Resenha – Kamera em “Blank Expressions”
Hey Kids!
Fazendo a segunda resenha de três que devo, me mantenho num gênero mais eletro. Motivo? Bem, a banda Kamera vale muito a pena. No próprio MySpace, eles se classificam (corretamente, na minha opnião) como pop/new wave/alternativa. E não é que são tudo isso mesmo? Carregam elementos dos três estilos e fazem um mix interessante dos mesmos. Mas vamos ao que interessa: o faixa-a-faixa do “Blank Expressions”
O cd começa com “Asleep”. Sintetizadores leves introduzem a música, seguidos pelo baixo forte e a guitarra tipicamente alternativa. Música agitada, com sintetizadores fazendo a base, guitarra e baixo em destaque e bateria básica, porém forte. O vocal é bem interessante, e quase não tem sotaque suéco, mantendo aquele ar levemente britânico do inglês dos europeus. Já a seguinte, “Misfortune strikes again” aparece sem sintetizadores. Música mais crua, mais pro alternativo mesmo, só ganha os sintetizadores do new wave depois de mais ou menos meio minuto. E ainda assim ele é bem apagadinho, com destaque para o baixo durante toda a música. A terceira trilha é “Dead Man Walking”. Nessa o ar new wave impera, até tendendo de leve ao dark wave. O sintetizador impera na introdução, o baixo domina junto com a bateria nas estrofes e o refrão tem destaque para a guitarra. Devo assumir que gostei muito do Vocal. Joakim Hjelm tem aquele tom levemente mais agudo que o normal, garantindo o tom pop da banda. A faixa 4 é outra que vem cheia do ar new wave, talvez mais que na trilha anterior. “Just a minute” tem um pouco de sintetizador até no vocal. O baixo e a guitarra somem, ficando em destaque o sintetizador e a bateria. Tudo bem que aparecem aos poucos, mas acho que ainda assim não tem aquela posição privilegiada que tinham nas anteriores. E no meio do cd, outra que supera a anterior no quesito new wave. “Miserable” tem sintetizador em tudo! Vocal, baixo, bateria, guitarra… Todos sofrem alguma distorção, o que deixa a música com ar mais etéreo.
Bem, a faixa seis abre a segunda metade do cd e é chamada “Friday Night”. Com a guitarra e a bateria em destaque, é bem mais rápida que as outras trilhas. O sintetizador volta a dar um sumiço e o baixo fica bem apagado sob a guitarra. No pré-refrão o sintetizador volta, mas o baixo continua apagadinho. E o refrão conta com sintetizadores bem destacados também. É a menor música do álbum, contando com 3 minutos e 20 segundos. “The city” é a trilha 7 e começa com um ar entre o romântico e o melancólico. Coberta de sintetizadores e com ares new wave na introdução, logo toma peso com a guitarra e a bateria. O sintetizador acompanha esse peso e o vocal de Joakin combina com esse ar quase oitentista, só que com mais guitarra, da trilha. Essa trilha é uma que ficaria ótima em pistas de baladas alternativas. A música oito, “Keep me Alive”, vem com ar mais soturno. O sintetizador contrasta com a guitarra e o baixo mais graves. O vocal vem mais suave, e no refrão fica mais agudo, assim como a música. Logo volta aquele ar mais grave, e até mais sensual. A penúltima é “Repeat”, e vem com bateria forte. Lembra um pouco uma das faixas anteriores, com exceção da guitarra que não parece muito com o que já foi mostrado. Pelo menos no início da música. De qualquer forma, a constante dos sintetizadores se mantém bem utilizada. E o cd encerra com “Live to pretend”, que contradiz todo o cd trazendo um ar suave, quase um twee pop misturado com eletrônico. Guitarra de riff doce, unido a um sintetizador baixinho, o baixo quase apagado e a bateria bem marcada, porém lenta. De surpresa, a música ganha uma tensão pelo baixo mais grave e forte, que logo é resolvida com o retorno da suavidade anterior. E, só para constar, é a maior trilha do cd com 5 minutos e 12 segundos.
