Resenha – Mechanical Apfelsine “Space Without End”

Julho 25, 2009 at 1:33 pm (Música) (, , , )

Bom dia galera!

Ando deixando esse blog de lado, eu sei. Mas já anuncio que as resenhas serão feitas ainda esse final de semana. Inclusive essa é uma das três que devo-lhes. E, devo dizer, que nessa resenha trago uma banda fantástica de Synthpop. Não, o Mechanical Apfelsine não inova, nem reinventa a roda no genero. Mas é essa fidelidade que faz o som deles ser tão agradável, tão dançante e até sensual. No cd “Space Without End”, que não sei se já foi ou será lançado devido a falta de informações sobre a banda, a banda investe naquela aura mais soturna típica de bandas como a renomada Depeche Mode. Mas vamos ao que interessa, o faixa-a-faixa.

“New Day” abre o cd de onze faixas, com sintetizadores agudos, baterias fortes e um baixo forte com efeito. Muito dançante, une-se a um vocal grave e sensual. Na verdade a música é, como o próprio genero da banda diz, feita toda em cima de vários sintetizadores. Os instrumentos vem para ritmar, como a bateria e o baixo. A próxima é mais calma. Porém, “Pitch black” é mais sensual, abusa no baixo e a bateria vem suave. O vocal e o backvocal tem um destaque ainda mais forte e o ar meio etéreo dado pela distorção garante sensação de viagem, de leveza, ainda que a música tenha um lado denso bem forte. A faixa é bem instrumental, boa pra mixar. Em seguida, temos a terceira música, “Seven Sins”. De batida forte, bateria comendo solta, tende muito mais pro eletro do que se imagina. Os sintetizadores estão presentes, mas ainda assim não são o destaque. O vocal ainda me delicia, por ser grave e macio. Essa é uma que dá vontade de se jogar na pista mesmo. Aliás, até a bateria forte é eletronica! Bem, a próxima é “Rush for something”. Mais comercial, com os efeitos bem apelativos e a constante da sensualidade em alta, é ótima para se dançar junto. As influências do Synthpop e da Dark Scene ficam claras nessa faixa. A quinta música é “We can be angels”, e vem mais densa que as outras. Bateria forte e bem marcada, sintetizadores menos aéreos e mais densos mesmos. Porém, a sensualidade continua forte como sempre. Em certo trecho tem uns efeitos bem mais interessantes e ai sim o Synthpop mostra a cara real dele. É uma das mais interessantes em termos de instrumental até agora. E a metade do cd é marcada por “My Mind”, mais suave que as outras trilhas, mas etérea, porém ainda muito boa pra pista. De baixos mais aparentes, bateria só no chimbal (aparentemente), trás algo menos dançante inicialmente, mas volta com o agito típico do meio pra frente da trilha. O baixo some de novo, e a bateria fica naquele papel básico.

“I will survive” é a faixa sete. De sintetizadores agudos e suaves na introdução, ganha os ares dançantes com um teclado sintetizado pontuado, baixo forte e bateria bem marcante. Outra que é perfeita pra pista, só que dessa vez para se dançar sozinho, se acabar na pista mesmo. A letra me parece romantica, apesar de não ter a letra em mãos, o que consigo entender é algo bem romantico. Estamos na trilha oito é “Serial Love”, e a pegada mais agitada está cheia de sintetizadores típicos daqueles dances dos anos 90. “Find a Way” é mais suave, porém mais densa e vem com ares mais graves. O sintetizador que fica “solando” na música é agudo e faz oposição a base grave. É meio melancólica e um tanto repetitiva, além de não ter ares para pista. A penúltima é “Unbelievers”, e ai volta o ar dançante. Os sintetizadores são mais que bem usados, e a música ganha um ar menos etéreo, mais próximo da pista mesmo.Apesar disso, o vocal é bem suave e levemente distorcido, combinando o grave da voz com o grave da música e garantindo o toque de leveza da mesma. E o cd é encerrado por uma trilha de 48 segundos chamada “To get black again”. Um vocal leve e sintetizadores. Nem mais, nem menos. Final meio fraco pra o cd, porém ainda assim interessante.

Temos 42 minutos de um dos melhores synthpops que ouvi. A influência oitentista é forte, principalmente pela parte do movimento Dark Wave.

