Resenha – Mika em “The boy who knew too much”

Outubro 2, 2009 at 11:00 pm (Música) (, , )

Olá amigos!

Sim, to feliz. Com esse cd não tem como ficar desanimado. Mika ficou conhecido pelo hit “Grace Kelly” e seu novo cd vêm cheio da proposta do rapaz: vamos ser felizes! Como diria o narrador da sessão da tarde: a animação está garantida com esse cd da pesada. Ok, isso ficou péssimo, mas vamos então ao que interessa e falar do 2º cd dele.

A obra começa por “We are golden”. Com vocal e backvocals logo de cara, assim como piano e percussão. O baixo apagadinho e as pessoas podem se perguntar onde está a guitarra, pois ela simplesmente não está ali. Os agudos típicos de Mika estão, claro, presentes e fazendo seu papel super bem. O refrão é bem grudento e a música como um todo é contagiante. O final conta com um coral super legal. A segunda é “Blame it on the girls”. Começa com Mika apenas falando e a bateria entrando forte, assim como percussões que parecem calmas. O piano segue e vem também forte e intenso. Um sintetizador de fundo garante os ares de pista para essa música que tem bem pouco de instrumental em si. Uma verdadeira faixa dançante, para aquelas festas que se faz em casa com os amigos. Ao final, temos algo que me parece mais latino, mas a impressão passa bem rápido. A faixa “Rain” vem ainda mais dançante, com ares parecidos com o de “Relax, take it easy”, só que mais tristinha. Sintetizadores pegam forte, apagando até a percussão. O vocal agudo se concentra no refrão. Essa faixa é ainda mais candidata a pista que a anterior, pelo simples fato de ser feita todinha em cima de samples. Com um violão e um piano mais denso começa “Dr. John”. A música vai, aos poucos, ganhando leveza e chega ao refrão com ares bem mais alegres e característicos do cantor. A bateria tá superleve, bem como o baixo. O único pecado, na minha opinião, é a faixa ser repetitiva demais. O fim retoma a impressão de densidade do começo. Chegamos a música 5, que vem também tensa e tristinha. “I see you” vem com apenas um piano e o vocal que, apesar de agudo, está muito suave. O baixo aparece depois, dando ainda mais densidade. Só um sintetizador para dar a leveza que essa música precisa e, ainda assim, não é tanto. Uma faixa um tanto quanto depressiva para o cantor. No meio, a trilha ganha ares de black music muito bons, mas ainda assim aqueles blacks meio depressivos. “Blue Eyes”, sexta música, trás de volta a animação. Ela vem com um piano riffado, na falta de expressão melhor, e uma percussão super de leve. Aqui temos ares de músicas meio havainas e/ou caribenhas (não conheço tanto para diferenciar uma de outra). O vocal vem com menos agudos. E chegamos ao meio das 13 trilhas com “Good gone girl”. Pra quem sentia falta de “Grace Kelly”, essa música ocupará bem o lugar da outra. É mais agitadinha, com piano bem levado e a bateria rápida e leve. O baixo aparece mais nas estrofes e o vocal está alternando entre o agudo e o normal com mais frequencia.

“Touches You” vem com o vocal mais agudo e o piano rapidinho e forte. A bateria também vem forte e bem marcada, além de um backvocal daqueles de igrejas batistas dos estados unidos. Bem agitada, também forte candidata a pista, da certa vontade de sair dançando. Outra que é repetitiva, mas aqui ficou boa a proposta. Com vocais mais etéreos começa “By the time”. Piano e sintetizadores bem leves, assim como o vocal e backvocal. A levada é bem mais calma que o resto do cd, mas não chega a ser depressiva. O agito volta em “One foot boy”. A batida é bem parecida com o que temos em território nacional, mas o que muda é a presença do piano e o vocal mais agudo. Isso confere um ar mais leve e até mais disco pra música. “Toy boy” trás de volta aquela pegada meio anos trinta (talvez eu esteja errando feio), meio música de desenho. Uma flauta transversal se mostra na música, que até então contava com piano e violino. É bem calminha, não muito inspiradora (a não ser que você seja um cartunista ou fã de coisas como “Noviça Rebelde”). A penúltima é “Pick up off the floor” e vem com um violino no começo. O piano e o vocal aparecem numa levada depressiva novamente. Interessante notar a levada meio R&B, meio jazz. O baixo, apesar disso, aparece pouco. E o cd fecha com “Lover Boy” e os ares de trilha de desenho iniciam a música. Mas a impressão logo passa, com a percussão e o piano mudando os ares aos poucos. Aqui, guardadas as proporções, sinto semelhança com Queen em certas faixas. Principalmente pelo jogo dos backvocals e o baixo aparecendo de leve atrás do piano.

Ok, temos 44 minutos com um som um pouco menos agitado que no cd anterior, mas mais maduro e um pouco menos repetitivo. Mika é aquele som que se ouve para animar.

MySpace – Mika

“Isn’t it enough, isn’t it enough just to feel wild and free? / Caught up in the rough, caught up in the rough of life, looking at me / You think you’re in love, boy / But you don’t really know what love is / You think you’re in love, girl / But honey let me show you where you’re heart is”
(Lover Boy – Mika)

See ya later

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Pocketbooks em “Flight Paths”

Setembro 4, 2009 at 3:59 pm (Música) (, , , )

Olá Galera!

