Resenha – Jet em “Shaka Rock”

Setembro 27, 2009 at 7:30 pm (Música) (, )

Hey people!

Hoje o dia é de rock. Sim, rock e daqueles maravilhosos, feitos hoje em dia mas que parecem ter saído do toca-disco ou da jukebox do final de 1970. Apesar desse cd está bem mais comercial, na minha humilde opinião, o Jet sempre teve essa pegada mais sessentista. Apesar do maior hit da banda ser “Look what you’ve done” (a música mais melosa que já ouvi), é meio difícil que alguém não se lembre de “Are you gonna be my girl?”. E tendendo mais aos ares da segunda música, o cd “Shaka rock” vem cheio de boas músicas. Vamos ao faixa-a-faixa.

“K.I.A. (Killed in Action)” trás aquela levada ritmada do rock antigo, guitarra e bateria em destaque, baixo meio apagado. Agitada, com backvocals interessantes. Destaco a guitarra e seus riffs, além do vocal com “Yeahs” e “ooohs” e “a ha, a ha”. No final a bateria tem umas quebradinhas bem bacanas. Já numa levada mais calma, mais parecida com o nosso alternativo atual, vem “Beat on Repeat”. Novamente o baixo apagado, guitarra em destaque e a bateria aparecendo aqui. O vocal e os efeitos da guitarra são bacanas pra caramba, que dão leveza ao rock denso da música. Os ares do final de 60, começo de 70, volta com “She’s a Genious”. Agitada, dançante, cheia de guitarras e bateria bem marcada. O vocal rasgado é outra característica deliciosa do Jet, mas é particularmente melhor aproveitada nessa faixa. A minha predileta é a trilha 4, “Black Hearts (On fire)”. Com a pegada típica do Jet, guitarra marcada e bateria de fundo, a música trás efeitos mais etéreos e se torna mais dançante. Além disso, a letra do refrão é muito legal. E, em certos momentos, ela inspira certa sensualidade que eu achei que a banda tinha perdido. A quinta música vem com piano! O vocal mais suave de “Seventeen” impressiona aos mais desavisados. Se não me engano é das mais suaves do cd. Mas a guitarra aparece e dá o ar mais rock. É bem atual e mercadológica, mas confesso que é uma das mais empolgantes. Não sei porque, mas ela me lembra o estilo de som do Rooney. E a 6ª de 14 é “La Di Da”. Conta com vocal rápido, assim como guitarra e bateria. A guitarra vem mais atual, mais aguda, e tem um leve ar de melancolia na faixa que eu não sei explicar. E chegamos ao meio do cd com “Goodbye Hollywood”. Guitarra mais animada, com ares de festa com amigos. O vocal rasgado volta, mas o que muda é a levada da trilha como um todo. Destaque para um leve teclado sintetizado de fundo.

A oitava é “Walk”, que conta com um ótimo piano. Bem ritmada, com guitarra distorcida e backvocals meio apagados. Em certos momentos, apenas a percussão aparece. Tem um leve ar de música pra Guitar Hero, com riffs fáceis mas meio que supérfluos. Com guitarra mais comum, ares mais mercadológicos, aparece “Times Like these”. O refrão é grudento, mas de resto não há muito o que destacar. O baixo aparece mais na 10ª música, “Let me out”. O vocal tá bem rasgado, e até meio apagado pela guitarra. O piano aparece de fundo e a bateria confere força para a trilha sem backvocals.A música que ocupa a posição onze é “Start the Show” e começa com um grito. A guitarra faz as vezes setentistas e o baixo aparece forte, acelerando a música e dando vontade de dançar. A um leve momento mais calmo, mas a música trata do bom e velho rock. A melosidade volta com quase toda força em “She Holds a Grudge”. Piano comandando a levada da música, apesar da guitarra presente. Bateria forte, mas calma. O vocal tem um momento sintetizado, que vem depois de um riff de guitarra e baixo super bem feito. E agora, duas faixas bonus. Tenho que dizer que a primeira é das minhas favoritas. Um ar de country rock impera em “Don’t break me down”. Os backvocals, a guitarra riffada e levemente distorcida em certos momentos, limpa em outros dá esse ar. A bateria é bem leve, e o baixo tá bem sumidinho. E outra com ar bem country é “Everything will be alright”. Violão e backvocals dominando o início da música, com riffs suaves por parte do primeiro. O backvocal da aquele ar bem de final de tarde com lual.

