Resenha – Scarlett Johansson & Pete Yorn em “Break Up”
Hey Kids!
Continuando com o novo modelo de resenha e recuperando o tempo perdido, vou falar de uma dupla que me impressionou. Não, não conhecia de nome o sr Yorn e fiquei surpresa com a voz da Johanssen. Sempre ouvi falar mal da voz dela e fiquei de queixo caido ao ouvir por mim mesma. Oras, admiram vozes roucas por ai, qual a diferença da voz da Scarlett? Eu simplesmente adorei. Por isso falarei do “Break Up” aqui.
O cd tem músicas relativamente curtas e é, em si, bem curto com suas nove músicas. Tem duas músicas bem densinhas: “Search your Heart” e “Clean”. São mais pensativas, digamos assim, e ficariam bem também na voz da Dido. Mas o auge da obra são as baladinhas indie-pop como “Relator”. Gente, acho difícil não gostar dessa música. É tão animada, tão fofa, tão… Ah, não sei como dizer tudo que acho dela. E, por fim, há também algumas de uma animação levemente melancólica. Eu sei que parece estranha essa comparação, mas quando vocês ouvirem a trilha 5, “Blackie’s Dead”, me entenderão. É algo que trás certo saudosismo, provavelmente seja a predominância do vocal de Pete. Também me é muito interessante a mistura de elementos acústicos, como violão e percussão leve tipo bongô, com elementos eletrônicos.
Bem, o cd é bem curto mesmo. Só me resta o pedido: pra quem não gosta da voz de Scarlett Johansson, repensem um pouco o conceito de bom vocal. Apesar que isso é muito particular.
MySpace – Scarlett Johansson & Pete Yorn
“You won’t find another dummy wait for you / So don’t hate the one who lives for you / Don’t blame him for your trouble” (Search your Heart – Scarlett Johansson & Pete Yorn)
Resenha – Pocketbooks em “Flight Paths”
Olá Galera!
Hoje vamos falar de Twee Pop. Sim, esse genero super fofinho do indie pop é o apresentado pelo Pocketbooks. Me apaixonei pela banda e, confesso, demorei para resenhar esse cd. Motivo? Simples: não se acha download dele. Enfim, vamos ao que interessa, certo?
Com bateria, baixo, teclado e guitarra bem básicos começa “Footsteps”. O vocal feminino tende ao agudo e é bastante suave e calmo. É o que eu chamo de música para acordar, pois dá uma animada no dia. Naipes de metal aparecem logo após o refrão da música, dando um ar ainda mais animado. E, logo em seguida, um momento breve só do vocal, com a entrada dos instrumentos posteriormente. Mais acelerada, “Fleeting moments” aparece cheia de baixo e bateria. Depois de um tempo o piano aparece e a guitarra fica só de fundo. Contraste bastante em termos de ritmo com a trilha anterior, é mais aguda e contem mais backvocals. A terceira música é “Camera Angles” e vem com violão na introdução. O vocal agora é masculino, com o baixo e a bateria mais destacados, sobrepondo o violão. O piano aparece, assim como os naipes de metal. Interessante que a música como um todo se torna mais melancólica com a simples mudança de vocal. Com um ritmo mais forte, gerando até uma leve tensão e se assemelhando com algumas músicas nacionais, aparece a número 4 “The Outskirts of town”. O vocal feminino volta, assim como a guitarra e mais algum instrumento de cordas que não identifico. A bateria aparece mais depois do refrão, dando ainda mais marcação ao ritmo. A animação também está de volta, devido a um destaque maior ao piano. Só que a animação só volta com tudo em “Cross the line”, e aqui o vocal masculino também volta e vem ainda mais grave. O interessante é que temos, também, vocal feminino. A combinação básica de guitarra+bateria+baixo é um acerto de mão, e o piano aparece mas pouco se comparado as outras músicas. E chegamos a 6ª das 11 faixas. “Skatting on Ting Ice” tem baixo forte combinado ao piano e a bateria bem fraquinha de fundo.O vocal tende um pouco mais ao agudo que nas outras e a levada remete ao blues, só que animado, o que chega a ser contraditório.
