Resenha – Scarlett Johansson & Pete Yorn em “Break Up”

Novembro 8, 2009 at 9:16 pm (Música) (, , , )

Hey Kids!

Continuando com o novo modelo de resenha e recuperando o tempo perdido, vou falar de uma dupla que me impressionou. Não, não conhecia de nome o sr Yorn e fiquei surpresa com a voz da Johanssen. Sempre ouvi falar mal da voz dela e fiquei de queixo caido ao ouvir por mim mesma. Oras, admiram vozes roucas por ai, qual a diferença da voz da Scarlett? Eu simplesmente adorei. Por isso falarei do “Break Up” aqui.

O cd tem músicas relativamente curtas e é, em si, bem curto com suas nove músicas. Tem duas músicas bem densinhas: “Search your Heart” e “Clean”. São mais pensativas, digamos assim, e ficariam bem também na voz da Dido. Mas o auge da obra são as baladinhas indie-pop como “Relator”. Gente, acho difícil não gostar dessa música. É tão animada, tão fofa, tão… Ah, não sei como dizer tudo que acho dela. E, por fim, há também algumas de uma animação levemente melancólica. Eu sei que parece estranha essa comparação, mas quando vocês ouvirem a trilha 5, “Blackie’s Dead”, me entenderão. É algo que trás certo saudosismo, provavelmente seja a predominância do vocal de Pete. Também me é muito interessante a mistura de elementos acústicos, como violão e percussão leve tipo bongô, com elementos eletrônicos.

Bem, o cd é bem curto mesmo. Só me resta o pedido: pra quem não gosta da voz de Scarlett Johansson, repensem um pouco o conceito de bom vocal. Apesar que isso é muito particular.

MySpace – Scarlett Johansson & Pete Yorn

“You won’t find another dummy wait for you / So don’t hate the one who lives for you / Don’t blame him for your trouble” (Search your Heart – Scarlett Johansson & Pete Yorn)

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Resenha – Pocketbooks em “Flight Paths”

Setembro 4, 2009 at 3:59 pm (Música) (, , , )

Olá Galera!

Hoje vamos falar de Twee Pop. Sim, esse genero super fofinho do indie pop é o apresentado pelo Pocketbooks. Me apaixonei pela banda e, confesso, demorei para resenhar esse cd. Motivo? Simples: não se acha download dele. Enfim, vamos ao que interessa, certo?

Com bateria, baixo, teclado e guitarra bem básicos começa “Footsteps”. O vocal feminino tende ao agudo e é bastante suave e calmo. É o que eu chamo de música para acordar, pois dá uma animada no dia. Naipes de metal aparecem logo após o refrão da música, dando um ar ainda mais animado. E, logo em seguida, um momento breve só do vocal, com a entrada dos instrumentos posteriormente. Mais acelerada, “Fleeting moments” aparece cheia de baixo e bateria. Depois de um tempo o piano aparece e a guitarra fica só de fundo. Contraste bastante em termos de ritmo com a trilha anterior, é mais aguda e contem mais backvocals. A terceira música é “Camera Angles” e vem com violão na introdução. O vocal agora é masculino, com o baixo e a bateria mais destacados, sobrepondo o violão. O piano aparece, assim como os naipes de metal. Interessante que a música como um todo se torna mais melancólica com a simples mudança de vocal. Com um ritmo mais forte, gerando até uma leve tensão e se assemelhando com algumas músicas nacionais, aparece a número 4 “The Outskirts of town”. O vocal feminino volta, assim como a guitarra e mais algum instrumento de cordas que não identifico. A bateria aparece mais depois do refrão, dando ainda mais marcação ao ritmo. A animação também está de volta, devido a um destaque maior ao piano. Só que a animação só volta com tudo em “Cross the line”, e aqui o vocal masculino também volta e vem ainda mais grave. O interessante é que temos, também, vocal feminino. A combinação básica de guitarra+bateria+baixo é um acerto de mão, e o piano aparece mas pouco se comparado as outras músicas. E chegamos a 6ª das 11 faixas. “Skatting on Ting Ice” tem baixo forte combinado ao piano e a bateria bem fraquinha de fundo.O vocal tende um pouco mais ao agudo que nas outras e a levada remete ao blues, só que animado, o que chega a ser contraditório.

A sétima trilha é “Sweetnes and Light” e, confesso, sou apaixonada por essa música. Cheia de piano e guitarras, com a base no baixo e a bateria quase nula, tem o vocal masculino, com a voz feminina fazendo backvocal. Destaque para uma leve melancolia mais pelo meio da música, mas nada desanimador. “I’m not going out” é a música oito e vem cheia de teclas, seja em teclado, piano ou escaleta. O vocal feminino volta a dominar e a melodia se mantem na combinação bateria+baixo+guitarra. São justamente as teclas que diferenciam a música, principalmente o que creio ser uma escaleta ou um teclado com efeito, que dá um ar mais leve. A nona faixa se chama “Every good time we had” é acelerada, não tem introdução e, apesar disso tudo, mantém o ar suave. Sei que é estranho aceleração com suavidade, mas é exatamente a sensação que ela fornece. Fora os toques do piano e, para diferenciar a música, guitarra distorcida no meio da música acompanhando o piano. A penúltima também não tem introdução só instrumental. “Paper Aeroplanes” começa com uma guitarra riffada bem suave e vocal, sendo que o baixo e a bateria entram bem suaves depois da primeira estrofe. Estranhamente calma, pelo menos de início, ganha animação depois do primeiro minuto com a entrada do piano. A medida que a música avança, o ritmo aumenta e o piano vai ganhando destaque, como se fosse o responsável por esse “agito”. O ponto fraco é que é uma música um tanto quanto repetitiva. E o cd encerra com “All we do is rush around”, que alterna momentos de agitação com guitarra, baixo e bateria acelerados; com momentos de calmaria, comandados pelo piano, invertendo a ordem de “comando” da trilha anterior. Contem um pequeno solo de guitarra com uma base suave de piano. O vocal masculino domina claramente a cena. No meio da música tem uma levada do baixo interessante, seguida da guitarra, e com o piano pontuando aqui e ali. O final da música parece ter sido passado por um filtro que dá a impressão de rádio.