Sem trechos de música porque não achei letra.

MySpace – Mechanical Apfelsine

See ya Later.

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Resenha – Placebo em “Battle for the sun”

Maio 31, 2009 at 5:12 pm (Música) (, , )

Hey pessoal!

Hoje nós vamos falar de rock. Como sempre, rock alternativo. Mas, dessa vez, o post terá um ar de desespero e até depressão. Com influências de Sonic Youth, Pixies e Smashing Pumpkins, o Placebo apresenta seu novo cd. O “Battle for the sun” é a obra apresentada depois de três anos. E postarei aqui minha primeira impressão, com pouquíssimo conhecimento da obra geral desse forte nome do rock.

Abrimos o cd com “Kitty Litter”, com guitarra, baixo e bateria fortes. A voz de Molko continua com aquele tom meio agudo, um tanto quanto desesperador. No meio da mpusica, a guitarra toma um riff mais agudo e mais suave, pra cair numa intensidade e força em uma parte mais densa. O sussurro de Molko é bem interessante no contexto. Com uma ar mais leve aparece “Ashtray Heart”. Com teclados sintetizadores, bateria suave e baixo em destaque, temos uma pequena geração de tensão antes do refrão. Essa faixa remete mais ao cenário musical atual do que a anterior, que lembra bastante o pouco que conheço do começo de carreira do Placebo. A terceira trilha é “Battle for the sun”, que vem com uma guitarra densa, acompanhada apenas da bateria na introdução. Música lenta e densa, pelo menos de início, o baixo aparece apenas para reforçar esse ar soturno. Do nada a música toma um ar agitado e mais intenso, a bateria aparece mais. E, pela terceira vez temos uma alternância de ritmo, um um momento mais suave que volta para o ar agitado. O refrão conta com um que “etéreo” bem interessante. Temos, em seguida, “For what it’s worth”, que começa com sintetizadores e guitarra pesada e ritmada. De início, nada de baixo ou bateria, mas os dois instrumentos aparecem juntos. Essa música é single, e tenho a impressão de ter visto o clipe em algum lugar. Boa para pistas de rock alternativo, e tem um trecho interessante com o que parece sons de video-game. O trecho seguinte tem domínio do baixo, e volta para o refrão agitado. A quinta faixa é “Devil in the Details”, e parece uma sincera continuação da anterior. Bateria forte logo de inicio, sobrepondo um sintetizador, que logo invertem de posição. O baixo aparece muito grave, e a faixa se agita no refrão, ganhando peso e voltando a ficar mais suave na estrofe. A sexta música é “Bright Lights” e é estranhamente animada para os padrões do Placebo. Começa com um sintetizador embasado na guitarra e bateria. O baixo ganha destaque, junto a bateria na estrofe, onde o sintetizador aparece pontuado. Muito acho que essa pode se tornar single, por combinar muito com o cenário atual. E o meio do cd é marcado por “Speak in tongues”, que começa com um sintetizador doce mas logo perde esse ar devido a entrada do baixo e da bateria. O baixo parece dominar essa música em particular, apesar de no meio dela a guitarra aparecer com tudo e sobrepor os outros instrumentos de forma incrível. A vocalização é bem interessante também, e após ela a música transmite uma energia forte e ao mesmo tempo leve. Não fosse o vocal, duvidaria tratar-se de Placebo.