Temos 10 ótimas músicas, distribuidas por 42 minutos que vão da agitação do new wave a calmaria mais pop, com guitarras e baixos muito característicos do alternativo europeu. Além disso, pequenos toques de outros estilos, como o twee pop e o dark wave. Altamente recomendado.
Sem letra porque não localizei (de novo) nenhuma.
See ya later.
Resenha – Mechanical Apfelsine “Space Without End”
Bom dia galera!
Ando deixando esse blog de lado, eu sei. Mas já anuncio que as resenhas serão feitas ainda esse final de semana. Inclusive essa é uma das três que devo-lhes. E, devo dizer, que nessa resenha trago uma banda fantástica de Synthpop. Não, o Mechanical Apfelsine não inova, nem reinventa a roda no genero. Mas é essa fidelidade que faz o som deles ser tão agradável, tão dançante e até sensual. No cd “Space Without End”, que não sei se já foi ou será lançado devido a falta de informações sobre a banda, a banda investe naquela aura mais soturna típica de bandas como a renomada Depeche Mode. Mas vamos ao que interessa, o faixa-a-faixa.
“New Day” abre o cd de onze faixas, com sintetizadores agudos, baterias fortes e um baixo forte com efeito. Muito dançante, une-se a um vocal grave e sensual. Na verdade a música é, como o próprio genero da banda diz, feita toda em cima de vários sintetizadores. Os instrumentos vem para ritmar, como a bateria e o baixo. A próxima é mais calma. Porém, “Pitch black” é mais sensual, abusa no baixo e a bateria vem suave. O vocal e o backvocal tem um destaque ainda mais forte e o ar meio etéreo dado pela distorção garante sensação de viagem, de leveza, ainda que a música tenha um lado denso bem forte. A faixa é bem instrumental, boa pra mixar. Em seguida, temos a terceira música, “Seven Sins”. De batida forte, bateria comendo solta, tende muito mais pro eletro do que se imagina. Os sintetizadores estão presentes, mas ainda assim não são o destaque. O vocal ainda me delicia, por ser grave e macio. Essa é uma que dá vontade de se jogar na pista mesmo. Aliás, até a bateria forte é eletronica! Bem, a próxima é “Rush for something”. Mais comercial, com os efeitos bem apelativos e a constante da sensualidade em alta, é ótima para se dançar junto. As influências do Synthpop e da Dark Scene ficam claras nessa faixa. A quinta música é “We can be angels”, e vem mais densa que as outras. Bateria forte e bem marcada, sintetizadores menos aéreos e mais densos mesmos. Porém, a sensualidade continua forte como sempre. Em certo trecho tem uns efeitos bem mais interessantes e ai sim o Synthpop mostra a cara real dele. É uma das mais interessantes em termos de instrumental até agora. E a metade do cd é marcada por “My Mind”, mais suave que as outras trilhas, mas etérea, porém ainda muito boa pra pista. De baixos mais aparentes, bateria só no chimbal (aparentemente), trás algo menos dançante inicialmente, mas volta com o agito típico do meio pra frente da trilha. O baixo some de novo, e a bateria fica naquele papel básico.
“I will survive” é a faixa sete. De sintetizadores agudos e suaves na introdução, ganha os ares dançantes com um teclado sintetizado pontuado, baixo forte e bateria bem marcante. Outra que é perfeita pra pista, só que dessa vez para se dançar sozinho, se acabar na pista mesmo. A letra me parece romantica, apesar de não ter a letra em mãos, o que consigo entender é algo bem romantico. Estamos na trilha oito é “Serial Love”, e a pegada mais agitada está cheia de sintetizadores típicos daqueles dances dos anos 90. “Find a Way” é mais suave, porém mais densa e vem com ares mais graves. O sintetizador que fica “solando” na música é agudo e faz oposição a base grave. É meio melancólica e um tanto repetitiva, além de não ter ares para pista. A penúltima é “Unbelievers”, e ai volta o ar dançante. Os sintetizadores são mais que bem usados, e a música ganha um ar menos etéreo, mais próximo da pista mesmo.Apesar disso, o vocal é bem suave e levemente distorcido, combinando o grave da voz com o grave da música e garantindo o toque de leveza da mesma. E o cd é encerrado por uma trilha de 48 segundos chamada “To get black again”. Um vocal leve e sintetizadores. Nem mais, nem menos. Final meio fraco pra o cd, porém ainda assim interessante.