Enfim, temos aqui o cd de uma banda nova fazendo um twee-pop/powerpop muito bom. A alternância de vocais masculinos e femininos, bem como a constante presença do piano dão um ar leve e dançante. O pocketbooks, ainda que desconhecido, é uma das melhores bandas que ouvi e uma das que mais recomendo.

MySpace – Pocketbooks

“Like the mischief hidden in your eyes / Or the retro clothes you always buy / I just hope I’ll always hear your footsteps with me / Like the clutter in your kitchen / The same song you keep on whistling / I just hope I’ll always hear your footsteps with me” (Footsteps – Pocketbooks)

See ya later

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Resenha – Cola Jet Set em “Guitarras y Tambores”

Agosto 31, 2009 at 2:28 pm (Música) (, , , )

Hola Gente!

Calma, vocês não erraram o blog e eu não resolvi falar em espanhol. É que a banda de hoje canta um Indie Pop/Power pop de melhor qualidade em espanhol. O Cola Jet Set está no segundo cd, que é o “Guitarra y tambores”. Formado por três meninas e dois meninos, tem outras características bem próprias além dessa. Mas vamos ao que interessa.

A primeira música é “El sueño de mi vida”. Incia com um riff bem suave, bateria de fundo bem baixa, junto com o baixo, garantindo aquela sustentação básica da música. Um sintetizador quase perdido na música, escondidinho. A vocalista principal, Ana, tem uma voz doce. E os backvocals também são bem leves. Animadinha, romântica, perfeita pra dirigir. “Torto corazón” vem mais animadinha que a anterior, com o baixo mais destacado. É notável a falta dos sintetizadores, e a levada sessentista. A banda utiliza muito, mas com sabedoria, os backvocals. A seguinte é a faixa-título, de guitarra suave. Tem também a levada animada típica do cd, mas é um pouco mais grudenta que as outras. Mas fora essa “cola” presente na música, nada demais. “Subidubi” é a quarta e vem com um vocal mais grave, mas ainda feminino. É também mais agitadinha, o ar anos 60 é menor e conta também o baixo mais presente. Gosto dela, porque foge um pouco do cd. A quinta trilha, “Chocolate y té”, também difere do cd. Isso porque também tem uma levada um pouco mais agitada, além de combinar graves e agudos muito bem. Tem momentos maiores de instrumental também, e um ótimo instrumental diga-se de passagem. Mais suave, com algumas leves tensões, e também mais romântica é a música que marca o meio do cd. “Durará” volta com a cara sessentista, dada principalmente pelos backvocals e pela guitarra agudinha.

“Ese grupo esta bien” vem mais tensa, com uma coisa que evoca mais a grupos. Ainda assim o vocal se mantém deliciosamente agudo e suave. Destaque para o piano/teclado bem suave. A sete é “En esta pisa ya no se puede bailar”. Agitada, e pedindo para que se anime e se dance com fé. Mas nada de casalzinho. Não, essa é para um grupo de amigos na “noitada”. Chamo atenção para os naipes de metal combinando perfeitamente com a guitarra. A trilha oito é “Nadie nos va a poder parar”. Agitanda, cantada em coro, é muito interessante e suave. A levada lembra tarde com amigos, daquelas bem saudosas, lembrando-nos alguma coisa da jovem guarda. Quase no final, um destaque ao piano. Com ares mais agitados e melodia mais melancólica, a música “Suena el teléfono” trás o romântismo mais forte que nas outras. A guitarra ganha um riff diferente na segunda metade da música. A animação volta com “Dulce despertar”. Aliás ela é animada e agitadinha, com levíssimas tensões geradas pelo baixo aqui e ali. O vocal é um pouco mais grave que nas outras trilhas, o que dá um diferencia ainda mais. Com ares mais densos, a penúltima é “Prometiste volver”. Tem introdução maiorzinha, e como dito na própria letra, é uma música mais lenta. Talvez, até por isso, sua introdução seja mais sensual. O refrão, mais agitadinho, acaba caindo numa estrofe novamente lenta. Essa alternância fica bem interessante, porque alterna também o vocal de mais grave pra mais agudo. E, só por curiosidade, é a maior música do cd. Tem um final bastante agitado, que contradiz com o resto da música. E o álbum acaba com “Cola Jazz Vals”. De introdução também longa, o vocal só aparece depois de meio minuto em vocalização. O ritmo lembra mesmo o de uma valsa e, obviamente, temos um destaque ao piano.

Temos aqui 40 minutos de um ótimo Indie pop fácil de compreender, já que é em outra lingua latina (o espanhol). Muitas referências sessentistas, muito piano e muita guitarra riffada, com backvocals bem trabalhados. Vale a pena conferir.

MySpace – Cola Jet Set

E sem frases de efeito… Mierda

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