Resenha – Jet em “Shaka Rock”

Setembro 27, 2009 at 7:30 pm (Música) (, )

Hey people!

Hoje o dia é de rock. Sim, rock e daqueles maravilhosos, feitos hoje em dia mas que parecem ter saído do toca-disco ou da jukebox do final de 1970. Apesar desse cd está bem mais comercial, na minha humilde opinião, o Jet sempre teve essa pegada mais sessentista. Apesar do maior hit da banda ser “Look what you’ve done” (a música mais melosa que já ouvi), é meio difícil que alguém não se lembre de “Are you gonna be my girl?”. E tendendo mais aos ares da segunda música, o cd “Shaka rock” vem cheio de boas músicas. Vamos ao faixa-a-faixa.

“K.I.A. (Killed in Action)” trás aquela levada ritmada do rock antigo, guitarra e bateria em destaque, baixo meio apagado. Agitada, com backvocals interessantes. Destaco a guitarra e seus riffs, além do vocal com “Yeahs” e “ooohs” e “a ha, a ha”. No final a bateria tem umas quebradinhas bem bacanas. Já numa levada mais calma, mais parecida com o nosso alternativo atual, vem “Beat on Repeat”. Novamente o baixo apagado, guitarra em destaque e a bateria aparecendo aqui. O vocal e os efeitos da guitarra são bacanas pra caramba, que dão leveza ao rock denso da música. Os ares do final de 60, começo de 70, volta com “She’s a Genious”. Agitada, dançante, cheia de guitarras e bateria bem marcada. O vocal rasgado é outra característica deliciosa do Jet, mas é particularmente melhor aproveitada nessa faixa. A minha predileta é a trilha 4, “Black Hearts (On fire)”. Com a pegada típica do Jet, guitarra marcada e bateria de fundo, a música trás efeitos mais etéreos e se torna mais dançante. Além disso, a letra do refrão é muito legal. E, em certos momentos, ela inspira certa sensualidade que eu achei que a banda tinha perdido. A quinta música vem com piano! O vocal mais suave de “Seventeen” impressiona aos mais desavisados. Se não me engano é das mais suaves do cd. Mas a guitarra aparece e dá o ar mais rock. É bem atual e mercadológica, mas confesso que é uma das mais empolgantes. Não sei porque, mas ela me lembra o estilo de som do Rooney. E a 6ª de 14 é “La Di Da”. Conta com vocal rápido, assim como guitarra e bateria. A guitarra vem mais atual, mais aguda, e tem um leve ar de melancolia na faixa que eu não sei explicar. E chegamos ao meio do cd com “Goodbye Hollywood”. Guitarra mais animada, com ares de festa com amigos. O vocal rasgado volta, mas o que muda é a levada da trilha como um todo. Destaque para um leve teclado sintetizado de fundo.

A oitava é “Walk”, que conta com um ótimo piano. Bem ritmada, com guitarra distorcida e backvocals meio apagados. Em certos momentos, apenas a percussão aparece. Tem um leve ar de música pra Guitar Hero, com riffs fáceis mas meio que supérfluos. Com guitarra mais comum, ares mais mercadológicos, aparece “Times Like these”. O refrão é grudento, mas de resto não há muito o que destacar. O baixo aparece mais na 10ª música, “Let me out”. O vocal tá bem rasgado, e até meio apagado pela guitarra. O piano aparece de fundo e a bateria confere força para a trilha sem backvocals.A música que ocupa a posição onze é “Start the Show” e começa com um grito. A guitarra faz as vezes setentistas e o baixo aparece forte, acelerando a música e dando vontade de dançar. A um leve momento mais calmo, mas a música trata do bom e velho rock. A melosidade volta com quase toda força em “She Holds a Grudge”. Piano comandando a levada da música, apesar da guitarra presente. Bateria forte, mas calma. O vocal tem um momento sintetizado, que vem depois de um riff de guitarra e baixo super bem feito. E agora, duas faixas bonus. Tenho que dizer que a primeira é das minhas favoritas. Um ar de country rock impera em “Don’t break me down”. Os backvocals, a guitarra riffada e levemente distorcida em certos momentos, limpa em outros dá esse ar. A bateria é bem leve, e o baixo tá bem sumidinho. E outra com ar bem country é “Everything will be alright”. Violão e backvocals dominando o início da música, com riffs suaves por parte do primeiro. O backvocal da aquele ar bem de final de tarde com lual.

O Jet demonstra evolução nesses 47 minutos de música. Não mudaram quase nada do que faziam e, no entanto, o som tá melhor trabalhado. As mesclas de instrumentos funcionam bem para a proposta da banda. No myspace dá pra ouvir três das 14 citadas.

MySpace – Jet

“Your hearts on fire, but your cold to the touch / I know you want it but you love yourself too much / Your hearts on fire but your head is a rut / You best believe it, I ain’t ever giving up” (Black Hearts (on fire) – Jet)

See ya later

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Resenha – Arctic Monkeys em “Humbug”

Agosto 12, 2009 at 8:51 am (Música) (, , )

Bom dia!

Sim, eu sei que atrasei (de novo) os posts desse blog. Pretendo, com todas as forças, tirar o atraso durante a semana, até sábado. E, pra começar essa recuperação, um dos cds mais comentados durante as duas últimas semanas. A volta dos Monkeys agitou a cena indie, e não atoa. Os ares da banda parecem ter mudado e, na minha opinião, pra algo muito diferente e, no entanto, tão bom quanto o que eles faziam antes. Mas, nesse faixa-a-faixa, não esperem músicas agitadas. Vamos lá?