A sétima trilha é “Sweetnes and Light” e, confesso, sou apaixonada por essa música. Cheia de piano e guitarras, com a base no baixo e a bateria quase nula, tem o vocal masculino, com a voz feminina fazendo backvocal. Destaque para uma leve melancolia mais pelo meio da música, mas nada desanimador. “I’m not going out” é a música oito e vem cheia de teclas, seja em teclado, piano ou escaleta. O vocal feminino volta a dominar e a melodia se mantem na combinação bateria+baixo+guitarra. São justamente as teclas que diferenciam a música, principalmente o que creio ser uma escaleta ou um teclado com efeito, que dá um ar mais leve. A nona faixa se chama “Every good time we had” é acelerada, não tem introdução e, apesar disso tudo, mantém o ar suave. Sei que é estranho aceleração com suavidade, mas é exatamente a sensação que ela fornece. Fora os toques do piano e, para diferenciar a música, guitarra distorcida no meio da música acompanhando o piano. A penúltima também não tem introdução só instrumental. “Paper Aeroplanes” começa com uma guitarra riffada bem suave e vocal, sendo que o baixo e a bateria entram bem suaves depois da primeira estrofe. Estranhamente calma, pelo menos de início, ganha animação depois do primeiro minuto com a entrada do piano. A medida que a música avança, o ritmo aumenta e o piano vai ganhando destaque, como se fosse o responsável por esse “agito”. O ponto fraco é que é uma música um tanto quanto repetitiva. E o cd encerra com “All we do is rush around”, que alterna momentos de agitação com guitarra, baixo e bateria acelerados; com momentos de calmaria, comandados pelo piano, invertendo a ordem de “comando” da trilha anterior. Contem um pequeno solo de guitarra com uma base suave de piano. O vocal masculino domina claramente a cena. No meio da música tem uma levada do baixo interessante, seguida da guitarra, e com o piano pontuando aqui e ali. O final da música parece ter sido passado por um filtro que dá a impressão de rádio.
Enfim, temos aqui o cd de uma banda nova fazendo um twee-pop/powerpop muito bom. A alternância de vocais masculinos e femininos, bem como a constante presença do piano dão um ar leve e dançante. O pocketbooks, ainda que desconhecido, é uma das melhores bandas que ouvi e uma das que mais recomendo.
“Like the mischief hidden in your eyes / Or the retro clothes you always buy / I just hope I’ll always hear your footsteps with me / Like the clutter in your kitchen / The same song you keep on whistling / I just hope I’ll always hear your footsteps with me” (Footsteps – Pocketbooks)
See ya later
Resenha – Cola Jet Set em “Guitarras y Tambores”
Hola Gente!
Calma, vocês não erraram o blog e eu não resolvi falar em espanhol. É que a banda de hoje canta um Indie Pop/Power pop de melhor qualidade em espanhol. O Cola Jet Set está no segundo cd, que é o “Guitarra y tambores”. Formado por três meninas e dois meninos, tem outras características bem próprias além dessa. Mas vamos ao que interessa.
A primeira música é “El sueño de mi vida”. Incia com um riff bem suave, bateria de fundo bem baixa, junto com o baixo, garantindo aquela sustentação básica da música. Um sintetizador quase perdido na música, escondidinho. A vocalista principal, Ana, tem uma voz doce. E os backvocals também são bem leves. Animadinha, romântica, perfeita pra dirigir. “Torto corazón” vem mais animadinha que a anterior, com o baixo mais destacado. É notável a falta dos sintetizadores, e a levada sessentista. A banda utiliza muito, mas com sabedoria, os backvocals. A seguinte é a faixa-título, de guitarra suave. Tem também a levada animada típica do cd, mas é um pouco mais grudenta que as outras. Mas fora essa “cola” presente na música, nada demais. “Subidubi” é a quarta e vem com um vocal mais grave, mas ainda feminino. É também mais agitadinha, o ar anos 60 é menor e conta também o baixo mais presente. Gosto dela, porque foge um pouco do cd. A quinta trilha, “Chocolate y té”, também difere do cd. Isso porque também tem uma levada um pouco mais agitada, além de combinar graves e agudos muito bem. Tem momentos maiores de instrumental também, e um ótimo instrumental diga-se de passagem. Mais suave, com algumas leves tensões, e também mais romântica é a música que marca o meio do cd. “Durará” volta com a cara sessentista, dada principalmente pelos backvocals e pela guitarra agudinha.
“Ese grupo esta bien” vem mais tensa, com uma coisa que evoca mais a grupos. Ainda assim o vocal se mantém deliciosamente agudo e suave. Destaque para o piano/teclado bem suave. A sete é “En esta pisa ya no se puede bailar”. Agitada, e pedindo para que se anime e se dance com fé. Mas nada de casalzinho. Não, essa é para um grupo de amigos na “noitada”. Chamo atenção para os naipes de metal combinando perfeitamente com a guitarra. A trilha oito é “Nadie nos va a poder parar”. Agitanda, cantada em coro, é muito interessante e suave. A levada lembra tarde com amigos, daquelas bem saudosas, lembrando-nos alguma coisa da jovem guarda. Quase no final, um destaque ao piano. Com ares mais agitados e melodia mais melancólica, a música “Suena el teléfono” trás o romântismo mais forte que nas outras. A guitarra ganha um riff diferente na segunda metade da música. A animação volta com “Dulce despertar”. Aliás ela é animada e agitadinha, com levíssimas tensões geradas pelo baixo aqui e ali. O vocal é um pouco mais grave que nas outras trilhas, o que dá um diferencia ainda mais. Com ares mais densos, a penúltima é “Prometiste volver”. Tem introdução maiorzinha, e como dito na própria letra, é uma música mais lenta. Talvez, até por isso, sua introdução seja mais sensual. O refrão, mais agitadinho, acaba caindo numa estrofe novamente lenta. Essa alternância fica bem interessante, porque alterna também o vocal de mais grave pra mais agudo. E, só por curiosidade, é a maior música do cd. Tem um final bastante agitado, que contradiz com o resto da música. E o álbum acaba com “Cola Jazz Vals”. De introdução também longa, o vocal só aparece depois de meio minuto em vocalização. O ritmo lembra mesmo o de uma valsa e, obviamente, temos um destaque ao piano.
