Resenha – Isabella Taviani em “Meu coração não quer viver batendo devagar”
Olá Galera.
Primeira coisa a ser dita: perdoem meus atrasos, meus lapsos de memória e minha falta de tempo/inspiração. Segunda coisa: vamos mudar como a banda toca por aqui. Ao invéz de ficar enchendo o saco de vocês com todos os pormenores de cada música do cd, falarei de forma mais resumida e tentarei captar semelhanças entre as obras de um único álbum. Quero as opniões sobre esse novo formato. Tendo dito isso, vamos ao que interessa. A srta (ou Sra?) Taviani ficou famosa na mpb com a música “Lúxuria”, parte da trilha da novela “Sete pecados”. Depois disso, caiu no gosto de muita gente e, confesso, adoro os cds dela como um todo.
Nesse novo cd a mulher aposta, novamente, em melodias intensas em certos momentos e mais suaves, digamos que alternando entre extremos. Logo no começo há esse choque entre a faixa-título e a música de trabalho “Presente-passado”. “Argumentos de vidro” também trás força, intensidade. A temática geral das letras é, como quase sempre na nossa música popular, o romance. O interessante é o quanto Isabella aposta num romance que não deu certo, mas com aquele ar de que a vida continua, apesar de certo sofrimento. Também achei muito boa a parceria com Zélia Duncan em “Arranjos”, que tá bem mais a cara de Zélia que de Isabella. Se antes a moça era confundida com Ana Carolina, agora provavelmente será comparada com Duncan. Engraçado que, apesar de serem do mesmo gênero, o estilo delas é extremamente diferente e particular. Há também aqueles ares latinos, violões fortes, em músicas como “Escorpião” e um pouco em “Depois da Chuva”. O cd conta também com certo abuso bem feito de backvocals sussurrados. A animação fica por conta de “Casa no céu”, que é uma das minhas prediletas. Isso porque, quem foi no show dela sabe, essa mulher agita a platéia com vontade nesse tipo de música. Uma versão mais que bem feita de “Sob medida” encerra a versão física do cd. Isso porque a última trilha é, na verdade, “Esquinas de Jacarepaguá”, que está disponível como um bônus. E esse bônus é lindo, um belo samba.
Houve evolução aqui, mas no sentido de estabelecer um estilo do que qualquer outra coisa. Fica claro ao demonstrar mistura de estilos, ainda que todos populares, que Isabella tá achando o próprio gênero. Da intensidade da guitarra e do baixo até levada do samba, a voz de Isabella se enquadra quase que perfeitamente. Ainda que eu prefira o cd anterior em termos gerais, fica claro que esse é mais animado e forte. Pena que não tenha myspace dela e o site não tenha como ouvir o cd inteiro…
Site Oficial – Isabella Taviani
“Há descaminhos em meus passos / Uma sombra que abraço / Um presente passado / Uma vontade tamanha de não ter mais vontade / Não admiro os covardes mas agora é tarde” (Presente-Passado – Isabella Taviani)
Vejo vocês depois
Resenha – Ludov em “Caligrafia”
Hey pessoas!
Hoje não esperem uma resenha exatamente imparcial. De fato, esperem algo apaixonado, pois falar de Ludov pra mim sempre remete a paixões. A banda paulista lançou seu novo cd, “Caligrafia”, com shows online e o show oficial de lançamento aconteceu na Clash Club, em São Paulo (resenhei esse show para o “Mundo Rock de Calcinha”, caso queira ler clique aqui). O cd, disponível para download no site da Mondo 77, trás 19 músicas na versão online e 12 na versão física. Sim, você pode baixar mais músicas que comprá-las. Entendem por que adoro cada vez mais essa banda? OK, mas vamos a resenha. Prometo tentar não me empolgar.
