Resenha – Scarlett Johansson & Pete Yorn em “Break Up”
Hey Kids!
Continuando com o novo modelo de resenha e recuperando o tempo perdido, vou falar de uma dupla que me impressionou. Não, não conhecia de nome o sr Yorn e fiquei surpresa com a voz da Johanssen. Sempre ouvi falar mal da voz dela e fiquei de queixo caido ao ouvir por mim mesma. Oras, admiram vozes roucas por ai, qual a diferença da voz da Scarlett? Eu simplesmente adorei. Por isso falarei do “Break Up” aqui.
O cd tem músicas relativamente curtas e é, em si, bem curto com suas nove músicas. Tem duas músicas bem densinhas: “Search your Heart” e “Clean”. São mais pensativas, digamos assim, e ficariam bem também na voz da Dido. Mas o auge da obra são as baladinhas indie-pop como “Relator”. Gente, acho difícil não gostar dessa música. É tão animada, tão fofa, tão… Ah, não sei como dizer tudo que acho dela. E, por fim, há também algumas de uma animação levemente melancólica. Eu sei que parece estranha essa comparação, mas quando vocês ouvirem a trilha 5, “Blackie’s Dead”, me entenderão. É algo que trás certo saudosismo, provavelmente seja a predominância do vocal de Pete. Também me é muito interessante a mistura de elementos acústicos, como violão e percussão leve tipo bongô, com elementos eletrônicos.
Bem, o cd é bem curto mesmo. Só me resta o pedido: pra quem não gosta da voz de Scarlett Johansson, repensem um pouco o conceito de bom vocal. Apesar que isso é muito particular.
MySpace – Scarlett Johansson & Pete Yorn
“You won’t find another dummy wait for you / So don’t hate the one who lives for you / Don’t blame him for your trouble” (Search your Heart – Scarlett Johansson & Pete Yorn)
Resenha – Ludov em “Caligrafia”
Hey pessoas!
Hoje não esperem uma resenha exatamente imparcial. De fato, esperem algo apaixonado, pois falar de Ludov pra mim sempre remete a paixões. A banda paulista lançou seu novo cd, “Caligrafia”, com shows online e o show oficial de lançamento aconteceu na Clash Club, em São Paulo (resenhei esse show para o “Mundo Rock de Calcinha”, caso queira ler clique aqui). O cd, disponível para download no site da Mondo 77, trás 19 músicas na versão online e 12 na versão física. Sim, você pode baixar mais músicas que comprá-las. Entendem por que adoro cada vez mais essa banda? OK, mas vamos a resenha. Prometo tentar não me empolgar.
O cd abre com “Luta Livre”. O música tem ritmo extremamente marcado, tanto na guitarra quanto na bateria e baixo. O vocal de Krongold parece mais aveludado que antes e a letra da música conta, de maneira interessante, a briga entre razão e coração durante uma paixão (não é que rimou?). A história é contada como uma luta realmente, e os backvocals dão aquele ar de platéia. Creio que tem violinos ao fundo em certo momento, quase ao final da faixa. A segunda música é “Vinte por cento”, chamada de “Amanhã” por alguns. Com uma levada mais swingada, com percussão diversificada por o que creio ser bongôs, tem mais presença da guitarra que dos outros intrumentos. Além disso o refrão é bem grudendo e a música, apesar da letra mais “depressiva” é muito empolgante. Naipes de metais aparecem quase ao final da trilha. A faixa 3 é “Sob a neblina da manhã”, mais calma que as duas anteriores. O riff da guitarra se repete ao longo da música, mas em momentos pontuais. O baixo tá bem escondidinho sob a guitarra “batida”, não tão só trabalhada como era antes. Talvez isso se deva ao fato da entrada de Bruno Serroni no baixo, liberando Habacuque para a guitarra. A trilha quatro é “Madeira Naval”, mostrando uma tendência nacional que está mais presente nesse álbum. O vocal de Habacuque surpreende, visto que normalmente ele fica apenas nos backvocals. A guitarra vem mais trabalhada, a percussão tá bem presente e temos a presença do que creio ser cavaquinho, mas bem pouco. Um distorção ao final deixa claro que, apesar da influência nacional, temos uma pegada de rock aqui. “Mecanismo”, trilha 5, também trás esse ar mais brasileiro no violão quase que arpejado. As palmas são muito interessantes. A escaleta marca presença e diferencia essa música do que temos normalmente quando falamos de “música brasileira”. Além da letra mais que marcante e reflexiva. Agora vem “Paris, Texas” e seus “aus”. Música para ser cantada em coro, como a banda faz (os vocais são de Vanessa e, creio, Mauro). Apesar de não ser exatamente o estilo típico da banda, é uma das melhores e mais cantadas no show. A faixa 7 é a música de trabalho, “Reprise”. Essa sim se assemelha ao que estamos acostumados no ludov. Teclado, alguns sintetizadores, bateria marcante, guitarra… O vocal de Vanessa cada vez mais rouco ajuda muito a gostar da trilha. Além do que, para quem viu o clipe, a dança é algo engraçado e inédito. A letra, mais uma vez,é reflexiva, caraterística forte na banda. E a oitava, meio do cd (na versão download) é uma das minhas prediletas. O vocal de Motoki em “O seu show é só pra mim” é suave, assim como o estalar de dados e a guitarra. A letra, mais que romântica, é fácil e grudenta. A progressão da música leva a entrada de instrumentos e uma leve animada. Alguns dizem que, devido aos backvocals, a música é um pouco fraca, mas ai deixo a cargo de vocês.