Temos 42 minutos de um dos melhores synthpops que ouvi. A influência oitentista é forte, principalmente pela parte do movimento Dark Wave.
Sem trechos de música porque não achei letra.
MySpace – Mechanical Apfelsine
See ya Later.
Resenha – A-Ha em “Foot of the mountain”
Olá galera!
Comecei a trabalhar, então me perdõem a não-atualização. Caso vocês tenham dia de semana pra entrar aqui, optem por domingo pois a probabilidade de atualização é bem maior. Como recompensa, hoje vocês terão uma resenha e amanhã terão outra. E a de hoje será sobre outra banda dos anos 80 que ressucitou das cinzas. Ainda que tenham lançado cd em 2005, os sucessos deles remetem a 1980 com “Take on me” e “Hunting high and low”. Esse cd parece mesclar bem a tendência do Synthpop/New Wave atual com o que faziam no passado. Vamos ver como está exatamente essa mistura?
Começamos a ouvir “The Bandstand”, e os sintetizadores dão o ar que tanto temos no gênero na atualidade. Eles diferem bastante das obras mais famosas da banda, a voz vem bem grave e a música é um pouco mais densa. Gostosa para algo mais sensual na pista. Só mais ao final aparece o vocal mais agudo que viamos nos idos de 80. O ar mais alegre e agitado vêm em “Riding the crest”, com cara de música pra trânsito/balada entre amigos. Dá vontade de sair dançando com uma bebida leve, mas leve mesmo, tipo Smirnoff Ice na mão. Os sintetizadores estão mais agudos, e a bateria garante o ritmo mais forte da faixa. A terceira obra é “What there is”, e daria para fazer um mix com “Bizarre love triangle” facilmente. Um tanto quanto densa, concordo, mais perfeita para aqueles momentos de pista mais apagada e lotada de casais. A faixa-título, “Foot of the mountain”, está na quarta posição do cd. Começa com um piano bem suave e os sintetizadores mais animados entram logo em seguida. Temos uma guitarra bem ao fundo e o vocal típico do A-Ha, ou seja, mais agudos que as bandas de New Wave (talvez por isso também sejam Synthpop). Lembra um pouco algumas faixas feitas pelo Keane, e é bem a cara do que o mercado está ouvindo. E a metade do cd é marcada por “Real Meaning”. De ar mais etéreo, com um piano bem interessante unido aos fortíssimos sintetizadores, é mais pra relaxar. Pra quem gosta de músicas agitadas, será bem difícil escutá-la.
A sexta música é “Shadowside”, que começa com uma tensão que prometia, pra mim, algo mais agitado do que aparece para resolvê-la. De baixo fortíssimo, vocal suave e, até agora, poucos sintetizadores e até algum destaque para a guitarra. Forte candidata a ir para as rádios, caso resolvam tocar A-Ha em algum lugar além da Alpha/Antena 1. “Nothing is keeping you here” começa com um sintetizador. O baixo e a bateria aparecem depois, seguidos por um piano, e ficam sobpostos até o refrão, onde entram em destaque. No final tem um agudo que lembra o de “Stay on these roads”. A trilha oito é “Mother Nature goes to heaven” e vem com baixo forte e acelerado, bateria agitada e um piano agudinho. Sintetizadores fortes na introdução, mas ficam sobrepostos pelo baixo. Tem uma pegada mais pro rock, e no refrão fica mais suave que nas estrofes. Essa faixa ficaria linda, não que já não seja, na voz do Morrissey. O ar de Synthpop fica pro final da música, numa ponte bem legal. Gosto de quando o eletro tem essa coisa mais suave e “viajada”. A penúltima é Sunny Mistery, com vocal em destaque sobre uma base de bateria agitada, piano e sintetizadores agudos. Tem um momento com o sintetizador mais forte, que seria delicioso numa pista. E o cd acaba com “Start the Simulator”, e vem com um ar mais calmo. Uma faixa meio difícil de escutar pra quem gosta de coisas agitadas. Praticamente só sintetizadores, acho que só a bateria não foi (muito) sintetizada. É um tanto quanto sonífera, mas ainda assim ótima. E, para minha estranheza, é a maior do cd.
