Resenha – Paolo Nutini em “Sunny Side Up”

Junho 7, 2009 at 1:52 pm (Música) (, , , )

Olá Galera!

Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?

O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.

A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.

Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.

MySpace – Paolo Nutini

“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)

See ya later

Olá Galera!

Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?

O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.

A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.

Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.

http://www.myspace.com/paolonutini

“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)

See ya later

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Resenha – Antje Duvekot em “The near demise of the higher wire dancer”

Abril 24, 2009 at 3:31 pm (Música) (, , )

Hey Kids!

Continuando os posts de um ano do “About Headlines”, hoje falaremos de algo mais suave e calmo. Claro, o vocal é feminino. A delicadeza do folk feito por Antje Duvekot só pode ser trazida por mulheres. Melancólico, calmo e com ares saudosistas, o cd “The near demise of the higher wire dancer” foi lançado no início desse ano e eu me vi atraída pelo som vindo do myspace da mulher. Vamos ao que interessa, ou seja, nossa resenha faixa-a-faixa.

“Vertigo” é a faixa inicial do cd, mostrando a calma característica do folk-pop. A voz de Duvekot, não muito grave, dá vontade de ficar olhando o por do sol na frente de uma casa de campo, com o violão no colo. Se “acolhedora” pudésse ser um atributo de uma música, certamente seria dessa. A faixa dois é “Ragdoll Princess & Junkyard Queens”, mais agitadinha do que a anterior, faz a linha daquele folk (ou country, pra alguns) que dá vontade de dirigir ou festejar. Devo fazer um comentário que espero não soar maldoso: Taylor Swift e cantoras do gênero, aprendam com a Antje a como melhorar suas músicas. A guitarra só utilizada para os solos deixou com um ar bem legal e a bateria bem rapidinha tirou aquele ar sonífero que alguns folks tem. A música 3 é “Long Way”, que volta com o violão dedilhado e uma gaita deliciosa. Temos de volta o saudosismo da primeira faixa, só que melhorado pelo toque especial da gaita (sou suspeita, adoro o som de gaita). Tem uma sonoridade mais tradicional, menos pop do que o visto nas anteriores. A trilha 4 é “Lighthouse”, começa com um piano, saindo daquela coisa típica do violão. É mais pop, trás a voz de Antje Duvekot um pouco mais aguda e menos melancólica que nas anteriores. Um violino aparece bem baixinho e a bateria vem bem de leve, só pra dar uma ritmada. Na verdade, essa obra vem sem violão, talvez isso de o ar mais pop. E chegamos ao meio do cd com “Dublin Boys”, que trás de volta o violão. Os backvocals aparecem mais e dão um toque especial, e a guitarra deixa ela com um ar mais de folk-rock ou country-rock.

A música 6 chama-se “The Bridge”, e novamente a bateria e o que creio ser um xilofone abrem a música, junto com um piano. O violão aparece dedilhado e baixo. Outra com ar mais pop, só que dessa vez a voz da mulher não aparece tão aguda. Romântica, seria legal dançar com alguém, apesar de parecer falar de uma separação. A sétima trilha é mais densa. “Scream” vem com uma cara de início dos anos noventa que me impressiona. Fazia tempo que eu não via um violão grave assim, com carinha de pop-rock. A levada é uma das menos folks até agora, talvez perdendo para “Lighthouse”. As duas poderiam, facilmente, entrar para a playlist da antena 1. A faixa oito é “Reasonland”, e volta com o jeitão folk/country. Só violão e vozes que alternam entre o grave e momentos agudos (principalmente no backvocal). A gaita parece fazer fundo na música. Por volta dos 2 minutos e meio aparece um violino e a bateria, sendo que a última aparece de leve, mas logo eles somem. “Coney Island” aparece na penúltima posição do cd. O arpejo dela é bem interessante pela troca de baixos que, apesar de básica, transmite uma sensação de calma e “fade out” pra música. Essa é realmente violão e voz, e apenas isso. E o álbum fecha com “Merry-Go-Round”, que tem um inicio batido e mais pop. Vem abusando do backvocal e pesando no jeito country, mas não de uma maneira ruim. O refrão é mais agitado e seria fácil transformar essa música em um hit. A gaita dela também é bem gostosa de ouvir, apesar de apagada.

