Resenha – Mika em “The boy who knew too much”
Olá amigos!
Sim, to feliz. Com esse cd não tem como ficar desanimado. Mika ficou conhecido pelo hit “Grace Kelly” e seu novo cd vêm cheio da proposta do rapaz: vamos ser felizes! Como diria o narrador da sessão da tarde: a animação está garantida com esse cd da pesada. Ok, isso ficou péssimo, mas vamos então ao que interessa e falar do 2º cd dele.
A obra começa por “We are golden”. Com vocal e backvocals logo de cara, assim como piano e percussão. O baixo apagadinho e as pessoas podem se perguntar onde está a guitarra, pois ela simplesmente não está ali. Os agudos típicos de Mika estão, claro, presentes e fazendo seu papel super bem. O refrão é bem grudento e a música como um todo é contagiante. O final conta com um coral super legal. A segunda é “Blame it on the girls”. Começa com Mika apenas falando e a bateria entrando forte, assim como percussões que parecem calmas. O piano segue e vem também forte e intenso. Um sintetizador de fundo garante os ares de pista para essa música que tem bem pouco de instrumental em si. Uma verdadeira faixa dançante, para aquelas festas que se faz em casa com os amigos. Ao final, temos algo que me parece mais latino, mas a impressão passa bem rápido. A faixa “Rain” vem ainda mais dançante, com ares parecidos com o de “Relax, take it easy”, só que mais tristinha. Sintetizadores pegam forte, apagando até a percussão. O vocal agudo se concentra no refrão. Essa faixa é ainda mais candidata a pista que a anterior, pelo simples fato de ser feita todinha em cima de samples. Com um violão e um piano mais denso começa “Dr. John”. A música vai, aos poucos, ganhando leveza e chega ao refrão com ares bem mais alegres e característicos do cantor. A bateria tá superleve, bem como o baixo. O único pecado, na minha opinião, é a faixa ser repetitiva demais. O fim retoma a impressão de densidade do começo. Chegamos a música 5, que vem também tensa e tristinha. “I see you” vem com apenas um piano e o vocal que, apesar de agudo, está muito suave. O baixo aparece depois, dando ainda mais densidade. Só um sintetizador para dar a leveza que essa música precisa e, ainda assim, não é tanto. Uma faixa um tanto quanto depressiva para o cantor. No meio, a trilha ganha ares de black music muito bons, mas ainda assim aqueles blacks meio depressivos. “Blue Eyes”, sexta música, trás de volta a animação. Ela vem com um piano riffado, na falta de expressão melhor, e uma percussão super de leve. Aqui temos ares de músicas meio havainas e/ou caribenhas (não conheço tanto para diferenciar uma de outra). O vocal vem com menos agudos. E chegamos ao meio das 13 trilhas com “Good gone girl”. Pra quem sentia falta de “Grace Kelly”, essa música ocupará bem o lugar da outra. É mais agitadinha, com piano bem levado e a bateria rápida e leve. O baixo aparece mais nas estrofes e o vocal está alternando entre o agudo e o normal com mais frequencia.
“Touches You” vem com o vocal mais agudo e o piano rapidinho e forte. A bateria também vem forte e bem marcada, além de um backvocal daqueles de igrejas batistas dos estados unidos. Bem agitada, também forte candidata a pista, da certa vontade de sair dançando. Outra que é repetitiva, mas aqui ficou boa a proposta. Com vocais mais etéreos começa “By the time”. Piano e sintetizadores bem leves, assim como o vocal e backvocal. A levada é bem mais calma que o resto do cd, mas não chega a ser depressiva. O agito volta em “One foot boy”. A batida é bem parecida com o que temos em território nacional, mas o que muda é a presença do piano e o vocal mais agudo. Isso confere um ar mais leve e até mais disco pra música. “Toy boy” trás de volta aquela pegada meio anos trinta (talvez eu esteja errando feio), meio música de desenho. Uma flauta transversal se mostra na música, que até então contava com piano e violino. É bem calminha, não muito inspiradora (a não ser que você seja um cartunista ou fã de coisas como “Noviça Rebelde”). A penúltima é “Pick up off the floor” e vem com um violino no começo. O piano e o vocal aparecem numa levada depressiva novamente. Interessante notar a levada meio R&B, meio jazz. O baixo, apesar disso, aparece pouco. E o cd fecha com “Lover Boy” e os ares de trilha de desenho iniciam a música. Mas a impressão logo passa, com a percussão e o piano mudando os ares aos poucos. Aqui, guardadas as proporções, sinto semelhança com Queen em certas faixas. Principalmente pelo jogo dos backvocals e o baixo aparecendo de leve atrás do piano.
Ok, temos 44 minutos com um som um pouco menos agitado que no cd anterior, mas mais maduro e um pouco menos repetitivo. Mika é aquele som que se ouve para animar.
MySpace – Mika
“Isn’t it enough, isn’t it enough just to feel wild and free? / Caught up in the rough, caught up in the rough of life, looking at me / You think you’re in love, boy / But you don’t really know what love is / You think you’re in love, girl / But honey let me show you where you’re heart is” (Lover Boy – Mika)
See ya later
Resenha – Kamera em “Blank Expressions”
Hey Kids!
