Resenha – Ramirez em “Desembarque”

Olááááá Galera!!!

Depois dessa longa temporada sem resenha, devo confessar que me sinto sem preparação para tal ato. Deixo inicialmente avisado que, para alcançar a meta defasada de um post por semana, tentarei até terça que vem fazer oito posts. Ou seja, ineditamente um post por dia nesse blog! Quem sabe isso não se torna realidade??

A resenha de hoje é sobre os meninos cariocas do Ramirez, que fazem uma linha de emo que me surpreende pois não reclamam da vida, do universo, da falta de amor e carinho… Enfim, eles fogem das temáticas mais lamuriosas que rotulam o gênero aqui no Brasil. Mas, se são emos e não cantam coisas tristes, o que eles fazem? Um rock romântico e animado! Aliás, falha minha classificar a banda como emo. Isso se deve a rótulos que escutei de outras pessoas. Não gosto desses rótulos confusos, mas os caras se classificam como Rock/Pop/Powerpop no myspace deles. Agora sei porque gosto deles, o powerpop nacional sempre foi algo que me chamou atenção. Mas vamos ao que interessa, segue ai a resenha faixa-a-faixa do cd.

“Não sou um só” abre o cd com animação, tendo uma linha de guitarras bem comum, diferenciando de musicas parecidas apenas pelo sintetizador (ou seria distorção?) ao fundo das estrofes. A letra é uma das mais versáteis e criativas que vi. O álbum continua com “Aproveitar o que perdi”, e alguns dirão que ela tem carinha de abertura da malhação, mas aqui vai a dica: olhe para a letra e veja a nostalgia quase revoltada presente nela. A terceira música é “Desfile de motivos” e, até agora, ela é a preferida dos integrantes da comunidade do orkut. Feita para ser chiclete, tenho certeza, ela alcançou seu objetivo trazendo uma letra de alguém apaixonado e sem esperança. Soa familiar? Ouça e verá que foge do que você conhece e, pasmem, parece ser a história de alguém real. Na quarta-faixa temos uma introdução mais pesada. “Bem quiser” consegue unir peso de música e letra romântica água-com-açúcar sem ser enjoativa. O cd aproxima-se do meio com o single “Sophia”, que inicia com uma guitarra e um piano, os dois bem leves, e a guitarra solo segue com uns riffs pontuados na música. A letra é um conto de fadas e cumpre muito bem a missão de divulgar o som do Ramirez.

O cd chega ao seu meio exato com “Countrycore”, uma crítica criativa e engraçada sobre os hardcores que vão pra mídia. A maneira que eles fazem não é, a meu ver, pejorativa nem ofensiva. Uma música rápida que defende bem uma idéia e muda de ritmo vez ou outra. “Em Roma e Lyon” é a sétima faixa, com um ritmo bem marcado e riffs que atravessam a música toda, dando o tom de rock. Quanto a letra, que é mais uma romântica, e ao ritmo, a música lembra MUITO músicas anos 60 (poxa, elas tem PALMAS no fundo, isso ficou lindo!). Com guitarra abafada começa “Desenhos”, oitava música, e unida a ela riffs e sintetizadores (ou distorções) muito bem utilizados. A letra de final de namoro mantém a cara de anos 60/70 é muito bonita, triste sem desanimar. O peso retorna na faixa 9, “Você foi longe demais”, onde a letra e a melodia fazem casamento perfeito na expressão de revolta. E é nesse intercalar de peso e leveza que surge a penúltima música. “O melhor do que há pra nós dois” começa com um riff leve e animado, e a música continua nesse clima, sem apelar para a pegada mais forte e mantendo o nível mais calmo. Com um piano mais triste, o cd termina na música “Frustrações Infantis”. Letra e melodia bem calmas e melancólicas, com o piano e os backvocals roubados dos anos 60. Clima perfeito de bailinho de “High School” sem soar meloso.

Além de todas essas coisas que disse, fica aqui meu aplauso aos rapazes por liberar na internet seu segundo cd. Se não me engano isso já foi feito no primeiro. Continuem assim, dando exemplo de como divulgar música e quebrar a cara do sistema. Acessem http://ramirez.art.br/ e baixem o cd TODO, com encarte, letras, completinho!

Segue, para todos efeitos, o myspace dos rapazes

MySpace – Ramirez

“Quando eu corro sem olhar pra trás / Ou quando eu ando devagar demais / Se nos meus sonhos eu posso até voar / Só preciso de alguém pra me acompanhar nessa ilusão” (Não sou um só – Ramirez)

Vejo vocês depois…

Um comentário sobre “Resenha – Ramirez em “Desembarque”

  1. Essa banda é uma em um milhão.
    Nunca ouvi um cd nacional tão bom quanto esse,
    tomara que não vire modinha.
    Adorei a resenha.😀
    ;*

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