A faixa 9 é “Terrorismo suicida”. Acelerada, talvez a mais acelerada do cd. Guitarras em destaque, baixo bem escondido e mais “aus”. Parece que esse é o cd das vocalizações. Bateria um pouco mais aparecida que o normal, mas isso se deve ao fato da música precisar de ritmo. O drama do cd fica por conta de “Não me poupe”. Quase que um tango, com Cello perfeito tocado por Bruno Serroni, os outros instrumentos não aparecem até o meio da faixa. Interessante que eles só dão ainda mais ar de tango, de drama. O ar de música nacional volta em “Magnética”. De violão bem ritmado, solinhos no que creio ser um cavaquinho, tem o baixo e a percussão apagados pelo menos até o primeiro minuto. O refrão é bem grudento. A última da versão física é a queridinha de muitos: Noutre Voyage. Obviamente cantada em francês, tem violão arpejado, percussão suave e um dueto de Vanessa e Mauro que ficou mais que apaixonante. Falando agora das faixas exclusivas para download, começamos por “Teu Perfume”. Guitarra ritmada, bateria aparecendo, baixo quase apagado. Vocal suave e aveludado para um refrão mais que meloso. Aliás toda a música é melosa. Em seguida, temos “Flor de Lótus”. Calma, melancólica, contrasta muito com o resto do cd pois é triste sem ser depressiva. Só mantem a linha pelo dominio do violão arpejado, que pareceu ser bem constante nesse álbum. O vocal de Vanessa vem mais agudo e transmite uma emoção forte. Curiosidade: é a maior música do álbum. A bateria entra quase no segundo minuto, assim como sintetizadores.Tem uma aparente virada de ritmo e estilo por volta do 4º minuto, e o instrumental bem trabalhado é longo para os padrões mercadológicos. Para se ter noção, é mais de um minuto de final de música, e só instrumental. A 15ª é “Prisma”, e traz de novo aqueles ares mais latinos na música, principalmente a levada. É quase um hino, me causa uma sensação que não sei explicar. Deve ser gostoso dançar a dois. No final, a guitarra confere o ar mais rock. “O passado” vem na posição 16. Cheia de efeitos tem, além deles, teclado, guitarra, bateria e o vocal mais que etéreo. Com percussão levemente quebrada, e naipes de metais mais pro final, e Vanessa abusando do agudo, a música foge a todos os padrões. Novamente o ar mais melacólico aparece na penúltima, “Antiquário”. Romantica, com piano, sintetizadores, guitarra baixa e bateria suave aparecendo as vezes. Essa é meio música de fim de festa, quando tá só um casal na pista que não sai nem por decreto-lei da mesma. Com ares mais eletrônicos, ótima pra pista, vem “Desatar os nós”. Deliciosa, pois une uma calma e melancolia com sintetizadores. E encerramos com “Canção por Helena”, com uma melodia levemente dramática e agitada. Destaque para guitarra e bateria, com o baixo apagado. Também é dançante.
O cd de 19 músicas tem faixas para agradar a todos os gostos. Alguns dizem, como resultado da síndrome de “Love or hate” de 3º cd que o álbum está fraco. Eu não acho e recomendo a todos que ouçam muito o cd e sigam para os shows, que ai você se apaixona de vez.
MySpace – LudovDownload do CD “Caligrafia” (Link para site da Mondo 77)
“As ruas que eu caminhava mudaram de direção / Me sinto perdido, andando em círculos sociais / Entrando em contramão / Confundindo sinais” (Mecanismo – Ludov)
Vejo vocês por ai
Resenha – The Lodger em “Life is sweet”
Hey pessoal!
Olha, eu deveria ser impedida de assistir MTV. Sem brincadeira, eu fico meio passível as novas febres propostas pela emissora. Depois do Mando Diao, minha mais nova queridinha proposta pela MTV é a banda “The Lodger”. Existentes desde 2004, só os conheci semana retrasada e só tive tempo de escutar o som deles com atenção essa semana. Com dois cd’s e mais uma série de EPs e coletânias, a banda segue a linha musical de sua terra natal, Inglaterra. Um indie pop suave e animadinho. Vamos então ao que interessa e falar do cd mais recente? O álbum “Life is sweet” foi lançado, na verdade, a mais de um ano (maio de 2008), e só agora tive contado graças ao “MTV Lab Now” (um dos poucos “programas” da mtv que ainda valem a pena). Agora sim, a resenha faixa-a-faixa.
O cd abre com uma levada animada de bateria, violão e teclado. O baixo tá bem apagado e, de fato, a base é toda feita pelo teclado. “My finest hour” é uma boa música para acordar sem grandes sustos. O vocal de Ben Sidall é suave, com o sotaque britânico bem óbvio e combinando com a música. O fato de ser pop não faz, da música ou da banda, parecer clichê. A seguinte é ainda mais animadinha, dançante até, com um destaque pro baixo. “The good old days” tem, no vocal, clara influência de bandas do final de oitenta, a guitarra aparece bem baixa nas estrofes e um pouco mais nos refrão, sendo aguda e riffada. A bateria é simplesmente a levada da música, sem muito destaque. Um dos trechos é basicamente baixo e bateria, tornando-a perfeita pra pistas indie. No final, um leve destaque pra guitarra. A terceira faixa é “Falling Down”, que começa com um riff suave de guitarra, com o baixo e bateria oferecendo base. É uma música mais lenta que as outras, porém nem por isso ruim. Tem picos de animação na trilha, como no refrão e no pré-refrão, mas um certo ar melancólico se mantém por aqui. No meio da faixa tem um trecho no qual a animação se mantém, quebrando um pouco com o final. Mas, continuo insistindo, a animação não vai contra um ar melancólico que existe nela. “Honey” é a obra seguinte, e começa com um violão suave que logo na entrada da bateria se torna ritmado. O teclado está sintetizado e dá um ar ainda mais suave. O vocal também segue a bateria, e ainda assim ela não se destaca. O destaque fica para o teclado sintetizado, que em toda suavidade demonstra uma emoção romãntica, suave e meio triste. “The conversation” quebra com o clima de quase todo o cd, tendo uma pegada mais pro indie-rock. Guitarra em destaque, música acelerada e de uma impressão de tensão constante. A bateria é constante e o baixo sumiu um pouco. O teclado fica responsável por leves sintetizações. Num certo momento fica só a guitarra, numa pegada que me lembra até estilos de pop-rock nacional. O meio do cd vem com “A Hero’s Welcomes”, que volta com o baixo forte e a guitarra riffada. A levada volta a ter aquele delicioso ar oitentista mesclado ao pop britânico. A falta de distorção na guitarra não me impressiona, e até me deixa feliz pois temos um som mais parecido com o violão. Isso ajuda a manter o ar pop da mesma. Um leve momento de tensão existe no meio da música, mas logo se resolve com o refrão.