O Jet demonstra evolução nesses 47 minutos de música. Não mudaram quase nada do que faziam e, no entanto, o som tá melhor trabalhado. As mesclas de instrumentos funcionam bem para a proposta da banda. No myspace dá pra ouvir três das 14 citadas.

MySpace – Jet

“Your hearts on fire, but your cold to the touch / I know you want it but you love yourself too much / Your hearts on fire but your head is a rut / You best believe it, I ain’t ever giving up” (Black Hearts (on fire) – Jet)

See ya later

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Resenha – Ludov em “Caligrafia”

Setembro 8, 2009 at 7:34 pm (Música) (, , )

Hey pessoas!

Hoje não esperem uma resenha exatamente imparcial. De fato, esperem algo apaixonado, pois falar de Ludov pra mim sempre remete a paixões. A banda paulista lançou seu novo cd, “Caligrafia”, com shows online e o show oficial de lançamento aconteceu na Clash Club, em São Paulo (resenhei esse show para o “Mundo Rock de Calcinha”, caso queira ler clique aqui). O cd, disponível para download no site da Mondo 77, trás 19 músicas na versão online e 12 na versão física. Sim, você pode baixar mais músicas que comprá-las. Entendem por que adoro cada vez mais essa banda? OK, mas vamos a resenha. Prometo tentar não me empolgar.

O cd abre com “Luta Livre”. O música tem ritmo extremamente marcado, tanto na guitarra quanto na bateria e baixo. O vocal de Krongold parece mais aveludado que antes e a letra da música conta, de maneira interessante, a briga entre razão e coração durante uma paixão (não é que rimou?). A história é contada como uma luta realmente, e os backvocals dão aquele ar de platéia. Creio que tem violinos ao fundo em certo momento, quase ao final da faixa. A segunda música é “Vinte por cento”, chamada de “Amanhã” por alguns. Com uma levada mais swingada, com percussão diversificada por o que creio ser bongôs, tem mais presença da guitarra que dos outros intrumentos. Além disso o refrão é bem grudendo e a música, apesar da letra mais “depressiva” é muito empolgante. Naipes de metais aparecem quase ao final da trilha. A faixa 3 é “Sob a neblina da manhã”, mais calma que as duas anteriores. O riff da guitarra se repete ao longo da música, mas em momentos pontuais. O baixo tá bem escondidinho sob a guitarra “batida”, não tão só trabalhada como era antes. Talvez isso se deva ao fato da entrada de Bruno Serroni no baixo, liberando Habacuque para a guitarra. A trilha quatro é “Madeira Naval”, mostrando uma tendência nacional que está mais presente nesse álbum. O vocal de Habacuque surpreende, visto que normalmente ele fica apenas nos backvocals. A guitarra vem mais trabalhada, a percussão tá bem presente e temos a presença do que creio ser cavaquinho, mas bem pouco. Um distorção ao final deixa claro que, apesar da influência nacional, temos uma pegada de rock aqui. “Mecanismo”, trilha 5, também trás esse ar mais brasileiro no violão quase que arpejado. As palmas são muito interessantes. A escaleta marca presença e diferencia essa música do que temos normalmente quando falamos de “música brasileira”. Além da letra mais que marcante e reflexiva. Agora vem “Paris, Texas” e seus “aus”. Música para ser cantada em coro, como a banda faz (os vocais são de Vanessa e, creio, Mauro). Apesar de não ser exatamente o estilo típico da banda, é uma das melhores e mais cantadas no show. A faixa 7 é a música de trabalho, “Reprise”. Essa sim se assemelha ao que estamos acostumados no ludov. Teclado, alguns sintetizadores, bateria marcante, guitarra… O vocal de Vanessa cada vez mais rouco ajuda muito a gostar da trilha. Além do que, para quem viu o clipe, a dança é algo engraçado e inédito. A letra, mais uma vez,é reflexiva, caraterística forte na banda. E a oitava, meio do cd (na versão download) é uma das minhas prediletas. O vocal de Motoki em “O seu show é só pra mim” é suave, assim como o estalar de dados e a guitarra. A letra, mais que romântica, é fácil e grudenta. A progressão da música leva a entrada de instrumentos e uma leve animada. Alguns dizem que, devido aos backvocals, a música é um pouco fraca, mas ai deixo a cargo de vocês.