O cd abre com “Luta Livre”. O música tem ritmo extremamente marcado, tanto na guitarra quanto na bateria e baixo. O vocal de Krongold parece mais aveludado que antes e a letra da música conta, de maneira interessante, a briga entre razão e coração durante uma paixão (não é que rimou?). A história é contada como uma luta realmente, e os backvocals dão aquele ar de platéia. Creio que tem violinos ao fundo em certo momento, quase ao final da faixa. A segunda música é “Vinte por cento”, chamada de “Amanhã” por alguns. Com uma levada mais swingada, com percussão diversificada por o que creio ser bongôs, tem mais presença da guitarra que dos outros intrumentos. Além disso o refrão é bem grudendo e a música, apesar da letra mais “depressiva” é muito empolgante. Naipes de metais aparecem quase ao final da trilha. A faixa 3 é “Sob a neblina da manhã”, mais calma que as duas anteriores. O riff da guitarra se repete ao longo da música, mas em momentos pontuais. O baixo tá bem escondidinho sob a guitarra “batida”, não tão só trabalhada como era antes. Talvez isso se deva ao fato da entrada de Bruno Serroni no baixo, liberando Habacuque para a guitarra. A trilha quatro é “Madeira Naval”, mostrando uma tendência nacional que está mais presente nesse álbum. O vocal de Habacuque surpreende, visto que normalmente ele fica apenas nos backvocals. A guitarra vem mais trabalhada, a percussão tá bem presente e temos a presença do que creio ser cavaquinho, mas bem pouco. Um distorção ao final deixa claro que, apesar da influência nacional, temos uma pegada de rock aqui. “Mecanismo”, trilha 5, também trás esse ar mais brasileiro no violão quase que arpejado. As palmas são muito interessantes. A escaleta marca presença e diferencia essa música do que temos normalmente quando falamos de “música brasileira”. Além da letra mais que marcante e reflexiva. Agora vem “Paris, Texas” e seus “aus”. Música para ser cantada em coro, como a banda faz (os vocais são de Vanessa e, creio, Mauro). Apesar de não ser exatamente o estilo típico da banda, é uma das melhores e mais cantadas no show. A faixa 7 é a música de trabalho, “Reprise”. Essa sim se assemelha ao que estamos acostumados no ludov. Teclado, alguns sintetizadores, bateria marcante, guitarra… O vocal de Vanessa cada vez mais rouco ajuda muito a gostar da trilha. Além do que, para quem viu o clipe, a dança é algo engraçado e inédito. A letra, mais uma vez,é reflexiva, caraterística forte na banda. E a oitava, meio do cd (na versão download) é uma das minhas prediletas. O vocal de Motoki em “O seu show é só pra mim” é suave, assim como o estalar de dados e a guitarra. A letra, mais que romântica, é fácil e grudenta. A progressão da música leva a entrada de instrumentos e uma leve animada. Alguns dizem que, devido aos backvocals, a música é um pouco fraca, mas ai deixo a cargo de vocês.
A faixa 9 é “Terrorismo suicida”. Acelerada, talvez a mais acelerada do cd. Guitarras em destaque, baixo bem escondido e mais “aus”. Parece que esse é o cd das vocalizações. Bateria um pouco mais aparecida que o normal, mas isso se deve ao fato da música precisar de ritmo. O drama do cd fica por conta de “Não me poupe”. Quase que um tango, com Cello perfeito tocado por Bruno Serroni, os outros instrumentos não aparecem até o meio da faixa. Interessante que eles só dão ainda mais ar de tango, de drama. O ar de música nacional volta em “Magnética”. De violão bem ritmado, solinhos no que creio ser um cavaquinho, tem o baixo e a percussão apagados pelo menos até o primeiro minuto. O refrão é bem grudento. A última da versão física é a queridinha de muitos: Noutre Voyage. Obviamente cantada em francês, tem violão arpejado, percussão suave e um dueto de Vanessa e Mauro que ficou mais que apaixonante. Falando agora das faixas exclusivas para download, começamos por “Teu Perfume”. Guitarra ritmada, bateria aparecendo, baixo quase apagado. Vocal suave e aveludado para um refrão mais que meloso. Aliás toda a música é melosa. Em seguida, temos “Flor de Lótus”. Calma, melancólica, contrasta muito com o resto do cd pois é triste sem ser depressiva. Só mantem a linha pelo dominio do violão arpejado, que pareceu ser bem constante nesse álbum. O vocal de Vanessa vem mais agudo e transmite uma emoção forte. Curiosidade: é a maior música do álbum. A bateria entra quase no segundo minuto, assim como sintetizadores.Tem uma aparente virada de ritmo e estilo por volta do 4º minuto, e o instrumental bem trabalhado é longo para os padrões mercadológicos. Para se ter noção, é mais de um minuto de final de música, e só instrumental. A 15ª é “Prisma”, e traz de novo aqueles ares mais latinos na música, principalmente a levada. É quase um hino, me causa uma sensação que não sei explicar. Deve ser gostoso dançar a dois. No final, a guitarra confere o ar mais rock. “O passado” vem na posição 16. Cheia de efeitos tem, além deles, teclado, guitarra, bateria e o vocal mais que etéreo. Com percussão levemente quebrada, e naipes de metais mais pro final, e Vanessa abusando do agudo, a música foge a todos os padrões. Novamente o ar mais melacólico aparece na penúltima, “Antiquário”. Romantica, com piano, sintetizadores, guitarra baixa e bateria suave aparecendo as vezes. Essa é meio música de fim de festa, quando tá só um casal na pista que não sai nem por decreto-lei da mesma. Com ares mais eletrônicos, ótima pra pista, vem “Desatar os nós”. Deliciosa, pois une uma calma e melancolia com sintetizadores. E encerramos com “Canção por Helena”, com uma melodia levemente dramática e agitada. Destaque para guitarra e bateria, com o baixo apagado. Também é dançante.