Fazendo a segunda resenha de três que devo, me mantenho num gênero mais eletro. Motivo? Bem, a banda Kamera vale muito a pena. No próprio MySpace, eles se classificam (corretamente, na minha opnião) como pop/new wave/alternativa. E não é que são tudo isso mesmo? Carregam elementos dos três estilos e fazem um mix interessante dos mesmos. Mas vamos ao que interessa: o faixa-a-faixa do “Blank Expressions”
O cd começa com “Asleep”. Sintetizadores leves introduzem a música, seguidos pelo baixo forte e a guitarra tipicamente alternativa. Música agitada, com sintetizadores fazendo a base, guitarra e baixo em destaque e bateria básica, porém forte. O vocal é bem interessante, e quase não tem sotaque suéco, mantendo aquele ar levemente britânico do inglês dos europeus. Já a seguinte, “Misfortune strikes again” aparece sem sintetizadores. Música mais crua, mais pro alternativo mesmo, só ganha os sintetizadores do new wave depois de mais ou menos meio minuto. E ainda assim ele é bem apagadinho, com destaque para o baixo durante toda a música. A terceira trilha é “Dead Man Walking”. Nessa o ar new wave impera, até tendendo de leve ao dark wave. O sintetizador impera na introdução, o baixo domina junto com a bateria nas estrofes e o refrão tem destaque para a guitarra. Devo assumir que gostei muito do Vocal. Joakim Hjelm tem aquele tom levemente mais agudo que o normal, garantindo o tom pop da banda. A faixa 4 é outra que vem cheia do ar new wave, talvez mais que na trilha anterior. “Just a minute” tem um pouco de sintetizador até no vocal. O baixo e a guitarra somem, ficando em destaque o sintetizador e a bateria. Tudo bem que aparecem aos poucos, mas acho que ainda assim não tem aquela posição privilegiada que tinham nas anteriores. E no meio do cd, outra que supera a anterior no quesito new wave. “Miserable” tem sintetizador em tudo! Vocal, baixo, bateria, guitarra… Todos sofrem alguma distorção, o que deixa a música com ar mais etéreo.
Bem, a faixa seis abre a segunda metade do cd e é chamada “Friday Night”. Com a guitarra e a bateria em destaque, é bem mais rápida que as outras trilhas. O sintetizador volta a dar um sumiço e o baixo fica bem apagado sob a guitarra. No pré-refrão o sintetizador volta, mas o baixo continua apagadinho. E o refrão conta com sintetizadores bem destacados também. É a menor música do álbum, contando com 3 minutos e 20 segundos. “The city” é a trilha 7 e começa com um ar entre o romântico e o melancólico. Coberta de sintetizadores e com ares new wave na introdução, logo toma peso com a guitarra e a bateria. O sintetizador acompanha esse peso e o vocal de Joakin combina com esse ar quase oitentista, só que com mais guitarra, da trilha. Essa trilha é uma que ficaria ótima em pistas de baladas alternativas. A música oito, “Keep me Alive”, vem com ar mais soturno. O sintetizador contrasta com a guitarra e o baixo mais graves. O vocal vem mais suave, e no refrão fica mais agudo, assim como a música. Logo volta aquele ar mais grave, e até mais sensual. A penúltima é “Repeat”, e vem com bateria forte. Lembra um pouco uma das faixas anteriores, com exceção da guitarra que não parece muito com o que já foi mostrado. Pelo menos no início da música. De qualquer forma, a constante dos sintetizadores se mantém bem utilizada. E o cd encerra com “Live to pretend”, que contradiz todo o cd trazendo um ar suave, quase um twee pop misturado com eletrônico. Guitarra de riff doce, unido a um sintetizador baixinho, o baixo quase apagado e a bateria bem marcada, porém lenta. De surpresa, a música ganha uma tensão pelo baixo mais grave e forte, que logo é resolvida com o retorno da suavidade anterior. E, só para constar, é a maior trilha do cd com 5 minutos e 12 segundos.
Temos 10 ótimas músicas, distribuidas por 42 minutos que vão da agitação do new wave a calmaria mais pop, com guitarras e baixos muito característicos do alternativo europeu. Além disso, pequenos toques de outros estilos, como o twee pop e o dark wave. Altamente recomendado.
Sem letra porque não localizei (de novo) nenhuma.
See ya later.
Resenha – Móveis Coloniais de Acaju em “C_mpl_te”
Olá leitores!
Como ontem (08/05/09) foi dia do congelamento dos blogs (pelo menos para alguns) como protesto a lei feita proposta pelo senador Azeredo [para maiores informações leia esse post ou procure no google sobre tal assunto, vale a pena], meu post ficou pra hoje. E temos outro download gratuito (pelo menos para nós, ouvintes) e legalizado. A banda em questão, como visto no título, é a “Móveis Coloniais de Acaju” em seu mais novo cd “C_mpl_te”. Lançado essa semana (só não me lembro o dia exato) pela Trama Virtual, temos um bom exemplo de ótima música nacional acessível. A resenha faixa-a-faixa vem agora, me acompanhem por favor.