A música oito é “The never-ending why” e trás guitarras fortes, unida a baixo e bateria nas estrofes. Tem uma energia forte, boa pra pistas (no plural por ser boa para pista de dança e pista no sentido de rodovia). Os sintetizadores aparecem, mas não tanto quanto nas outras faixas. A guitarra está realmente forte, junto com a bateria. E um ar eletrônico domina a introdução de “Julien”, com aquele ar soturno dado pela voz baixa de Molko. A bateria da o ritmo, como sempre, e a cara de pista de dança fica clara. A guitarra entra riffando distorcida, mantendo o ar mais misterioso. E do nada parece que mudamos de faixa, com a guitarra dominando. A impressão de que houve uma cadencia não me abandona, e temos agora o encontro dos sintetizadores da primeira parte com a guitarra. O final parece contar com violinos, mas não sei ao certo. Estamos na 10ª trilha, “Happy you’re gone”, que começa com a voz melancólica de Molko. Guitarra e baixo bem baixinhos, com notas agudas de teclado sintetizado e bateria leve. Pelo menos inicialmente, é música para dormir. Mas logo no primeiro minuto a música toma intensidade e energia, dando uma empolgada e volta ao ar mais leve, porém não tão leve quanto a introdução. E essa alternância segue por toda trilha. E temos uma guitarra e bateria agitadas na 11ª faixa. “Breath Underwater” é uma música rápida, de bateria e guitarra bem ligeiras e pesadas. O baixo fica de fundo e, até agora, nada de sintetizadores. Eles aparecem no refrão, mas de base e meio escondidos pela bateria e pela guitarra. A penúltima começa suave e se chama “Come Undone”. Teclado simples e baixo dando base, com a bateria bem suave de fundo. A guitarra e a bateria se destacam posteriormente, dando o peso caracterísico da banda (pelo menos quanto ao pouco que conheço deles). E fechamos o cd com “Kings of medicine”, e começa com uma guitarra abafada e até animadinha junto ao vocal. O ar soturno e mais pesado é dado pelo baixo e pela bateria. O teclado com som de orgão fica bem ao fundo, só garantindo o ar mais etéreo da faixa. Isso até o teclado entrar com seu som original. E as palminhas no meio da trilha dão um toque interessante. Essa é outra música mais animadinha, e acho que é mais fácil de ser vendida para os não fãs. O teclado dela é legal por alternar entre sons “normais” e sintetizados.

Esse é um ótimo cd, com seus 51 minutos. Temos aqui uma obra um pouco diferente do visto nos singles anteriores, porém nada grave a ponto de dizer que a banda “traiu o movimento”. Digamos que o Placebo apenas acompanhou o mercado e acabou fazendo músicas que mesclam a identidade própria com o que vemos no cenário atual.

MySpace – Placebo

“While I’m gonna dance with him tonight / All of my wrongs / No more wicked ways / Come back to haunt me, / Come what may / He wrote the songs / That I hoped to write someday / Looks like the devil’s here to stay / Let me take you far away / With the devil in the details / We’ll kiss and tremble with the light / Everything is fine / With the devil in the details” (Devil in the details – Placebo)

See ya later…

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Resenha – Depeche Mode em “Sound of the Universe”

Março 26, 2009 at 9:25 pm (Música) (, , )

Heeey Kids!

OK, andei deixando isso aqui MUITO largado. Mas vocês sabem como é a vida dessa universitária que sempre se atola de trabalhos por amar a área da informática, certo?? Então perdoem-me pelo abandono. Prometo compensá-los com uma pequena chuva de resenhas e quero começar em grande estilo, claro. E nada melhor que falar de uma grande banda que vem fazendo boa música desde 80, não??

Sabemos que Depeche Mode influencia muita gente até hoje. Tanta gente que é melhor nem enumerar. Música eletrônica no que alguns chamam de dark wave, outros de new wave. Eu prefiro chamar apenas de boa música e não restringir o público e muito menos a obra dessa banda fantástica. Eles vêm desde 1981 se provando precursores de estilos e sonoridades diferentes. Agora, já no alto dos 28 anos de carreira, consolidam-se ainda mais fazendo o que fazem desde o começo: criar uma identidade em cima do cenário atual.

(In)Felizmente a internet nos dá o “benefício” de um vazamento de cd pouco mais de três semanas antes de seu lançamento. O “Sound of the Universe” tem lançamento previsto para 20 de Abril de 2009, mas já em 26 de março está disponível em alguns links. Que as gravadoras comecem a se cuidar, os vazamentos estão cada vez mais frequentes. E é sobre esse cd que falarei, afinal. Resenha faixa-a-faixa, é claro. Estão prontos?