Temos aqui um cd exemplo do que se fazer quando o folk se mescla ao pop e ao country. A voz de Duvekot, como eu disse, é delicada mas não transmite inocência ou ingenuidade. É bastante segura e agradável na verdade. A pena é que não temos o cd disponível para download.

MySpace – Antje Duvekot

“I know that things gotta change, it’s what they always do / Oh, but change has never been known to wait for you” (Dublin Boys – Antje Duvekot)

See ya later…

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Resenha – Iain Archer em “To the pine roots”

Fevereiro 24, 2009 at 7:58 am (Música) (, , )

Olá Pessoas!

Hoje venho comentar de mais um cd de folk que roda pela rede. “Oras, e qual a diferença desse para tantos outros que nos são oferecidos?”, vocês me perguntam. E eu respondo com total sinceridade que eu jamais esperaria por esse cd, visto que ele foi feito por um ex-snow patrol. Oh, sim, meus caros leitores, temos agora a prova via de que o folk está tomando o mercado e a mente dos músicos indies/alternativos. Na verdade o sr Archer faz seus cds desde 1995 e, agora, resolveu apostar as fichas desse 2009 que mal começou no cd “Standby”. Vamos então ver o que nos espera, ok?

O cd inicia sem grandes surpresas na faixa “The Acrobat”. De voz suave, violão dedilhado e bem ritmado e um instrumento que suspeito ser a escaleta, essa música carregua aquele ar calmo dos folks recentes, como Kings of Convenience (não que o som lembre a banda exatamente, é só uma menção aos “novos” folks). Seguimos para a segunda música, “Songbird”, onde encontramos um violão levemente mais sujo de base com um riff baixinho. Ou eu creio que seja um riff de violão, não sei, poderia ser as notas mais agudas de um piano também. Menos dedilhada que a primeira e mais gostosa de se ouvir, pelo menos na minha opinião. A terceira trilha é mais triste e leva o nome de “Black Mountain Quarry”. Ou melhor, ela gera mais ansiedade com o ritmo dela. Pela primeira vez no cd a bateria aparece claramente e com certo destaque, fazendo dessa faixa uma música levemente mais agitada que as anteriores. “Hey Mia, don’t be lonely” é a nº 4 desse cd, e vem carregada de melancolia com o violão dedilhado, transmitindo bastante emoção e dando vontade de ficar numa casa de campo vendo o pôr-do-sol. A voz de Iain parece estar mais rouca, o que dá um ar ainda mais gostoso para a obra. E chegamos a metade do cd, que só tem nove músicas, com “Everest”, com todos seus oito minutos de duração. Puro violão no começo, a bateria entra depois do primeiro meio minuto. A música segue agregando seus componentes, e mantem a cadência. A voz dele fica ótima nessa faixa, agregando progressivamente mais energia a toda composição. Na metade da música, um momento de calmaria para um solo de violões (deveria ser um violão só?), que vai alternando o volume ficando mais ou menos intenso. A força volta com a voz de Archer e tudo termina numa grande e empolgante melodia.