Começamos com “Adeus”. Não, não se trata de uma despedida e sim da primeira trilha do cd. A voz grave combinada com a guitarra, um fundo de teclado distorcido, dão um ar romântico e melancólico. A bateria gera uma tensão um pouco antes do refrão e os metais aparecem no mesmo. É uma das poucas bandas que eu vejo fazendo uso constante dos metais. “Cheia de manha” vem em seguida, e começa numa levada bem de barzinho, bateria leve de fundo e voz grave. Ares melancólicos, naipes de metal, e a música ganha energia. A guitarra acelera um pouco o ritmo da música. A terceira música é “Sem palavras” e vem num ritmo acelerado, quase que dando ares de fuga. A guitarra e o baixo aparecem pouco, o destaque fica na bateria e nos metais. Temos uma depressão na música, um trecho mais denso, que vai se disolvendo até a música voltar a se agitar, e ai volta a densidade. A música é longa, e termina numa mescla das alternadas densidade-rapidez, com fortes naipes de metais. A música quatro é “Indeferença” e lembra um pouco a MPB da época de 60/70, mas ai entrm as guitarras e a bateria acelerada, mudando os ares. Temos um ritmo bem marcado e constante. O meio tem um trecho marcante na letra (descubram qual é, mas é por volta dos 3 minutos), que mostra o talento claro dos rapazes. Gostei das palminhas no fade-out. A quinta trilha é “Lista de Casamento” e tem uma longa introdução, de ritmo rápido e levada que dá vontade de pular. E a frase “Mas se eu não me engano / Eu posso estar enganado” é maravilhosa. O meio do cd vem com “O tempo”, e tem uma das introduções que mais gosto. Bastante animada como um todo, a história da letra é um doce, uma daquelas preciosidades de declarações amorosas. Nada meloso, mas bastante sincero e animado. Destaque, de novo, para os naipes de metais. Um piano delicado aparece no meio da faixa. Temos uma situação de tensão que resulta numa melancolia no último minuto. Mas a animação volta no finzinho mesmo.
A sexta música é “Cão-Guia”, uma das minhas prediletas. Não só pelos gracejos dos metais, mas pela letra também. A voz grave, o clima quase “No Air”. Triste, pesada, pessimista e ainda assim encantadora. Passa uma sensação de revolta contida. E no final tempos uma falsa cadência que não se concretiza, para nossa sorte. “Descomplica” me trás algo que não sei o que é, mas me lembra reggae. A levada mantem aquele clima agitadinho, os naipes de metal, porém é mais otimista que as outras trilhas. A oitava trilha, “Café com leite”, trás a guitarra em destaque na introdução. Mas é logo sobreposta pelos metais, e temos uma levada tensa. Estamos na 9ª música, “Pra manter ou mudar (a do piano)”, tem um piano em destaque (séééério?) interagindo com os metais e a bateria. Ao longo da música, o piano vai sendo trocado ou sobreposto pelos metais. Ai ele volta nas estrofes. “Bem natural” é a penúltima do cd e temos aqui uma levada mais mole, mais swingada. E fechamos o cd com “Falso Retrato (U-hu)”, que tem uma predominancia de rock e sintetizadores bem mais forte que no resto do cd. A música como um todo é mais rápida e sugere uma revolts mais forte.
Temos aqui um cd longo, com seus 50 minutos, e extremamente bem aproveitado. A banda abusa das tensões, falsas cadências, impressões de término e mantém o ouinte preso e esperando o que vem pela frente. Além disso, o Móveis afirma um estilo muito próprio de fazer seu Rock/Ska/Latino (isso é eles quem dizem, no MySpace da banda), sendo fácil diferenciá-lo do cenário atual. Obra altamente recomendada.
MySpace – Móveis Coloniais de Acaju
Site – Móveis Coloniais de Acaju – Com link para download do CD “C_mpl_te”.
“Não vou apostar / nessa vida de azar / se ela pode ir mais além / deixa como está / Dessa sorte eu sou refém / seis dezenas, fiz um par no amor não fui tão bem / Cansei de ser um perdedor / fiz do destino meu amigo, / ente querido, fiador” (Cão-Guia – Móveis Coloniais de Acaju)
Vejo vocês por ai
Resenha – Lady Sovereign em “JigSaw”
Olá pessoal!!
Aproveitando o clima balada que sábado sempre trás consigo, vou falar de música dançante e agitada. Lady Sovereign apareceu para mim a primeira vez na MTV, com a música “Love me or hate me”. De começo achei a menina muito estranha, mas essa música ficou muito na minha cabeça e fui atrás do primeiro cd. E agora, com o segundo álbum, posso dizer que Louise Amanda Harman (nome real de Lady Sovereign) evoluiu muito em sua música. “Jigsaw” é um dos meus cds preferidos atualmente. E, já que é assim, vou falar sobre ele, faixa-a-faixa.