Hoje vamos falar de Twee Pop. Sim, esse genero super fofinho do indie pop é o apresentado pelo Pocketbooks. Me apaixonei pela banda e, confesso, demorei para resenhar esse cd. Motivo? Simples: não se acha download dele. Enfim, vamos ao que interessa, certo?

Com bateria, baixo, teclado e guitarra bem básicos começa “Footsteps”. O vocal feminino tende ao agudo e é bastante suave e calmo. É o que eu chamo de música para acordar, pois dá uma animada no dia. Naipes de metal aparecem logo após o refrão da música, dando um ar ainda mais animado. E, logo em seguida, um momento breve só do vocal, com a entrada dos instrumentos posteriormente. Mais acelerada, “Fleeting moments” aparece cheia de baixo e bateria. Depois de um tempo o piano aparece e a guitarra fica só de fundo. Contraste bastante em termos de ritmo com a trilha anterior, é mais aguda e contem mais backvocals. A terceira música é “Camera Angles” e vem com violão na introdução. O vocal agora é masculino, com o baixo e a bateria mais destacados, sobrepondo o violão. O piano aparece, assim como os naipes de metal. Interessante que a música como um todo se torna mais melancólica com a simples mudança de vocal. Com um ritmo mais forte, gerando até uma leve tensão e se assemelhando com algumas músicas nacionais, aparece a número 4 “The Outskirts of town”. O vocal feminino volta, assim como a guitarra e mais algum instrumento de cordas que não identifico. A bateria aparece mais depois do refrão, dando ainda mais marcação ao ritmo. A animação também está de volta, devido a um destaque maior ao piano. Só que a animação só volta com tudo em “Cross the line”, e aqui o vocal masculino também volta e vem ainda mais grave. O interessante é que temos, também, vocal feminino. A combinação básica de guitarra+bateria+baixo é um acerto de mão, e o piano aparece mas pouco se comparado as outras músicas. E chegamos a 6ª das 11 faixas. “Skatting on Ting Ice” tem baixo forte combinado ao piano e a bateria bem fraquinha de fundo.O vocal tende um pouco mais ao agudo que nas outras e a levada remete ao blues, só que animado, o que chega a ser contraditório.

A sétima trilha é “Sweetnes and Light” e, confesso, sou apaixonada por essa música. Cheia de piano e guitarras, com a base no baixo e a bateria quase nula, tem o vocal masculino, com a voz feminina fazendo backvocal. Destaque para uma leve melancolia mais pelo meio da música, mas nada desanimador. “I’m not going out” é a música oito e vem cheia de teclas, seja em teclado, piano ou escaleta. O vocal feminino volta a dominar e a melodia se mantem na combinação bateria+baixo+guitarra. São justamente as teclas que diferenciam a música, principalmente o que creio ser uma escaleta ou um teclado com efeito, que dá um ar mais leve. A nona faixa se chama “Every good time we had” é acelerada, não tem introdução e, apesar disso tudo, mantém o ar suave. Sei que é estranho aceleração com suavidade, mas é exatamente a sensação que ela fornece. Fora os toques do piano e, para diferenciar a música, guitarra distorcida no meio da música acompanhando o piano. A penúltima também não tem introdução só instrumental. “Paper Aeroplanes” começa com uma guitarra riffada bem suave e vocal, sendo que o baixo e a bateria entram bem suaves depois da primeira estrofe. Estranhamente calma, pelo menos de início, ganha animação depois do primeiro minuto com a entrada do piano. A medida que a música avança, o ritmo aumenta e o piano vai ganhando destaque, como se fosse o responsável por esse “agito”. O ponto fraco é que é uma música um tanto quanto repetitiva. E o cd encerra com “All we do is rush around”, que alterna momentos de agitação com guitarra, baixo e bateria acelerados; com momentos de calmaria, comandados pelo piano, invertendo a ordem de “comando” da trilha anterior. Contem um pequeno solo de guitarra com uma base suave de piano. O vocal masculino domina claramente a cena. No meio da música tem uma levada do baixo interessante, seguida da guitarra, e com o piano pontuando aqui e ali. O final da música parece ter sido passado por um filtro que dá a impressão de rádio.

Enfim, temos aqui o cd de uma banda nova fazendo um twee-pop/powerpop muito bom. A alternância de vocais masculinos e femininos, bem como a constante presença do piano dão um ar leve e dançante. O pocketbooks, ainda que desconhecido, é uma das melhores bandas que ouvi e uma das que mais recomendo.

MySpace – Pocketbooks

“Like the mischief hidden in your eyes / Or the retro clothes you always buy / I just hope I’ll always hear your footsteps with me / Like the clutter in your kitchen / The same song you keep on whistling / I just hope I’ll always hear your footsteps with me” (Footsteps – Pocketbooks)

See ya later

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Cola Jet Set em “Guitarras y Tambores”

Agosto 31, 2009 at 2:28 pm (Música) (, , , )

Hola Gente!

Calma, vocês não erraram o blog e eu não resolvi falar em espanhol. É que a banda de hoje canta um Indie Pop/Power pop de melhor qualidade em espanhol. O Cola Jet Set está no segundo cd, que é o “Guitarra y tambores”. Formado por três meninas e dois meninos, tem outras características bem próprias além dessa. Mas vamos ao que interessa.