Temos aqui 40 minutos de um ótimo Indie pop fácil de compreender, já que é em outra lingua latina (o espanhol). Muitas referências sessentistas, muito piano e muita guitarra riffada, com backvocals bem trabalhados. Vale a pena conferir.
E sem frases de efeito… Mierda
Resenha – The Lodger em “Life is sweet”
Hey pessoal!
Olha, eu deveria ser impedida de assistir MTV. Sem brincadeira, eu fico meio passível as novas febres propostas pela emissora. Depois do Mando Diao, minha mais nova queridinha proposta pela MTV é a banda “The Lodger”. Existentes desde 2004, só os conheci semana retrasada e só tive tempo de escutar o som deles com atenção essa semana. Com dois cd’s e mais uma série de EPs e coletânias, a banda segue a linha musical de sua terra natal, Inglaterra. Um indie pop suave e animadinho. Vamos então ao que interessa e falar do cd mais recente? O álbum “Life is sweet” foi lançado, na verdade, a mais de um ano (maio de 2008), e só agora tive contado graças ao “MTV Lab Now” (um dos poucos “programas” da mtv que ainda valem a pena). Agora sim, a resenha faixa-a-faixa.
O cd abre com uma levada animada de bateria, violão e teclado. O baixo tá bem apagado e, de fato, a base é toda feita pelo teclado. “My finest hour” é uma boa música para acordar sem grandes sustos. O vocal de Ben Sidall é suave, com o sotaque britânico bem óbvio e combinando com a música. O fato de ser pop não faz, da música ou da banda, parecer clichê. A seguinte é ainda mais animadinha, dançante até, com um destaque pro baixo. “The good old days” tem, no vocal, clara influência de bandas do final de oitenta, a guitarra aparece bem baixa nas estrofes e um pouco mais nos refrão, sendo aguda e riffada. A bateria é simplesmente a levada da música, sem muito destaque. Um dos trechos é basicamente baixo e bateria, tornando-a perfeita pra pistas indie. No final, um leve destaque pra guitarra. A terceira faixa é “Falling Down”, que começa com um riff suave de guitarra, com o baixo e bateria oferecendo base. É uma música mais lenta que as outras, porém nem por isso ruim. Tem picos de animação na trilha, como no refrão e no pré-refrão, mas um certo ar melancólico se mantém por aqui. No meio da faixa tem um trecho no qual a animação se mantém, quebrando um pouco com o final. Mas, continuo insistindo, a animação não vai contra um ar melancólico que existe nela. “Honey” é a obra seguinte, e começa com um violão suave que logo na entrada da bateria se torna ritmado. O teclado está sintetizado e dá um ar ainda mais suave. O vocal também segue a bateria, e ainda assim ela não se destaca. O destaque fica para o teclado sintetizado, que em toda suavidade demonstra uma emoção romãntica, suave e meio triste. “The conversation” quebra com o clima de quase todo o cd, tendo uma pegada mais pro indie-rock. Guitarra em destaque, música acelerada e de uma impressão de tensão constante. A bateria é constante e o baixo sumiu um pouco. O teclado fica responsável por leves sintetizações. Num certo momento fica só a guitarra, numa pegada que me lembra até estilos de pop-rock nacional. O meio do cd vem com “A Hero’s Welcomes”, que volta com o baixo forte e a guitarra riffada. A levada volta a ter aquele delicioso ar oitentista mesclado ao pop britânico. A falta de distorção na guitarra não me impressiona, e até me deixa feliz pois temos um som mais parecido com o violão. Isso ajuda a manter o ar pop da mesma. Um leve momento de tensão existe no meio da música, mas logo se resolve com o refrão.