O agito começa com “Let’s be mates”. Batida eletrônica clássica mesclada ao vocal Hip Hop que a garota sempre fez. Não sou uma especialista em hip hop (confesso que conheço pouco), mas ela me lembra um pouco o estilo da Missy Elliot, só que com uma pegada eletrônica muito mais forte. Tá mais pra eletrônico que hip hop. A segunda faixa é “So human”, e a introdução dela não me é estranha. Parece um sample de alguma música oitentista. Menos hip hop que a anterior, mais pop e/ou alternativa. O vocal grave de Louise é acelerado e empolgante, daqueles que a gente perde o fôlego tentando acompanhar a animação da obra como um todo. A música três começa com carinha de rock devido a guitarra e a bateria. “Jigsaw”, música título, tem inicialmente poucos eletrônicos e, quando eles aparecem, são com sintetizadores. Tem até violinos na música, dando um toque muito interessante e original pelo jeito que foi feito. O eletrônico volta com tudo em “Bang Bang”, trilha 4, e com a maior cara de hip hop, mais que a primeira do cd. Baixo forte e samples ótimos, é daquelas que dá vontade de dançar com os amigos durante a noite toda. Tem aquela malicia natural de ritmos tipicamente negros, que não é malvada. E o meio do cd é marcado por “I got you dancing”, que é muito eletrônica e me lembra um pouco as músicas do cd anterior. O vocal tá alternando mais entre agudos e graves e os sintetizadores são extremamente utilizados.
A número 6 do cd é “Pennies” e vem com batida forte, mais pesada que as outras. Sintetizadores fortes, mas o ar hip hop predominando por toda a música. Densa, mas ainda assim gostosa pra dançar. Música bastante repetitiva. “Guitar” é a sétima música e começa com violino, baixo e bateria fortes. O vocal ajuda a dar o ar gangster a essa música, bem mais calma que as anteriores. Estranho que, apesar do título, não aparece uma guitarra sequer na música toda, mantendo coerência com a letra. Trilha oito, “Student Union” começa apenas com sintetizadores e pratos, com a entrada do baixo e vocal rápido. A guitarra aparece rápida, com uma levada de reggae mas muito mais rápida. A faixa toda tem aquele ar de música realmente de colegial/faculdade porque é quando a gente costuma ouvir de tudo (ainda que contra nosso gosto). A penúltima música é “Food Play” e começa com um narrador de voz grave e sexy, acompanhado de uma bateria. A voz de Lady vem totalmente distorcida, numa tentativa bizarra de música de inferninho. Aqui acho que pesou demais nos eletrônicos, mas o baixo está delicioso e bem marcante. É a maior música do cd, e também a mais lenta. No final supreende com um piano e um vocal masculino agudo e um tanto quanto pop. E fechamos o cd com uma batida tão forte quanto a do início. “I got the goods” é totalmente hip hop, numa pegada que pode até lembrar o funk que conhecemos por aqui, só que muito mais bem trabalhado. Repetitiva e com poquíssimo eletrônico se comparada ao resto do álbum, nos mostra um pouco do que Sovereign fez antes do Jigsaw, e poderia ser remixada (na minha opinião) com “Love me or Hate me” com facilidade.
Enfim, temos aqui um cd de hip hop/eletro que pode agradar também aos indies. É bem mixado, tem pegada agitada em boa parte das músicas e trás a irreverância natural de pessoas com 24 anos como Lady Sovereign. Ela evoluiu no cinismo das músicas, dando o tom divertido que precisamos pra chamar nossa atenção. Pena que não tem dowload. E no myspace tem apenas duas músicas desse cd.
“I’m a star, I’m an individual, an educated example of intelligence / I’m considered to be cool / Hot bodies, offended people / The mood of age bitten on innocent people” (So Human – Lady Sovereign)
See ya later…
Resenha – Antje Duvekot em “The near demise of the higher wire dancer”
Hey Kids!
Continuando os posts de um ano do “About Headlines”, hoje falaremos de algo mais suave e calmo. Claro, o vocal é feminino. A delicadeza do folk feito por Antje Duvekot só pode ser trazida por mulheres. Melancólico, calmo e com ares saudosistas, o cd “The near demise of the higher wire dancer” foi lançado no início desse ano e eu me vi atraída pelo som vindo do myspace da mulher. Vamos ao que interessa, ou seja, nossa resenha faixa-a-faixa.
“Vertigo” é a faixa inicial do cd, mostrando a calma característica do folk-pop. A voz de Duvekot, não muito grave, dá vontade de ficar olhando o por do sol na frente de uma casa de campo, com o violão no colo. Se “acolhedora” pudésse ser um atributo de uma música, certamente seria dessa. A faixa dois é “Ragdoll Princess & Junkyard Queens”, mais agitadinha do que a anterior, faz a linha daquele folk (ou country, pra alguns) que dá vontade de dirigir ou festejar. Devo fazer um comentário que espero não soar maldoso: Taylor Swift e cantoras do gênero, aprendam com a Antje a como melhorar suas músicas. A guitarra só utilizada para os solos deixou com um ar bem legal e a bateria bem rapidinha tirou aquele ar sonífero que alguns folks tem. A música 3 é “Long Way”, que volta com o violão dedilhado e uma gaita deliciosa. Temos de volta o saudosismo da primeira faixa, só que melhorado pelo toque especial da gaita (sou suspeita, adoro o som de gaita). Tem uma sonoridade mais tradicional, menos pop do que o visto nas anteriores. A trilha 4 é “Lighthouse”, começa com um piano, saindo daquela coisa típica do violão. É mais pop, trás a voz de Antje Duvekot um pouco mais aguda e menos melancólica que nas anteriores. Um violino aparece bem baixinho e a bateria vem bem de leve, só pra dar uma ritmada. Na verdade, essa obra vem sem violão, talvez isso de o ar mais pop. E chegamos ao meio do cd com “Dublin Boys”, que trás de volta o violão. Os backvocals aparecem mais e dão um toque especial, e a guitarra deixa ela com um ar mais de folk-rock ou country-rock.