Temos aqui exatos 40 minutos de cd, que vão da agitação a calmaria. Sintetizadores bem usados e músicas que agradam a gregos e troianos. Mostrando a tradição de 24 anos no Synthpop/New Wave, o A-Ha não é simplesmente uma referência do passado como uma banda que se atualiza com facilidade. Pena que não tem myspace.
“Oh the things that you say / Is it life or just to play my worries away?” (Take on me – A-Ha)
See you tomorrow
Resenha – Simple Minds em “Graffiti Soul”
Olá Pessoal!
Mantendo a média de uma resenha por semana, hoje falarei de uma das bandas mais antigas que tive contato atualmente. Depois de 4 anos sem cds lançados, o Simple Minds volta com o álbum “Graffiti Soul”, comemorando 30 anos de uma das bandas mais ativas no New Wave e talvez uma das primeiras do gênero. Dona do sucesso oitentista “Don’t you (forget about me)”, parece-me que este álbum será um dos aclamados desse ano, apesar da fama da banda não ser, aparentemente, a mesma de outros tempos. Como não sou extrema conhecedora da obra da banda e é meu primeiro contato com o cd, não levem essa resenha tão a sério. Falando rapidamente do cd, temos 10 faixas, sendo duas delas bonus. Além disso, há uma deluxe edition que conta com mais 9 trilhas. Aqui, comentarei da versão “básica”.
A primeira música é “Moscow Underground”, e vem cheia de sintetizadores, o baixo grave e forte, e a guitarra meio que de fundo. A bateria só faz a sua função básica de dar o ritmo a música. O vocal de Jim Kerr é suave e grave, e acho interessante ouvir essa música no fone pelo efeito de balanço utilizado nos sintetizadores. Parece que o som tá passando de um lado para o outro, quase que girando ao seu redor. A faixa seguinte é “Rockets”, single lançado dia 18, e começa com um sintetizador e guitarra, apenas as duas, com a entrada da bateria e do baixo posteriormente. Mais comercial, não atoa é single, com cara de baladinha, o baixo se destaca nas estrofes mas logo é sobposto pela guitarra cheia de efeitos. A terceira trilha é “Star will lead the way” é, aparentemente, mais romântica/melancólica e tem uma levada com menos sintetizadores. Ainda assim, lembra mais os anos oitenta em si e não a mera influência deles. Mais tranquila que as duas anteriores, da vontade de andar sozinho de carro e de forma tranquila, apesar de ter no meio dela um momento mais agitado e tenso que logo se resolve com os sintetizadores bem suaves. Estamos na música quatro, “Light Travels”, que tem basicamente sintetizadores e baixo no começo, com uma guitarra distorcida. A bateria entra mais ao meio da música, junto com uma guitarra sem distorção aparente e deliciosa. A música ganha mais intensidade por volta do primeiro minuto e meio. É uma fiaxa mais densa que as outras, é mais pensativa digamos assim. E chegamos a metade o cd com “Kiss & fly”. Uma guitarra abre a música, junto com a bateria. Nada dos sintetizadores até agora. O baixo aparece forte, mas pontuado na faixa. Os sintetizadores aparecem só no que creio ser o refrão da obra, e confesso que gostei do ar mais rock da faixa. Temos uma falsa cadência, uma queda na intensidade da música que dá um ar até mais sensual pra faixa. A intensidade vai voltando aos poucos.