O cd de 19 músicas tem faixas para agradar a todos os gostos. Alguns dizem, como resultado da síndrome de “Love or hate” de 3º cd que o álbum está fraco. Eu não acho e recomendo a todos que ouçam muito o cd e sigam para os shows, que ai você se apaixona de vez.
MySpace – LudovDownload do CD “Caligrafia” (Link para site da Mondo 77)
“As ruas que eu caminhava mudaram de direção / Me sinto perdido, andando em círculos sociais / Entrando em contramão / Confundindo sinais” (Mecanismo – Ludov)
Vejo vocês por ai
Resenha – Pullovers em “Tudo o que eu sempre sonhei”
Olá Pessoal!
Com atraso de uma semana, devido a problemas pessoais, volto a postar aqui com grande alegria! Hoje falarei, de novo, de uma banda nacional que me fascinou logo na primeira música. O Pullovers existe desde 1999, porém o primeiro álbum totalmente em português é o resenhado aqui. A banda, composta por 6 rapazes, chegou a mim por meio do post de um deles no blog de outra banda, o Ludov. Habacuque Lima é o elo de ligação entre essas duas maravilhosas bandas e o mais novo dentre os integrantes do Pullovers. Bem, vamos ao que interessa. A resenha é faixa-a-faixa, e como o cd tem download gratuito pela Trama Virtual, recomendo o download (o link está lá embaixo), podem realmente me acompanhar.
Com um Cello forte, a faixa-título abre o álbum. Música forte, bem ritmada e densa sem ser triste. De letra também forte, os instrumentos estão bem colocados, dando suporte para o Cello e vão progressivamente aparecendo. A segunda trilha é “O amor verdadeiro não em vista pro mar” mistura distorções e rocks com ares de mpb e bossa no ínicio, e no refrão vira uma doce balada. Guitarra destorcidinha e baixo marcante, com a bateria dando força quando precisa. A música 3 é bem rapidinha e se chama “1932 (C.P.)”, mas no refrão dá uma acalmada. Também bastante alegre e romântica, mantém a linha da primeira só que eu sinto mais distorções (posso estar errada, mas parece ter sintetizador bem no fundo). “Marinês” aparece numa levada mais pra mpb moderninha que pro rock, com guitarra aqui e ali e o piano aparecendo mais. Letra contanto historinha de maneira acelerada, porém não exatamente apressada, como todo paulista/paulistano sabe ser e fazer. “Lição de casa” é a quinta música e volta com o ar mais rock, só que com a cara brasileira que o Pullovers soube dar. A inspiração em bandas indies de fora, assim como a inspiração em gêneros nacionais, fica clara na guitarra acelerada, bem parecida com as britânicas, usando escalas típicas das músicas brasileiras. Com ar melancólico começa a sexta música, “Quem me dera houvésse trem”. Piano em destaque com bateria, guitarra riffada e baixo marcante. O ar de sofrimento romântico dessa trilha é difícil de ser superado. A faixa vai, progressivamente, acelerando e “animando” por assim dizer. E chegamos a metade do cd com “Marcelo (ou Eu traí o rock)”, com uma pegada bem mais pro rock que as anteriores. A guitarra mais constante, a bateria mais forte, o piano ritmado. Só o baixo está numa levada mais mole.
A pegada de rock misturado com influências brazucas volta na faixa 7, “Futebol de óculos”. Com temática mais nacional impossível, uma conquista narrada como a história de um jogador sem ficar superficial ou chula é a letra. A música tem guitarra acelerada e uma levada doce e até praiana, com o piano de fundo dando a leveza da música. “Sambinha salgueiro” dura 15 segundos e é um sambinha animado. A melancolia e predominância de gêneros nacionais voltam em “O que dará o Salgueiro?”. Piano mais destacado, guitarra riffada, baixo e bateria bem ritmados. É impressionante como esses paulistas (pelo menos no MySpace a banda está como sendo de São Paulo-SP) tem uma música que poderia ser facilmente atribuída a cariocas. O ar rock volta acelerado e mais pesado em “Semana”, e não estarei tão errada em dizer que temos um piano/teclado sintetizado ai. A guitarra esta deliciosa e o baixo impera ao lado da bateria no acelerar da faixa 11. É uma das trilhas mais rapidinhas. A penúltima é “Todas canções são de amor”, e trás aquele rock mais doce e melancólico, com a pitada nacional dado por um piano mais agudo e um violão arpejado aqui e ali. E o cd encerra em “Tchau”. Trilha acelerada com ares mais nacionais e dramáticos, piano forte acompanhado do baixo. Tem um lindo trecho com um violão bem ritmado e gerando uma tensão que logo se resolve. A bateria fica mais ao fundo, assim como a guitarra. No final a guitarra aparece mais pesadinha, mas ai já é tarde.
O cd é bem rápido, com seus 42 minutos de músicas aceleradas que se alternam entre animação e melancolia. A mistura de influências é maravilhosa e pode muito bem agradar tanto aos que preferem músicas com ares britânicos quanto aos que gostam de uma mpb moderna. Espero, muito, que a banda continue com esse som pois conseguiram mais uma fã.