A música 6 chama-se “The Bridge”, e novamente a bateria e o que creio ser um xilofone abrem a música, junto com um piano. O violão aparece dedilhado e baixo. Outra com ar mais pop, só que dessa vez a voz da mulher não aparece tão aguda. Romântica, seria legal dançar com alguém, apesar de parecer falar de uma separação. A sétima trilha é mais densa. “Scream” vem com uma cara de início dos anos noventa que me impressiona. Fazia tempo que eu não via um violão grave assim, com carinha de pop-rock. A levada é uma das menos folks até agora, talvez perdendo para “Lighthouse”. As duas poderiam, facilmente, entrar para a playlist da antena 1. A faixa oito é “Reasonland”, e volta com o jeitão folk/country. Só violão e vozes que alternam entre o grave e momentos agudos (principalmente no backvocal). A gaita parece fazer fundo na música. Por volta dos 2 minutos e meio aparece um violino e a bateria, sendo que a última aparece de leve, mas logo eles somem. “Coney Island” aparece na penúltima posição do cd. O arpejo dela é bem interessante pela troca de baixos que, apesar de básica, transmite uma sensação de calma e “fade out” pra música. Essa é realmente violão e voz, e apenas isso. E o álbum fecha com “Merry-Go-Round”, que tem um inicio batido e mais pop. Vem abusando do backvocal e pesando no jeito country, mas não de uma maneira ruim. O refrão é mais agitado e seria fácil transformar essa música em um hit. A gaita dela também é bem gostosa de ouvir, apesar de apagada.
Temos aqui um cd exemplo do que se fazer quando o folk se mescla ao pop e ao country. A voz de Duvekot, como eu disse, é delicada mas não transmite inocência ou ingenuidade. É bastante segura e agradável na verdade. A pena é que não temos o cd disponível para download.
“I know that things gotta change, it’s what they always do / Oh, but change has never been known to wait for you” (Dublin Boys – Antje Duvekot)
See ya later…
Resenha – Kelly Clarkson em “All I Ever Wanted”
Olá Pessoal!
Desculpem novamente a pausa e o atraso. Início de semestre, início de ano e poucas novidades no cenário fazem com que eu não me sinta nada estimulada a resenhar. Hoje falarei de uma srta que surgiu em Reality Show porém provou que é possível sim um artista saído desse tipo de produção ter talento e estabilizar sua carreira. Kelly Clarkson chega com o cd “All I Ever Wanted” com um ar levemente diferente do cd anterior. Retomando as veias do pop em algumas faixas, aposta em sintetizadores na hora certa e mantém a qualidade de seu trabalho. Mas vamos ao que interessa, resenhar o cd faixa por faixa e esmiuçar o que essa moça tem feito.
O cd começa com a pegada mais pop que já ouvi vinda da cantora. O título da faixa é “My life would suck without you” e é feita de sintetizadores por toda parte, sem destaque para os intrumentos puros. Uma música digna do rótulo pop que leva e que adota esse gênero abraçando-o por completo. A segunda música é “I do not hook up” e começa com um riff de guitarra bem rockzinho, bateria leve e baixo leve também. Ao fundo, um sintetizador que mostra o pop de qualidade que vem por ai. Com o melhor estilo Pop-rock revoltadinho (eu diria que lembra a Avril em sua boa fase ou o que a sr Cyrus tem feito atualmente), a faixa difere bastante da primeira. A terceira faixa é “Cry”, e começa com violinos e uma guitarra riffada romanticamente. Com algo que lembra uma “breakaway” mais tristinha, tem carinha de single e seduz a gente na primeira vez que ouvimos. Nela voltam aqueles agudos característicos da cantora. A trilha 4 é “Don’t Let Me Stop You” e volta com o ar rockzinho, dessa vez remetendo ao cd anterior, com uma guitarra mais ritmada e abafada, dando um ar levemente mais pesado e retomando mais o pop-rock feito pela cantora. Acho que vai ser uma das minhas favoritas, visto que ainda não tenho uma preferida desse cd. Ah, remete levemente ao ar de “Behind these hazel eyes”, só que mais leve. A quinta música é a título do álbum, “All I ever wanted”, e começa com um baixo forte e bem gostoso de se ouvir, com uma guitarra de fundo e a bateria só naquele ritmo bem marcado. O álbum chega a sexta das quatorze músicas com “Already Gone”, que tem bateria em destaque com algo que creio ser violino. Alguns sintetizadores e um “reverb” mais forte na voz da cantora fazem com que a obra tenham um ar meio aéreo e certamente disputará o cargo de balada romântica com “Cry”. Aqui notasse certa influência do black, que tem se tornado o melhor amigo do pop no USA. E chegamos ao meio do cd com “If I can’t have you”, outra que mistura coisas do rock, como a guitarra mais pesadinha, e os sintetizadores do pop. Com um ar de música de pista, creio que seja uma das melhores músicas para dançar.