A primeira das treze faixas é “In Chains” e nem preciso citar o uso dos sintetizadores, certo?? Aqueles zunidos que parecem microfonias soam tão bem e geram uma tensão de espectativa que é acalmada logo depois por notas longas, baixas e suaves. Além disso, temos a voz impactante de David Gahan. Guitarras distorcidas e backvocals retomam e completam a sensação de expectativa e mistério que o Depeche é especialista em passar nas suas faixas. A faixa é apenas um pouco longa, com 6 minutos e 46 segundos, sendo a mais longa do cd. A música de número 2 é “Hole to feed” e começa com uma percussão (sintetizada, lógico) muito boa e a voz de Gahan mais grave, digamos até sensual. Pouca melodia até agora, apenas uma guitarrinha leve aqui e ali e sintetizadores bem baixos, abafados pela percussão. Uma guitarra dedilhada aparece antes do que creio ser o refrão. Cara de música pra pista, pelo menos pra quem gosta de provocar. A terceira música é, se não me engano, o single atual. “Wrong” começa com apenas os vocais, e depois entra a sintetização com vocal denso. A sensação pesada volta, a tensão é maravilhosamente trabalhada por esses homens, porque ela não é desagradável. Outra forte candidata, não atoa, a música de pista de dança. Só acho que poderia, dependendo do estilo da casa em questão, ter seus BPMs aumentados. Eu, particularmente, não faria isso, mas tem quem goste de coisas mais agitadas. E agora uma mais parecida com o cenário atual do eletro, “Fragile Tension”. Com notas mais agudas, não deixa de ter a identidade do Depeche, mas é mais mercadológica, na minha humilde opinião. Não duvidaria se saísse como single ou música de trabalho. “Little Soul” é a quarta trilha e vem retomar a tensão que a faixa anterior tinha dispersado. Vozes fortes, mas que remetem ao mesmo tempo a gemidos e sussurros, numa melodia baixa, grave e bem marcada. Uma guitarra aparece no final, só pra fechar com chave de ouro. Temos como quinta obra “in sympathy”, também bem mercadologica, e ainda assim ótima. Dançante sem ser agitada, com sintetizadores graves na base e agudos fazendo o diferencial. Temos aqui outra candidata a single, na minha opinião. E também a melhor pra pista até agora, pois vai se agitando progressivamente. E chegamos ao meio do cd com “Peace”. Cara de hino, de música de protesto/passeata estilizada pelos sintetizadores. Uma sensação estranha de desesperança e esperança que vai se alternando.

“Come back” começa a segunda metade do cd. Bem marcada, a sensação de dureza e de pouca possibilidade de movimento, na falta de explicação melhor, é resultado da densidade dessa música. Ela te puxa pro chão, como se reforçasse a gravidade. Não a recomendaria para pessoas com qualquer tipo de problema psicológico. A oitava música é “Spacewalker” e é ao mesmo tempo calma e desesperadora. A melodia lembra um “requiem” estilizado, porém mais doentio por ter uma calma estranha nas estrelinhas. Ah, ela é só instrumental e bem curtinha. A faixa nove é “Perfect”, e parece uma trilha de duas pessoas que se encontram em segredo, pela tensão e sensualidade envolvida nela. Além do que fica mais leve no que creio ser o refrão da mesma. A trilha nove é “Miles Away”, e segue a linha de agitação e tensão. Aparentemente mais pesada que as outras, talvez não mais que “Come back”. Já disse que acho a voz de David Gahan extremamente sensual? Se não, que fique registrado aqui. A obra de número 10 tem um título bíblico, por assim dizer. “Jezebel” vem competir com “Come Back” e “Miles Away” no quesito de densidade, porém se diferencia pela melancolia e sensação de pena/desprezo/amor que estranhamente causa. E ai desiste do páreo, dando uma “animada”, por assim dizer, no meio da música. A última é “Corrupt”, e parece ter sido feita numa base que ficou num loop. Novamente a voz de Gahan da todo um toque específico para a música. E a guitarra aparece na base, dando o peso necessário. Não é difícil imaginar uma cena do tipo “personagem discute com outro tendo uma arma nas mãos”.

A tônica do cd é tensão, como a maior parte da obra do Depeche. Altamente recomendado. Pena que os homens não tem myspace, galera. Mas fiquem com o site oficial.

Site Oficial – Depeche Mode

“Words like violence / Break the silence / Come crashing in / Into my little world / Painful to me / Pierce right through me / Can’t you understand / Oh my little girl” (Enjoy the Silence – Depeche Mode)

See ya later

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