A música seis é a faixa-título, e vem no melhor estilo oitentista. Grave, cheia de sintetizadores, misteriosa e sensual a sua maneira. Bateria forte, baixo fazendo uma linha quase que constante, a guitarra distorcida. Simplesmente linda. Dá para se ver facilmente essa música numa pista. Achei interessante o meio da faixa, dando um fade-out com o baixo em destaque e voltando. No final da trilha, usam novamente o fade-out. “Blood type o” segue o cd, e começa com um teclado sintetizado e uma guitarra distorcida, sendo os dois intrumentos seguidos pelo baixo e bateria. A voz também conta com efeitos, e torna tudo mais interessante. Numa linha mais, digamos, psicodélica e “etérea”, a música tem bem a cara de barzinho de rock. Outra coisa legal é a nota constante que fica, aparentemente, na uitarra durante o refrão sendo tocada de forma bem rápida. Não sei se foi intensional, mas ao fundo do final da faixa é perceptível aos mais atentos o toque de chamada do skype. Fato esse que me deixa curiosa. “This is it” começa com um sintetizador simples e a guitarra entra progressivamente. O baixo e a bateria entram bem rápidos pouco depois, e a voz grave de Kerr complementa o clima de pista de dança da trilha. Agora em a primeira faixa bonus, “Shadows e Lights”. Tem um ar mais leve, mais pop, apesar da guitarra distorcida. A bateria aparece de fundo e não escuto o baixo, pelo menos no começo da faixa. Realmente, ele só entra lá pelos 40 segundos, assim como os sintetizadores. O riff de guitarra sem distorção, mais aguda, transmite um ar mais próximo, mais aconchegante que o das outras trilhas. É uma faixa bem comercial, apesar de fugir bem ao estilo do resto do cd e, assim, estar justificada a presença como bônus. Num ar mais parecido com o cd, apesar da guitarra dominando a introdução e a cara de classic rock característica, chega “Rockin’ in the free world”. Não parece ser o simple minds cantando, porém ficou muito interessante, talvez quase tão interessante quanto a original.
Temos aqui um ótimo cd, a ser lançado amanhã, com 42 minutos de sintetizadores, guitarras e baixos nas melhores influências oitentistas. Antes de ter influência, o Simple Minds é referência no gênero e na época e só mostram que, como na moda, a música vai e volta e as vezes é melhor fazer as coisas como sempre fazemos.
“Tell me your troubles and doubts / Giving me everything inside and out / And love’s strange: so real in the dark / Think of the tender things / That we were working on / Slow change may pull us apart / When the light gets into your heart, baby / Don’t you forget about me” (Don’t you (forget about me) – Simple Minds)
See ya later
Resenha – Sune Rose Wagner em “Sune Rose Wagner”
Hej Folk!!
Ai em cima, claro, eu os cumprimentei. Isso foi um “Olá Pessoal” na língua nativa de Sune Rose Wagner. O dinarquês é famoso por fazer dupla com Sharin Foo no “The Raveonettes”. Mas hoje, em particular, falarei do moço sozinho. O cd que leva o nome do cantor parece, ao que as pesquisas do google me indicaram, ser o primeiro solo dele. Como o material é excasso, tudo que posso fazer é falar da obra faixa-a-faixa, como sempre faço. Vamos lá, ok? Mas antes! Segundo o “The Passion of Indie Music” ele toca Indie / Pop / Surf / Shoegaze
Começamos com “Hvad Der Sker”. Como os nomes são em dinarquês, não tenho nem idéia do que sejam. As vezes somos criticados por não saber o que a música fala mas, no fim das contas, você repara na letra quando está realmente curtindo a música? Difícil. De qualquer forma, temos aqui uma bateria leve de fundo, baixo praticamente nulo e guitarra deliciosa, meio aguda. O vocal rouco, quase sussurrado, de Sune é muito bom. Ah, e segundo o google translator o nome da música é “O que acontece”. Numa levada mais melancólica e distorcida, temos “Et Underfuldt Liv”. O vocal é bem pausado, quase dando ritmo pra música. A terceira é “Afgruden”. A introdução é mais animada, mais comercial até. Durante a estrofe, fica só a guitarra base aparecendo. A bateria aparece ao longo da música. Numa levada calma, só violão e voz, bem sonolenta, aparece na trilha 4 a música “Altid”. Da vontade de ou dançar juntinho, ou dormir juntinho. E na metade do cd, a música “Tyskerpiger” vem cheia dos sintetizadores e guitarras distorcidas. Dramática, densa, é uma música triste e que da vontade de ficar bebendo vinho com outros amigos tristes.