Passamos para a segunda metade do cd com “Save you”. Incialmente uma guitarrinha suave que parece acompanhada de um piano e aquela voz deliciosa de quem sabe o que está fazendo e que está fazendo com todo coração. Mais uma para a lista de baladinhas românticas da srta Clarkson. No meio da música o ritmo deixa de ser tão calmo e a bateria da o ar de sua graça. A nona música é “Whyyawannabringmedown”, e começa com um ar meio punk, bem mais rock que antes. O vocal dela casou perfeitamente com esse estilo, lembrando muuuuuuuito vagamente The Donnas. Digamos que temos ai o que seria o The Donnas se tivéssem ido pro pop. Outra que vai para minha lista de favoritas, com toda essa pompa, essa bateria rápida e a guitarra em destaque. Notá-se que o ar de revolta predomina em certas faixas e que isso só faz eu gostar da Kelly Clarkson ainda mais. A décima faixa é “Long shot”, que começa com violinos que lembram metal melódico. Ai entra a guitarra e mantém esse ar épico, porém retoma o pop próprio da cantora. Muito boa para quem acha que a mulher não sabe fazer nada além do que o mercado exige dela. De ar animado, a música é uma ótima para se mostrar aos mais arredios ao pop. A número onze do cd é “Impossible” e volta com os sintetizadores, misturando-os a guitarras mais pesadas e um piano, dando um ar mais tristonho a trilha. A cantora aposta nas músicas que mesclam bem o rock e o pop, surpreendendo a aqueles que (como eu) viam-na como mais uma do mundo pop. Chegamos a 12ª música, “Ready”, com um ar mais leve nos sintetizadores e uma bateria de levada mais swinguada, é a faixa, senão uma das faixas, mais leve de todo álbum. Dessa vez temos um ar country aqui. A penúltima faixa é “I want you”, cheirando novamente ao mais puro pop e rementendo aos anos 90. Bateria bem marcada e uns sintetizadores de fundo que lembram a xilofone dão um ar animado e ingênuo para essa música. E a última música é “If no one will listen”, com um piano melnacólico e a voz mais romantizada e ciente do que está fazendo. Parece que Kelly CLarkson nasceu para cantar músicas desse tipo, de bateria baixa e piano destacado, dando um ar que “antena 1″ para a música.
O cd mostra toda a versatilidade de Kelly Clarkson e agrada a gregos e troianos sem problemas. Indo do casamento entre pop e black até a mistura quase impossível de pop e metal melódico, a cantora mostra o quanto sabe cantar e o quão bem o faz. Ah, só pra constar, o cd tem lançamento previsto para dia 10 de março. Novamente os “males” da internet me afetam. No myspace dela só tem , do novo cd, “My life would suck without you”.
“Remember all the things we wanted / Now all our memories, they’re haunted / We were always meant to say goodbye” (Already Gone – Kelly Clarkson)
See ya later
Resenha – Morrissey em “Years of Refusal”
Olá Galera
Vamos falar hoje de um cara que vem, desde os idos de 80, fazendo música boa e impressionando pessoas das mais diversas idades. Claro que falaremos de seu mais novo trabalho e de como sr Morrissey faz o que bem entende e ainda assim sabemos, logo ao escutar o início da música, que ela é de sua autoria. Claro que falaremos do cd lançado logo em janeiro desse ano, fazendo com que 2009 começasse bem.
A obra começa com “Something is squeezing my skull”, e nela notamos o estilo clássico, remetendo a época do “The Smiths”. Na verdade, juraria que essa música veio daquela época e nem sofreu com uma nova roupagem ou algo do gênero. A segunda música, entitulada “Mama Lay Softly On The Riverbed” começa com uma bateria forte que se mantem por mais ou menos meio minuto em destaque, até que entre a guitarra. E essa alternância parece continuar durante a música, sendo que ela tem cara de ser mais recente, ao contrário da música anterior com seu ar oitentista. A terceira faixa é “Black Cloud”, que começa com um ar mais soturno e com os riffs de guitarra novamente remetendo a toda obra do nosso caro resenhado. A letra é bem profunda, de uma platonicidade romântica impressionante. “I’m throwing my arms around Paris” é a quarta trilha, e parece melodicamente mais otimista que as anteriores, fugindo a linha mais tristonha que dizem ser típica do cantor. Estamos agora na quinta música, com “All you need is me”. Com uma melodia mais pesadinha, ela passa todo o ar de egocentrismo e desejo passado pela música em seu título. Perfeita pra dançar e tentar xavecar alguém na pista. E a metade do cd chega com “When I last spoke to Carol” mistura rock com uma pegada latina. O metal ficou muito bem colocado e deu um ar de drama mexicano que ficou interessante.