O cd é aberto por “My Propeller”, que começa com guitarra, bateria e baixo. A guitarra ganha um leve destaque, mas novamente é seguida pelo baixo e pela bateria. A voz de Alex Turner aparece mais grave do que o que estamos acostumados no Arctic e, na minha opinião, tá até mais sensual. A levada mais densa, o vocal mais grave, tudo leva a uma impressão de sentimento mias forte. Parece que encontramos um cara que acabou de sair dos seus 18, 19 anos e agora se vê em um mundo mais real e, talvez para alguns, mais cinza. A segunda é o single “Crying Lightning”, e vem com o baixo mandando desde a introdução. Uma leve distorção, e a guitarra some um pouco. Música bem ritmada, riffs mais agudos contrastando com o baixo. O vocal continua bem grave, até o refrão onde a voz de Turner se parece mais com as músicas dos cds anteriores. A música como um todo se torna mais aguda, dá uma leve animada, mas isso não quer dizer muita mudança. A guitarra, no solo, também vem distorcida e levemente mais grave. Na verdade, grave e agudo se alternam, talvez por isso o single seja tão bom. A faixa três é “Dangerous Animals”. Mais agitadinha, mantem o clima sombrio, e tem um sintetizador bem anos oitenta de fundo. Interessante que nessa faixa eles conseguiram imprimir aquela coisa dançante, bem típica da banda, porém o clima continua denso como o do resto do cd. Depois do refrão tem uma quebrada de ritmo fantástica, e depois o ritmo volta ao normal. Tem um trecho de bateria bem forte e bem rápida, mas novamente ela some em prol da guitarra. O riff da mesma é bem repetitivo, e talvez isso relembre também as músicas anteriores. Em seguida, “Secret Door” quebra com a agitação da trilha anterior. Mais suave, contrasta MUITO com a trilha anterior. O vocal de Turner vem bem agitadinho em certos momentos, conta com uma leve distorção em outros, e no fim a trilha é uma das que mais me agrada até agora. E, no meio, vem outra bem agitadinha. “Potion Approaching” provavelmente vai ser o motivo de reconciliação para aqueles mais tradicionalistas, que estão do lado do “Hate” na minha teoria de que todo 3º cd é o “Love or Hate” de uma banda. Ainda assim, tá no clima do Humbug, com melodias mais densas.

A sexta música é “Fire and the Thud”. De introdução suave, chocalho e guitarra, o baixo entra bem destacado. Essa é bem calma, densa, e novamente sinto uma nota maior de sensualidade. O vocal de Turner não está tão grave, mas ainda assim está delicioso, mais etéreo. No final tem um momento mais agitado, com mais guitarra, e que dá um ar mais dançante pra trilha até então calma. E então a trilha se encerra com uma progressiva diminuição de ritmo. Outra de ares suaves é “Cornerstone”. A diferença é que ela vem numa melodia menos densa, mais melancólica. Os riffs da guitarra são levemente distorcidos, e temos um violão fazendo a base. Talvez seja uma das músicas mais alegres do cd, e de vocal mais leve também. Não vi a letra, mas a melodia poderia ser facilmente romantica. A trilha oito é “Dance little liar” vem, novamente, de encontro com a trilha anterior. Com a guitarra distorcida, uma tensão é gerada logo de cara e a bateria vem bem forte, entrando num ritmo constante e bem denso. A voz de turner volta para aquele grave inicial, e dá quase uma moleza diante dela. O destaque dessa faixa fica mesmo por conta da bateria. O baixo aparece em certo momento, mas ainda assim mantenho a bateria no topo. Outra coisa interessante é o uso de backvocals. No final a guitarra, sempre estrelinha, dá um show a parte com um riff muito legal. A penúltima é “Pretty Visitors”, que vem com sintetizador e agitação mais que de sobra. Deus, essa música é perfeita para uma boa pista de indie rock. Sim, temos mais de uma música dançante no Humbug! Eles conseguiram, pela segunda vez, unir a agitação dos cds anteriores ao ar denso e sombrio do Humbug. Temos breves momentos mais calmos, que são os refrões, mas não tem como negar o quão boa é essa música. Além disso, destaque para o sintetizador e para guitarra, que garantem essa união de densidade e agitação. E o cd fecha com “The Jeweller’s hand”. Baixo forte, guitarra baixa e novamente os ares mais graves e a voz de Alex acompanhando a densidade da trilha. É bem densa, quase deixando a gente mole. Porém, sem sombra de dúvidas, é uma das trilhas mais bem trabalhadas. E também é a mais longa do cd.

O cd, como um todo, vai trazer a tona aquela minha teoria de “love or hate” que cabe ao terceiro cd. No entanto, é ótimo, e para aqueles mais radicais temos duas trilhas muito dançantes.

MySpace – Arctic Monkeys

“I’ve got this ego overdamage? / She’s always trying to give me vitamins / I should be frightened of your reflection / I preferred her as a cartoon / If i could be someone else for a week / I’d spend it chasing after you / Shes not shattered in my attitude” (Potion Aproaching – Arctic Monkeys)

See ya later.

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Resenha – The Lodger em “Life is sweet”

Julho 5, 2009 at 12:41 pm (Música) (, , )

Hey pessoal!

Olha, eu deveria ser impedida de assistir MTV. Sem brincadeira, eu fico meio passível as novas febres propostas pela emissora. Depois do Mando Diao, minha mais nova queridinha proposta pela MTV é a banda “The Lodger”. Existentes desde 2004, só os conheci semana retrasada e só tive tempo de escutar o som deles com atenção essa semana. Com dois cd’s e mais uma série de EPs e coletânias, a banda segue a linha musical de sua terra natal, Inglaterra. Um indie pop suave e animadinho. Vamos então ao que interessa e falar do cd mais recente? O álbum “Life is sweet” foi lançado, na verdade, a mais de um ano (maio de 2008), e só agora tive contado graças ao “MTV Lab Now” (um dos poucos “programas” da mtv que ainda valem a pena). Agora sim, a resenha faixa-a-faixa.

O cd abre com uma levada animada de bateria, violão e teclado. O baixo tá bem apagado e, de fato, a base é toda feita pelo teclado. “My finest hour” é uma boa música para acordar sem grandes sustos. O vocal de Ben Sidall é suave, com o sotaque britânico bem óbvio e combinando com a música. O fato de ser pop não faz, da música ou da banda, parecer clichê. A seguinte é ainda mais animadinha, dançante até, com um destaque pro baixo. “The good old days” tem, no vocal, clara influência de bandas do final de oitenta, a guitarra aparece bem baixa nas estrofes e um pouco mais nos refrão, sendo aguda e riffada. A bateria é simplesmente a levada da música, sem muito destaque. Um dos trechos é basicamente baixo e bateria, tornando-a perfeita pra pistas indie. No final, um leve destaque pra guitarra. A terceira faixa é “Falling Down”, que começa com um riff suave de guitarra, com o baixo e bateria oferecendo base. É uma música mais lenta que as outras, porém nem por isso ruim. Tem picos de animação na trilha, como no refrão e no pré-refrão, mas um certo ar melancólico se mantém por aqui. No meio da faixa tem um trecho no qual a animação se mantém, quebrando um pouco com o final. Mas, continuo insistindo, a animação não vai contra um ar melancólico que existe nela. “Honey” é a obra seguinte, e começa com um violão suave que logo na entrada da bateria se torna ritmado. O teclado está sintetizado e dá um ar ainda mais suave. O vocal também segue a bateria, e ainda assim ela não se destaca. O destaque fica para o teclado sintetizado, que em toda suavidade demonstra uma emoção romãntica, suave e meio triste. “The conversation” quebra com o clima de quase todo o cd, tendo uma pegada mais pro indie-rock. Guitarra em destaque, música acelerada e de uma impressão de tensão constante. A bateria é constante e o baixo sumiu um pouco. O teclado fica responsável por leves sintetizações. Num certo momento fica só a guitarra, numa pegada que me lembra até estilos de pop-rock nacional. O meio do cd vem com “A Hero’s Welcomes”, que volta com o baixo forte e a guitarra riffada. A levada volta a ter aquele delicioso ar oitentista mesclado ao pop britânico. A falta de distorção na guitarra não me impressiona, e até me deixa feliz pois temos um som mais parecido com o violão. Isso ajuda a manter o ar pop da mesma. Um leve momento de tensão existe no meio da música, mas logo se resolve com o refrão.