MySpace – Pullovers
Trama Virtual – Pullovers – Download do CD “Tudo o que eu sempre sonhei”
Site Oficial – Pullovers
“Livro, disco, rádio, TV, / tudo a serviço dessa dor, / mesmo discurso pra vender, / sem distinção de classe ou cor. / Eu tento ser superior, / endurecer, não suspirar, / acreditar não haver amor / com ou sem vista para o mar. / Mas todas as canções são de amor. / tudo o que cala. / Tudo o que se fala é do amor, / é se isolar ou se render.” (Todas as canções são de amor – Pullovers)
Vejo vocês depois
Resenha – Móveis Coloniais de Acaju em “C_mpl_te”
Olá leitores!
Como ontem (08/05/09) foi dia do congelamento dos blogs (pelo menos para alguns) como protesto a lei feita proposta pelo senador Azeredo [para maiores informações leia esse post ou procure no google sobre tal assunto, vale a pena], meu post ficou pra hoje. E temos outro download gratuito (pelo menos para nós, ouvintes) e legalizado. A banda em questão, como visto no título, é a “Móveis Coloniais de Acaju” em seu mais novo cd “C_mpl_te”. Lançado essa semana (só não me lembro o dia exato) pela Trama Virtual, temos um bom exemplo de ótima música nacional acessível. A resenha faixa-a-faixa vem agora, me acompanhem por favor.
Começamos com “Adeus”. Não, não se trata de uma despedida e sim da primeira trilha do cd. A voz grave combinada com a guitarra, um fundo de teclado distorcido, dão um ar romântico e melancólico. A bateria gera uma tensão um pouco antes do refrão e os metais aparecem no mesmo. É uma das poucas bandas que eu vejo fazendo uso constante dos metais. “Cheia de manha” vem em seguida, e começa numa levada bem de barzinho, bateria leve de fundo e voz grave. Ares melancólicos, naipes de metal, e a música ganha energia. A guitarra acelera um pouco o ritmo da música. A terceira música é “Sem palavras” e vem num ritmo acelerado, quase que dando ares de fuga. A guitarra e o baixo aparecem pouco, o destaque fica na bateria e nos metais. Temos uma depressão na música, um trecho mais denso, que vai se disolvendo até a música voltar a se agitar, e ai volta a densidade. A música é longa, e termina numa mescla das alternadas densidade-rapidez, com fortes naipes de metais. A música quatro é “Indeferença” e lembra um pouco a MPB da época de 60/70, mas ai entrm as guitarras e a bateria acelerada, mudando os ares. Temos um ritmo bem marcado e constante. O meio tem um trecho marcante na letra (descubram qual é, mas é por volta dos 3 minutos), que mostra o talento claro dos rapazes. Gostei das palminhas no fade-out. A quinta trilha é “Lista de Casamento” e tem uma longa introdução, de ritmo rápido e levada que dá vontade de pular. E a frase “Mas se eu não me engano / Eu posso estar enganado” é maravilhosa. O meio do cd vem com “O tempo”, e tem uma das introduções que mais gosto. Bastante animada como um todo, a história da letra é um doce, uma daquelas preciosidades de declarações amorosas. Nada meloso, mas bastante sincero e animado. Destaque, de novo, para os naipes de metais. Um piano delicado aparece no meio da faixa. Temos uma situação de tensão que resulta numa melancolia no último minuto. Mas a animação volta no finzinho mesmo.
A sexta música é “Cão-Guia”, uma das minhas prediletas. Não só pelos gracejos dos metais, mas pela letra também. A voz grave, o clima quase “No Air”. Triste, pesada, pessimista e ainda assim encantadora. Passa uma sensação de revolta contida. E no final tempos uma falsa cadência que não se concretiza, para nossa sorte. “Descomplica” me trás algo que não sei o que é, mas me lembra reggae. A levada mantem aquele clima agitadinho, os naipes de metal, porém é mais otimista que as outras trilhas. A oitava trilha, “Café com leite”, trás a guitarra em destaque na introdução. Mas é logo sobreposta pelos metais, e temos uma levada tensa. Estamos na 9ª música, “Pra manter ou mudar (a do piano)”, tem um piano em destaque (séééério?) interagindo com os metais e a bateria. Ao longo da música, o piano vai sendo trocado ou sobreposto pelos metais. Ai ele volta nas estrofes. “Bem natural” é a penúltima do cd e temos aqui uma levada mais mole, mais swingada. E fechamos o cd com “Falso Retrato (U-hu)”, que tem uma predominancia de rock e sintetizadores bem mais forte que no resto do cd. A música como um todo é mais rápida e sugere uma revolts mais forte.