A trilha sete volta com aquele ar mais soturno, e se chama “That’s how people grow up”, e é a principal músca de trabalho aqui no brasil. A guitarra com um pouco de peso, e o vocal no estilo mais conhecido do cantor, favoreceu a popularização dessa faixa. “One day goodbye will be farewell” é a oitava música, de bateria bem rápida e guitarra que mescla animação e melancolia. Parece uma boa música para barzinho. A nona música é “It’s not your birthday anymore”, e começa bem baixinha, tomando volume e intensidade emotiva com o tempo. Ela vai intercalando essa calma com a intensidade no refrão. “You were good in your time” é a balada romântica do cd, sendo a faixa mais calma até agora. A guitarra com notas pontuadas e baixinhas, a bateria quase sem se fazer notar e o teclado formando a base para a música. Lá pelos três minutos e 22 segundos ela dá um ar de mistério, formando uma expectativa interessante e meio medonha, que não encontra resolução. A penúltima música é “Sorry doesn’t help” e, de certa forma, se prigina do clima meio pesado do fim da faixa anterior. Não sei porque, mas me lembra música pra festa de dia das bruxas, só que se anima no refrão. E chegamos ao fim com “I’m ok by myself”, música agitada com cara de pista de dança. A guitarra é mais pesadinha, baixo bem pronuciado e a bateria leve porém rapidinha.
O MySpace do moço em questão só tem “I’m throwing my arms around paris”. Confesso que me surpreendi ao ver que o cd está em pré-venda ainda e com seu lançamento previsto para AMANHÃ no Reino Unido. “Males da internet”, meus caros.
“I was wasting my time / Trying to fall in love / Disappointment came to me and / Booted me and bruised and hurt me / But that’s how people grow up / That’s how people grow up” (That’s how people grow up – Morrissey)
Resenha – Britney Spears em “Circus”
Hey Pessoal!!
Desculpem o atraso. Tava sem net e agora, que estou com ela de novo, está instável. Mas pelo menos está ^^. Postarei a próxima resenha quando estiver com a internet estável.
Hoje vou fugir ao meu padrão de falar de bandas novas ou desconhecidas da maioria do público. Dessa vez, vou falar de pop. Um pop MUITO pop. O novo disco de Britney Spears, “Circus”, vazou na internet e virou a sensação musical da semana. Não atoa, afinal ele parece ser a promessa de um retorno das cinzas. Andam prometendo tanta coisa para esse cd que chega a dar medo.
É fato que srta Spears cometeu alguns deslizes em “Blackout”, principalmente quanto as performances e não quanto as músicas. Nossa preocupação aqui é a música e, confesso, tive a oportunidade de ouvir o Blackout todo logo na época de seu lançamento. Foi uma experiência estranha, mas tenho que admitir que Britney sabe fazer pop como poucos (se não for ela, a produção dela, que seja).
Falando agora do “Circus”, ele já conta com um hit: Womanizer. Como bom pop a música é um extremamente chiclete e cheia de sintetizadores. Agitada, boa pra fazer um mix e jogar na pista. Pra mim, não mais que isso. Na faixa-título fica clara influência do black no pop americano. A parte fofinha e romântica (revivendo os tempos de “Sometimes”, talvez) fica por conta de “Out from under”, uma possível pérola do pop-romântico no histórico da cantora. O estilo musical do cd anterior parece não ter sumido, visto que “Kill the lights” poderia facilmente fazer parte daquele álbum. Em “Shattered Glass” fica claro o flerte da cantora com o pop-eletrônico e confesso que ela deveria se manter nesse estilo, visto que as melhores faixas na história recente de sua carreira são desse tipo. “If U Seek Amy” conta com distorção de voz e a sonoridade da música tem algo de “humor-negro” que a faz ser empolgante para mim. E confesso meu erro ao dizer que o flerte com o eletro ficou claro em “Shattered Glass”, pois “Ununsual You” dispara na frente nesse quesito. A oitava faixa do cd, “Blur”, mantém a linha de casamento pop-black que virou padrão nos USA.
“Mmm Papi” começa com uma guitarra divertida e o riff se mantém na música, dando uma cara de “Beach Boys eletrônico” para a sonoridade. As batidas de black, pelo visto, dominaram o cd e “Mannequin” é uma das faixas que recebem essa influência de braços abertos. Um baixo aparece forte em “Lace and Leather”, uma música que lembra levemente aos anos oitenta. Essa faixa me agrada, principalmente pelo baixo que apareceu, era algo que eu não ouvia no pop a um tempinho. A música “My Baby” parece querer concorrer com “Out from under” pelo cargo balada romântica do “Circus”. E a cara de eletrônico volta com toda força em “Radar”, que é todinha sintetizadores e muito boa para a pista. Infelizmente, devo dizer que há chances de compararem o sample dela com o sample utilizado em “Disturbia” pela Rihanna, mas isso será feito apenas pelos mais críticos e perfeccionistas (acho). Uma guitarra pesadinha aparece em “Rock Boy”, uma das músicas mais rápidas e talvez a mais pesada do cd (o que, no pop, quer dizer quase nada). Novamente me vem a cabeça Rihanna, dessa vez em “Shut up and drive”, mas a semelhança se esvai pois ao invez da pegada black temos o pop ligeiro. A primeira track bonus é “Phonography” e ela segue a linha do cd, um pop-eletronico de pista. Já a segunda bonus, “Amnesia”, mostra a outra linha que é a influência do black.