O ar indie-rock, mais agitado, bem mesclado a leveza do pop aparece de novo em “A year since last summer”. Acelerada, e no entanto sem nenhuma tensão mais forte, tem um ar romântico e engraçado. É a menor música do cd, com menos de dois minutos, com destaque para a guitarra e sem nenhum sintetizador. A oitava música é “An Unwelcome Guest”, com a guitarra mais abafada, o vocal com um leve “reverb”, o teclado sintetizado e o baixo levemente mais forte. A bateria apenas mantém a levada, suportando toda estrutura da música. Momentos de agitação leves se alternam com momentos mais suaves por meios de tensão. É outra com aqueles ares do final de oitenta, quase começo de noventa. As palmas dão um ar de música pra fim de show. “Running Low” é trilha 9 do cd e começa com guitarra/violão em destaque, baixo dando suporte e bateria mais forte que antes. O ar dos anos 90 fica mais claro aqui, lembrando um pouco algo no tipo do “Cramberries”, só que com uma leveza em certos momentos conferidos pelo ar pop. Essa alternância em tensão, tristeza e leveza me agrada. O baixo combinado ao teclado sintetizado e à guitarra mesclam detalhes de oitenta e noventa muito bem. A décima é “Nothing left (to say)”, que volta com o ar agitado e a guitarra aguda. O baixo forte é outra marca e, não sei porque, a guitarra me lembra obras nacionais. A agitação animada me lembra uma coisa meio Culture Club, mas talvez eu esteja realmente muito enganada. Em certo momento uma tensão é gerada por uma leve lentidão no ritmo, mas logo se resolve com a volta para o ritmo normal. O baixo garante a levada, alterando-a quando necessário de maneira quase perfeita. A penúltima é “Famous Last word” é suave, lenta, remetendo mais pra sessenta, principalmente pelos backvocals e a guitarra. Talvez a inspiração seja até anterior, quando o rock e o pop tinham uma coisa que tendia mais ao romântismo e ao country. É, sem dúvida, a música mais lenta e mais longa do cd (tem 5 minutos e 22 segundos). Ela fica mais animada a partir da metade da trilha,o que ajuda a manter a gente atento a faixa. Confesso que ela é, inicialmente, um pouco sonolenta. Tem um instrumental muito bom e muito constante na música, com o vocal aparecendo em poucos momentos se comparado as outras faixas. E o cd encerra com “You say you were living”, com clara influência dos anos noventa. Baixo e guitarra com o mesmo destaque, sendo que a bateria continua na sua função de só garantir o ritmo da faixa. A trilha afirma o estilo indie-pop da banda, porém eu não me lembro de muitos sons que lembrem o que eles fazem. Existe algo de animador, leve, que quase nunca sinto nos indie-pops internacionais.

São 39 minutos com doze faixas incríveis. Particularmente, achei interessante a mesclada entre anos 80 e 90 que vejo pouco no indie. Normalmente estamos tão presos as décadas de 60 e 80 que não nos damos contas de certos elementos mais do fim de 80, começo de 90, como o som menos distorcido da guitarra. Essa tendência ao som mais parecido com o violão me agrada, principalmente quando unido ao baixo mais forte, herdado dos anos 80.

MySpace – The Lodger

“Love the one they must fight / No one’s got the right / To turn your pink world blue” (Doorsteps – The Lodger)

See ya Later

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Resenha – Placebo em “Battle for the sun”

Maio 31, 2009 at 5:12 pm (Música) (, , )

Hey pessoal!

Hoje nós vamos falar de rock. Como sempre, rock alternativo. Mas, dessa vez, o post terá um ar de desespero e até depressão. Com influências de Sonic Youth, Pixies e Smashing Pumpkins, o Placebo apresenta seu novo cd. O “Battle for the sun” é a obra apresentada depois de três anos. E postarei aqui minha primeira impressão, com pouquíssimo conhecimento da obra geral desse forte nome do rock.

Abrimos o cd com “Kitty Litter”, com guitarra, baixo e bateria fortes. A voz de Molko continua com aquele tom meio agudo, um tanto quanto desesperador. No meio da mpusica, a guitarra toma um riff mais agudo e mais suave, pra cair numa intensidade e força em uma parte mais densa. O sussurro de Molko é bem interessante no contexto. Com uma ar mais leve aparece “Ashtray Heart”. Com teclados sintetizadores, bateria suave e baixo em destaque, temos uma pequena geração de tensão antes do refrão. Essa faixa remete mais ao cenário musical atual do que a anterior, que lembra bastante o pouco que conheço do começo de carreira do Placebo. A terceira trilha é “Battle for the sun”, que vem com uma guitarra densa, acompanhada apenas da bateria na introdução. Música lenta e densa, pelo menos de início, o baixo aparece apenas para reforçar esse ar soturno. Do nada a música toma um ar agitado e mais intenso, a bateria aparece mais. E, pela terceira vez temos uma alternância de ritmo, um um momento mais suave que volta para o ar agitado. O refrão conta com um que “etéreo” bem interessante. Temos, em seguida, “For what it’s worth”, que começa com sintetizadores e guitarra pesada e ritmada. De início, nada de baixo ou bateria, mas os dois instrumentos aparecem juntos. Essa música é single, e tenho a impressão de ter visto o clipe em algum lugar. Boa para pistas de rock alternativo, e tem um trecho interessante com o que parece sons de video-game. O trecho seguinte tem domínio do baixo, e volta para o refrão agitado. A quinta faixa é “Devil in the Details”, e parece uma sincera continuação da anterior. Bateria forte logo de inicio, sobrepondo um sintetizador, que logo invertem de posição. O baixo aparece muito grave, e a faixa se agita no refrão, ganhando peso e voltando a ficar mais suave na estrofe. A sexta música é “Bright Lights” e é estranhamente animada para os padrões do Placebo. Começa com um sintetizador embasado na guitarra e bateria. O baixo ganha destaque, junto a bateria na estrofe, onde o sintetizador aparece pontuado. Muito acho que essa pode se tornar single, por combinar muito com o cenário atual. E o meio do cd é marcado por “Speak in tongues”, que começa com um sintetizador doce mas logo perde esse ar devido a entrada do baixo e da bateria. O baixo parece dominar essa música em particular, apesar de no meio dela a guitarra aparecer com tudo e sobrepor os outros instrumentos de forma incrível. A vocalização é bem interessante também, e após ela a música transmite uma energia forte e ao mesmo tempo leve. Não fosse o vocal, duvidaria tratar-se de Placebo.