A primeira música é “El sueño de mi vida”. Incia com um riff bem suave, bateria de fundo bem baixa, junto com o baixo, garantindo aquela sustentação básica da música. Um sintetizador quase perdido na música, escondidinho. A vocalista principal, Ana, tem uma voz doce. E os backvocals também são bem leves. Animadinha, romântica, perfeita pra dirigir. “Torto corazón” vem mais animadinha que a anterior, com o baixo mais destacado. É notável a falta dos sintetizadores, e a levada sessentista. A banda utiliza muito, mas com sabedoria, os backvocals. A seguinte é a faixa-título, de guitarra suave. Tem também a levada animada típica do cd, mas é um pouco mais grudenta que as outras. Mas fora essa “cola” presente na música, nada demais. “Subidubi” é a quarta e vem com um vocal mais grave, mas ainda feminino. É também mais agitadinha, o ar anos 60 é menor e conta também o baixo mais presente. Gosto dela, porque foge um pouco do cd. A quinta trilha, “Chocolate y té”, também difere do cd. Isso porque também tem uma levada um pouco mais agitada, além de combinar graves e agudos muito bem. Tem momentos maiores de instrumental também, e um ótimo instrumental diga-se de passagem. Mais suave, com algumas leves tensões, e também mais romântica é a música que marca o meio do cd. “Durará” volta com a cara sessentista, dada principalmente pelos backvocals e pela guitarra agudinha.

“Ese grupo esta bien” vem mais tensa, com uma coisa que evoca mais a grupos. Ainda assim o vocal se mantém deliciosamente agudo e suave. Destaque para o piano/teclado bem suave. A sete é “En esta pisa ya no se puede bailar”. Agitada, e pedindo para que se anime e se dance com fé. Mas nada de casalzinho. Não, essa é para um grupo de amigos na “noitada”. Chamo atenção para os naipes de metal combinando perfeitamente com a guitarra. A trilha oito é “Nadie nos va a poder parar”. Agitanda, cantada em coro, é muito interessante e suave. A levada lembra tarde com amigos, daquelas bem saudosas, lembrando-nos alguma coisa da jovem guarda. Quase no final, um destaque ao piano. Com ares mais agitados e melodia mais melancólica, a música “Suena el teléfono” trás o romântismo mais forte que nas outras. A guitarra ganha um riff diferente na segunda metade da música. A animação volta com “Dulce despertar”. Aliás ela é animada e agitadinha, com levíssimas tensões geradas pelo baixo aqui e ali. O vocal é um pouco mais grave que nas outras trilhas, o que dá um diferencia ainda mais. Com ares mais densos, a penúltima é “Prometiste volver”. Tem introdução maiorzinha, e como dito na própria letra, é uma música mais lenta. Talvez, até por isso, sua introdução seja mais sensual. O refrão, mais agitadinho, acaba caindo numa estrofe novamente lenta. Essa alternância fica bem interessante, porque alterna também o vocal de mais grave pra mais agudo. E, só por curiosidade, é a maior música do cd. Tem um final bastante agitado, que contradiz com o resto da música. E o álbum acaba com “Cola Jazz Vals”. De introdução também longa, o vocal só aparece depois de meio minuto em vocalização. O ritmo lembra mesmo o de uma valsa e, obviamente, temos um destaque ao piano.

Temos aqui 40 minutos de um ótimo Indie pop fácil de compreender, já que é em outra lingua latina (o espanhol). Muitas referências sessentistas, muito piano e muita guitarra riffada, com backvocals bem trabalhados. Vale a pena conferir.

MySpace – Cola Jet Set

E sem frases de efeito… Mierda

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Nightmare of you em “Infomaniac”

Junho 21, 2009 at 9:58 am (Música) (, )

Bom dia pessoal!

Os benefícios da internet, com sua troca de informação, me permite resenhar um cd que será oficialmente lançado apenas em 4 de agosto. Banda de música suave, tendendo do pop-rock ao indie, está em seu segundo cd. Sem muita história, porém com boa música a ser apresentada. Vamos a resenha?

O cd começa com “Good Morning, Waster”, com violão suave e backvocal bem trabalhado. Música bem suave, com uns riffs de guitarra e o aparecimento dos outros instrumentos ao final da música, com a bateria forte e o piano fazendo a ponte entre ela e a segunda música. “Eustacia Vye” parece estar grudada a faixa anterior. Começa com um piano bem característico do pop, e com a entrada dos outros intrumentos essa característica aumenta. Temos um destaque ai pro baixo, que aparece bem apesar da guitarra e do piano aparecerem bem também. Faixa animada, com clara inspiração dos idos de 60 na combinação guitarra-piano. A terceira música é “I think i’m getting older”, onde a bateria aparece um pouco mais. Música bem mercadológica, bem agitadinha, é bem dançante. Distorção interessante na guitarra, com o sábio uso moderado dos sintetizadores garantindo o ar pop. No final, a música tem um momento breve de levada reggae com sintetizadores que ficou bem interessante. A música quatro é “Someday, but not today”, que tem uma introdução muito parecida com a de “Yellow” do Coldplay. A impressão logo some com os riffs da guitarra. O baixo forte aparece baseando o vocal calmo, junto com o backvocal bem suave e quase desaparecido em certos trechos. Tem um momento interessante de um riff bem acelerado e distorcido. E a quinta trilha vem com uma clara inspiração sessentista. “Hey Sweetheart” tem um vocal bem interessante, baseado num piano bem ritmado. A guitarra aparece depois com os outros instrumentos, só garantindo a lembrança aos anos 60 com seu ritmo característico. O teclado sintetizado deixou um ar bem particular a essa faixa. E chegamos ao meio do cd com “Experimental bed”. Com sintetizadores na introdução, unidos a uma bateria forte. Baixo vem representando bem, junto da guitarra um tanto quanto confusa pela distorção. É, até agora, a música mais densa do cd. Tem um ar que fica numa linha tênue entre a melancolia e a depressão.