A faixa 9 é “Terrorismo suicida”. Acelerada, talvez a mais acelerada do cd. Guitarras em destaque, baixo bem escondido e mais “aus”. Parece que esse é o cd das vocalizações. Bateria um pouco mais aparecida que o normal, mas isso se deve ao fato da música precisar de ritmo. O drama do cd fica por conta de “Não me poupe”. Quase que um tango, com Cello perfeito tocado por Bruno Serroni, os outros instrumentos não aparecem até o meio da faixa. Interessante que eles só dão ainda mais ar de tango, de drama. O ar de música nacional volta em “Magnética”. De violão bem ritmado, solinhos no que creio ser um cavaquinho, tem o baixo e a percussão apagados pelo menos até o primeiro minuto. O refrão é bem grudento. A última da versão física é a queridinha de muitos: Noutre Voyage. Obviamente cantada em francês, tem violão arpejado, percussão suave e um dueto de Vanessa e Mauro que ficou mais que apaixonante. Falando agora das faixas exclusivas para download, começamos por “Teu Perfume”. Guitarra ritmada, bateria aparecendo, baixo quase apagado. Vocal suave e aveludado para um refrão mais que meloso. Aliás toda a música é melosa. Em seguida, temos “Flor de Lótus”. Calma, melancólica, contrasta muito com o resto do cd pois é triste sem ser depressiva. Só mantem a linha pelo dominio do violão arpejado, que pareceu ser bem constante nesse álbum. O vocal de Vanessa vem mais agudo e transmite uma emoção forte. Curiosidade: é a maior música do álbum. A bateria entra quase no segundo minuto, assim como sintetizadores.Tem uma aparente virada de ritmo e estilo por volta do 4º minuto, e o instrumental bem trabalhado é longo para os padrões mercadológicos. Para se ter noção, é mais de um minuto de final de música, e só instrumental. A 15ª é “Prisma”, e traz de novo aqueles ares mais latinos na música, principalmente a levada. É quase um hino, me causa uma sensação que não sei explicar. Deve ser gostoso dançar a dois. No final, a guitarra confere o ar mais rock. “O passado” vem na posição 16. Cheia de efeitos tem, além deles, teclado, guitarra, bateria e o vocal mais que etéreo. Com percussão levemente quebrada, e naipes de metais mais pro final, e Vanessa abusando do agudo, a música foge a todos os padrões. Novamente o ar mais melacólico aparece na penúltima, “Antiquário”. Romantica, com piano, sintetizadores, guitarra baixa e bateria suave aparecendo as vezes. Essa é meio música de fim de festa, quando tá só um casal na pista que não sai nem por decreto-lei da mesma. Com ares mais eletrônicos, ótima pra pista, vem “Desatar os nós”. Deliciosa, pois une uma calma e melancolia com sintetizadores. E encerramos com “Canção por Helena”, com uma melodia levemente dramática e agitada. Destaque para guitarra e bateria, com o baixo apagado. Também é dançante.

O cd de 19 músicas tem faixas para agradar a todos os gostos. Alguns dizem, como resultado da síndrome de “Love or hate” de 3º cd que o álbum está fraco. Eu não acho e recomendo a todos que ouçam muito o cd e sigam para os shows, que ai você se apaixona de vez.

MySpace – LudovDownload do CD “Caligrafia” (Link para site da Mondo 77)

 

“As ruas que eu caminhava mudaram de direção / Me sinto perdido, andando em círculos sociais / Entrando em contramão /  Confundindo sinais” (Mecanismo – Ludov)

Vejo vocês por ai

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Resenha – Pocketbooks em “Flight Paths”

Setembro 4, 2009 at 3:59 pm (Música) (, , , )

Olá Galera!