A música oito é “The never-ending why” e trás guitarras fortes, unida a baixo e bateria nas estrofes. Tem uma energia forte, boa pra pistas (no plural por ser boa para pista de dança e pista no sentido de rodovia). Os sintetizadores aparecem, mas não tanto quanto nas outras faixas. A guitarra está realmente forte, junto com a bateria. E um ar eletrônico domina a introdução de “Julien”, com aquele ar soturno dado pela voz baixa de Molko. A bateria da o ritmo, como sempre, e a cara de pista de dança fica clara. A guitarra entra riffando distorcida, mantendo o ar mais misterioso. E do nada parece que mudamos de faixa, com a guitarra dominando. A impressão de que houve uma cadencia não me abandona, e temos agora o encontro dos sintetizadores da primeira parte com a guitarra. O final parece contar com violinos, mas não sei ao certo. Estamos na 10ª trilha, “Happy you’re gone”, que começa com a voz melancólica de Molko. Guitarra e baixo bem baixinhos, com notas agudas de teclado sintetizado e bateria leve. Pelo menos inicialmente, é música para dormir. Mas logo no primeiro minuto a música toma intensidade e energia, dando uma empolgada e volta ao ar mais leve, porém não tão leve quanto a introdução. E essa alternância segue por toda trilha. E temos uma guitarra e bateria agitadas na 11ª faixa. “Breath Underwater” é uma música rápida, de bateria e guitarra bem ligeiras e pesadas. O baixo fica de fundo e, até agora, nada de sintetizadores. Eles aparecem no refrão, mas de base e meio escondidos pela bateria e pela guitarra. A penúltima começa suave e se chama “Come Undone”. Teclado simples e baixo dando base, com a bateria bem suave de fundo. A guitarra e a bateria se destacam posteriormente, dando o peso caracterísico da banda (pelo menos quanto ao pouco que conheço deles). E fechamos o cd com “Kings of medicine”, e começa com uma guitarra abafada e até animadinha junto ao vocal. O ar soturno e mais pesado é dado pelo baixo e pela bateria. O teclado com som de orgão fica bem ao fundo, só garantindo o ar mais etéreo da faixa. Isso até o teclado entrar com seu som original. E as palminhas no meio da trilha dão um toque interessante. Essa é outra música mais animadinha, e acho que é mais fácil de ser vendida para os não fãs. O teclado dela é legal por alternar entre sons “normais” e sintetizados.

Esse é um ótimo cd, com seus 51 minutos. Temos aqui uma obra um pouco diferente do visto nos singles anteriores, porém nada grave a ponto de dizer que a banda “traiu o movimento”. Digamos que o Placebo apenas acompanhou o mercado e acabou fazendo músicas que mesclam a identidade própria com o que vemos no cenário atual.

MySpace – Placebo

“While I’m gonna dance with him tonight / All of my wrongs / No more wicked ways / Come back to haunt me, / Come what may / He wrote the songs / That I hoped to write someday / Looks like the devil’s here to stay / Let me take you far away / With the devil in the details / We’ll kiss and tremble with the light / Everything is fine / With the devil in the details” (Devil in the details – Placebo)

See ya later…

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Resenha – Pullovers em “Tudo o que eu sempre sonhei”

Maio 23, 2009 at 12:00 pm (Música) (, , , )

Olá Pessoal!

Com atraso de uma semana, devido a problemas pessoais, volto a postar aqui com grande alegria! Hoje falarei, de novo, de uma banda nacional que me fascinou logo na primeira música. O Pullovers existe desde 1999, porém o primeiro álbum totalmente em português é o resenhado aqui. A banda, composta por 6 rapazes, chegou a mim por meio do post de um deles no blog de outra banda, o Ludov. Habacuque Lima é o elo de ligação entre essas duas maravilhosas bandas e o mais novo dentre os integrantes do Pullovers. Bem, vamos ao que interessa. A resenha é faixa-a-faixa, e como o cd tem download gratuito pela Trama Virtual, recomendo o download (o link está lá embaixo), podem realmente me acompanhar.

Com um Cello forte, a faixa-título abre o álbum. Música forte, bem ritmada e densa sem ser triste. De letra também forte, os instrumentos estão bem colocados, dando suporte para o Cello e vão progressivamente aparecendo. A segunda trilha é “O amor verdadeiro não em vista pro mar” mistura distorções e rocks com ares de mpb e bossa no ínicio, e no refrão vira uma doce balada. Guitarra destorcidinha e baixo marcante, com a bateria dando força quando precisa. A música 3 é bem rapidinha e se chama “1932 (C.P.)”, mas no refrão dá uma acalmada. Também bastante alegre e romântica, mantém a linha da primeira só que eu sinto mais distorções (posso estar errada, mas parece ter sintetizador bem no fundo). “Marinês” aparece numa levada mais pra mpb moderninha que pro rock, com guitarra aqui e ali e o piano aparecendo mais. Letra contanto historinha de maneira acelerada, porém não exatamente apressada, como todo paulista/paulistano sabe ser e fazer. “Lição de casa” é a quinta música e volta com o ar mais rock, só que com a cara brasileira que o Pullovers soube dar. A inspiração em bandas indies de fora, assim como a inspiração em gêneros nacionais, fica clara na guitarra acelerada, bem parecida com as britânicas, usando escalas típicas das músicas brasileiras. Com ar melancólico começa a sexta música, “Quem me dera houvésse trem”. Piano em destaque com bateria, guitarra riffada e baixo marcante. O ar de sofrimento romântico dessa trilha é difícil de ser superado. A faixa vai, progressivamente, acelerando e “animando” por assim dizer. E chegamos a metade do cd com “Marcelo (ou Eu traí o rock)”, com uma pegada bem mais pro rock que as anteriores. A guitarra mais constante, a bateria mais forte, o piano ritmado. Só o baixo está numa levada mais mole.