“Samme Vej”, sexta música, quebra o clima triste da anterior. Um ar sessentista aparece na alegria romântica e doce salpicada por sintetizadores. Estes dão um ar psicodélico e aumentam a leveza da trilha. Faixa 7, “Svinske Maend”, que tem jeito de fim de festa. Parece que estamos com alguém que gostamos e vai embora. Isso, talvez, pela guitarra com reverb e grave. Um solo mais agudo transmite essa mesma tristeza. Outra altamente setentista é a oitava música, “Gi’ Mig En Pige”. Dançar juntinho ao som daquela levadinha mais que conhecida: lembra aquelas músicas que sempre tocam nas cenas de baile de ginásio nos filmes?? Imagina ela com reverb. É exatamente o estilo dessa obra. De bateria mais rapidinha, “Beruset og Forhadt” é naturalmente mais animada que as anteriores. A levada da vontade de sair pela rua zuando com os amigos, a pé mesmo. A guitarra vem ainda mais rápida e, a certo ponto da música (por volta dos 2 minutos) uma tensão é gerada, que se resolve com a retomada do ritmo. E o cd é fechado com “Din Mund”, outra das calmas/melancólicas. O riff de guitarra (creio eu ser guitarra) é bem legal, me lembra um pouco música francesa.
Temos aqui um cd que, pra mim, tem a imagem mais shoegaze que posso imaginar: baile de ginásio para nerd tímido. Sério. O cd tem essa cara pra mim. Intercala músicas lentas com melancólicas e, aqui e ali, faixas animadas. Sem download, com o MySpace fora do ar, Sune Rose Wagner deixa a desejar apenas nisso. Altamente recomendado
Ah, sem letras também… Oh droga!
See ya later…
Resenha – Depeche Mode em “Sound of the Universe”
Heeey Kids!
OK, andei deixando isso aqui MUITO largado. Mas vocês sabem como é a vida dessa universitária que sempre se atola de trabalhos por amar a área da informática, certo?? Então perdoem-me pelo abandono. Prometo compensá-los com uma pequena chuva de resenhas e quero começar em grande estilo, claro. E nada melhor que falar de uma grande banda que vem fazendo boa música desde 80, não??
Sabemos que Depeche Mode influencia muita gente até hoje. Tanta gente que é melhor nem enumerar. Música eletrônica no que alguns chamam de dark wave, outros de new wave. Eu prefiro chamar apenas de boa música e não restringir o público e muito menos a obra dessa banda fantástica. Eles vêm desde 1981 se provando precursores de estilos e sonoridades diferentes. Agora, já no alto dos 28 anos de carreira, consolidam-se ainda mais fazendo o que fazem desde o começo: criar uma identidade em cima do cenário atual.
(In)Felizmente a internet nos dá o “benefício” de um vazamento de cd pouco mais de três semanas antes de seu lançamento. O “Sound of the Universe” tem lançamento previsto para 20 de Abril de 2009, mas já em 26 de março está disponível em alguns links. Que as gravadoras comecem a se cuidar, os vazamentos estão cada vez mais frequentes. E é sobre esse cd que falarei, afinal. Resenha faixa-a-faixa, é claro. Estão prontos?