Passamos para a sexta faixa, “Frozen Lake”, e o rapaz se arrisca em um pouco tons mais agudos que os anteriores. Boa proposta, ainda mais quando acompanhado levemente de o que eu diria ser um sintetizador ao fundo. Ok, sintetizador e folk normalmente não combinam, mas acho que foi isso que aconteceu. A união do elétrico com o violão, mais uma vez. Violoncelos aparecem de fundo, com alguns violinos. Sétima música, “Streamer on a kite”, tem o ar mais country-folk de todo cd até agora. Lembra bastante aquela coisa do velho oeste, dando até pra imaginar aqueles velhos cowboys cavalgando e viajando enquanto levam a boiada por ai. Ou isso ou minha imaginação anda muito fértil. Me parece existir ai também um orgão. Enfim, penúltima música, “To mend and move along”. Aquela carinha de música folk típica. Violão e voz bem suaves, quase dá para dormir com a linda cítara ou harpa do fim da faixa. E terminamos com “The Nightwatchman”. Violão com lindas e destacadas trocas de baixo, uma voz levemente mais grave do que o usado no resto do cd. Parece que ele está sentado ao redor de uma fogueira contando histórias para crianças.

Como comentário geral, temos aqui 40 minutos de um folk bem trabalho e sem as “sujeiras” sonoras no violão que, alguns podem dizer, caraterizam o estilo desde sabe-se lá quando. A aposta de Iain Archer não é em vão e aparenta sim ter grande chance de futuro. No myspace tem três das nove músicas e, pelo visto, nada de downloads.

MySpace – Iain Archer

“But my heart it never breaks / It just beats on despite the ache / And the day I touch you and make you see / Broken well be / You and me” (Canal Song – Iain Archer)

See ya later

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Resenha – Deolinda em “Canção Ao Lado”

Fevereiro 11, 2009 at 11:24 am (Música) (, , )

Olá Pessoal!

Vou falar hoje de uma banda apresentada a mim por uma amiga lusitana. Não atoa a banda é de Música Popular Portuguesa, tendendo ao fado. Segundo a wikipédia, o grupo surgiu em 2006. O disco aqui resenhado é do ano passado e, por mero acaso, disco de estréia da banda. Ana Bacalhau (sim, esse é o nome da vocalista) tem uma linda voz, e uniu-se a seus primos e seu marido para esse projeto. Enfim, vamos à resenha das 14 faixas do cd.

O álbum começa com “Mal por mal”, de ritmo bem leve e letra com um conflito romântico muito fofo. Fora que o refrão “O teu bem faz me tão mal” e a inversão dele gruda na cabeça e soa de forma até engraçada. A segunda música foi a primeira que ouvi, “Fado toninho”, e mantém o estilo romântico com o violão bem arpejado, no ritmo 3 por 4 típico. A letra é de uma briga engraçada, uma cena mais cômica que do que a primeira. “Não sei falar de amor” é a terceira faixa, e começa apenas no vocal, com os instrumentos entrando pouco depois. É uma música mais melancólica do que as anteriores, e por isso mesmo considero-a mais bela. A faixa 4 é “Contado ninguém acredita”, novamente com aquele ar engraçado. Melodia animada, com violão muito bem arpejado e trocas de baixo lindas, e um romance platônico quase incompreenssível (pensei ser o caso de amor por um padre, talvez) na letra. Chegamos a música “Eu tenho um melro”, 5ª do cd, também mais calma e melancólica, com apenas um violão no ínicio. Quando o outro violão e o contra-baixo entram, quase imperceptíveis, é só para fazer um jogo a mais na música. E, pela primeira vez, um breve jogo de vozes é feito, e no final a música fica mais animada. Isso deve ser o prenúncio da sexta faixa, “Movimento perpétuo associativo”, que mescla partes mais fortes com partes mais cômicas, que parecem fazer parte da natureza da banda. E a metade do cd chega com “O fado não é mau”, uma música novamente mais melancólica, com uma triste sina envolvendo o próprio ritmo da banda.