O ar indie-rock, mais agitado, bem mesclado a leveza do pop aparece de novo em “A year since last summer”. Acelerada, e no entanto sem nenhuma tensão mais forte, tem um ar romântico e engraçado. É a menor música do cd, com menos de dois minutos, com destaque para a guitarra e sem nenhum sintetizador. A oitava música é “An Unwelcome Guest”, com a guitarra mais abafada, o vocal com um leve “reverb”, o teclado sintetizado e o baixo levemente mais forte. A bateria apenas mantém a levada, suportando toda estrutura da música. Momentos de agitação leves se alternam com momentos mais suaves por meios de tensão. É outra com aqueles ares do final de oitenta, quase começo de noventa. As palmas dão um ar de música pra fim de show. “Running Low” é trilha 9 do cd e começa com guitarra/violão em destaque, baixo dando suporte e bateria mais forte que antes. O ar dos anos 90 fica mais claro aqui, lembrando um pouco algo no tipo do “Cramberries”, só que com uma leveza em certos momentos conferidos pelo ar pop. Essa alternância em tensão, tristeza e leveza me agrada. O baixo combinado ao teclado sintetizado e à guitarra mesclam detalhes de oitenta e noventa muito bem. A décima é “Nothing left (to say)”, que volta com o ar agitado e a guitarra aguda. O baixo forte é outra marca e, não sei porque, a guitarra me lembra obras nacionais. A agitação animada me lembra uma coisa meio Culture Club, mas talvez eu esteja realmente muito enganada. Em certo momento uma tensão é gerada por uma leve lentidão no ritmo, mas logo se resolve com a volta para o ritmo normal. O baixo garante a levada, alterando-a quando necessário de maneira quase perfeita. A penúltima é “Famous Last word” é suave, lenta, remetendo mais pra sessenta, principalmente pelos backvocals e a guitarra. Talvez a inspiração seja até anterior, quando o rock e o pop tinham uma coisa que tendia mais ao romântismo e ao country. É, sem dúvida, a música mais lenta e mais longa do cd (tem 5 minutos e 22 segundos). Ela fica mais animada a partir da metade da trilha,o que ajuda a manter a gente atento a faixa. Confesso que ela é, inicialmente, um pouco sonolenta. Tem um instrumental muito bom e muito constante na música, com o vocal aparecendo em poucos momentos se comparado as outras faixas. E o cd encerra com “You say you were living”, com clara influência dos anos noventa. Baixo e guitarra com o mesmo destaque, sendo que a bateria continua na sua função de só garantir o ritmo da faixa. A trilha afirma o estilo indie-pop da banda, porém eu não me lembro de muitos sons que lembrem o que eles fazem. Existe algo de animador, leve, que quase nunca sinto nos indie-pops internacionais.
São 39 minutos com doze faixas incríveis. Particularmente, achei interessante a mesclada entre anos 80 e 90 que vejo pouco no indie. Normalmente estamos tão presos as décadas de 60 e 80 que não nos damos contas de certos elementos mais do fim de 80, começo de 90, como o som menos distorcido da guitarra. Essa tendência ao som mais parecido com o violão me agrada, principalmente quando unido ao baixo mais forte, herdado dos anos 80.
“Love the one they must fight / No one’s got the right / To turn your pink world blue” (Doorsteps – The Lodger)
See ya Later
Resenha – Paolo Nutini em “Sunny Side Up”
Olá Galera!
Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?
O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.
A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.
Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.
“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)
See ya later
Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?
O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.
A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.
Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.
http://www.myspace.com/paolonutini
“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)
See ya later
Resenha – Pullovers em “Tudo o que eu sempre sonhei”
Olá Pessoal!
Com atraso de uma semana, devido a problemas pessoais, volto a postar aqui com grande alegria! Hoje falarei, de novo, de uma banda nacional que me fascinou logo na primeira música. O Pullovers existe desde 1999, porém o primeiro álbum totalmente em português é o resenhado aqui. A banda, composta por 6 rapazes, chegou a mim por meio do post de um deles no blog de outra banda, o Ludov. Habacuque Lima é o elo de ligação entre essas duas maravilhosas bandas e o mais novo dentre os integrantes do Pullovers. Bem, vamos ao que interessa. A resenha é faixa-a-faixa, e como o cd tem download gratuito pela Trama Virtual, recomendo o download (o link está lá embaixo), podem realmente me acompanhar.
Com um Cello forte, a faixa-título abre o álbum. Música forte, bem ritmada e densa sem ser triste. De letra também forte, os instrumentos estão bem colocados, dando suporte para o Cello e vão progressivamente aparecendo. A segunda trilha é “O amor verdadeiro não em vista pro mar” mistura distorções e rocks com ares de mpb e bossa no ínicio, e no refrão vira uma doce balada. Guitarra destorcidinha e baixo marcante, com a bateria dando força quando precisa. A música 3 é bem rapidinha e se chama “1932 (C.P.)”, mas no refrão dá uma acalmada. Também bastante alegre e romântica, mantém a linha da primeira só que eu sinto mais distorções (posso estar errada, mas parece ter sintetizador bem no fundo). “Marinês” aparece numa levada mais pra mpb moderninha que pro rock, com guitarra aqui e ali e o piano aparecendo mais. Letra contanto historinha de maneira acelerada, porém não exatamente apressada, como todo paulista/paulistano sabe ser e fazer. “Lição de casa” é a quinta música e volta com o ar mais rock, só que com a cara brasileira que o Pullovers soube dar. A inspiração em bandas indies de fora, assim como a inspiração em gêneros nacionais, fica clara na guitarra acelerada, bem parecida com as britânicas, usando escalas típicas das músicas brasileiras. Com ar melancólico começa a sexta música, “Quem me dera houvésse trem”. Piano em destaque com bateria, guitarra riffada e baixo marcante. O ar de sofrimento romântico dessa trilha é difícil de ser superado. A faixa vai, progressivamente, acelerando e “animando” por assim dizer. E chegamos a metade do cd com “Marcelo (ou Eu traí o rock)”, com uma pegada bem mais pro rock que as anteriores. A guitarra mais constante, a bateria mais forte, o piano ritmado. Só o baixo está numa levada mais mole.