Temos aqui um cd longo, com seus 50 minutos, e extremamente bem aproveitado. A banda abusa das tensões, falsas cadências, impressões de término e mantém o ouinte preso e esperando o que vem pela frente. Além disso, o Móveis afirma um estilo muito próprio de fazer seu Rock/Ska/Latino (isso é eles quem dizem, no MySpace da banda), sendo fácil diferenciá-lo do cenário atual. Obra altamente recomendada.
MySpace – Móveis Coloniais de Acaju
Site – Móveis Coloniais de Acaju – Com link para download do CD “C_mpl_te”.
“Não vou apostar / nessa vida de azar / se ela pode ir mais além / deixa como está / Dessa sorte eu sou refém / seis dezenas, fiz um par no amor não fui tão bem / Cansei de ser um perdedor / fiz do destino meu amigo, / ente querido, fiador” (Cão-Guia – Móveis Coloniais de Acaju)
Vejo vocês por ai
Resenha – Poléxia em “A força do hábito”
Hey Pessoal!
Essa resenha, em especial,está sendo feita na cidade de Bueno Brandão – Sul de Minas, diante a belas montanhas e sem contato com a internet. Foi feita antes de todas as anteriores, mas deixei para publicá-la no dia do aniversário por se tratar de uma das minhas bandas nacionais prediletas. A banda em questão nesse post é a Poléxia, que lançou gratuitamente e digitalmente seu novo álbum, chamado “A força do hábito”. Desde 2003 esses curitibanos fazem boa música, como muitos de seus colegas do sul. O cenário do rock no sul anda bem mais constante que em outras áreas do país. Mas vamos ao que interessa, a resenha faixa-a-faixa do “A força do hábito”.
O cd é aberto com a música “O capa dura”. De baixo e bateria forte, com guitarra riffada e leve e os sintetizadores espalhados pela música, o refrão “Sinceridade por sinceridade / O mundo acaba mentindo” marca na cabeça da gente. A segunda trilha é “Você já teve mais cabelo” e tem um ar mais pop e, porque não, mais comercial que a anterior. O baixo meio apagado no início, o destaque fica pros sintetizadores e a bateria. Lembrou-me um pouco, mas bem pouco, Jay Vaquer, só que mais animado. A terceira faixa se chama “O radar”. É mais pesadas que as anteriores, com um ar inicial meio de filme de terror, que vai se animando com uma guitarra ritmada e um sintetizador forte. Uma pequena tensão gerada no final do refrão faz o diferencial na música. “Cá entre nós” é uma das minhas prediletas, e tem participação de Vanessa Krongold (Ludov). Também mantendo um ar soturno, misturado misteriosamente a um ar latino, tem um baixo forte e bateria bem rapidinha. O refrão (“Só preciso me perder / em você me exceder / simplesmente adocicar / meu momento / A distância que se fez / foi medida / foi medida / provisória / segurança / não lhe peço nunca mais”), cantado por Krongold, mostra o ar triste com facilidade. E a música fica ainda mais romântica quando o dueto é feito. Estamos agora em “O tiro, a fuga”, 5ª trilha do cd, que é bem agitada e faz jus ao nome dado a ela pela banda. Guitarra forte e aparecendo bastante, mais que anteriormente, quase sem sintetizadores aparentes. E chegamos a metade do cd com “Hedonismo de um domador”, música leve e animada diante de um cd, até agora, pesado. A frase “Sim / eu posso dizer não / amores que fazem mal / embarcam no fim” é forte, de alguém que sofreu, mas o ar da música passa uma idéia superação bem legal.
“O inimigo” abre a segunda metade do cd. É lenta, e tem a caixa da bateria em destaque lembrando um pouco fanfarras. A guitarra acompanha a bateria, mas o baixo e os sintetizadores quase somem nessa trilha. O coro no meio da música reforça o ar de fanfarra. A oitava música é “A solidão dos plânctons”, é outra trlha mais leve e animada, lembra-me um pouco Keane (Mais exatamente “Leaving so soon”), exceto pelo vocal grave. Os sintetizadores voltam a ter destaque, combinados a bateria. A 9ª faixa é “Esperando o céu ruir”, feita em parceria com Carlos Daitschmann. É a mais curta do cd, com seus 1:57 minutos. Bateria marcante e lenta, com guitarra baixa e a voz grave do sr Daitschmann. A frase “Simples como um não é um talvez” é outra para as marcantes do álbum. O título da música de número 10 é “Gloss” e mantém o ar calmo e, digamos, praiano da faixa anterior. Lógico que o ar melancólico, natural do cd e até da obra da Poléxia, da o ar de sua graça em música tão leve. Fica mais agitada por volta da metade da trilha. A penúltima música é “O terraço”, com bateria e um instrumento, que chuto ser acordeon, em destaque. Também leve e animada, com um final que lembra um pouco Legião Urbana. E fechamos o cd com “A balada da contramão”, que começa com um violão e voz, com outros instrumentos pontuando aqui e ali até a bateria dar as caras, sendo seguida posteriormente pela guitarra e o piano.