O ar indie-rock, mais agitado, bem mesclado a leveza do pop aparece de novo em “A year since last summer”. Acelerada, e no entanto sem nenhuma tensão mais forte, tem um ar romântico e engraçado. É a menor música do cd, com menos de dois minutos, com destaque para a guitarra e sem nenhum sintetizador. A oitava música é “An Unwelcome Guest”, com a guitarra mais abafada, o vocal com um leve “reverb”, o teclado sintetizado e o baixo levemente mais forte. A bateria apenas mantém a levada, suportando toda estrutura da música. Momentos de agitação leves se alternam com momentos mais suaves por meios de tensão. É outra com aqueles ares do final de oitenta, quase começo de noventa. As palmas dão um ar de música pra fim de show. “Running Low” é trilha 9 do cd e começa com guitarra/violão em destaque, baixo dando suporte e bateria mais forte que antes. O ar dos anos 90 fica mais claro aqui, lembrando um pouco algo no tipo do “Cramberries”, só que com uma leveza em certos momentos conferidos pelo ar pop. Essa alternância em tensão, tristeza e leveza me agrada. O baixo combinado ao teclado sintetizado e à guitarra mesclam detalhes de oitenta e noventa muito bem. A décima é “Nothing left (to say)”, que volta com o ar agitado e a guitarra aguda. O baixo forte é outra marca e, não sei porque, a guitarra me lembra obras nacionais. A agitação animada me lembra uma coisa meio Culture Club, mas talvez eu esteja realmente muito enganada. Em certo momento uma tensão é gerada por uma leve lentidão no ritmo, mas logo se resolve com a volta para o ritmo normal. O baixo garante a levada, alterando-a quando necessário de maneira quase perfeita. A penúltima é “Famous Last word” é suave, lenta, remetendo mais pra sessenta, principalmente pelos backvocals e a guitarra. Talvez a inspiração seja até anterior, quando o rock e o pop tinham uma coisa que tendia mais ao romântismo e ao country. É, sem dúvida, a música mais lenta e mais longa do cd (tem 5 minutos e 22 segundos). Ela fica mais animada a partir da metade da trilha,o que ajuda a manter a gente atento a faixa. Confesso que ela é, inicialmente, um pouco sonolenta. Tem um instrumental muito bom e muito constante na música, com o vocal aparecendo em poucos momentos se comparado as outras faixas. E o cd encerra com “You say you were living”, com clara influência dos anos noventa. Baixo e guitarra com o mesmo destaque, sendo que a bateria continua na sua função de só garantir o ritmo da faixa. A trilha afirma o estilo indie-pop da banda, porém eu não me lembro de muitos sons que lembrem o que eles fazem. Existe algo de animador, leve, que quase nunca sinto nos indie-pops internacionais.
São 39 minutos com doze faixas incríveis. Particularmente, achei interessante a mesclada entre anos 80 e 90 que vejo pouco no indie. Normalmente estamos tão presos as décadas de 60 e 80 que não nos damos contas de certos elementos mais do fim de 80, começo de 90, como o som menos distorcido da guitarra. Essa tendência ao som mais parecido com o violão me agrada, principalmente quando unido ao baixo mais forte, herdado dos anos 80.
“Love the one they must fight / No one’s got the right / To turn your pink world blue” (Doorsteps – The Lodger)
See ya Later
Resenha – A-Ha em “Foot of the mountain”
Olá galera!
Comecei a trabalhar, então me perdõem a não-atualização. Caso vocês tenham dia de semana pra entrar aqui, optem por domingo pois a probabilidade de atualização é bem maior. Como recompensa, hoje vocês terão uma resenha e amanhã terão outra. E a de hoje será sobre outra banda dos anos 80 que ressucitou das cinzas. Ainda que tenham lançado cd em 2005, os sucessos deles remetem a 1980 com “Take on me” e “Hunting high and low”. Esse cd parece mesclar bem a tendência do Synthpop/New Wave atual com o que faziam no passado. Vamos ver como está exatamente essa mistura?
Começamos a ouvir “The Bandstand”, e os sintetizadores dão o ar que tanto temos no gênero na atualidade. Eles diferem bastante das obras mais famosas da banda, a voz vem bem grave e a música é um pouco mais densa. Gostosa para algo mais sensual na pista. Só mais ao final aparece o vocal mais agudo que viamos nos idos de 80. O ar mais alegre e agitado vêm em “Riding the crest”, com cara de música pra trânsito/balada entre amigos. Dá vontade de sair dançando com uma bebida leve, mas leve mesmo, tipo Smirnoff Ice na mão. Os sintetizadores estão mais agudos, e a bateria garante o ritmo mais forte da faixa. A terceira obra é “What there is”, e daria para fazer um mix com “Bizarre love triangle” facilmente. Um tanto quanto densa, concordo, mais perfeita para aqueles momentos de pista mais apagada e lotada de casais. A faixa-título, “Foot of the mountain”, está na quarta posição do cd. Começa com um piano bem suave e os sintetizadores mais animados entram logo em seguida. Temos uma guitarra bem ao fundo e o vocal típico do A-Ha, ou seja, mais agudos que as bandas de New Wave (talvez por isso também sejam Synthpop). Lembra um pouco algumas faixas feitas pelo Keane, e é bem a cara do que o mercado está ouvindo. E a metade do cd é marcada por “Real Meaning”. De ar mais etéreo, com um piano bem interessante unido aos fortíssimos sintetizadores, é mais pra relaxar. Pra quem gosta de músicas agitadas, será bem difícil escutá-la.
A sexta música é “Shadowside”, que começa com uma tensão que prometia, pra mim, algo mais agitado do que aparece para resolvê-la. De baixo fortíssimo, vocal suave e, até agora, poucos sintetizadores e até algum destaque para a guitarra. Forte candidata a ir para as rádios, caso resolvam tocar A-Ha em algum lugar além da Alpha/Antena 1. “Nothing is keeping you here” começa com um sintetizador. O baixo e a bateria aparecem depois, seguidos por um piano, e ficam sobpostos até o refrão, onde entram em destaque. No final tem um agudo que lembra o de “Stay on these roads”. A trilha oito é “Mother Nature goes to heaven” e vem com baixo forte e acelerado, bateria agitada e um piano agudinho. Sintetizadores fortes na introdução, mas ficam sobrepostos pelo baixo. Tem uma pegada mais pro rock, e no refrão fica mais suave que nas estrofes. Essa faixa ficaria linda, não que já não seja, na voz do Morrissey. O ar de Synthpop fica pro final da música, numa ponte bem legal. Gosto de quando o eletro tem essa coisa mais suave e “viajada”. A penúltima é Sunny Mistery, com vocal em destaque sobre uma base de bateria agitada, piano e sintetizadores agudos. Tem um momento com o sintetizador mais forte, que seria delicioso numa pista. E o cd acaba com “Start the Simulator”, e vem com um ar mais calmo. Uma faixa meio difícil de escutar pra quem gosta de coisas agitadas. Praticamente só sintetizadores, acho que só a bateria não foi (muito) sintetizada. É um tanto quanto sonífera, mas ainda assim ótima. E, para minha estranheza, é a maior do cd.