A pegada de rock misturado com influências brazucas volta na faixa 7, “Futebol de óculos”. Com temática mais nacional impossível, uma conquista narrada como a história de um jogador sem ficar superficial ou chula é a letra. A música tem guitarra acelerada e uma levada doce e até praiana, com o piano de fundo dando a leveza da música. “Sambinha salgueiro” dura 15 segundos e é um sambinha animado. A melancolia e predominância de gêneros nacionais voltam em “O que dará o Salgueiro?”. Piano mais destacado, guitarra riffada, baixo e bateria bem ritmados. É impressionante como esses paulistas (pelo menos no MySpace a banda está como sendo de São Paulo-SP) tem uma música que poderia ser facilmente atribuída a cariocas. O ar rock volta acelerado e mais pesado em “Semana”, e não estarei tão errada em dizer que temos um piano/teclado sintetizado ai. A guitarra esta deliciosa e o baixo impera ao lado da bateria no acelerar da faixa 11. É uma das trilhas mais rapidinhas. A penúltima é “Todas canções são de amor”, e trás aquele rock mais doce e melancólico, com a pitada nacional dado por um piano mais agudo e um violão arpejado aqui e ali. E o cd encerra em “Tchau”. Trilha acelerada com ares mais nacionais e dramáticos, piano forte acompanhado do baixo. Tem um lindo trecho com um violão bem ritmado e gerando uma tensão que logo se resolve. A bateria fica mais ao fundo, assim como a guitarra. No final a guitarra aparece mais pesadinha, mas ai já é tarde.
O cd é bem rápido, com seus 42 minutos de músicas aceleradas que se alternam entre animação e melancolia. A mistura de influências é maravilhosa e pode muito bem agradar tanto aos que preferem músicas com ares britânicos quanto aos que gostam de uma mpb moderna. Espero, muito, que a banda continue com esse som pois conseguiram mais uma fã.
MySpace – Pullovers
Trama Virtual – Pullovers – Download do CD “Tudo o que eu sempre sonhei”
Site Oficial – Pullovers
“Livro, disco, rádio, TV, / tudo a serviço dessa dor, / mesmo discurso pra vender, / sem distinção de classe ou cor. / Eu tento ser superior, / endurecer, não suspirar, / acreditar não haver amor / com ou sem vista para o mar. / Mas todas as canções são de amor. / tudo o que cala. / Tudo o que se fala é do amor, / é se isolar ou se render.” (Todas as canções são de amor – Pullovers)
Vejo vocês depois
Resenha – Móveis Coloniais de Acaju em “C_mpl_te”
Olá leitores!
Como ontem (08/05/09) foi dia do congelamento dos blogs (pelo menos para alguns) como protesto a lei feita proposta pelo senador Azeredo [para maiores informações leia esse post ou procure no google sobre tal assunto, vale a pena], meu post ficou pra hoje. E temos outro download gratuito (pelo menos para nós, ouvintes) e legalizado. A banda em questão, como visto no título, é a “Móveis Coloniais de Acaju” em seu mais novo cd “C_mpl_te”. Lançado essa semana (só não me lembro o dia exato) pela Trama Virtual, temos um bom exemplo de ótima música nacional acessível. A resenha faixa-a-faixa vem agora, me acompanhem por favor.
Começamos com “Adeus”. Não, não se trata de uma despedida e sim da primeira trilha do cd. A voz grave combinada com a guitarra, um fundo de teclado distorcido, dão um ar romântico e melancólico. A bateria gera uma tensão um pouco antes do refrão e os metais aparecem no mesmo. É uma das poucas bandas que eu vejo fazendo uso constante dos metais. “Cheia de manha” vem em seguida, e começa numa levada bem de barzinho, bateria leve de fundo e voz grave. Ares melancólicos, naipes de metal, e a música ganha energia. A guitarra acelera um pouco o ritmo da música. A terceira música é “Sem palavras” e vem num ritmo acelerado, quase que dando ares de fuga. A guitarra e o baixo aparecem pouco, o destaque fica na bateria e nos metais. Temos uma depressão na música, um trecho mais denso, que vai se disolvendo até a música voltar a se agitar, e ai volta a densidade. A música é longa, e termina numa mescla das alternadas densidade-rapidez, com fortes naipes de metais. A música quatro é “Indeferença” e lembra um pouco a MPB da época de 60/70, mas ai entrm as guitarras e a bateria acelerada, mudando os ares. Temos um ritmo bem marcado e constante. O meio tem um trecho marcante na letra (descubram qual é, mas é por volta dos 3 minutos), que mostra o talento claro dos rapazes. Gostei das palminhas no fade-out. A quinta trilha é “Lista de Casamento” e tem uma longa introdução, de ritmo rápido e levada que dá vontade de pular. E a frase “Mas se eu não me engano / Eu posso estar enganado” é maravilhosa. O meio do cd vem com “O tempo”, e tem uma das introduções que mais gosto. Bastante animada como um todo, a história da letra é um doce, uma daquelas preciosidades de declarações amorosas. Nada meloso, mas bastante sincero e animado. Destaque, de novo, para os naipes de metais. Um piano delicado aparece no meio da faixa. Temos uma situação de tensão que resulta numa melancolia no último minuto. Mas a animação volta no finzinho mesmo.