Temos aqui um cd gratuito (tomem essa, gravadoras e bandas, música boa, online e com download legal) e de ótima qualidade, que vai ficando mais leve ao longo de seus 44 minutos de duração. A banda mostra estar afirmando seus estilo de som, criando uma identidade que a torna praticamente inconfundível aos ouvidos atentos.
Download – Poléxia em “A força do hábito” – Mondo 77
“Meu coração é um SBX / À espera de uma ameaça maior / Que eu não sei de onde há de vir / Vou libertar tanta informação / Deixar ao léu, ao acaso, ao “Deus dará” / E essa vastidão vai continuar” (O radar – Poléxia)
Espero continuar a vê-los nesse próximo ano!
Resenha – Nancy em “Chora, Matisse!”
Olá pessoal!!
Parabéns a vocês, que já visitam esse blog a um ano! Para comemorar essa data com classe e estilo, trago hoje duas bandas nacionais. Afinal, sempre digo que o cenário daqui precisa ser valorizado. Então, praticando a valorização do que é nosso (afinal, os gringos já estão fazendo isso), falarei da banda “Nancy”. Em seu novo cd, o “Chora, Matisse!”, com download GRATUITO E LEGAL pela spsonica, os brasilienses mostram que a capital do pais ainda produz rock do bom. Vamos então a resenha faixa-a-faixa.
O cd começa com “Keep Cooler”. O nome de uma das minhas bebidas prediletas trás, como nome de música, guitarra forte e constante unida a bateria com as mesmas características. Ai entra uma levada mais sedutora com naipes de metal. O vocal de Camila Zamith é suave, grave mais de uma maneira diferente do que estamos acostumados. A segunda trilha é “Cinema nacional” e começa bem agitadinha. Os instrumentos são bem utilizados, junto ao sintetizador, sendo que cada um ganha o destaque merecido no momento certo. “Glicerina Dreaming” é a terceira faixa. Calma, quase sonolenta. O piano e a bateria leve dão vontade de ficar olhando o céu até os olhos fecharem por conta própria. verdadeiramente relaxante. Uma gaita da um tom meio campestre. A música 4, “Mamba negra fashion week”, vem também numa levada mais leve e pesa um pouco em certos momentos. Anda por uma linha tênue entre aquele tom calmo do mpb e a pegada mais forte do rock, num som que eu nunca vi igual. E chegamos ao meio do cd com uma música densa. “Malstar” vem com baixo bem apagado e uma guitarra rifadinha leve. A bateria entra meio quebrada e uma flauta transversal do um tom super melancólico. A música vai progressivamente se animando até que volta para o trio guitarra/bateria/flauta.
“Ceilings and rooftops” tem um ar de música dos anos 50 com psicodelia. Percusão mais forte que a guitarra e a voz limpa de Zamith faz a gente viajar sem sair do lugar. O baixo aparece, junto a guitarra, e então os três instrumentos resolvem conviver em perfeita harmonia, dando peso a um rock puxado para o blues muito legal. “Inbox Drama” abusa nos sintetizadores, mas com uma sabedoria vista poucas vezes antes. Fica difícil decidir se a música é triste ou alegre. O ar de suspense impera até pouco antes do refrão, que ai mostra um animo muito bom e interessante. O final leve vem fazer contra-ponto ao começo denso. Tanto que antes tinhamos sintetizadores, agora violão e flauta transversal. A penúltima é “Chaparral”, de ar leve, com riff distorcido. Algum instrumento de sopro, que não consigo identificar, faz fundo para a guitarra (suspeito ser trompete). Novamente música lenta, e a voz de Camila é uma das mais sedutoras que já ouvi. A música se agita um pouco lá pelo 1:30 minuto e, depois, retoma o ritmo lento com o maior estilo de barzinho. E o cd encerra com um remix de “Keep Cooler”. Um assobio e um violão dão um ar tão faroeste para essa música que chego a dizer preferí-la. Uma percussão leve, só em bongôs, e sintetizadores dão o ar levíssimo da faixa. Após o primeiro minuto ela acelera um pouco, ficando só violão e voz. A percussão volta, e dá uma ritmada mais rápida. Essa alternância é muito interessante, porque não deixa com que o ouvinte se desprenda da música. E termina com um violão básico.
Temos um cd elegante, com tanta classe e qualidade que os gringos vêem e a gente não. Numa medida que eu simplesmente adoro, a banda soltou o cd para download e prova que, no fim, o que importa é que as pessoas conheçam sua música e prestigiem o show. Atualmente o mercado está convergindo para medidas como essa.
Download – Nancy em “Chora, Matisse!” – spsonica
E por problemas no meu navegador não consigo pegar letra alguma… Ainda bem que a do próximo cd eu tenho…
Vejo vocês daqui a pouco
Resenha – Ramirez em “Desembarque”
Olááááá Galera!!!