Temos aqui exatos 40 minutos de cd, que vão da agitação a calmaria. Sintetizadores bem usados e músicas que agradam a gregos e troianos. Mostrando a tradição de 24 anos no Synthpop/New Wave, o A-Ha não é simplesmente uma referência do passado como uma banda que se atualiza com facilidade. Pena que não tem myspace.
“Oh the things that you say / Is it life or just to play my worries away?” (Take on me – A-Ha)
See you tomorrow
Resenha – Simple Minds em “Graffiti Soul”
Olá Pessoal!
Mantendo a média de uma resenha por semana, hoje falarei de uma das bandas mais antigas que tive contato atualmente. Depois de 4 anos sem cds lançados, o Simple Minds volta com o álbum “Graffiti Soul”, comemorando 30 anos de uma das bandas mais ativas no New Wave e talvez uma das primeiras do gênero. Dona do sucesso oitentista “Don’t you (forget about me)”, parece-me que este álbum será um dos aclamados desse ano, apesar da fama da banda não ser, aparentemente, a mesma de outros tempos. Como não sou extrema conhecedora da obra da banda e é meu primeiro contato com o cd, não levem essa resenha tão a sério. Falando rapidamente do cd, temos 10 faixas, sendo duas delas bonus. Além disso, há uma deluxe edition que conta com mais 9 trilhas. Aqui, comentarei da versão “básica”.
A primeira música é “Moscow Underground”, e vem cheia de sintetizadores, o baixo grave e forte, e a guitarra meio que de fundo. A bateria só faz a sua função básica de dar o ritmo a música. O vocal de Jim Kerr é suave e grave, e acho interessante ouvir essa música no fone pelo efeito de balanço utilizado nos sintetizadores. Parece que o som tá passando de um lado para o outro, quase que girando ao seu redor. A faixa seguinte é “Rockets”, single lançado dia 18, e começa com um sintetizador e guitarra, apenas as duas, com a entrada da bateria e do baixo posteriormente. Mais comercial, não atoa é single, com cara de baladinha, o baixo se destaca nas estrofes mas logo é sobposto pela guitarra cheia de efeitos. A terceira trilha é “Star will lead the way” é, aparentemente, mais romântica/melancólica e tem uma levada com menos sintetizadores. Ainda assim, lembra mais os anos oitenta em si e não a mera influência deles. Mais tranquila que as duas anteriores, da vontade de andar sozinho de carro e de forma tranquila, apesar de ter no meio dela um momento mais agitado e tenso que logo se resolve com os sintetizadores bem suaves. Estamos na música quatro, “Light Travels”, que tem basicamente sintetizadores e baixo no começo, com uma guitarra distorcida. A bateria entra mais ao meio da música, junto com uma guitarra sem distorção aparente e deliciosa. A música ganha mais intensidade por volta do primeiro minuto e meio. É uma fiaxa mais densa que as outras, é mais pensativa digamos assim. E chegamos a metade o cd com “Kiss & fly”. Uma guitarra abre a música, junto com a bateria. Nada dos sintetizadores até agora. O baixo aparece forte, mas pontuado na faixa. Os sintetizadores aparecem só no que creio ser o refrão da obra, e confesso que gostei do ar mais rock da faixa. Temos uma falsa cadência, uma queda na intensidade da música que dá um ar até mais sensual pra faixa. A intensidade vai voltando aos poucos.
A música seis é a faixa-título, e vem no melhor estilo oitentista. Grave, cheia de sintetizadores, misteriosa e sensual a sua maneira. Bateria forte, baixo fazendo uma linha quase que constante, a guitarra distorcida. Simplesmente linda. Dá para se ver facilmente essa música numa pista. Achei interessante o meio da faixa, dando um fade-out com o baixo em destaque e voltando. No final da trilha, usam novamente o fade-out. “Blood type o” segue o cd, e começa com um teclado sintetizado e uma guitarra distorcida, sendo os dois intrumentos seguidos pelo baixo e bateria. A voz também conta com efeitos, e torna tudo mais interessante. Numa linha mais, digamos, psicodélica e “etérea”, a música tem bem a cara de barzinho de rock. Outra coisa legal é a nota constante que fica, aparentemente, na uitarra durante o refrão sendo tocada de forma bem rápida. Não sei se foi intensional, mas ao fundo do final da faixa é perceptível aos mais atentos o toque de chamada do skype. Fato esse que me deixa curiosa. “This is it” começa com um sintetizador simples e a guitarra entra progressivamente. O baixo e a bateria entram bem rápidos pouco depois, e a voz grave de Kerr complementa o clima de pista de dança da trilha. Agora em a primeira faixa bonus, “Shadows e Lights”. Tem um ar mais leve, mais pop, apesar da guitarra distorcida. A bateria aparece de fundo e não escuto o baixo, pelo menos no começo da faixa. Realmente, ele só entra lá pelos 40 segundos, assim como os sintetizadores. O riff de guitarra sem distorção, mais aguda, transmite um ar mais próximo, mais aconchegante que o das outras trilhas. É uma faixa bem comercial, apesar de fugir bem ao estilo do resto do cd e, assim, estar justificada a presença como bônus. Num ar mais parecido com o cd, apesar da guitarra dominando a introdução e a cara de classic rock característica, chega “Rockin’ in the free world”. Não parece ser o simple minds cantando, porém ficou muito interessante, talvez quase tão interessante quanto a original.
Temos aqui um ótimo cd, a ser lançado amanhã, com 42 minutos de sintetizadores, guitarras e baixos nas melhores influências oitentistas. Antes de ter influência, o Simple Minds é referência no gênero e na época e só mostram que, como na moda, a música vai e volta e as vezes é melhor fazer as coisas como sempre fazemos.
