Resenha – Mechanical Apfelsine “Space Without End”
Bom dia galera!
Ando deixando esse blog de lado, eu sei. Mas já anuncio que as resenhas serão feitas ainda esse final de semana. Inclusive essa é uma das três que devo-lhes. E, devo dizer, que nessa resenha trago uma banda fantástica de Synthpop. Não, o Mechanical Apfelsine não inova, nem reinventa a roda no genero. Mas é essa fidelidade que faz o som deles ser tão agradável, tão dançante e até sensual. No cd “Space Without End”, que não sei se já foi ou será lançado devido a falta de informações sobre a banda, a banda investe naquela aura mais soturna típica de bandas como a renomada Depeche Mode. Mas vamos ao que interessa, o faixa-a-faixa.
“New Day” abre o cd de onze faixas, com sintetizadores agudos, baterias fortes e um baixo forte com efeito. Muito dançante, une-se a um vocal grave e sensual. Na verdade a música é, como o próprio genero da banda diz, feita toda em cima de vários sintetizadores. Os instrumentos vem para ritmar, como a bateria e o baixo. A próxima é mais calma. Porém, “Pitch black” é mais sensual, abusa no baixo e a bateria vem suave. O vocal e o backvocal tem um destaque ainda mais forte e o ar meio etéreo dado pela distorção garante sensação de viagem, de leveza, ainda que a música tenha um lado denso bem forte. A faixa é bem instrumental, boa pra mixar. Em seguida, temos a terceira música, “Seven Sins”. De batida forte, bateria comendo solta, tende muito mais pro eletro do que se imagina. Os sintetizadores estão presentes, mas ainda assim não são o destaque. O vocal ainda me delicia, por ser grave e macio. Essa é uma que dá vontade de se jogar na pista mesmo. Aliás, até a bateria forte é eletronica! Bem, a próxima é “Rush for something”. Mais comercial, com os efeitos bem apelativos e a constante da sensualidade em alta, é ótima para se dançar junto. As influências do Synthpop e da Dark Scene ficam claras nessa faixa. A quinta música é “We can be angels”, e vem mais densa que as outras. Bateria forte e bem marcada, sintetizadores menos aéreos e mais densos mesmos. Porém, a sensualidade continua forte como sempre. Em certo trecho tem uns efeitos bem mais interessantes e ai sim o Synthpop mostra a cara real dele. É uma das mais interessantes em termos de instrumental até agora. E a metade do cd é marcada por “My Mind”, mais suave que as outras trilhas, mas etérea, porém ainda muito boa pra pista. De baixos mais aparentes, bateria só no chimbal (aparentemente), trás algo menos dançante inicialmente, mas volta com o agito típico do meio pra frente da trilha. O baixo some de novo, e a bateria fica naquele papel básico.
“I will survive” é a faixa sete. De sintetizadores agudos e suaves na introdução, ganha os ares dançantes com um teclado sintetizado pontuado, baixo forte e bateria bem marcante. Outra que é perfeita pra pista, só que dessa vez para se dançar sozinho, se acabar na pista mesmo. A letra me parece romantica, apesar de não ter a letra em mãos, o que consigo entender é algo bem romantico. Estamos na trilha oito é “Serial Love”, e a pegada mais agitada está cheia de sintetizadores típicos daqueles dances dos anos 90. “Find a Way” é mais suave, porém mais densa e vem com ares mais graves. O sintetizador que fica “solando” na música é agudo e faz oposição a base grave. É meio melancólica e um tanto repetitiva, além de não ter ares para pista. A penúltima é “Unbelievers”, e ai volta o ar dançante. Os sintetizadores são mais que bem usados, e a música ganha um ar menos etéreo, mais próximo da pista mesmo.Apesar disso, o vocal é bem suave e levemente distorcido, combinando o grave da voz com o grave da música e garantindo o toque de leveza da mesma. E o cd é encerrado por uma trilha de 48 segundos chamada “To get black again”. Um vocal leve e sintetizadores. Nem mais, nem menos. Final meio fraco pra o cd, porém ainda assim interessante.
Temos 42 minutos de um dos melhores synthpops que ouvi. A influência oitentista é forte, principalmente pela parte do movimento Dark Wave.
Sem trechos de música porque não achei letra.
MySpace – Mechanical Apfelsine
See ya Later.
Resenha – Architecture in Helsinki em “Places like this”
Olá pessoas!
No último post de hoje, alcançando a nossa marca de um post por semana, vou falar sobre música que eu diria ser indieletro ou power-pop… Ou algo no meio disso. O próprio grupo se diz Visual / Concrete / Pop no myspace deles. Ou seja, melhor não tentarmos colocar nome em algo que é bom.
Com algo que me lembra Björk (e isso, nesse caso e só nesse caso, é bom), o Architecture in Helsinki aposta bem em percussões não convencionais e em usos ainda menos convencionais dos sintetizadores. Como vocês devem saber, esse uso só pode ser bem feito, já que eu sou chatíssima quanto ao uso desse tipo de artifício. Apesar do cd não ser realmente novo, sendo seu lançamento datado no ano de 2007, e nem o mais recente trabalho da banda (acabaram de lançar um EP), eu preferi falar desse título em especial por duas coisas: estou postando minha primeira impressão sobre ele (é a primeira vez que o ouço com atenção) e por se tratar do último trabalho em cd deles. É chato falar de EP, afinal são poucas músicas.