A segunda metade é aberta pela música “Amsterdam”, de bateria forte e guitarra riffada interessante. Mantém o ar mais melancólico, ainda que seja menos melancólica que a trilha anterior. O baixo é presente, porém não muito, assim como o piano/teclado. É, só para efeito de curiosidade, a maior faixa do cd. A 8ª é “Gavi”, de bateria e baixo fortes. Uma sirene ao fundo dá a idéia de perseguição, o que condiz com o ritmo acelerado do baixo. Se alguma fosse pra uma pista, o que acho pouco provável já que não tem a ver com a banda, seria essa. O pré-refrão é só bateria e sirene. No refrão, o baixo fica sobreposto pela guitarra. Aqui também não ouço piano/teclado. A trilha 9 é “Tell me when it’s over”, e começa com bateria forte e guitarra distorcida. Agitada, mas nem por isso animada, marca a volta dos sintetizadores bem usados pela banda. Aliás, acho que é a faixa em que eles estão mais presentes, em particular na guitarra. O backvocal faz um trabalho mais forte nessa trilha. A música 10 é “A pair of blue eyes”, e o ar sessentista volta na calma e na guitarra de riff constante. OS sintetizadores ficam bem de fundo, mas dão um ar ainda mais suaves a trilha. Temos um momento de tensão, que se resolve com a retomada do ritmo. O baixo tem certo destaque, apesar de ficar bem de base, e os backvocals aparecem aqui e ali. A penúltima é “Please don’t answer me”, e tem um violão tão gostoso que chego a me emocionar. Sem nenhum instrumento além do violão até agora, tem um ar acústico que me agrada imensamente. E quando aparecem os outros instrumentos, a música não fica degradada. Pelo contrário, a faixa melhora. O ar é levemente melancólico, e a semelhança vaga com Coldplay volta a minha mente, porém apenas pelo ar da música e não pelo seu estilo, já que o “Nightmare of you” faz um som mais pegado pro powerpop e, porque não, pro emo. E o cd encerra com “Goodnight, Devil”, de violão grave e mais denso. O vocal levemente sintetizado da o ar melancólico, unido a uma guitarra bem mais pesada que o resto do cd. O riff acelerado aumenta ainda mais o ar de desespero da música, e me lembra a versão de “I want you” da trilha do filme “Across the universe”. No final essa distorção garante uma densidade que difere totalmente do início do cd.

O cd tem 41 minutos. Neles o cd vai da animação, agitação e alegria à melancolia, densidade e até depressão. Isso tudo só retirando o piano e aumentando distorções e sintetizadores. Achei uma proposta interessante, visto que a alteração em termos de instrumento é pouca. Muda mesmo o ritmo. De qualquer forma, vale muito a pena conhecer essa banda.

MySpace – Nightmare of you

“And we’ve learned that life is one big game / Where the winners are all getting paid” (Dear Scene, I Wish I Were Deaf – Nightmare of You)

See ya later

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Ex Nowergian em “Standby”

Fevereiro 25, 2009 at 12:32 pm (Música) (, , , )

Olá Galera!

Novamente me desculpo pela falta de frequência certa nos posts. Hoje venho falar do primeiro cd de uma banda surgida no ano passado. Bastante novos, o pessoal do Ex Nowergian se diz, no myspace, Powerpop/Classic Rock/Shoegaze. Boa mistura, não? O cd deles foi lançado na internet dia 18 de fevereiro e será lançado em formato físico, na falta de expressão melhor, dia 10 de março. Com inspirações que vão de David Bowie a Enrique Inglesias, a banda parece misturar várias vertentes dos estilos dominantes na atualidade. Vamos ver agora o que esse pessoal da Flórida tem pra nos dizer musicalmente falando.

O cd começa com “Fujeira in my dreams”, e o vocalista da um “grito” que me lembra vagamente o rapaz do Kaiser Chiefs. Música agitadinha, leve e boa para se ouvir com amigos. Vez ou outra a guitarra parece ser suja, mas nada muito forte. É uma música que segue bem mais a linha do indie que do powerpop na minha opinião. A segunda faixa inicia com riffs de guitarra e se chama “Don’t bother”. Ainda leve, porém com diferença no vocal que parece mais agudo e levemente forçado. Percebe-se ares de country-rock influenciando essa música bem ao fundo. A trilha de número 3 é “Something Unreal”, single atual da banda. Com violão bem puro e palminhas acompanhando, surpreende quando usa distorção na voz. A bateria fica bem apagadinha, principalmente por ser subposta pelas palmas. A guitarra aparece em certos momentos e dá a cara rock que a música precisava. A quarta música é “Fresh pit”, e os vocais lembram os anos 60 com seus backvocals. A guitarra de levada fácil, assim como a bateria, fazem a música ser dançante sem precisarser daquelas que você se joga na pista de uma vez. Digamos que seja algo para uma dança meio lenta e bastante divertida. Chegamos a faixa 5, “Pow3rfull”, com guiatarras que lembram o punk. Aliás, a música quase como um todo lembra o punk, acho que com a excessão do vocal. Este faz a música não fugir do estilo da banda, ou seja, permanecer no indie/powerpop. E a metade do cd aparece com “Sudeki Lover”. Começamos ela com a bateria em destaque e os riffs de guitarra. O vocal parece mais mole, e a música tem um ar mais psicodélico. Lá pelos 2 minutos ela da uma pesada que lembra os rocks mais clássicos, e termina com um ar punk.