Depois dessa longa temporada sem resenha, devo confessar que me sinto sem preparação para tal ato. Deixo inicialmente avisado que, para alcançar a meta defasada de um post por semana, tentarei até terça que vem fazer oito posts. Ou seja, ineditamente um post por dia nesse blog! Quem sabe isso não se torna realidade??
A resenha de hoje é sobre os meninos cariocas do Ramirez, que fazem uma linha de emo que me surpreende pois não reclamam da vida, do universo, da falta de amor e carinho… Enfim, eles fogem das temáticas mais lamuriosas que rotulam o gênero aqui no Brasil. Mas, se são emos e não cantam coisas tristes, o que eles fazem? Um rock romântico e animado! Aliás, falha minha classificar a banda como emo. Isso se deve a rótulos que escutei de outras pessoas. Não gosto desses rótulos confusos, mas os caras se classificam como Rock/Pop/Powerpop no myspace deles. Agora sei porque gosto deles, o powerpop nacional sempre foi algo que me chamou atenção. Mas vamos ao que interessa, segue ai a resenha faixa-a-faixa do cd.
“Não sou um só” abre o cd com animação, tendo uma linha de guitarras bem comum, diferenciando de musicas parecidas apenas pelo sintetizador (ou seria distorção?) ao fundo das estrofes. A letra é uma das mais versáteis e criativas que vi. O álbum continua com “Aproveitar o que perdi”, e alguns dirão que ela tem carinha de abertura da malhação, mas aqui vai a dica: olhe para a letra e veja a nostalgia quase revoltada presente nela. A terceira música é “Desfile de motivos” e, até agora, ela é a preferida dos integrantes da comunidade do orkut. Feita para ser chiclete, tenho certeza, ela alcançou seu objetivo trazendo uma letra de alguém apaixonado e sem esperança. Soa familiar? Ouça e verá que foge do que você conhece e, pasmem, parece ser a história de alguém real. Na quarta-faixa temos uma introdução mais pesada. “Bem quiser” consegue unir peso de música e letra romântica água-com-açúcar sem ser enjoativa. O cd aproxima-se do meio com o single “Sophia”, que inicia com uma guitarra e um piano, os dois bem leves, e a guitarra solo segue com uns riffs pontuados na música. A letra é um conto de fadas e cumpre muito bem a missão de divulgar o som do Ramirez.
O cd chega ao seu meio exato com “Countrycore”, uma crítica criativa e engraçada sobre os hardcores que vão pra mídia. A maneira que eles fazem não é, a meu ver, pejorativa nem ofensiva. Uma música rápida que defende bem uma idéia e muda de ritmo vez ou outra. “Em Roma e Lyon” é a sétima faixa, com um ritmo bem marcado e riffs que atravessam a música toda, dando o tom de rock. Quanto a letra, que é mais uma romântica, e ao ritmo, a música lembra MUITO músicas anos 60 (poxa, elas tem PALMAS no fundo, isso ficou lindo!). Com guitarra abafada começa “Desenhos”, oitava música, e unida a ela riffs e sintetizadores (ou distorções) muito bem utilizados. A letra de final de namoro mantém a cara de anos 60/70 é muito bonita, triste sem desanimar. O peso retorna na faixa 9, “Você foi longe demais”, onde a letra e a melodia fazem casamento perfeito na expressão de revolta. E é nesse intercalar de peso e leveza que surge a penúltima música. “O melhor do que há pra nós dois” começa com um riff leve e animado, e a música continua nesse clima, sem apelar para a pegada mais forte e mantendo o nível mais calmo. Com um piano mais triste, o cd termina na música “Frustrações Infantis”. Letra e melodia bem calmas e melancólicas, com o piano e os backvocals roubados dos anos 60. Clima perfeito de bailinho de “High School” sem soar meloso.
Além de todas essas coisas que disse, fica aqui meu aplauso aos rapazes por liberar na internet seu segundo cd. Se não me engano isso já foi feito no primeiro. Continuem assim, dando exemplo de como divulgar música e quebrar a cara do sistema. Acessem http://ramirez.art.br/ e baixem o cd TODO, com encarte, letras, completinho!
Segue, para todos efeitos, o myspace dos rapazes
“Quando eu corro sem olhar pra trás / Ou quando eu ando devagar demais / Se nos meus sonhos eu posso até voar / Só preciso de alguém pra me acompanhar nessa ilusão” (Não sou um só – Ramirez)
Vejo vocês depois…
Resenha – Ana Cañas em “Amor e Caos”
Oláááá Pessoal.
Então, creio que todos tem percebido a minha “vibe” nacional. Dessa vez foi um mero acaso do destino, nada de myspace ou lastfm. Digo acaso pois estava pensando em outro assunto quando me deparei com o som dessa mulher com cara de menina. Ana Cañas tem cara de ser novinha, mas tem 27 primaveras vivídas. Sem contar que o som dela é bem maduro.