A oitava faixa é “Lisboa não é a cidade perfeita”, nostálgica como poucas músicas que ouvi. Ela vai além da saudade, e novamente une o vocal feminino ao masculino. “Fon-fon-fon” é o nome da 9ª trilha, que conta animadamente a história de uma amor por um tocador de tuba. “Fado castigo” é a música seguinte, novamente saudosista, que parece “reclamar” a impopularidade do fado e “culpar” outros ritmos por isso. Com uma cadência mais forte, a 11ª música é “Ai Rapaz”, e conta o breve trabalho de dançar com o par desejado e toda a espectativa de tal fato. O que mais interessa aqui é mesmo a cadência mais forte, mais marcada. A ante-penúltima trilha é a faixa-título, “Canção ao lado”, animada e rápida. Parece criticar certo eruditismo e o afastamento de certo costumes. Chegamos perto do fim do cd com “Garçonete da casa de fado”, e é a que mais tem relação conosco. Parece que tentaram descrever o espírito de um brasileiro em terra portuguesa ao ouvir a típica música dos nossos colonizadores. O refrão é realmente puxado para o chorinho e maxixe, remetendo a Chiquinha Gonzaga, e Ana o canta quase sem aquele sotaque pesado português. E, com melodia saudosista, terminamos o cd ao som de “Clandestino”, que por acaso conta o caso de amor proibido.

Fica a dica a todos. O folk não se restringe aos europeus e norte-americanos, afinal cada país tem seu folclore. Interessante é perceber os traços musicais do folk deles que residem, até certo ponto, no nosso folclore, como o ritmo 3 por 4 de alguns ritmos nacionais, que pode ter vindo do fado, que por sua vez é música européia. Não tem como baixar as músicas, o que é triste, mas nossos colegas lusitanos disponibilizaram o cd todo para audição no site http://www.deolinda.com.pt/ . O myspace deles conta com 6 das 14 músicas. Eu optaria pelo site.

MySpace – Deolinda

“E soubesse eu artifícios / de falar sem o dizer / não ia ser tão difícil / revelar-te o meu querer. / A timidez ata-me a pedras / e afunda-me no rio / quanto mais o amor medra / mais se afoga o desvario.” (Não sei falar de amor – Deolinda)

Vejo vocês depois

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Resenha – Amy Macdonald em “This is the life”

Novembro 9, 2008 at 9:55 am (Música) (, , , )

Oláááá Pessoal!!

Desculpem-me por ter atrasado, novamente, meus posts. A faculdade me mantem afastada desse local, ainda que eu tente com todas as forças me manter aqui. Como tenho posts atrasados, serão dois posts hoje. O primeiro, que é este, vem falar de uma cantora nova que eu estou apaixonada. Amy Macdonald é uma linda escosesa adepta do Folk/Indie. Será que eu gosto disso?

Vamos aos fatos: o folk é a nova moda e não há como negar. Aliás, várias novas modas convivem se alternando. Amy pegou o momento certo de aparecer, com o folk despontando novamente como um dos gêneros musicais mais escutados do momento. A descobri graças a MTV (apesar de isso me levar a crer que ela já faz sucesso há algum tempo), com a faixa-título do álbum: “This is the life”.

Preciso dizer que o violão aparece bastante? Não né, afinal estamos falando de alguém que toca folk. É interessante notar que ela não faz aquele folk desanimado, mas algo mais agitado e pegado, ainda que triste. A voz dela é mais grave que a da KT Tunstall (com quem, creio, seja muito comparada), lembrando um pouco a voz da Dolores O’Riordan (The Cranberries). O tema das músicas, claro, são melancólicos e temos a presença dos violinos. Por vezes, aparece uma distorção aqui ou ali, unido a um pouquinho de sintetizador. Nada que tire a característica praticamente acústica da obra dela.

Indo as recomendações: a música de trabalho “this is the life”, “poison prince”, “youth of today” (nessa sentimos a tristeza intrínseca do gênero aumentada por sintetizadores leves), “Let’s start a band” (com notas de metais que lembram os filmes de faroeste) e “A wish for something more” (com o inicio mostrando um piano bem interessante). No MySpace (sem downloads =[ ) temos apenas “This is the life” e “Poison Prince” das recomendadas

MySpace – Amy MacDonald

“Let’s take a walk outside / See the world through teach others eyes” (A wish for something more – Amy Macdonald)

See ya later

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Resenha – Blind Pilot em “3 Rounds and a Sound”

Agosto 10, 2008 at 7:05 pm (Música) (, , , )

Olá pessoal!