A sétima música se chama “Add vice”, tem um ar melancólico oitentista no início, indo depois para o nosso bom indie/powerpop. Ah, essa música tem um ar de verão muito legal. “Gross you” é a 8ª do álbum e tem cara de música mais tristinha da banda, e ainda assim é uma musica animadinha. A guitarra da um ar mais mole, os vocais remetem novamente a 60/70 pelos backvocals. “Dance trance parte” é a música mais fácil de mixar, visto o eletrônico presente naturalmente na faixa e bem mesclado com a guitarra e a bateria. Ah, só para constar, eles fizeram um vinil de 7 polegadas com essa faixa. Estamos agora na décima trilha, “All Over Again”, de guitarra com riffs leves e vocal levemente melancólico. Violão e bateria fazendo base e aparecendo pouco, mas nos momentos certos. A música se anima no meio dela, lá pelo 1min25s. A penúltima música é “Sad Wonder”, que revive uma mistura de anos 70 e 80 na sua melodia. Fechamos o cd com “My Name is Paul”, de voz distorcida/abafada e, não atoa, um enorme jeito de Beatles na introdução. Passado isso, temos uma música normal, porém deliciosa de se ouvir. Ah, curiosidade, essa é a maior música do cd com seus 3min18s. O powerpop se mostra em sintetizadores bem ardidinhos ao fundo.

Temos aqui uma boa banda debutando no mundo do powerpop. O cd, bem curtinho, é fácil de ouvir e certamente algumas músicas grudarão na cabeça de muita gente. A pena é o myspace sem download.

MySpace – Ex Nowergian

“You’re not to blame / The worlds insane / Same change is happening / All over again” (All over again – Ex Nowergian)

See ya later

Link Permanente 1 Comentário

Resenha – Thirteen Senses em “Contact”

Fevereiro 10, 2009 at 12:50 pm (Música) (, , )

Olá pessoas!

A resenha de hoje é sobre um cd do ano passado. Mas a descoberta dessa banda se deu essa semana, pela agradável idéia de baixar músicas de bandas que não conheço. A banda inglesa data, pelo que vi na wikipedia, de 2003/2004. Também segundo a wiki, os rapazes são os a única banda de sua região a ter um single num Top 20. O Lastfm diz que eles são parecidos com Keane e Athlete e em seu myspace se auto-classificam como indie/pop/alternativo. Preciso dizer porque gostei deles? Não né? Ah, só a título de curiosidade, essa resenha será feita em cima da primeira impressão do cd.

Com um título fofo, o cd começa com “Contact”, de um piano bem pesado que guia o clima da música. Uma guitarra fica de fundo, dando meio que a base pro paino, coisa que não costumo ver.”All the love in your hand” mostra uma pegada anos oitenta se misturando a guitarras mais fortes soa interessante. Um baixo pronunciado  remete, novamente, ao oitentismo. É uma música muito boa, e tem cara de pista de dança em certos momentos. A terceira música é “Animal”, e a guitarra com distorção mostra o peso da obra, e o sintetizador da o tom melancólico. O vocal sabe onde colocar os agudos da música, o que deixa a proposta ainda mais interessante. A faixa vai ficando mais animada com o passar do tempo, e termina no mesmo tom triste. A quarta faixa, que começa com um violão suave, chama-se “Call Someone”. O violão continua, com o piano aparecendo em alguns pontos, e a bateria só mantendo o ritmo, fazendo dessa música algo bem suave que se torna mais forte lá pelo meio dela. A quinta música, que nos aproxima do meio do cd, é “Follow me” e começa com um sintetizador que lembra o som de orgão, sendo que uma guitarra animada entra logo no começo. Ela aparenta ser uma das mais comerciais. E o meio do cd chega na sexta faixa, “A lot of silence here”, me lembrando as músicas estilo “Antena 1″ (também conhecida como “música ambiente” ou “música de dentista”). Uma guitarra bem lenta e com distorções, quase sem base, bateria suave e sintetizadores dão um ar romântico e melancólico (pelo visto não só pra essa música, como pra todo cd).

Um ar mais soturno começa “Spirals”, sétima faixa do cd. Novamente algo com bastante sintetizador, dessa vez dando um ar psicodélico. O que agita a música é, sem dúvida, a bateria. E esse ar é desfeito na oitava faixa, “Talking to sirens”, mas leve que a anterior. O violão mais rapidinho, a bateria acompanhando isso junto com os sintetizadores, sendo que a guitarra só aparece em certos momentos. A nona trilha é “Under the sun” e começa com um piano e um violino, bem baixinho, de fundo. Depois entra a bateria e a guitarra com seus riffs, sendo o piano base para ela. Até agora, nada de sintetizadores, e um ar de esperança no refrão da música, dando ânimo a quem escuta. A penúltima música é “Spark”, com o piano de base e tendo a guitarra e a voz sintetizadas. Depois do meio da música, o ar da música muda pra algo mais intenso, mais forte, e finalmente entra a bateria mais forte. O cd fecha com “One and Zeros / You And I” sendo que “You and I” é uma faixa escondida. “One and Zeros” segue a linha do piano melancólico e do sintetizador, sendo que a guitarra entra pesando a música junto com a bateria. Aos 6 minutos e 17 segundos da faixa começa “You and I”, que não foge em nada do estilo do cd. Ar melancólico, guitarra com riffs, piano como base e bateria leve.