“Tell me your troubles and doubts / Giving me everything inside and out / And love’s strange: so real in the dark / Think of the tender things / That we were working on / Slow change may pull us apart / When the light gets into your heart, baby / Don’t you forget about me” (Don’t you (forget about me) – Simple Minds)
See ya later
Resenha – Móveis Coloniais de Acaju em “C_mpl_te”
Olá leitores!
Como ontem (08/05/09) foi dia do congelamento dos blogs (pelo menos para alguns) como protesto a lei feita proposta pelo senador Azeredo [para maiores informações leia esse post ou procure no google sobre tal assunto, vale a pena], meu post ficou pra hoje. E temos outro download gratuito (pelo menos para nós, ouvintes) e legalizado. A banda em questão, como visto no título, é a “Móveis Coloniais de Acaju” em seu mais novo cd “C_mpl_te”. Lançado essa semana (só não me lembro o dia exato) pela Trama Virtual, temos um bom exemplo de ótima música nacional acessível. A resenha faixa-a-faixa vem agora, me acompanhem por favor.
Começamos com “Adeus”. Não, não se trata de uma despedida e sim da primeira trilha do cd. A voz grave combinada com a guitarra, um fundo de teclado distorcido, dão um ar romântico e melancólico. A bateria gera uma tensão um pouco antes do refrão e os metais aparecem no mesmo. É uma das poucas bandas que eu vejo fazendo uso constante dos metais. “Cheia de manha” vem em seguida, e começa numa levada bem de barzinho, bateria leve de fundo e voz grave. Ares melancólicos, naipes de metal, e a música ganha energia. A guitarra acelera um pouco o ritmo da música. A terceira música é “Sem palavras” e vem num ritmo acelerado, quase que dando ares de fuga. A guitarra e o baixo aparecem pouco, o destaque fica na bateria e nos metais. Temos uma depressão na música, um trecho mais denso, que vai se disolvendo até a música voltar a se agitar, e ai volta a densidade. A música é longa, e termina numa mescla das alternadas densidade-rapidez, com fortes naipes de metais. A música quatro é “Indeferença” e lembra um pouco a MPB da época de 60/70, mas ai entrm as guitarras e a bateria acelerada, mudando os ares. Temos um ritmo bem marcado e constante. O meio tem um trecho marcante na letra (descubram qual é, mas é por volta dos 3 minutos), que mostra o talento claro dos rapazes. Gostei das palminhas no fade-out. A quinta trilha é “Lista de Casamento” e tem uma longa introdução, de ritmo rápido e levada que dá vontade de pular. E a frase “Mas se eu não me engano / Eu posso estar enganado” é maravilhosa. O meio do cd vem com “O tempo”, e tem uma das introduções que mais gosto. Bastante animada como um todo, a história da letra é um doce, uma daquelas preciosidades de declarações amorosas. Nada meloso, mas bastante sincero e animado. Destaque, de novo, para os naipes de metais. Um piano delicado aparece no meio da faixa. Temos uma situação de tensão que resulta numa melancolia no último minuto. Mas a animação volta no finzinho mesmo.
A sexta música é “Cão-Guia”, uma das minhas prediletas. Não só pelos gracejos dos metais, mas pela letra também. A voz grave, o clima quase “No Air”. Triste, pesada, pessimista e ainda assim encantadora. Passa uma sensação de revolta contida. E no final tempos uma falsa cadência que não se concretiza, para nossa sorte. “Descomplica” me trás algo que não sei o que é, mas me lembra reggae. A levada mantem aquele clima agitadinho, os naipes de metal, porém é mais otimista que as outras trilhas. A oitava trilha, “Café com leite”, trás a guitarra em destaque na introdução. Mas é logo sobreposta pelos metais, e temos uma levada tensa. Estamos na 9ª música, “Pra manter ou mudar (a do piano)”, tem um piano em destaque (séééério?) interagindo com os metais e a bateria. Ao longo da música, o piano vai sendo trocado ou sobreposto pelos metais. Ai ele volta nas estrofes. “Bem natural” é a penúltima do cd e temos aqui uma levada mais mole, mais swingada. E fechamos o cd com “Falso Retrato (U-hu)”, que tem uma predominancia de rock e sintetizadores bem mais forte que no resto do cd. A música como um todo é mais rápida e sugere uma revolts mais forte.
Temos aqui um cd longo, com seus 50 minutos, e extremamente bem aproveitado. A banda abusa das tensões, falsas cadências, impressões de término e mantém o ouinte preso e esperando o que vem pela frente. Além disso, o Móveis afirma um estilo muito próprio de fazer seu Rock/Ska/Latino (isso é eles quem dizem, no MySpace da banda), sendo fácil diferenciá-lo do cenário atual. Obra altamente recomendada.
MySpace – Móveis Coloniais de Acaju
Site – Móveis Coloniais de Acaju – Com link para download do CD “C_mpl_te”.
“Não vou apostar / nessa vida de azar / se ela pode ir mais além / deixa como está / Dessa sorte eu sou refém / seis dezenas, fiz um par no amor não fui tão bem / Cansei de ser um perdedor / fiz do destino meu amigo, / ente querido, fiador” (Cão-Guia – Móveis Coloniais de Acaju)
Vejo vocês por ai
Resenha – The Alice Rose em “All Haunt’s Sound”
Olá leitores!!
Quase no fim do dia eu apareço aqui com a resenha do dia. Eu não ia deixar vocês na mão justo hoje, que faltam só dois dias pra esse blog comemorar o primeiro aninho de vida. Talvez eu apronte alguma coisa, fale não só de música, mas a música continuará sendo o foco aqui. E no caso, hoje, falarei da “The Alice Rose”. Os texanos acabaram de lançar o cd “All Haunt’s Sound”, e como eu descobri a banda esses dias e não tive como ouvir o cd antes do momento dessa resenha, irei fazê-la de primeira impressão. Me perdoem caso eu seja injusta no faixa-a-faixa.