A sexta música é “Cão-Guia”, uma das minhas prediletas. Não só pelos gracejos dos metais, mas pela letra também. A voz grave, o clima quase “No Air”. Triste, pesada, pessimista e ainda assim encantadora. Passa uma sensação de revolta contida. E no final tempos uma falsa cadência que não se concretiza, para nossa sorte. “Descomplica” me trás algo que não sei o que é, mas me lembra reggae. A levada mantem aquele clima agitadinho, os naipes de metal, porém é mais otimista que as outras trilhas. A oitava trilha, “Café com leite”, trás a guitarra em destaque na introdução. Mas é logo sobreposta pelos metais, e temos uma levada tensa. Estamos na 9ª música, “Pra manter ou mudar (a do piano)”, tem um piano em destaque (séééério?) interagindo com os metais e a bateria. Ao longo da música, o piano vai sendo trocado ou sobreposto pelos metais. Ai ele volta nas estrofes. “Bem natural” é a penúltima do cd e temos aqui uma levada mais mole, mais swingada. E fechamos o cd com “Falso Retrato (U-hu)”, que tem uma predominancia de rock e sintetizadores bem mais forte que no resto do cd. A música como um todo é mais rápida e sugere uma revolts mais forte.
Temos aqui um cd longo, com seus 50 minutos, e extremamente bem aproveitado. A banda abusa das tensões, falsas cadências, impressões de término e mantém o ouinte preso e esperando o que vem pela frente. Além disso, o Móveis afirma um estilo muito próprio de fazer seu Rock/Ska/Latino (isso é eles quem dizem, no MySpace da banda), sendo fácil diferenciá-lo do cenário atual. Obra altamente recomendada.
MySpace – Móveis Coloniais de Acaju
Site – Móveis Coloniais de Acaju – Com link para download do CD “C_mpl_te”.
“Não vou apostar / nessa vida de azar / se ela pode ir mais além / deixa como está / Dessa sorte eu sou refém / seis dezenas, fiz um par no amor não fui tão bem / Cansei de ser um perdedor / fiz do destino meu amigo, / ente querido, fiador” (Cão-Guia – Móveis Coloniais de Acaju)
Vejo vocês por ai
Resenha – Poléxia em “A força do hábito”
Hey Pessoal!
Essa resenha, em especial,está sendo feita na cidade de Bueno Brandão – Sul de Minas, diante a belas montanhas e sem contato com a internet. Foi feita antes de todas as anteriores, mas deixei para publicá-la no dia do aniversário por se tratar de uma das minhas bandas nacionais prediletas. A banda em questão nesse post é a Poléxia, que lançou gratuitamente e digitalmente seu novo álbum, chamado “A força do hábito”. Desde 2003 esses curitibanos fazem boa música, como muitos de seus colegas do sul. O cenário do rock no sul anda bem mais constante que em outras áreas do país. Mas vamos ao que interessa, a resenha faixa-a-faixa do “A força do hábito”.
O cd é aberto com a música “O capa dura”. De baixo e bateria forte, com guitarra riffada e leve e os sintetizadores espalhados pela música, o refrão “Sinceridade por sinceridade / O mundo acaba mentindo” marca na cabeça da gente. A segunda trilha é “Você já teve mais cabelo” e tem um ar mais pop e, porque não, mais comercial que a anterior. O baixo meio apagado no início, o destaque fica pros sintetizadores e a bateria. Lembrou-me um pouco, mas bem pouco, Jay Vaquer, só que mais animado. A terceira faixa se chama “O radar”. É mais pesadas que as anteriores, com um ar inicial meio de filme de terror, que vai se animando com uma guitarra ritmada e um sintetizador forte. Uma pequena tensão gerada no final do refrão faz o diferencial na música. “Cá entre nós” é uma das minhas prediletas, e tem participação de Vanessa Krongold (Ludov). Também mantendo um ar soturno, misturado misteriosamente a um ar latino, tem um baixo forte e bateria bem rapidinha. O refrão (“Só preciso me perder / em você me exceder / simplesmente adocicar / meu momento / A distância que se fez / foi medida / foi medida / provisória / segurança / não lhe peço nunca mais”), cantado por Krongold, mostra o ar triste com facilidade. E a música fica ainda mais romântica quando o dueto é feito. Estamos agora em “O tiro, a fuga”, 5ª trilha do cd, que é bem agitada e faz jus ao nome dado a ela pela banda. Guitarra forte e aparecendo bastante, mais que anteriormente, quase sem sintetizadores aparentes. E chegamos a metade do cd com “Hedonismo de um domador”, música leve e animada diante de um cd, até agora, pesado. A frase “Sim / eu posso dizer não / amores que fazem mal / embarcam no fim” é forte, de alguém que sofreu, mas o ar da música passa uma idéia superação bem legal.