O MySpace do “Thirteen Senses” conta com 4 músicas, das quais recomendo apenas “Follow me” e “Animals” visto que não conheço as outras duas.

MySpace – Thirteen Senses

“Call someone / Tell them how you feel / Call someone and tell them what you think is wrong / Beat the ground / Show it how you feel / Show it all the ways that you’ve been taught to feel” (Call Someone – Thirteen Senses)

See ya later.

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Ramirez em “Desembarque”

Fevereiro 9, 2009 at 6:25 pm (Música) (, , , )

Olááááá Galera!!!

Depois dessa longa temporada sem resenha, devo confessar que me sinto sem preparação para tal ato. Deixo inicialmente avisado que, para alcançar a meta defasada de um post por semana, tentarei até terça que vem fazer oito posts. Ou seja, ineditamente um post por dia nesse blog! Quem sabe isso não se torna realidade??

A resenha de hoje é sobre os meninos cariocas do Ramirez, que fazem uma linha de emo que me surpreende pois não reclamam da vida, do universo, da falta de amor e carinho… Enfim, eles fogem das temáticas mais lamuriosas que rotulam o gênero aqui no Brasil. Mas, se são emos e não cantam coisas tristes, o que eles fazem? Um rock romântico e animado! Aliás, falha minha classificar a banda como emo. Isso se deve a rótulos que escutei de outras pessoas. Não gosto desses rótulos confusos, mas os caras se classificam como Rock/Pop/Powerpop no myspace deles. Agora sei porque gosto deles, o powerpop nacional sempre foi algo que me chamou atenção. Mas vamos ao que interessa, segue ai a resenha faixa-a-faixa do cd.

“Não sou um só” abre o cd com animação, tendo uma linha de guitarras bem comum, diferenciando de musicas parecidas apenas pelo sintetizador (ou seria distorção?) ao fundo das estrofes. A letra é uma das mais versáteis e criativas que vi. O álbum continua com “Aproveitar o que perdi”, e alguns dirão que ela tem carinha de abertura da malhação, mas aqui vai a dica: olhe para a letra e veja a nostalgia quase revoltada presente nela. A terceira música é “Desfile de motivos” e, até agora, ela é a preferida dos integrantes da comunidade do orkut. Feita para ser chiclete, tenho certeza, ela alcançou seu objetivo trazendo uma letra de alguém apaixonado e sem esperança. Soa familiar? Ouça e verá que foge do que você conhece e, pasmem, parece ser a história de alguém real. Na quarta-faixa temos uma introdução mais pesada. “Bem quiser” consegue unir peso de música e letra romântica água-com-açúcar sem ser enjoativa. O cd aproxima-se do meio com o single “Sophia”, que inicia com uma guitarra e um piano, os dois bem leves, e a guitarra solo segue com uns riffs pontuados na música. A letra é um conto de fadas e cumpre muito bem a missão de divulgar o som do Ramirez.

O cd chega ao seu meio exato com “Countrycore”, uma crítica criativa e engraçada sobre os hardcores que vão pra mídia. A maneira que eles fazem não é, a meu ver, pejorativa nem ofensiva. Uma música rápida que defende bem uma idéia e muda de ritmo vez ou outra. “Em Roma e Lyon” é a sétima faixa, com um ritmo bem marcado e riffs que atravessam a música toda, dando o tom de rock. Quanto a letra, que é mais uma romântica, e ao ritmo, a música lembra MUITO músicas anos 60 (poxa, elas tem PALMAS no fundo, isso ficou lindo!). Com guitarra abafada começa “Desenhos”, oitava música, e unida a ela riffs e sintetizadores (ou distorções) muito bem utilizados. A letra de final de namoro mantém a cara de anos 60/70 é muito bonita, triste sem desanimar. O peso retorna na faixa 9, “Você foi longe demais”, onde a letra e a melodia fazem casamento perfeito na expressão de revolta. E é nesse intercalar de peso e leveza que surge a penúltima música. “O melhor do que há pra nós dois” começa com um riff leve e animado, e a música continua nesse clima, sem apelar para a pegada mais forte e mantendo o nível mais calmo. Com um piano mais triste, o cd termina na música “Frustrações Infantis”. Letra e melodia bem calmas e melancólicas, com o piano e os backvocals roubados dos anos 60. Clima perfeito de bailinho de “High School” sem soar meloso.

Além de todas essas coisas que disse, fica aqui meu aplauso aos rapazes por liberar na internet seu segundo cd. Se não me engano isso já foi feito no primeiro. Continuem assim, dando exemplo de como divulgar música e quebrar a cara do sistema. Acessem http://ramirez.art.br/ e baixem o cd TODO, com encarte, letras, completinho!