Agora que estou com o número correto de posts em relação as semanas de existência desse blog, deixo o aviso que o dia de postagem mudou. Agora confiram meu blog de sábado ou domingo, pois durante a semana a faculdade será minha principal (se não única) preocupação.

Porém, vamos ao post e falar do que realmente interessa: boa música. Como vocês podem perceber, ai do lado se encontram vários blogs de música. São neles que encontro as bandas que aqui falam, além dos conhecidos LastFM e MySpace. O caso da banda de hoje é um exemplo, descobri num blog (mas não me lembro qual, sei que é um dos que estão ai do lado).

O Blind Pilot é mais uma banda com estilo folk/pop/indie… Na verdade, no MySpace da dupla está Acoustic / Indie / Pop. O cd que falarei aqui é o primeiro da banda, da qual não encontro a “idade”, apesar de aparentar ser nova. Seu som pode até ser chamado de “pop” pois é extremamente fácil de ouvir, porém não são tão grudentas. Acho difícil que alguém não vá gostar desse som, apesar de ser um tanto calmo.

A voz levemente rouca dos meninos, mas bem levemente mesmo, se encaixa na proposta deles. Me lembram bastante a banda “Get Cape, Wear Cape, Fly”, da qual já falei aqui no blog, porém é mais calma. O uso de acordeon na música é uma tendência forte que o Blind Pilot segue sem parecer ser mais uma banda “de modinha”.

Apesar de todas belas qualidades, esses americanos são outros que não liberam sua música para download. No caso, o esquema continua sendo ouvir o MySpace deles e rezar para que, um dia, os cds se tornem acessíveis para nós. Recomendo, das presentes no site, “Story I Heard” e “Go on, say it”. Digamos que a primeira mostra a característica mais forte da banda e a segunda mostra o quão versáteis eles podem ser.

MySpace – Blind Pilot

“I know I’ll wake up old, forgetting which box this is in. How I will keep you just how I left you.” (Go on, Say it – Blind Pilot)

See ya later

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Resenha – José González em “In our nature”

Julho 9, 2008 at 8:45 pm (Música) (, , )

Olá pessoal!

Esse cara super fofo ai do lado é ninguém mais que José González. E ai vocês viram e me perguntam “Eeeeee?”. Eu respondo, relaxem. Descobri o som desse maravilhoso homem esse ano, e confesso que me surpreendi. Um acústico cantado por um suéco com sotaque espanhol (na verdade argentino, influência dos pais) sem cara de música “mexicana”

O seu cd novo, que é o “In our Nature”, mostra bem o que quero dizer. Um acústico indie/folk, com aquela cara de europeu, porém é perceptível que ele usa a influência (vejam bem, apenas influência) da descendência espanhola. O violão dele não fica resumido a batidinhas simples e suaves de um acústico normal ou aquelas batidas simples, porém mais “sujas”, do folk. O ritmo e a força impressa por ele nas músicas lembra-me muito a música espanhola, a força do flamenco.

Em uma das minhas músicas prediletas desse cd é “Killing for love”. Eu achei essa música particularmente gostosa de ouvir por ter o violão forte sem ser agressivo ou agitado. Outra que gosto muito é “Teardrop”, pelo mesmo motivo da anterior. Já “Abram” tem uma troca de baixos que deixa a música com cara de música para dormir, perfeita para relaxar, assim como “The Nest”.

O mais legal é que ele não se inspira, segundo o LastFM, em reis do Folk como Bob Dylan, apesar de sua voz remeter a cantores antigos. Na verdade a sua inspiração é contemporânea, como a banda Kings of Convenience. Ou seja, temos algo novo inspirado em algo relativamente novo que remete a coisa bem antigas. Isso é mais uma prova de que temos a música em constante ciclo, em qualquer estilo. Ponto pra quem conhece de música.