Com 10 faixas de constante uso de sintetizadores, pouca guitarra e muita percussão, o cd é para ser tocado em baladas indies. Ainda tem o fator dos backvocals que se destacam muito e que, quando a guitarra aparece, aparece de forma a deixar a música com cara de rock sem sobrepor o som ao resto dos instrumentos. Uma música que parece não ser estudada, mas perfeita de mais para não sê-la.
Como recomendações particulares, que não serão encontradas no myspace deles, vai “Red Turned White”, “Hold Music”, “Debbie” e “Lazy”.
MySpace – Architecture in Helsinki
“I’ll tell you anything but not the truth” (Like it or not – Architecture in Helsinki)
See ya later
Resenha – Friendly Fires em “Friendly Fires”
Olá Pessoal!!
Antes de começar a resenha em si, peço desculpas por não mater o prazo que eu mesma estipulei. Fica difícil postar quando está trabalhando em algo por conta própria e ainda tem que conciliar com a faculdade. Mas antes tarde do que nunca, estou aqui para cumprir com a minha parte: falar de bandas que gosto e recomendá-las.
Começando a resenha, devo dizer que acho muito interessante a criatividade das bandas. Geralmente, toda banda tem um cd com o nome da própria banda, ou com o nome de uma faixa ou até com o nome de uma cor (que é a cor da capa, como o Metallica e seu famoso “black álbum”). É perceptível que a maioria dos primeiros cds levam o nome da banda, talvez para que os ouvintes gravem bem o nome da banda…
No caso do Friendly Fires não era preciso utilizar esse recurso. Na onde do indietrônico / new rave, os rapazes mostram porque vieram e o relativo sucesso que fazem nesse meio. No MySpace os garotos se alto classificam como Pop / Disco House / Shoegaze, ainda que eu não faça idéia do que seria Shoegaze.
Com um som que lembra muito o estilo do Hot Chip, o primeiro cd da banda vai de baladinhas agitadas à baladinhas mais calmas, viajadas, num instante sem você perceber. Dizem que a música eletrônica mantém o cérebro numa frequência constante, o que explicaria as pessoas dançarem e viajarem quando a escutam. Pra mim o melhor da música eletrônica e, principalmente, de bandas como o Friendly Fires é o bom uso do sintetizadores.
Sendo sincera o uso de sintetizadores é algo que me deixa enfurecida quando não é bem feito. Porém, quando aparecem cds como esse dou o braço a torcer a esse tipo de efeito. São os sintetizadores que me fazem arrepiar e deixar a música fluir. Lembrando: não sou a maior adepta de música eletrônica, basta ver o estilo do que recomendo aqui.
Vamos às recomendações. Para quem gosta de músicas mais agitadas, para dançar mesmo, fica a dica de ouvir “On board”, “Ex Lover” e “Paris”. Para algo mais calmo, ouçam “Strobe” e “Lovesick”. Inclusive, a última faixa que recomendei me lembra alguma música dos anos 80. Seria o vocal ou a batida?? Não sei, mas que lembra, ah isso lembra.
Não consigo ver se o MySpace deles conta com download, mas vi que conta apenas com 4 músicas. E, delas, só recomendei duas. Ouçam todas e vejam se acham que vale a pena correr atrás. Eu, particularmente, acho muito bom conhecer bandas boas como essa.
Sem frase de efeito de novo! Será que alguém pode começar a disponibilizar as letras de boas bandas? Obrigado xD
See ya later
Resenha – The Sounds em “Dying to say this to you”
Hey Pessoas!

Voltando com a “programação” normal, falaremos do The Sounds. Descobri essa banda em um blog que leio (não me perguntem qual) e fiquei satisfeita com o que encontrei. Comparada, pelo lastfm, ao Shine Toy Guns (outra banda que gosto) esse grupo Suéco apresenta um rock agitado, com sintetizadores e tudo que o momento músical apresenta de bom.
Para mim, em particular, o que chamou atenção é o vocal feminino. Não que seja novidade vocal femilnino no rock, mas Maja Ivarsson tem um voz bastante peculiar, além de ser uma proposta muito boa os back vocals da banda. Com um baixo marcantes em várias faixas, muita gente diria: “Ah, essa banda é emo”. Eu não sei o estilo que eles são ou deixam de ser, mas se eu fosse classificá-los diria que é algo entre o power pop e o indie eletrônico. Confuso demais para eu tentar colocá-los em alguma classe musical.
Falando do cd realmente o “Dying to say this to you” é muito bom. Agitação na medida certa, guitarras não muito agressivas mas sem ser algo parado, baixo marcante e musicas grudentas. Tudo para consolidar a fama e a carreira. Principalmente por ser vocal feminino, algo que é muito favorecido no mercado hoje. Algumas músicas, como “Painted by Numbers”, tem a cara mais popzinha, lembrando uma banda chamada Lillix. Porém outras, como “Tony the beat”, tem aquela coisa mais indie que comentei anteriormente. Como toda banda, tem a baladinha romântica, chamada “Night After Night”, que na letra mostra o “romântismo” dela. A medida certa entre os gostos under e mainstream presentes em um cd só.
Recomendo as músicas citadas acima e, além delas, “Ego”, “Queen of apology” e “Song with a mission”
“Don’t feel sorry / ‘Cause there’s no reason for us to fight any more / Tears are coming, and years are going / I hope we’ll learn something” (Night after Night – The Sounds)
See ya later