Segue, para todos efeitos, o myspace dos rapazes

MySpace – Ramirez

“Quando eu corro sem olhar pra trás / Ou quando eu ando devagar demais / Se nos meus sonhos eu posso até voar / Só preciso de alguém pra me acompanhar nessa ilusão” (Não sou um só – Ramirez)

Vejo vocês depois…

Link Permanente 1 Comentário

Resenha – Black Kids em “Partie Traumatic”

Dezembro 12, 2008 at 10:15 am (Música) (, )

Oláááááá povo!

Vamos falar hoje de uma banda que conheci pela MTV (apesar de ter visto alguns comentários antes) e pela qual ando apaixonada: Black Kids. Mais uma banda que se auto-classifica como Indie. Tinha tudo para ser mais do mesmo, mas vamos a resenha faixa-a-faixa e vocês vão me entender e saber porque não considero que seja “mais do mesmo”.

Ah, antes de começarmos, devo dizer que a temática das letras pareceram fugir um pouco do indie (pelo pouco que observei) e estarem mais para o power-pop. Porém, só a letra. Agora sim podemos começar.

O álbum começa com a animada “Hit the heartbreakes”, que tem uma guitarra legal e apresenta os sintetizadores na banda. “Partie Traumatic”, faixa título do álbum, parece contar com um sintetizador que lembra o teremin (se não contar com o próprio teremin). A bateria se destaca também. A terceira faxa é a agitada “Listen to your body tonight”, que nem tem introdução direito e tem como vocal principal uma das meninas da banda. A quarta música é “Hurricane Jane”, sendo bem calminha se comparada as três anteriores. Digamos que ela tá prum clima mais de barzinho que de balada, apesar de ficar agitadinha do meio pra frente. “I’m Making Eye at You” começa calma mas agita antes do primeiro minuto de música. Claro, não é tão agitada quantos as anteriores, e se assemelha bastante ao que vemos no indie atualmente.

Estamos na sexta faixa, ou seja, começo da segunda metade do cd. Esta faixa de chama “I’ve underestimated my charm (again)”, e eu senti uma leve dose de irônia nesse título. Adoro quando brincam com as músicas, mas enfiiim, vamos falar da música em si. Teclado cheio de efeitos, bateria bem marcada e guiatarra apagadinha. Notem que não falo do baixo, porque ele simplesmente cumpre sua função (pelo menos até agora) no Black Kids. E agora, a minha favorida: “I’m not gonna teach your boyfriend how to dance with you”. Animada, mas o que chama atenção nela é a letra, que começa com Reggie Youngblood cantando a seguinte frase: “You are the girl that I’ve been dreaming of ever since I was a little girl“. Um Homem dizendo isso é no mínimo engraçado. Além do clipe da música ser divertidíssimo. A oitava é a “Love me already”, que traz pra mim uma pitada de disco music bem forte, e que se eu fosse num show deles cantaria sem medo. A penúltima música, “I wanna be your limosine”, tem uma cara de um mix bem feito de Franz Ferdinand e Cansei de Ser Sexy, com os sintetizadores muito bem arranjados. E o cd fecha com “Look at me (when i rock wichoo)”, com clima de guiatarras misturado com disco music que dá vontade de sair dançando…

Ok, fica provado nesse primeiro cd que o Black Kids é uma linda promessa num cenário que está começando a se desgastar (para meu desespero). O MySpace conta com 6 músicas, e todas valem a pena.

MySpace – Black Kids

“Every time we kiss / It’s like an inside joke / I always miss. / Our love is like a tug-of-war.” (I’ve underestimated my charm (again) – Black Kids).

See ya later

Link Permanente 1 Comentário

Resenha – Oh Mr Stereo em “Stereo City”

Dezembro 6, 2008 at 8:52 am (Música) (, , )

Oláááá Pessoal!

Com um pequeno atraso de menos de um dia, falarei sobre outra banda acústica. Não poderia ser diferente, afinal amo músicas acústicas. O “Oh Mr Stereo” É uma banda que está no myspace desde o ano passado (totalizando 32379 execuções no player de lá) e tem menos de mil execuções no LastFm. Me surpreendi com o powerpop acústico de qualidade deles.

O cd que venho resenhar tá, na verdade, mais para um EP. Com sete músicas, o “Stereo City” mostra o que uma banda independente pode fazer. Animação é a tônica do álbum, que mostra que é possível fazer powerpop do bom sem muitas distorções e esse tipo de coisa. As vezes, no mar de efeitos que temos hoje, nos esquecemos de como o som real do instrumento traz aquele ar de amizade e proximidade que as bandas precisam ter.

Começando com o que interessa, vamos a resenha faixa-a-faixa. A primeira do cd é “That Day”. Animada, com backvocals bem colocados e um clima de banda de rock tocando em barzinho, além de parecer ter uma letra bem fofinha. A segunda música começa com um riffizinho que lembra aqueles utilizados pelo emo. Aliás, “No hope” tem nome de música emo e clima de música emo. Como adoro emo acústico, não preciso dizer que gosto do que ouço nela. “Changes” começa só voz e violão, uma delicia que deve ser apreciada com cuidado. Os outros instrumentos só entram mesmo no meio da música, e ainda assim bem apagadinhos.