A pegada de rock misturado com influências brazucas volta na faixa 7, “Futebol de óculos”. Com temática mais nacional impossível, uma conquista narrada como a história de um jogador sem ficar superficial ou chula é a letra. A música tem guitarra acelerada e uma levada doce e até praiana, com o piano de fundo dando a leveza da música. “Sambinha salgueiro” dura 15 segundos e é um sambinha animado. A melancolia e predominância de gêneros nacionais voltam em “O que dará o Salgueiro?”. Piano mais destacado, guitarra riffada, baixo e bateria bem ritmados. É impressionante como esses paulistas (pelo menos no MySpace a banda está como sendo de São Paulo-SP) tem uma música que poderia ser facilmente atribuída a cariocas. O ar rock volta acelerado e mais pesado em “Semana”, e não estarei tão errada em dizer que temos um piano/teclado sintetizado ai. A guitarra esta deliciosa e o baixo impera ao lado da bateria no acelerar da faixa 11. É uma das trilhas mais rapidinhas. A penúltima é “Todas canções são de amor”, e trás aquele rock mais doce e melancólico, com a pitada nacional dado por um piano mais agudo e um violão arpejado aqui e ali. E o cd encerra em “Tchau”. Trilha acelerada com ares mais nacionais e dramáticos, piano forte acompanhado do baixo. Tem um lindo trecho com um violão bem ritmado e gerando uma tensão que logo se resolve. A bateria fica mais ao fundo, assim como a guitarra. No final a guitarra aparece mais pesadinha, mas ai já é tarde.

O cd é bem rápido, com seus 42 minutos de músicas aceleradas que se alternam entre animação e melancolia. A mistura de influências é maravilhosa e pode muito bem agradar tanto aos que preferem músicas com ares britânicos quanto aos que gostam de uma mpb moderna. Espero, muito, que a banda continue com esse som pois conseguiram mais uma fã.

MySpace – Pullovers
Trama Virtual – Pullovers – Download do CD “Tudo o que eu sempre sonhei”
Site Oficial – Pullovers

“Livro, disco, rádio, TV, / tudo a serviço dessa dor, / mesmo discurso pra vender, / sem distinção de classe ou cor. / Eu tento ser superior, / endurecer, não suspirar, / acreditar não haver amor / com ou sem vista para o mar. / Mas todas as canções são de amor. / tudo o que cala. / Tudo o que se fala é do amor, / é se isolar ou se render.” (Todas as canções são de amor – Pullovers)

Vejo vocês depois

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Resenha – Poléxia em “A força do hábito”

Abril 29, 2009 at 3:05 pm (Música) (, , , )

Hey Pessoal!

Essa resenha, em especial,está sendo feita na cidade de Bueno Brandão – Sul de Minas, diante a belas montanhas e sem contato com a internet. Foi feita antes de todas as anteriores, mas deixei para publicá-la no dia do aniversário por se tratar de uma das minhas bandas nacionais prediletas. A banda em questão nesse post é a Poléxia, que lançou gratuitamente e digitalmente seu novo álbum, chamado “A força do hábito”. Desde 2003 esses curitibanos fazem boa música, como muitos de seus colegas do sul. O cenário do rock no sul anda bem mais constante que em outras áreas do país. Mas vamos ao que interessa, a resenha faixa-a-faixa do “A força do hábito”.

O cd é aberto com a música “O capa dura”. De baixo e bateria forte, com guitarra riffada e leve e os sintetizadores espalhados pela música, o refrão “Sinceridade por sinceridade / O mundo acaba mentindo” marca na cabeça da gente. A segunda trilha é “Você já teve mais cabelo” e tem um ar mais pop e, porque não, mais comercial que a anterior. O baixo meio apagado no início, o destaque fica pros sintetizadores e a bateria. Lembrou-me um pouco, mas bem pouco, Jay Vaquer, só que mais animado. A terceira faixa se chama “O radar”. É mais pesadas que as anteriores, com um ar inicial meio de filme de terror, que vai se animando com uma guitarra ritmada e um sintetizador forte. Uma pequena tensão gerada no final do refrão faz o diferencial na música. “Cá entre nós” é uma das minhas prediletas, e tem participação de Vanessa Krongold (Ludov). Também mantendo um ar soturno, misturado misteriosamente a um ar latino, tem um baixo forte e bateria bem rapidinha. O refrão (“Só preciso me perder / em você me exceder / simplesmente adocicar / meu momento / A distância que se fez / foi medida / foi medida / provisória / segurança / não lhe peço nunca mais”), cantado por Krongold, mostra o ar triste com facilidade. E a música fica ainda mais romântica quando o dueto é feito. Estamos agora em “O tiro, a fuga”, 5ª trilha do cd, que é bem agitada e faz jus ao nome dado a ela pela banda. Guitarra forte e aparecendo bastante, mais que anteriormente, quase sem sintetizadores aparentes. E chegamos a metade do cd com “Hedonismo de um domador”, música leve e animada diante de um cd, até agora, pesado. A frase “Sim / eu posso dizer não / amores que fazem mal / embarcam no fim” é forte, de alguém que sofreu, mas o ar da música passa uma idéia superação bem legal.

“O inimigo” abre a segunda metade do cd. É lenta, e tem a caixa da bateria em destaque lembrando um pouco fanfarras. A guitarra acompanha a bateria, mas o baixo e os sintetizadores quase somem nessa trilha. O coro no meio da música reforça o ar de fanfarra. A oitava música é “A solidão dos plânctons”, é outra trlha mais leve e animada, lembra-me um pouco Keane (Mais exatamente “Leaving so soon”), exceto pelo vocal grave. Os sintetizadores voltam a ter destaque, combinados a bateria. A 9ª faixa é “Esperando o céu ruir”, feita em parceria com Carlos Daitschmann. É a mais curta do cd, com seus 1:57 minutos. Bateria marcante e lenta, com guitarra baixa e a voz grave do sr Daitschmann. A frase “Simples como um não é um talvez” é outra para as marcantes do álbum. O título da música de número 10 é “Gloss” e mantém o ar calmo e, digamos, praiano da faixa anterior. Lógico que o ar melancólico, natural do cd e até da obra da Poléxia, da o ar de sua graça em música tão leve. Fica mais agitada por volta da metade da trilha. A penúltima música é “O terraço”, com bateria e um instrumento, que chuto ser acordeon, em destaque. Também leve e animada, com um final que lembra um pouco Legião Urbana. E fechamos o cd com “A balada da contramão”, que começa com um violão e voz, com outros instrumentos pontuando aqui e ali até a bateria dar as caras, sendo seguida posteriormente pela guitarra e o piano.