“She did command” é animadinha e abre o cd, com uma cara de indie-pop clássico. Os mais chatos diriam que é um emo disfarçado devido aos vocais, mas eu considerei um som normal. Não tem nada que chame atenção de imediato. A segunda é “Waste Away”, que mostra um som mais trabalhado e mais interessante, ainda que fique no trio guitarra/baixo/bateria. Parece ter bem no fundo um violão, mas o legal mesmo é a levada. Da vontade de sair caminhando a noite cercado de amigos. A faixa 3 é “Agony Aunt”, que começa com uma tensão que se resolve numa guitarra super leve sobposta numa guitarra riffada. O ritmo parece ser meio quebrado e tem um vocal decrescente em alguns momentos que ficam bem legais. Parece que agora eles apareceram com sintetizadores e/ou gaita e orgão. “Maybe a ride” é a trilha quatro e tem carinha de trilha de filme/seriado. Agitadinha, mas romântica com quase toda certeza. Música simples, mas ainda assim interessante. A música “Lady Lion” é a quinta trilha, e também não surpreende. A pegada teria algo mais folk, mas tem guitarra demais para isso. E chegamos ao meio do cd curtinho com “Slumberella”. A levada mais popzinha torna essa banda algo agradável a muitos ouvidos.
Chegamos a sétima obra, “It’s all allowed”. Um pop viciante, certamente, naqueles mais comerciais que podemos ouvir. Mas também, nada de novo. Lembra-me um Click Five mais agitado. Temos um violão bem legal em “Rags of Autumn”, unido a um piano que mantem a cara pop junto ao vocal. Bem romântica também. Uma levada mais triste com um violino aparecem na nona música.”I know your ghost” vai ficando um pouco mais animada com o decorrer da faixa. “Easter Anne” tem violão fofo, piano igualmente animado e backvocals que auxiliam naquele clima de indie-pop fraldinha. A penúltima é “There’s no one in there” e se difere um pouco por ter um baixo um pouco mais pronunciado no inicio, além da distorção. E fechamos ese cd curtindo, fofo e muito bom com “Black Tide”. De novo violão e vocal baixo começando a música. O piano e a guitarra aparecem, e depois a bateria. Sinceramente, novamente nada de novo.
Temos aqui uma banda de 2006, misturando o pop com o indie, mas pesando a mão no primeiro. Sem cd para download gratuito, mas vale ouvir apenas por ser um pop de ótima qualidade e muito fofo.
E sem trecho de música deles… Oh, droga!
See ya later…
Resenha – “mewithoutYou” em “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright”
Hey people!
Hoje é domingo. Domingo é dia santo, e música é algo sagrado, então nada melhor que falar de música num domingo. Como também é dia da preguiça, a banda de hoje tem que ter uma levada mais calma, e ai me aparece o novo (e vazado) cd do “mewithoutYou” (é assim mesmo que digita). Se autoclassificando como Indie no próprio MySpace, os rapazes da Pensilvânia surgem com uma linha leve e agradável. O “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright” é animado, por vezes melancólico, mas no geral é muito bom. Vamos comentar cada faixa e ver o que temos aqui.
Começamos com um baixo e um teclado (sintetizado, talvez), seguidos por uma bateria. O vocal entra calmo e baixo, e a guitarra só da as caras depois de tudo isso. De levada lenta, “Even thought a thought of you” é quase uma versão indie do Jack Johnson (posso estar falando besteira, mas é a impressão inicial). Tem uma virada, um trecho que não tem muito a ver e faz uma transição interessante para voltar ao normal da trilha. A segunda é “The fox, the crow e the cookie”, animada e com um violão muito gostoso e bateria forte. Tem naipes de metais e o que me parece um xilofone. Animadinha e fofa, tem cara de domingo de manhã. A número três é “The angel of death came to David’s room”, mais melancólica e calma. Talvez pelo tema da música, é triste e densa. Ainda assim tem um violão lindo de baixo, violão e bateria. Ela fica mais forte por volta do primeiro minuto, transmitindo tensão e energia para o clima denso da música. Por alguns minutos a música fica mais calma, e vai acelerando e tomando ares de fanfarra e/ou paradas. “Goodbye, I!” segue uma linha mais indie, de baixo ritmado e piano constante. A bateria é agitada e temos algo que trás, ao mesmo tempo, animação e melancolia. A animação por conta da guitarra, mas o baixo se encarrega de dar o ar mais pensativo. A quinta trilha é “A stick, a carrot and string” que começa com um piano e um acordeon muito bonitos. O baixo e a bateria entram em seguida, animando a faixa. Tem um solo interessante de violão (creio eu) e os backvocals tornam a música ainda mais agradável. O meio do cd chega com “Bullet to binary (part two)”. Música agitada, com violão e bateria acelerados e o baixo criando, junto ao vocal, uma tensão e uma sensação de desespero fortíssimas. Ótima para manter a mente disperta. No meio, ela fica mais dramática, lamuriosa até.
A segunda metade começa com “Timothy Ray” e tem por introdução um acordeon e o chocalho. A bateria e o baixo entram depois, novamente animando. Parece até ser uma fórmula bolada pela banda e, posso dizer, dá certo. Uma espectativa é criada por volta do 1:25 minuto e resolvida logo depois. Mas ai vem outra tensão, essa mais fácil de identificar, com o volume sendo aumentado progressivamente e caindo numa linha mais forte e agitada que o que ouvimos anteriormente na faixa. “Fig with a bellyache” vem om um violão tenso e rápido, sendo acompanhado pelo vocal e pelos backvocals. A bateria entra baixa e rápida, com o xilofone pontuado. A escaleta completa o ar mais dramático da música. Ai, do nada, o ritmo muda, a bateria destaca e a música toma um ar leve e comemorativo. A número nove é “Cattail down”. Triste, vem com violão e baixo graves, e o acordeon aparece de fundo. A bateria fica só no prato, pelo menos de inicio. Temos de novo um ar mais forte e dramático, mas dessa vez melhor utilizado e contando com apoio dos naipes de metais. Como penúltima trilha vem “The king beetle on a coconut estate” e começa baixinha, só violão. Se eu peguei o espírito, isso é a preparação para algo mais animado. O piano aparece e o vocal é estremamente agradável. No fundo, violões que até desafinam, mas com um jeito de ter sido proposital. Aos poucos, a música apresenta trechos mais animados e tem um momento quase que erudito na música, com a presença deliciosa de uma flauta (provavelmente transfersal). E não errei, uma animação surge forte, impactante, com a entrada da bateria e de um (creio eu) Violoncello. Dá aquele ar de raiva e vingança. E fechamos o cd com um violão pop-rock introduzindo a faixa “Allah, Allah, Allah”. Os instrumentos aparecem pouco a pouco, até que aparecem forte gerando uma tensão que é resolvinda por um trompete, talvez, misturado a uma guitarra com certo peso. Isso tudo vai para numa bateria em destaque e palminhas que te dão vontade de seguí-las. Música de fim de show na certa. Temos direito até a solo de guitarra no meio da música. O instrumental vai, progressivamente, ficando mais calmo porém repetitivo, o que gera uma ansiedade e a espera de que seja resolvida essa situação. E ela é resolvida com uma cadência perfeita.