A primeira das treze faixas é “In Chains” e nem preciso citar o uso dos sintetizadores, certo?? Aqueles zunidos que parecem microfonias soam tão bem e geram uma tensão de espectativa que é acalmada logo depois por notas longas, baixas e suaves. Além disso, temos a voz impactante de David Gahan. Guitarras distorcidas e backvocals retomam e completam a sensação de expectativa e mistério que o Depeche é especialista em passar nas suas faixas. A faixa é apenas um pouco longa, com 6 minutos e 46 segundos, sendo a mais longa do cd. A música de número 2 é “Hole to feed” e começa com uma percussão (sintetizada, lógico) muito boa e a voz de Gahan mais grave, digamos até sensual. Pouca melodia até agora, apenas uma guitarrinha leve aqui e ali e sintetizadores bem baixos, abafados pela percussão. Uma guitarra dedilhada aparece antes do que creio ser o refrão. Cara de música pra pista, pelo menos pra quem gosta de provocar. A terceira música é, se não me engano, o single atual. “Wrong” começa com apenas os vocais, e depois entra a sintetização com vocal denso. A sensação pesada volta, a tensão é maravilhosamente trabalhada por esses homens, porque ela não é desagradável. Outra forte candidata, não atoa, a música de pista de dança. Só acho que poderia, dependendo do estilo da casa em questão, ter seus BPMs aumentados. Eu, particularmente, não faria isso, mas tem quem goste de coisas mais agitadas. E agora uma mais parecida com o cenário atual do eletro, “Fragile Tension”. Com notas mais agudas, não deixa de ter a identidade do Depeche, mas é mais mercadológica, na minha humilde opinião. Não duvidaria se saísse como single ou música de trabalho. “Little Soul” é a quarta trilha e vem retomar a tensão que a faixa anterior tinha dispersado. Vozes fortes, mas que remetem ao mesmo tempo a gemidos e sussurros, numa melodia baixa, grave e bem marcada. Uma guitarra aparece no final, só pra fechar com chave de ouro. Temos como quinta obra “in sympathy”, também bem mercadologica, e ainda assim ótima. Dançante sem ser agitada, com sintetizadores graves na base e agudos fazendo o diferencial. Temos aqui outra candidata a single, na minha opinião. E também a melhor pra pista até agora, pois vai se agitando progressivamente. E chegamos ao meio do cd com “Peace”. Cara de hino, de música de protesto/passeata estilizada pelos sintetizadores. Uma sensação estranha de desesperança e esperança que vai se alternando.
“Come back” começa a segunda metade do cd. Bem marcada, a sensação de dureza e de pouca possibilidade de movimento, na falta de explicação melhor, é resultado da densidade dessa música. Ela te puxa pro chão, como se reforçasse a gravidade. Não a recomendaria para pessoas com qualquer tipo de problema psicológico. A oitava música é “Spacewalker” e é ao mesmo tempo calma e desesperadora. A melodia lembra um “requiem” estilizado, porém mais doentio por ter uma calma estranha nas estrelinhas. Ah, ela é só instrumental e bem curtinha. A faixa nove é “Perfect”, e parece uma trilha de duas pessoas que se encontram em segredo, pela tensão e sensualidade envolvida nela. Além do que fica mais leve no que creio ser o refrão da mesma. A trilha nove é “Miles Away”, e segue a linha de agitação e tensão. Aparentemente mais pesada que as outras, talvez não mais que “Come back”. Já disse que acho a voz de David Gahan extremamente sensual? Se não, que fique registrado aqui. A obra de número 10 tem um título bíblico, por assim dizer. “Jezebel” vem competir com “Come Back” e “Miles Away” no quesito de densidade, porém se diferencia pela melancolia e sensação de pena/desprezo/amor que estranhamente causa. E ai desiste do páreo, dando uma “animada”, por assim dizer, no meio da música. A última é “Corrupt”, e parece ter sido feita numa base que ficou num loop. Novamente a voz de Gahan da todo um toque específico para a música. E a guitarra aparece na base, dando o peso necessário. Não é difícil imaginar uma cena do tipo “personagem discute com outro tendo uma arma nas mãos”.
A tônica do cd é tensão, como a maior parte da obra do Depeche. Altamente recomendado. Pena que os homens não tem myspace, galera. Mas fiquem com o site oficial.
“Words like violence / Break the silence / Come crashing in / Into my little world / Painful to me / Pierce right through me / Can’t you understand / Oh my little girl” (Enjoy the Silence – Depeche Mode)
See ya later