Temos aqui um cd gratuito (tomem essa, gravadoras e bandas, música boa, online e com download legal) e de ótima qualidade, que vai ficando mais leve ao longo de seus 44 minutos de duração. A banda mostra estar afirmando seus estilo de som, criando uma identidade que a torna praticamente inconfundível aos ouvidos atentos.

Download – Poléxia em “A força do hábito” – Mondo 77

MySpace – Poléxia

“Meu coração é um SBX / À espera de uma ameaça maior / Que eu não sei de onde há de vir / Vou libertar tanta informação / Deixar ao léu, ao acaso, ao “Deus dará” / E essa vastidão vai continuar” (O radar – Poléxia)

Espero continuar a vê-los nesse próximo ano!

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Resenha – Nancy em “Chora, Matisse!”

Abril 29, 2009 at 2:51 pm (Música) (, , )

Olá pessoal!!

Parabéns a vocês, que já visitam esse blog a um ano! Para comemorar essa data com classe e estilo, trago hoje duas bandas nacionais. Afinal, sempre digo que o cenário daqui precisa ser valorizado. Então, praticando a valorização do que é nosso (afinal, os gringos já estão fazendo isso), falarei da banda “Nancy”. Em seu novo cd, o “Chora, Matisse!”, com download GRATUITO E LEGAL pela spsonica, os brasilienses mostram que a capital do pais ainda produz rock do bom. Vamos então a resenha faixa-a-faixa.

O cd começa com “Keep Cooler”. O nome de uma das minhas bebidas prediletas trás, como nome de música, guitarra forte e constante unida a bateria com as mesmas características. Ai entra uma levada mais sedutora com naipes de metal. O vocal de Camila Zamith é suave, grave mais de uma maneira diferente do que estamos acostumados. A segunda trilha é “Cinema nacional” e começa bem agitadinha. Os instrumentos são bem utilizados, junto ao sintetizador, sendo que cada um ganha o destaque merecido no momento certo. “Glicerina Dreaming” é a terceira faixa. Calma, quase sonolenta. O piano e a bateria leve dão vontade de ficar olhando o céu até os olhos fecharem por conta própria. verdadeiramente relaxante. Uma gaita da um tom meio campestre. A música 4, “Mamba negra fashion week”, vem também numa levada mais leve e pesa um pouco em certos momentos. Anda por uma linha tênue entre aquele tom calmo do mpb e a pegada mais forte do rock, num som que eu nunca vi igual. E chegamos ao meio do cd com uma música densa. “Malstar” vem com baixo bem apagado e uma guitarra rifadinha leve. A bateria entra meio quebrada e uma flauta transversal do um tom super melancólico. A música vai progressivamente se animando até que volta para o trio guitarra/bateria/flauta.

“Ceilings and rooftops” tem um ar de música dos anos 50 com psicodelia. Percusão mais forte que a guitarra e a voz limpa de Zamith faz a gente viajar sem sair do lugar. O baixo aparece, junto a guitarra, e então os três instrumentos resolvem conviver em perfeita harmonia, dando peso a um rock puxado para o blues muito legal. “Inbox Drama” abusa nos sintetizadores, mas com uma sabedoria vista poucas vezes antes. Fica difícil decidir se a música é triste ou alegre. O ar de suspense impera até pouco antes do refrão, que ai mostra um animo muito bom e interessante. O final leve vem fazer contra-ponto ao começo denso. Tanto que antes tinhamos sintetizadores, agora violão e flauta transversal. A penúltima é “Chaparral”, de ar leve, com riff distorcido. Algum instrumento de sopro, que não consigo identificar, faz fundo para a guitarra (suspeito ser trompete). Novamente música lenta, e a voz de Camila é uma das mais sedutoras que já ouvi. A música se agita um pouco lá pelo 1:30 minuto e, depois, retoma o ritmo lento com o maior estilo de barzinho. E o cd encerra com um remix de “Keep Cooler”. Um assobio e um violão dão um ar tão faroeste para essa música que chego a dizer preferí-la. Uma percussão leve, só em bongôs, e sintetizadores dão o ar levíssimo da faixa. Após o primeiro minuto ela acelera um pouco, ficando só violão e voz. A percussão volta, e dá uma ritmada mais rápida. Essa alternância é muito interessante, porque não deixa com que o ouvinte se desprenda da música. E termina com um violão básico.

Temos um cd elegante, com tanta classe e qualidade que os gringos vêem e a gente não. Numa medida que eu simplesmente adoro, a banda soltou o cd para download e prova que, no fim, o que importa é que as pessoas conheçam sua música e prestigiem o show. Atualmente o mercado está convergindo para medidas como essa.

Download – Nancy em “Chora, Matisse!” – spsonica

MySpace – Nancy

E por problemas no meu navegador não consigo pegar letra alguma… Ainda bem que a do próximo cd eu tenho…

Vejo vocês daqui a pouco

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Resenha – Telekinesis em “Telekinesis”

Abril 28, 2009 at 7:20 pm (Música) (, , )

Olá de novo!

Sim, eu errei nas minhas contas. Então, uma resenha a mais é necessária para as 52. E hoje, assim como amanhã, vocês terão 2 resenhas! As de amanhã estão praticamente prontas, e como sou muito patriota digo: Serão sobre bandas nacionais. Espero que vocês gostem. E, como estou a fim de falar de bandas que não tem material, venho com os rapazes de Seattle. O “Telekinesis” na verdade é um moço só, Michael Benjamin Lerner, que vai ao palco com mais três instrumentistas. E, posso dizer, faz um som com jeito de indie-rock para nerds muito bom! O cd, de mesmo nome do projeto, é o único até agora. Vamos então ao que interessa?