Em seu terceiro álbum, o “mewhitoutYou” me conquista com músicas matematicamente formuladas, que abusam de instrumentos não tradicionais e que andam no limiar do indie e do folk com uma desenvoltura que vi poucas vezes. Pena que, no myspace, só tem a primeira música do cd pra ouvir. Banda altamente recomendada, ainda que sem cd pra download.
“When you laugh you’ll feel my breath there / filling up your lungs. And when you cry, / those aren’t your tears but I’m there / falling down your cheek. / adn when you say you love him, taste me / I’m like poison on your tongue / But when you’re tired, if you’re quiet, / you’ll hear me singing you to sleep.” (Bullet to binary – mewithoutYou)
See ya later…
Resenha – Antje Duvekot em “The near demise of the higher wire dancer”
Hey Kids!
Continuando os posts de um ano do “About Headlines”, hoje falaremos de algo mais suave e calmo. Claro, o vocal é feminino. A delicadeza do folk feito por Antje Duvekot só pode ser trazida por mulheres. Melancólico, calmo e com ares saudosistas, o cd “The near demise of the higher wire dancer” foi lançado no início desse ano e eu me vi atraída pelo som vindo do myspace da mulher. Vamos ao que interessa, ou seja, nossa resenha faixa-a-faixa.
“Vertigo” é a faixa inicial do cd, mostrando a calma característica do folk-pop. A voz de Duvekot, não muito grave, dá vontade de ficar olhando o por do sol na frente de uma casa de campo, com o violão no colo. Se “acolhedora” pudésse ser um atributo de uma música, certamente seria dessa. A faixa dois é “Ragdoll Princess & Junkyard Queens”, mais agitadinha do que a anterior, faz a linha daquele folk (ou country, pra alguns) que dá vontade de dirigir ou festejar. Devo fazer um comentário que espero não soar maldoso: Taylor Swift e cantoras do gênero, aprendam com a Antje a como melhorar suas músicas. A guitarra só utilizada para os solos deixou com um ar bem legal e a bateria bem rapidinha tirou aquele ar sonífero que alguns folks tem. A música 3 é “Long Way”, que volta com o violão dedilhado e uma gaita deliciosa. Temos de volta o saudosismo da primeira faixa, só que melhorado pelo toque especial da gaita (sou suspeita, adoro o som de gaita). Tem uma sonoridade mais tradicional, menos pop do que o visto nas anteriores. A trilha 4 é “Lighthouse”, começa com um piano, saindo daquela coisa típica do violão. É mais pop, trás a voz de Antje Duvekot um pouco mais aguda e menos melancólica que nas anteriores. Um violino aparece bem baixinho e a bateria vem bem de leve, só pra dar uma ritmada. Na verdade, essa obra vem sem violão, talvez isso de o ar mais pop. E chegamos ao meio do cd com “Dublin Boys”, que trás de volta o violão. Os backvocals aparecem mais e dão um toque especial, e a guitarra deixa ela com um ar mais de folk-rock ou country-rock.
A música 6 chama-se “The Bridge”, e novamente a bateria e o que creio ser um xilofone abrem a música, junto com um piano. O violão aparece dedilhado e baixo. Outra com ar mais pop, só que dessa vez a voz da mulher não aparece tão aguda. Romântica, seria legal dançar com alguém, apesar de parecer falar de uma separação. A sétima trilha é mais densa. “Scream” vem com uma cara de início dos anos noventa que me impressiona. Fazia tempo que eu não via um violão grave assim, com carinha de pop-rock. A levada é uma das menos folks até agora, talvez perdendo para “Lighthouse”. As duas poderiam, facilmente, entrar para a playlist da antena 1. A faixa oito é “Reasonland”, e volta com o jeitão folk/country. Só violão e vozes que alternam entre o grave e momentos agudos (principalmente no backvocal). A gaita parece fazer fundo na música. Por volta dos 2 minutos e meio aparece um violino e a bateria, sendo que a última aparece de leve, mas logo eles somem. “Coney Island” aparece na penúltima posição do cd. O arpejo dela é bem interessante pela troca de baixos que, apesar de básica, transmite uma sensação de calma e “fade out” pra música. Essa é realmente violão e voz, e apenas isso. E o álbum fecha com “Merry-Go-Round”, que tem um inicio batido e mais pop. Vem abusando do backvocal e pesando no jeito country, mas não de uma maneira ruim. O refrão é mais agitado e seria fácil transformar essa música em um hit. A gaita dela também é bem gostosa de ouvir, apesar de apagada.
Temos aqui um cd exemplo do que se fazer quando o folk se mescla ao pop e ao country. A voz de Duvekot, como eu disse, é delicada mas não transmite inocência ou ingenuidade. É bastante segura e agradável na verdade. A pena é que não temos o cd disponível para download.
“I know that things gotta change, it’s what they always do / Oh, but change has never been known to wait for you” (Dublin Boys – Antje Duvekot)
See ya later…
Resenha – Mando Diao em “Give me fire”
Olá pessoal!
O que não é a internet hoje em dia, não?? Estava eu, acordando para vir para faculdade (local onde me encontro reso enhando), assistindo o MTV Lab Now que passa às 5 da manhã quando me deparei com esse cd. E que música vi, aquele clip típico de banda indie. Logo que terminei de ver o clip, corri para meu notebook e fui atrás do álbum. Tá, eu sei que só de ver o título vocês sabem que falo do mais novo álbum do Mando Diao, o “Give me fire”. Fazia tempo que não via a MTV passar uma banda nova tão legal. É claro que, na semana de aniversário, eu não perderia a chance de falar do cd. Saibam, é primeira impressão (tanto do álbum quanto da banda). Primeiramente, pequena introdução sobre a banda. Eles existem desde 2002 e são suécos. Se auto-denominam, em seu myspace, como Rock/Pop/Indie. Pronto, introdução feita. Vamos a resenha faixa-a-faixa.