“O inimigo” abre a segunda metade do cd. É lenta, e tem a caixa da bateria em destaque lembrando um pouco fanfarras. A guitarra acompanha a bateria, mas o baixo e os sintetizadores quase somem nessa trilha. O coro no meio da música reforça o ar de fanfarra. A oitava música é “A solidão dos plânctons”, é outra trlha mais leve e animada, lembra-me um pouco Keane (Mais exatamente “Leaving so soon”), exceto pelo vocal grave. Os sintetizadores voltam a ter destaque, combinados a bateria. A 9ª faixa é “Esperando o céu ruir”, feita em parceria com Carlos Daitschmann. É a mais curta do cd, com seus 1:57 minutos. Bateria marcante e lenta, com guitarra baixa e a voz grave do sr Daitschmann. A frase “Simples como um não é um talvez” é outra para as marcantes do álbum. O título da música de número 10 é “Gloss” e mantém o ar calmo e, digamos, praiano da faixa anterior. Lógico que o ar melancólico, natural do cd e até da obra da Poléxia, da o ar de sua graça em música tão leve. Fica mais agitada por volta da metade da trilha. A penúltima música é “O terraço”, com bateria e um instrumento, que chuto ser acordeon, em destaque. Também leve e animada, com um final que lembra um pouco Legião Urbana. E fechamos o cd com “A balada da contramão”, que começa com um violão e voz, com outros instrumentos pontuando aqui e ali até a bateria dar as caras, sendo seguida posteriormente pela guitarra e o piano.
Temos aqui um cd gratuito (tomem essa, gravadoras e bandas, música boa, online e com download legal) e de ótima qualidade, que vai ficando mais leve ao longo de seus 44 minutos de duração. A banda mostra estar afirmando seus estilo de som, criando uma identidade que a torna praticamente inconfundível aos ouvidos atentos.
Download – Poléxia em “A força do hábito” – Mondo 77
“Meu coração é um SBX / À espera de uma ameaça maior / Que eu não sei de onde há de vir / Vou libertar tanta informação / Deixar ao léu, ao acaso, ao “Deus dará” / E essa vastidão vai continuar” (O radar – Poléxia)
Espero continuar a vê-los nesse próximo ano!
Resenha – Nancy em “Chora, Matisse!”
Olá pessoal!!
Parabéns a vocês, que já visitam esse blog a um ano! Para comemorar essa data com classe e estilo, trago hoje duas bandas nacionais. Afinal, sempre digo que o cenário daqui precisa ser valorizado. Então, praticando a valorização do que é nosso (afinal, os gringos já estão fazendo isso), falarei da banda “Nancy”. Em seu novo cd, o “Chora, Matisse!”, com download GRATUITO E LEGAL pela spsonica, os brasilienses mostram que a capital do pais ainda produz rock do bom. Vamos então a resenha faixa-a-faixa.
O cd começa com “Keep Cooler”. O nome de uma das minhas bebidas prediletas trás, como nome de música, guitarra forte e constante unida a bateria com as mesmas características. Ai entra uma levada mais sedutora com naipes de metal. O vocal de Camila Zamith é suave, grave mais de uma maneira diferente do que estamos acostumados. A segunda trilha é “Cinema nacional” e começa bem agitadinha. Os instrumentos são bem utilizados, junto ao sintetizador, sendo que cada um ganha o destaque merecido no momento certo. “Glicerina Dreaming” é a terceira faixa. Calma, quase sonolenta. O piano e a bateria leve dão vontade de ficar olhando o céu até os olhos fecharem por conta própria. verdadeiramente relaxante. Uma gaita da um tom meio campestre. A música 4, “Mamba negra fashion week”, vem também numa levada mais leve e pesa um pouco em certos momentos. Anda por uma linha tênue entre aquele tom calmo do mpb e a pegada mais forte do rock, num som que eu nunca vi igual. E chegamos ao meio do cd com uma música densa. “Malstar” vem com baixo bem apagado e uma guitarra rifadinha leve. A bateria entra meio quebrada e uma flauta transversal do um tom super melancólico. A música vai progressivamente se animando até que volta para o trio guitarra/bateria/flauta.
“Ceilings and rooftops” tem um ar de música dos anos 50 com psicodelia. Percusão mais forte que a guitarra e a voz limpa de Zamith faz a gente viajar sem sair do lugar. O baixo aparece, junto a guitarra, e então os três instrumentos resolvem conviver em perfeita harmonia, dando peso a um rock puxado para o blues muito legal. “Inbox Drama” abusa nos sintetizadores, mas com uma sabedoria vista poucas vezes antes. Fica difícil decidir se a música é triste ou alegre. O ar de suspense impera até pouco antes do refrão, que ai mostra um animo muito bom e interessante. O final leve vem fazer contra-ponto ao começo denso. Tanto que antes tinhamos sintetizadores, agora violão e flauta transversal. A penúltima é “Chaparral”, de ar leve, com riff distorcido. Algum instrumento de sopro, que não consigo identificar, faz fundo para a guitarra (suspeito ser trompete). Novamente música lenta, e a voz de Camila é uma das mais sedutoras que já ouvi. A música se agita um pouco lá pelo 1:30 minuto e, depois, retoma o ritmo lento com o maior estilo de barzinho. E o cd encerra com um remix de “Keep Cooler”. Um assobio e um violão dão um ar tão faroeste para essa música que chego a dizer preferí-la. Uma percussão leve, só em bongôs, e sintetizadores dão o ar levíssimo da faixa. Após o primeiro minuto ela acelera um pouco, ficando só violão e voz. A percussão volta, e dá uma ritmada mais rápida. Essa alternância é muito interessante, porque não deixa com que o ouvinte se desprenda da música. E termina com um violão básico.