A primeira música é “Rust” e começa com um violão bem interessante. Alias, começa só voz e violão. Os outros instrumentos entram aos poucos e quase não são percebidos. A número dois é “Coast of Carolina” e começa com um vocal e violão abafados e leves. E ai entram guitarra e bateria, numa levada rock leve muito legal. O reverb atua no refrão, dando um ar mais leve. Animada pra caramba, na minha opinião, sem ser agitada demais. A trilha três é “Tokyo”, no melhor do indie-rock em termos de agitação. Só sinto falta do baixo, que fica lá no fundo, quase apagado. A quarta faixa é “Look to the east” e tem um começo que poderia até ser hard-core daqueles leves, mas ai entra o vocal e os outros instrumentos mostrando que é indie mesmo. Devido ao nome e o clima da música, dá vontade de pegar o carro e sair viajando. Os sintetizadores brincam nessa música com vontade. Chegamos a “Awkward Kisser”, com um pianinho dando aquele ar de anos 60 super fofo. Os sintetizadores dão o ar viajado e romântico, de quem não liga pra nada, e depois voltamos ao piano e bateria básicos. E chegamos ao meio do cd com um violão fofo, baixinho e levemente agitado. Ai a música agita e o baixo aparece lindo como sempre. Temos, nessa faixa, o baixo muito presente e ativo, para minha felicidade.

Chegamos a trilha sete, “Great Lakes”. Com violão forte na base, riff de guitarra, e sintetizadores. A bateria continua lá, na função de ritmo. A combinação disso tudo com um vocal masculino limpo e suave lembra, em alguns poucos momentos, “The Decemberists”. Uma guitarra agitadinha começa, junto com a bateria, a trilha 8. “Imaginary friend” trás um ar de pista de dança que não imaginei escutar do Telekinesis. “All of a sudden” vem também dançante, mas de um jeito diferente. O riff da guitarra e a rapidez da base dão um ar mais, digamos, de flerte para a faixa. Dançar junto, ou ficar encarando, esse tipo de coisa sabe? Além da vontade de sair cantando com os amigos pela noite da cidade. As vezes fazer os dois juntos, mas enfim. A penúltima é “Calling al doctors” e começa com um piano denso e tenso, deixando uma sensação de ansiedade muito forte. A voz suave de Michael não resolve a tensão, e a espera continua. E a ansiedade só some por um instante, o qual é breve mas muito valioso. O trabalho da faixa é esse intercalar. E fechamos o cd com “I saw Lightning”. Violão suave, vontade de ficar perto de quem gostamos.

Temos aqui um cd urto, sem surpresas, mas de uma qualidade que eu tava sentindo falta. Fugindo do clichê voz rouca, grave ou distorcida, Michael faz um ótimo papel. Pena que não temos downloads gratuitos dessas faixas. Mas vale a pena conferir o myspace do projeto.

MySpace – Telekinesis

E sem letra de novo… To com problema no myspace e não consigo ver se tem letra lá, e não achei no google… Desisto.

See ya later

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Resenha – Sune Rose Wagner em “Sune Rose Wagner”

Abril 28, 2009 at 6:24 pm (Música) (, , , , )

Hej Folk!!

Ai em cima, claro, eu os cumprimentei. Isso foi um “Olá Pessoal” na língua nativa de Sune Rose Wagner. O dinarquês é famoso por fazer dupla com Sharin Foo no “The Raveonettes”. Mas hoje, em particular, falarei do moço sozinho. O cd que leva o nome do cantor parece, ao que as pesquisas do google me indicaram, ser o primeiro solo dele. Como o material é excasso, tudo que posso fazer é falar da obra faixa-a-faixa, como sempre faço. Vamos lá, ok? Mas antes! Segundo o “The Passion of Indie Music” ele toca Indie / Pop / Surf / Shoegaze

Começamos com “Hvad Der Sker”. Como os nomes são em dinarquês, não tenho nem idéia do que sejam. As vezes somos criticados por não saber o que a música fala mas, no fim das contas, você repara na letra quando está realmente curtindo a música? Difícil. De qualquer forma, temos aqui uma bateria leve de fundo, baixo praticamente nulo e guitarra deliciosa, meio aguda. O vocal rouco, quase sussurrado, de Sune é muito bom. Ah, e segundo o google translator o nome da música é “O que acontece”. Numa levada mais melancólica e distorcida, temos “Et Underfuldt Liv”. O vocal é bem pausado, quase dando ritmo pra música. A terceira é “Afgruden”. A introdução é mais animada, mais comercial até. Durante a estrofe, fica só a guitarra base aparecendo. A bateria aparece ao longo da música. Numa levada calma, só violão e voz, bem sonolenta, aparece na trilha 4 a música “Altid”. Da vontade de ou dançar juntinho, ou dormir juntinho. E na metade do cd, a música “Tyskerpiger” vem cheia dos sintetizadores e guitarras distorcidas. Dramática, densa, é uma música triste e que da vontade de ficar bebendo vinho com outros amigos tristes.

“Samme Vej”, sexta música, quebra o clima triste da anterior. Um ar sessentista aparece na alegria romântica e doce salpicada por sintetizadores. Estes dão um ar psicodélico e aumentam a leveza da trilha. Faixa 7, “Svinske Maend”, que tem jeito de fim de festa. Parece que estamos com alguém que gostamos e vai embora. Isso, talvez, pela guitarra com reverb e grave. Um solo mais agudo transmite essa mesma tristeza. Outra altamente setentista é a oitava música, “Gi’ Mig En Pige”. Dançar juntinho ao som daquela levadinha mais que conhecida: lembra aquelas músicas que sempre tocam nas cenas de baile de ginásio nos filmes?? Imagina ela com reverb. É exatamente o estilo dessa obra. De bateria mais rapidinha, “Beruset og Forhadt” é naturalmente mais animada que as anteriores. A levada da vontade de sair pela rua zuando com os amigos, a pé mesmo. A guitarra vem ainda mais rápida e, a certo ponto da música (por volta dos 2 minutos) uma tensão é gerada, que se resolve com a retomada do ritmo. E o cd é fechado com “Din Mund”, outra das calmas/melancólicas. O riff de guitarra (creio eu ser guitarra) é bem legal, me lembra um pouco música francesa.

Temos aqui um cd que, pra mim, tem a imagem mais shoegaze que posso imaginar: baile de ginásio para nerd tímido. Sério. O cd tem essa cara pra mim. Intercala músicas lentas com melancólicas e, aqui e ali, faixas animadas. Sem download, com o MySpace fora do ar, Sune Rose Wagner deixa a desejar apenas nisso. Altamente recomendado

Ah, sem letras também… Oh droga!

See ya later…

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Resenha – Mando Diao em “Give me fire”

Abril 23, 2009 at 3:37 pm (Música) (, , )

Olá pessoal!