Em seu primeiro trabalho, “Amor e Caos”, a cantora deixa claro para o que veio: fazer um som de qualidade, com pegadas de blues/jazz, que lembra-me muito Marina Lima. Por sinal, eu senti falta de cantoras nessa linha na nossa música. Pensem bem: temos ótimas mulheres cantando, mas a maioria delas centram-se na MPB mais normal. A MPB feita pela Cañas é bem diferente do que se vê, do que se convencionou ver, no cenário.
Em termos do cd em si, uma linha calma e relaxante, muito boa pra som ambiente sem ser entediante. Uma voz de veludo feito a dela ficará bem cantando muita coisa, mas a grande sacada foi mudar, voltar para uma linha esquecida, usar pegadas com mais baixos. Apostar numa linha esquecida, reavivá-la de forma competente, foi o que tornou merecido o sucesso de Ana Cañas.
Recomendo, das do MySpace dela, “Mandinga não”, “Cadê você” e “Devolve, moço”. Afinal, um pouco de música com cara de “jam” faz muito bem.
“Existe aqui uma mulher / Uma bruxa, uma princesa / Uma diva, que beleza! / Escolha o que quiser / Mas ande logo / Vá depressa / Nem se atreva / A pensar muito / O meu universo / Ainda despreza / Quem não sabe / O que quer…” (Devolve, Moço – Ana Cañas)
Vejo vocês por ai…
Resenha – Zé Geraldo em “Catadô de Bromélias”
Olá Galera!
Hoje vou voltar a falar de música nacional. Porém, dessa vez, não se trata de uma banda nova. Aliás, a última característica desse cantor é ser novo. Zé geraldo tem 63 anos e pode até ser chamado de “Bob Dylan brasileiro”. Sim, eu o considero o representante do folk em terras nacionais. Na verdade eu diria que o senhor ai ao lado não canta folk, ele é tão nacional que canta rock rural.
Seu mais recente trabalho, “Catadô de Bromélias”, Zé Geraldo deixa bem claro o porque ainda está na estrada. A bem da verdade, o cara não tem tanto apoio da grande mídia e nem faz o gosto da maioria para que isso aconteça. Porém poucos cantores, independente do estilo, conseguem ter a poesia desse cara. A mistura do sertanejo, com viola mesmo, e a guitarra é simplesmente perfeita. Além disso, a música de letra simples sobre assuntos normais, assuntos do dia-a-dia, cantados de uma forma caipira inspira um saudosismo muito bom.
Quanto ao tipo de pessoa que vai gostar de escutar esse som só posso dizer que todo mundo deveria gostar. Tenho quase certeza que quem curte sertanejo, MPB e Folk tem pelo menos uma tendência para fazê-lo. Aos outros, fica a recomendação para a poesia mais caipira que consegue encontra-se hoje. Podem me vir com vários sertanejos atuais, a poesia caipira tá com esse cara. Ainda que ele não seja propriamente um cantor recente.
Quanto as recomendações de música: Particularmente adorei a primeira faixa, “Na barra do seu vestido”; a quinta faixa, “Mr Tamborine Man”; e a sexta faixa, “Encatamento”. Aliás é melhor ouvir o cd inteiro, porém o myspace dele não tem o cd todo…
“Sou bailarino gira mundo / Poeta sem endereço / Assustado e vivido / Um menino encantado / Que sonha viver pra sempre / Na barra do seu vestido.” (Na barra do seu vestido – Zé Geraldo)
Vejo vocês por ai…
Resenha – Cof Damu em “Cof Damu”
Olá povo!
Vamos hoje falar sobre uma banda brasileira e suas primeiras músicas lançadas em cd. O Cof Damu foi uma linda descoberta que fiz através do myspace. Se alto classificando como alternativo / pop / indie, eu já os vejo numa coisa pop com tendência a MPB. Sabe aquelas músicas deliciosas para serem escutadas em barzinho, com uma galera boa e um bom papo? Esse é o estilo da banda.
A voz de Véu Pater é linda, super aveludada, e um amigo meu comentou que lembra a voz da Ana Cañas. Como não conheço Ana Cañas, deixo aqui a minha comparação idiota da voz da Véu com a da Céu. O tipo de voz cabe perfeitamente na carinha de “balada” que esconde a qualidade música deles para os ouvidos menos atentos. As letras, bem românticas, complementam esse ar fofo.
Na verdade, não há exatamente um cd do Cof Damu. Na internet encontra-se um apanhado de nove músicas, sendo que 6 delas estão presentes no myspace da banda. As principais músicas são as 6 do myspace, as outras três são: “Mudar de jogo”, “Sua vez” e “Não Santos”.
Enfim, fica a dica de uma banda nacional com qualidade.
“A vida se refaz / É assim que nascem e morrem os corações” (Nosso Lugar – Cof Damu)
Vejo vocês depois