Com um violão mais pegado, um clima mas forte, chegamos à quarta faixa “Eye to eye”. Música rápida, onde a bateria aparece mais e marca bem o ritmo da mesma. Novamente o ar de emo acústico, mas na verdade isso só acontece por ser mais rápida do que costumamos ver no powerpop. O vocal mantém o estilo da banda constante, sem abusar de agudos, o que me parece prudente. “No more Lies”, quinta música do cd, brinca com as paradas dos instrumentos, dando a impressão de que a música acabou, já que brincam com a cadência perfeita. A última música de “estúdio” do cd, “Drown”, também é rápida, animada, da vontade de pular ainda que seja acústica. A bateria novamente é bem tocada. E a última música do cd é, novamente, “Changes” numa versão SÓ voz e violão. Devo comentar que não senti o baixo em momento nenhum, e estranho isso muito. Se eu sentisse o baixo, talvéz a música ficásse ainda melhor.

Enfim, no MySpace deles tem 4 Músicas: “Eye to eye”, “No more lies”, “No hope” e “Changes”. Pelo visto, sem download.

MySpace – Oh Mr Stereo

Sem trecho de letra porque não achei letra de nenhuma das músicas deles…

See ya later

Link Permanente 1 Comentário

Resenha – The Killers em “Day & Age”

Novembro 30, 2008 at 11:49 am (Música) (, , )

Bom dia Pessoas!

É com enorme satisfação que faço essa resenha e mantenho minha média de um post semanal. O alvo da avaliação de hoje é o novo cd de uma das minhas bandas prediletas: The Killers. “Day & Age” é o terceiro cd completamente de inéditas, o 4º da carreira como um todo da banda. Falando do cd em geral, eu o senti como algo mais fácil de ouvir. Fãs do The Killers me parecem estar numa coisa de transformar esse cd no cd “Love or Hate”. Porém, para aqueles que ainda não conhecem nada da banda (em que mundo você viveu os últimos anos?) ele é bem mais gostoso que os outros da discografia, mais comercial como alguns gostam de dizer. Isso não o torna melhor ou pior, apenas mostra que a banda pode mudar uma coisa ou outra e não se perder.

Vamos começa agora a resenha faixa a faixa. “Losing touch” abre o disco e tem um ar meio que das músicas do “Sam’s town” (segundo cd da banda). Seria fácil mixá-la com “Bones”, mas os efeitos de metais (ou teclado com efeito, não sei dizer ao certo) a diferenciam bastante da faixa com a qual a comparo. A segunda faixa é o single, “Human”, e devo dizer que a apresentação dela no EMA foi linda. Pulando essa parte do ao vivo (sou suspeita, adorei o show do Killers aqui no Brasil), a música é a cara do Killers: dançante, letra linda e extremamente chiclete. Já vi pessoas que curtem funk cantando essa música junto com pessoas que curtem rock mais pesado. Perfeita como single, e muito boa pra jogar numa pista de balada indie. “Spaceman” é a terceira, com a guitarra aparecendo mais forte que nas anteriores, fugindo um pouquinho do padrão musical da banda. Ainda agitada, ainda fácil de ouvir, e o Brandon aposta num vocal mais agudo na música toda, sendo que os graves aparecem em pontos da música (normalmente é o inverso). É umas das músicas que os fãs parecem gostar mais. O ar anos oitenta fica por conta de “Joy Ride” (ou “Joyride”, achei as duas versões para o nome), que daria uma linda mixagem com “Spiraling” do Keane. Ai o vocal do Brandon volta a ficar mais grave e a banda como um todo volta para um ar mais parecido com as músicas antigas. Quase na metade do cd, a 5ª das 11 faixas é “A Dustland Fairytaile”. Começa calminha, com um ar que me lembra (idiotamente) “Don’t shoot me santa”, e vai ficando mais acelerada.

Estamos na metade do álbum. O baixo de “This is your life” se destaca, junto com a bateria, dando o ar mais ritmado que tava aparecendo pouco no cd. Ainda que seja uma ótima música, não é tão marcante. O baixo retorna ao destaque na “I can’t stay”, e progressivamente os outros instrumentos aparecem. Me lembra aquelas músicas havaianas. Com um ar de música de fim de festa (e isso não é ruim, pelo menos não pra mim) “Neon tiger” é uma das que mais me agrada. Lembra “Enterlude”, do “Sam’s town”. O teclado cheio de efeito grita em “The World we live in”, e mesmo assim ela não se parece com nenhuma das músicas anteriores. Mantém a identidade da banda, mas com uma cara renovada. A penúltima música é “Goodnight, Travel Well”, e tem um ar mais soturno, gera bastante espectativa. E só vai mudando um pouco lá pelo 2º minuto de música, e muda pouco. Agitar mais mesmo, só nos 3 minutos e meio. Leve em conta que a música tem quase 7 minutos.

De bônus o cd tem três músicas. “A crippling Blow” é agitadinha, feliz, mas nada muito marcante. As vezes as músicas desse cd me lembram um pouco Keane, e olha que as duas bandas são bem diferentes. “Forget about what I said” é mais agitada que a maioria, na minha opinião. Tem um riff bem legal de guitarra e lembra o clima do primeiro cd da banda. E “Tidal Wave” e tem aquele teclado, bem típico do Killers, com efeitos. Calminha, agradável, mas não impressiona.

MySpace – The Killers

“Now Cinderella, don’t you go to sleep / It’s such a bitter form of refuge / Oh don’t you know, the kingdom’s under siege / And everybody needs you / Is there still magic in the midnight sun / Or did you leave it back in 61? / In the cadence of a young man’s eyes / I wouldn’t dream so high” (A Dustland Fairytale – The Killers)

See ya later

Link Permanente 1 Comentário

Próxima página »