A primeira música é “Blue Lining white trenchcoat”, que começa com sons que lembram um trem, baixo forte, guitarra distorcida, vocal grave, bateria acelerada e um piano bem baixinho de fundo. O vocal se torna rasgado e, por vezes, gritado. Tem um sussurro de, digamos assim, backvocal fazendo “uuuh” que deixa a música bem legal. No final do terceiro minuto tem um trecho que difere do resto da música em alguns termos, mas ficou ótimo naquele contexto. E devo dizer que o final da música, quase que só no vocal, me fascinou. A trilha dois é a que me fez conhecer a banda, “Dance with somebody” e começa com uma respiração forte e sintetizadores e baixo que lembram músicas de video-game enquanto só o bumbo da bateria aparece. Ai entra a bateria um pouco mais forte e a guitarra riffada. Tem um ar meio sedutor, meio blasè, que me conquistou logo de cara. Fica mais indie no refrão, e o vocal é bem diferente da faixa anterior. Rouco, mas não diria rasgado como disse na anterior. Só agora percebi que o cd é ao vivo. A terceira faixa é “Gloria”, e tem um teclado fortíssimo, guitarra ritmada, baixo escondido e bateria naquela linha agitadinha do indie. Tem um ar meio latino, digamos assim, de drama nessa faixa. Agitada, tem vocação pra pista. Estamos na música 4, “High Heels”, e tem um saxofone perfeito na introdução, unido a um baixo grave e forte e a bateria lenta. Seria o que muitos chamariam de música de inferninho, é uma música sensual. A música é cheia de swing, tem um sintetizador pra lá de interessante e uma guitarra riffada e distorcida. O vocal arrasa, levemente rouco, porém não muito grave. Quinta música, “Mean Street” é das mais animadas, com um piano bem pop aparecendo muito junto com a guitarra. As duas deixam os outros instrumentos bem apagadinhos, e o vocal se sobrepõem a tudo isso, ficando novamente rasgado. Dá vontade de sair dirigindo, e me lembra também trilha de filme pelo jeito romântico. Tem uma quebrada de ritmo por volta de 1:40. A faixa 6 é “Maybe just sade”, sintetizador e baixo dando um ar tristonho inicialmente. Ar quebrado pela guitarra, que torna esse ar apenas melancólico. O ritmo é dado pela bateria, rápida mas que não tira esse ar melancólico. Tem uma “que” de Morrissey na música, mas é bem diferente, eu não sei explicar. E chegamos ao meio das 13 músicas com “A decent life”. O sintetizador entra grave, baixo e triste, junto com uma bateria lenta e guitarra meio chorosa e distorcida. Quem estiver em depressão, não ouça essa música. O piano/teclado aparece com notas agudas, deixando tudo ainda mais denso. A guitarra muda de chorosa para levemente revoltada e a bateria vai aumentando o ritmo progressivamente. Música bem curtinha e instrumental.
A trilha anterior serve para introduzir a faixa título, “Give me fire”. Agitada, revoltada, tem cara de briga por ciúmes. Vocal rasgado, baixo apagado, bateria acelerada, guitarra oferecendo em seus riffs a base para um piano interessante no refrão. A música 9 é “Crystal”, que começa com um sintetizador calminho e sons de pássaros. O vocal entra calmo, apenas com essa base baixa de sons calmos, com a guitarra e o baixo entrando progressivamente na música. A bateria aparece lá pelo segundo minuto da música, e ainda assim muito tímida. Só temos uma música mais ritmada e mais alta a partir de 2:20 minutos. E ainda assim é bem calma. Trilha longa, não escute se estiver com sono e não puder dormir. A número 10 é “Come On Come On”. Agitada, com a guitarra constante, baixo sobposto e bateria em destaque. Vocal limpo e mais grave que as anteriores, com momentos rasgados. Candidata a pista, com forte tendência das pessoas seguirem as palmas existentes na música. Trilha 11, “Go out tongiht”, começa bem calma e até triste, porém se anima. Lembrou-me The Last Shadow Puppets, mas também tem uma carinha de Pete Doherty. E, no fim das contas, não parece nada disso. Música com ares românticos, bateria e baixo fornecendo base para a guitarra destacada e os vocais que, apesar de rasgados, parecem inspirados nos anos 60. No último minuto e meio da música, há uma troca de ares interessante. Continua romântico, mas ganha um ar mais divertido e o vocal fica mais ragado, lembrando ainda mais rock anos 60. A penúltima música é “You got nothing on me”, que começa com bateria e guitarra em destaque, baixo meio apagado. Essa introdução cria uma tensão interessante, que desemboca numa mpusica ritmada, de bateria grave e bastante agitada. Lembra-me agora aqueles rocks 80, só que Hard rock. Nunca imaginei um indie inspirado nesse estilo, mas ficou interessante. Tem até solo de guitarra, poxa! E o último minuto é bem soturno, fugindo a todo ar anterior da música. Isso porque serve de transição para a última música, “The Shining”, que tem uma cara de 70/80 muito boa. Parece ter influência disco, com os naipes de metais pegando forte, porém ainda é um rock de ótima qualidade. Extremamente dançante, eu jogaria numa pista alternativa sem medo. E tem uma faixa escondida nela, que conta com violões fortes e naipes de metal, lembrando bastante música mexicana. Bem interessante, ar de música feita de última hora no estúdio, como se estivéssem em uma roda de amigos.
Como primeira impressão da banda, é provável que ela se torne minha favorita do momento. Gostei do estilo e fazia tempo que não achava algo novo. E quanto ao cd, ele é empolgante e tenso ao mesmo tempo. Pena que não temos download. Fiquem com o myspace deles
“When your love’s away / and you feel betrayed we’re the music, / sweet music / I’m falling in love with your favorite song / I’m gonna sing it all night long / I’m gonna dance with somebody” (Dance with somebody – Mando Diao)
See ya later…