Temos um cd elegante, com tanta classe e qualidade que os gringos vêem e a gente não. Numa medida que eu simplesmente adoro, a banda soltou o cd para download e prova que, no fim, o que importa é que as pessoas conheçam sua música e prestigiem o show. Atualmente o mercado está convergindo para medidas como essa.
Download – Nancy em “Chora, Matisse!” – spsonica
E por problemas no meu navegador não consigo pegar letra alguma… Ainda bem que a do próximo cd eu tenho…
Vejo vocês daqui a pouco
Resenha – Telekinesis em “Telekinesis”
Olá de novo!
Sim, eu errei nas minhas contas. Então, uma resenha a mais é necessária para as 52. E hoje, assim como amanhã, vocês terão 2 resenhas! As de amanhã estão praticamente prontas, e como sou muito patriota digo: Serão sobre bandas nacionais. Espero que vocês gostem. E, como estou a fim de falar de bandas que não tem material, venho com os rapazes de Seattle. O “Telekinesis” na verdade é um moço só, Michael Benjamin Lerner, que vai ao palco com mais três instrumentistas. E, posso dizer, faz um som com jeito de indie-rock para nerds muito bom! O cd, de mesmo nome do projeto, é o único até agora. Vamos então ao que interessa?
A primeira música é “Rust” e começa com um violão bem interessante. Alias, começa só voz e violão. Os outros instrumentos entram aos poucos e quase não são percebidos. A número dois é “Coast of Carolina” e começa com um vocal e violão abafados e leves. E ai entram guitarra e bateria, numa levada rock leve muito legal. O reverb atua no refrão, dando um ar mais leve. Animada pra caramba, na minha opinião, sem ser agitada demais. A trilha três é “Tokyo”, no melhor do indie-rock em termos de agitação. Só sinto falta do baixo, que fica lá no fundo, quase apagado. A quarta faixa é “Look to the east” e tem um começo que poderia até ser hard-core daqueles leves, mas ai entra o vocal e os outros instrumentos mostrando que é indie mesmo. Devido ao nome e o clima da música, dá vontade de pegar o carro e sair viajando. Os sintetizadores brincam nessa música com vontade. Chegamos a “Awkward Kisser”, com um pianinho dando aquele ar de anos 60 super fofo. Os sintetizadores dão o ar viajado e romântico, de quem não liga pra nada, e depois voltamos ao piano e bateria básicos. E chegamos ao meio do cd com um violão fofo, baixinho e levemente agitado. Ai a música agita e o baixo aparece lindo como sempre. Temos, nessa faixa, o baixo muito presente e ativo, para minha felicidade.
Chegamos a trilha sete, “Great Lakes”. Com violão forte na base, riff de guitarra, e sintetizadores. A bateria continua lá, na função de ritmo. A combinação disso tudo com um vocal masculino limpo e suave lembra, em alguns poucos momentos, “The Decemberists”. Uma guitarra agitadinha começa, junto com a bateria, a trilha 8. “Imaginary friend” trás um ar de pista de dança que não imaginei escutar do Telekinesis. “All of a sudden” vem também dançante, mas de um jeito diferente. O riff da guitarra e a rapidez da base dão um ar mais, digamos, de flerte para a faixa. Dançar junto, ou ficar encarando, esse tipo de coisa sabe? Além da vontade de sair cantando com os amigos pela noite da cidade. As vezes fazer os dois juntos, mas enfim. A penúltima é “Calling al doctors” e começa com um piano denso e tenso, deixando uma sensação de ansiedade muito forte. A voz suave de Michael não resolve a tensão, e a espera continua. E a ansiedade só some por um instante, o qual é breve mas muito valioso. O trabalho da faixa é esse intercalar. E fechamos o cd com “I saw Lightning”. Violão suave, vontade de ficar perto de quem gostamos.
Temos aqui um cd urto, sem surpresas, mas de uma qualidade que eu tava sentindo falta. Fugindo do clichê voz rouca, grave ou distorcida, Michael faz um ótimo papel. Pena que não temos downloads gratuitos dessas faixas. Mas vale a pena conferir o myspace do projeto.
E sem letra de novo… To com problema no myspace e não consigo ver se tem letra lá, e não achei no google… Desisto.
See ya later