O cd como um todo pode agradar apenas aos fãs, mas confesso que é pop de qualidade que foi feito ali. Realmente Britney retornou das cinzas, e esse álbum para mim fica largamente a frente do “Blackout”. De recomendações, ficam: “If U seek Amy”, “Ununsual You”, “Mmm Papi”, “Lace and Leather”, “Radar” e “Rock Boy”. Acho que elas representam bem o cd, aliás representam melhor que “Womanizer” na minha humilde opinião.
“This feeling’s so strong, I’m putting you on tonight” (Lace and Leather – Britney Spears)
Essa resenha é dedicada a Lílian, amigona minha e fã ardorosa de Britney. Só ela para me fazer fugir do rock e ouvir um pouco de pop. Obrigado, Lillix, por me ampliar o horizonte musical (ainda que para um campo que não me agrade tanto).
See ya later
Resenha – Laura Pausini em “Primavera in Anticipo”
Olá pessoal!
E esse post vai ter uma cara italo-brasileira. É de conhecimento da maioria das pessoas que a moça ai do lado, Laura Pausini, é uma das cantoras que mais gostam de nosso país. Aliás, vê-la por aqui não é novidade. O que é novidade é seu novo cd, “Primavera in Anticipo”. Fazendo pop-rock desde 1993, seus 15 anos de carreira mostraram que a mulher sabe se adaptar ao cenário musical sem perder a própria essência.
A faixa-título é feita em parceria com James Blunt (o ex-soldado sem graça, pelo menos na minha opinião) e, justamente pela parceiria, é linda, agitada e romântica. A segunda faixa, “Nel modo piú sincero che C’è” começa meio dramática, triste, mas apresenta uma intensidade ao longo da música. Com 34 anos, acho que a voz de Laura nunca esteve tão boa. “Il mio beneficio”, sexta faixa, tem um piano denso que se mantem por toda música e passa a emoção com riffs de guitarra aqui e ali. A oitava música, “Più di Ieri”, começa com um violão pop-rock e segue na linha pop-rock durante toda a faixa. Um violão batidinho é o ínicio da nova música, “Bellissimo Cosi”, e dá uma cara mais de rock ao invés do pop que estamos acostumados a ouvir na voz da italiana. A guitarra de “La geografia del mio cammino” é bem legal, se destaca bastante. E, por último mas não menos importante, uma faixa em português: “Agora Não”, que nada mais é do que uma versão da “Invence no”.
Como já disse, os 15 anos de carreira fizeram com que a garota virásse mulher e que sua voz, além de seu carisma, acompanhassem essa evolução. As recomendações são as faixas comentadas acima.
“Y es un rock bambino / un sabor mas bien latino / esta musica es esperanza / esta musica es pasion” (Y mi banda toca el rock – Laura Pausini)
Ci vediamo dopo…
Resenha – Gavin DeGraw em “Gavin DeGraw”
Olá Pessoal.
Antes de tudo, vamos ao primeiro comentário da resenha: A maioria dos artistas/bandas colocam seus respectivos nomes no primeiro disco. Gavin DeGraw vem contra essa onda e coloca seu nome no segundo disco. Conhecido por ser o cantor da abertura da série “One Tree Hills” (ou “Lances da vida” segundo o SBT), parecia que o homem ia ser mais um “one hit wonder”. Baixei os dois cds dele (infelizmente, a renda de universitária não me permite comprar nem pão na esquina, quem dirá cd) e, realmente, me impressionei. Principalmente por ele ter lançado um segundo cd.
Não que Gavin traga algo realmente novo, revolucionando meu pensamento sobre a música. É justamente ai que mora o que ele tem de legal. Mantendo a linha do pop ou pop-rock grudento, que 90% das pessoas gosta/escuta/suporta, é bem seguro que esse cd não desagrade ninguém. Eu, particularmente, gostei. Achei que ele resolveu misturar um ou outro detalhe nas músicas que fizéram delas músicas únicas sem serem estranhas aos ouvidos. Uma música fácil de ouvir, sem ser chata.
Apostando em algo menos pop, com um violão/guitarra um pouco mais agitado e um piano/teclado levando a música de forma ritmada (principalmente na faixa que escuto agora, “I have you to thank”), o músico pode tirar de si o rótulo de “música de seriado”. Criou uma identidade mais forte sem mudar a o próprio estilo, provando que nem sempre é necessário mudar tudo para impressionar.
Pena que esse moço ainda não libera as músicas para download. Mas ele deixa a gente escutar o cd todo no MySpace dele. Recomendo “I have you to think”, “Cop Stop” e “We belong together”.
” Someday when you’re lonely / Sometime after all this bliss / Somewhere lost in emptiness / I hope you find this gift…” (We belong together – Gavin DeGraw)
See ya later