A pena é que o MySpace dele conta apenas com 4 músicas, nenhuma pra download. Das citadas acima têm duas: “Killing for love” e “Teardrop”. As outras são “How Low” e “Down the Line”.

MySpace – José González

“Well it’s one thing to fall in love, but another to make it last” (Hand on your heart – José González)

See ya later

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Resenha: Tegan & Sara em “The Con”

Junho 21, 2008 at 12:32 am (Música) (, , )

Hey Pessoas!

Hoje, com um dia (quase dois) de atraso, venho aqui com a minha resenha semanal. Semana de provas da nessa, a gente quase nunca consegue cumprir com os compromissos prórprios. Enfim, ao cd…

Antes de tudo, vamos dizer que descobri essa banda por causa da faculdade. Uma colega, depois de conversarmos e percebermos semelhanças de estilo, me recomendou. Duas semanas depois dela me recomendar, fui atrás e ouvi.

Devo dizer que a mistura de indie com folk me deixou animada. Afinal, são os dois estilos que mais gosto. Comecei a ouvir o último cd, chamado “The Con”, e comprovei a qualidade do som das meninas. Algo que é parado o suficiente para curtir e agitado o suficiente para não te deixar dormir. Sem contar que as vozes delas chamam atenção, principalmente quando estão no mais acústico. Não é o caso do ultimo cd, mas…

Recomendo “I was Married”, “The Con”, “Soil, Soil”, “Nineteen” e “Dark come soon”. Dessas recomendadas, só tem duas no myspace delas. E sem download. Como sempre, nada é perfeito. Desculpem o post curto, o sono tá mais forte que minha mente.

MySpace – Tegan & Sara

“I won’t get mad when you say things are getting too hard” (I won’t be left – Tegan & Sara)

See ya later

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Resenha – Rafael Sonic em “Histórias de Quem Sai de Casa”

Maio 7, 2008 at 9:17 am (Música) (, , )

Hey Galera!

Nessa nova resenha, falarei sobre um dos nomes que mais gostei de descobrir na Trama Virtual. Rafael Sonic me impressionou por ter uma coisa que me lembra, vagamente, Zé Geraldo. Sabe aquela pegada folk bem calma, com letras poéticas, que você pensa ser trilha sonora de filme infantis dos anos 60? Pois é, essa foi minha impressão ao ouvir Sonic pela primeira vez.

Com um violão gostosíssimo, a voz calma, letras fofas e uma coisa que remete ao campo (características um tanto folks), Rafael Sonic consegue inovar com o tipo de letra. Alguns diriam que tem inspiração no clube da esquina (14 Bis, Milton Nascimento e coisas parecidas), mas o mesmo assume ter influências como Pink Floyd e, pasmem, trilha de jogos dos anos 90.

Eu, particularmente, escolhi este dentre os 3 cds dele por uma música em especifica: “Livros”. Pode parecer boba para muita gente, mas a letra explica muito bem o que eu sinto quando leio. Você consegue viajar quando lê, e o músico consegue passar isso na música! É algo diferente, você conseguir expressar por um meio artístico a sensação de outro. Outra música deste álbum que vale a pena é “Me leva pra poeira das estrelas”, por passar algo de liberdade saudosista, como quem sente saudades boas daquilo que está se libertando.

Enfim, cada pessoa sente a música de um jeito, e esse é só o meu jeito. Para que vocês descubram o jeito que vocês sentem a música do Rafael Sonic, vou por aqui o MySpace e o Trama Virtual, porque esse rapaz sabe o que é bom e coloca as músicas para download gratuito!

MySpace – Rafael Sonic
Trama Virtual – Rafels Sonic

“Conheço outros países tão distantes, sou dos mares navegante, tenho norte, tenho sul. Meu barco tem cabelo, sobrancelhas, dois olhos e ouvidos, e tesouros a procurar” (Livros – Rafael Sonic)

See ya later

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