egocentrismo e desejo passado pela música em seu título. Perfeita pra dançar e tentar xavecar alguém na pista. E a metade do cd chega com “When I last spoke to Carol” mistura rock com uma pegada latina. O metal ficou muito bem colocado e deu um ar de drama mexicano que ficou interessante.

A trilha sete volta com aquele ar mais soturno, e se chama “That’s how people grow up”, e é a principal músca de trabalho aqui no brasil. A guitarra com um pouco de peso, e o vocal no estilo mais conhecido do cantor, favoreceu a popularização dessa faixa. “One day goodbye will be farewell” é a oitava música, de bateria bem rápida e guitarra que mescla animação e melancolia. Parece uma boa música para barzinho. A nona música é “It’s not your birthday anymore”, e começa bem baixinha, tomando volume e intensidade emotiva com o tempo. Ela vai intercalando essa calma com a intensidade no refrão. “You were good in your time” é a balada romântica do cd, sendo a faixa mais calma até agora. A guitarra com notas pontuadas e baixinhas, a bateria quase sem se fazer notar e o teclado formando a base para a música. Lá pelos três minutos e 22 segundos ela dá um ar de mistério, formando uma expectativa interessante e meio medonha, que não encontra resolução. A penúltima música é “Sorry doesn’t help” e, de certa forma, se prigina do clima meio pesado do fim da faixa anterior. Não sei porque, mas me lembra música pra festa de dia das bruxas, só que se anima no refrão. E chegamos ao fim com “I’m ok by myself”, música agitada com cara de pista de dança. A guitarra é mais pesadinha, baixo bem pronuciado e a bateria leve porém rapidinha.

O MySpace do moço em questão só tem “I’m throwing my arms around paris”. Confesso que me surpreendi ao ver que o cd está em pré-venda ainda e com seu lançamento previsto para AMANHÃ no Reino Unido. “Males da internet”, meus caros.

MySpace – Morrissey

“I was wasting my time / Trying to fall in love / Disappointment came to me and / Booted me and bruised and hurt me / But that’s how people grow up / That’s how people grow up” (That’s how people grow up – Morrissey)

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