O que não é a internet hoje em dia, não?? Estava eu, acordando para vir para faculdade (local onde me encontro reso enhando), assistindo o MTV Lab Now que passa às 5 da manhã quando me deparei com esse cd. E que música vi, aquele clip típico de banda indie. Logo que terminei de ver o clip, corri para meu notebook e fui atrás do álbum. Tá, eu sei que só de ver o título vocês sabem que falo do mais novo álbum do Mando Diao, o “Give me fire”. Fazia tempo que não via a MTV passar uma banda nova tão legal. É claro que, na semana de aniversário, eu não perderia a chance de falar do cd. Saibam, é primeira impressão (tanto do álbum quanto da banda). Primeiramente, pequena introdução sobre a banda. Eles existem desde 2002 e são suécos. Se auto-denominam, em seu myspace, como Rock/Pop/Indie. Pronto, introdução feita. Vamos a resenha faixa-a-faixa.

A primeira música é “Blue Lining white trenchcoat”, que começa com sons que lembram um trem, baixo forte, guitarra distorcida, vocal grave, bateria acelerada e um piano bem baixinho de fundo. O vocal se torna rasgado e, por vezes, gritado. Tem um sussurro de, digamos assim, backvocal fazendo “uuuh” que deixa a música bem legal. No final do terceiro minuto tem um trecho que difere do resto da música em alguns termos, mas ficou ótimo naquele contexto. E devo dizer que o final da música, quase que só no vocal, me fascinou. A trilha dois é a que me fez conhecer a banda, “Dance with somebody” e começa com uma respiração forte e sintetizadores e baixo que lembram músicas de video-game enquanto só o bumbo da bateria aparece. Ai entra a bateria um pouco mais forte e a guitarra riffada. Tem um ar meio sedutor, meio blasè, que me conquistou logo de cara. Fica mais indie no refrão, e o vocal é bem diferente da faixa anterior. Rouco, mas não diria rasgado como disse na anterior. Só agora percebi que o cd é ao vivo. A terceira faixa é “Gloria”, e tem um teclado fortíssimo, guitarra ritmada, baixo escondido e bateria naquela linha agitadinha do indie. Tem um ar meio latino, digamos assim, de drama nessa faixa. Agitada, tem vocação pra pista. Estamos na música 4, “High Heels”, e tem um saxofone perfeito na introdução, unido a um baixo grave e forte e a bateria lenta. Seria o que muitos chamariam de música de inferninho, é uma música sensual. A música é cheia de swing, tem um sintetizador pra lá de interessante e uma guitarra riffada e distorcida. O vocal arrasa, levemente rouco, porém não muito grave. Quinta música, “Mean Street” é das mais animadas, com um piano bem pop aparecendo muito junto com a guitarra. As duas deixam os outros instrumentos bem apagadinhos, e o vocal se sobrepõem a tudo isso, ficando novamente rasgado. Dá vontade de sair dirigindo, e me lembra também trilha de filme pelo jeito romântico. Tem uma quebrada de ritmo por volta de 1:40. A faixa 6 é “Maybe just sade”, sintetizador e baixo dando um ar tristonho inicialmente. Ar quebrado pela guitarra, que torna esse ar apenas melancólico. O ritmo é dado pela bateria, rápida mas que não tira esse ar melancólico. Tem uma “que” de Morrissey na música, mas é bem diferente, eu não sei explicar. E chegamos ao meio das 13 músicas com “A decent life”. O sintetizador entra grave, baixo e triste, junto com uma bateria lenta e guitarra meio chorosa e distorcida. Quem estiver em depressão, não ouça essa música. O piano/teclado aparece com notas agudas, deixando tudo ainda mais denso. A guitarra muda de chorosa para levemente revoltada e a bateria vai aumentando o ritmo progressivamente. Música bem curtinha e instrumental.

A trilha anterior serve para introduzir a faixa título, “Give me fire”. Agitada, revoltada, tem cara de briga por ciúmes. Vocal rasgado, baixo apagado, bateria acelerada, guitarra oferecendo em seus riffs a base para um piano interessante no refrão. A música 9 é “Crystal”, que começa com um sintetizador calminho e sons de pássaros. O vocal entra calmo, apenas com essa base baixa de sons calmos, com a guitarra e o baixo entrando progressivamente na música. A bateria aparece lá pelo segundo minuto da música, e ainda assim muito tímida. Só temos uma música mais ritmada e mais alta a partir de 2:20 minutos. E ainda assim é bem calma. Trilha longa, não escute se estiver com sono e não puder dormir. A número 10 é “Come On Come On”. Agitada, com a guitarra constante, baixo sobposto e bateria em destaque. Vocal limpo e mais grave que as anteriores, com momentos rasgados. Candidata a pista, com forte tendência das pessoas seguirem as palmas existentes na música. Trilha 11, “Go out tongiht”, começa bem calma e até triste, porém se anima. Lembrou-me The Last Shadow Puppets, mas também tem uma carinha de Pete Doherty. E, no fim das contas, não parece nada disso. Música com ares românticos, bateria e baixo fornecendo base para a guitarra destacada e os vocais que, apesar de rasgados, parecem inspirados nos anos 60. No último minuto e meio da música, há uma troca de ares interessante. Continua romântico, mas ganha um ar mais divertido e o vocal fica mais ragado, lembrando ainda mais rock anos 60. A penúltima música é “You got nothing on me”, que começa com bateria e guitarra em destaque, baixo meio apagado. Essa introdução cria uma tensão interessante, que desemboca numa mpusica ritmada, de bateria grave e bastante agitada. Lembra-me agora aqueles rocks 80, só que Hard rock. Nunca imaginei um indie inspirado nesse estilo, mas ficou interessante. Tem até solo de guitarra, poxa! E o último minuto é bem soturno, fugindo a todo ar anterior da música. Isso porque serve de transição para a última música, “The Shining”, que tem uma cara de 70/80 muito boa. Parece ter influência disco, com os naipes de metais pegando forte, porém ainda é um rock de ótima qualidade. Extremamente dançante, eu jogaria numa pista alternativa sem medo. E tem uma faixa escondida nela, que conta com violões fortes e naipes de metal, lembrando bastante música mexicana. Bem interessante, ar de música feita de última hora no estúdio, como se estivéssem em uma roda de amigos.

Como primeira impressão da banda, é provável que ela se torne minha favorita do momento. Gostei do estilo e fazia tempo que não achava algo novo. E quanto ao cd, ele é empolgante e tenso ao mesmo tempo. Pena que não temos download. Fiquem com o myspace deles

MySpace – Mando Diao

“When your love’s away / and you feel betrayed we’re the music, / sweet music / I’m falling in love with your favorite song / I’m gonna sing it all night long / I’m gonna dance with somebody” (Dance with somebody – Mando Diao)

See ya later…

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