Hoje vamos falar de Twee Pop. Sim, esse genero super fofinho do indie pop é o apresentado pelo Pocketbooks. Me apaixonei pela banda e, confesso, demorei para resenhar esse cd. Motivo? Simples: não se acha download dele. Enfim, vamos ao que interessa, certo?

Com bateria, baixo, teclado e guitarra bem básicos começa “Footsteps”. O vocal feminino tende ao agudo e é bastante suave e calmo. É o que eu chamo de música para acordar, pois dá uma animada no dia. Naipes de metal aparecem logo após o refrão da música, dando um ar ainda mais animado. E, logo em seguida, um momento breve só do vocal, com a entrada dos instrumentos posteriormente. Mais acelerada, “Fleeting moments” aparece cheia de baixo e bateria. Depois de um tempo o piano aparece e a guitarra fica só de fundo. Contraste bastante em termos de ritmo com a trilha anterior, é mais aguda e contem mais backvocals. A terceira música é “Camera Angles” e vem com violão na introdução. O vocal agora é masculino, com o baixo e a bateria mais destacados, sobrepondo o violão. O piano aparece, assim como os naipes de metal. Interessante que a música como um todo se torna mais melancólica com a simples mudança de vocal. Com um ritmo mais forte, gerando até uma leve tensão e se assemelhando com algumas músicas nacionais, aparece a número 4 “The Outskirts of town”. O vocal feminino volta, assim como a guitarra e mais algum instrumento de cordas que não identifico. A bateria aparece mais depois do refrão, dando ainda mais marcação ao ritmo. A animação também está de volta, devido a um destaque maior ao piano. Só que a animação só volta com tudo em “Cross the line”, e aqui o vocal masculino também volta e vem ainda mais grave. O interessante é que temos, também, vocal feminino. A combinação básica de guitarra+bateria+baixo é um acerto de mão, e o piano aparece mas pouco se comparado as outras músicas. E chegamos a 6ª das 11 faixas. “Skatting on Ting Ice” tem baixo forte combinado ao piano e a bateria bem fraquinha de fundo.O vocal tende um pouco mais ao agudo que nas outras e a levada remete ao blues, só que animado, o que chega a ser contraditório.

A sétima trilha é “Sweetnes and Light” e, confesso, sou apaixonada por essa música. Cheia de piano e guitarras, com a base no baixo e a bateria quase nula, tem o vocal masculino, com a voz feminina fazendo backvocal. Destaque para uma leve melancolia mais pelo meio da música, mas nada desanimador. “I’m not going out” é a música oito e vem cheia de teclas, seja em teclado, piano ou escaleta. O vocal feminino volta a dominar e a melodia se mantem na combinação bateria+baixo+guitarra. São justamente as teclas que diferenciam a música, principalmente o que creio ser uma escaleta ou um teclado com efeito, que dá um ar mais leve. A nona faixa se chama “Every good time we had” é acelerada, não tem introdução e, apesar disso tudo, mantém o ar suave. Sei que é estranho aceleração com suavidade, mas é exatamente a sensação que ela fornece. Fora os toques do piano e, para diferenciar a música, guitarra distorcida no meio da música acompanhando o piano. A penúltima também não tem introdução só instrumental. “Paper Aeroplanes” começa com uma guitarra riffada bem suave e vocal, sendo que o baixo e a bateria entram bem suaves depois da primeira estrofe. Estranhamente calma, pelo menos de início, ganha animação depois do primeiro minuto com a entrada do piano. A medida que a música avança, o ritmo aumenta e o piano vai ganhando destaque, como se fosse o responsável por esse “agito”. O ponto fraco é que é uma música um tanto quanto repetitiva. E o cd encerra com “All we do is rush around”, que alterna momentos de agitação com guitarra, baixo e bateria acelerados; com momentos de calmaria, comandados pelo piano, invertendo a ordem de “comando” da trilha anterior. Contem um pequeno solo de guitarra com uma base suave de piano. O vocal masculino domina claramente a cena. No meio da música tem uma levada do baixo interessante, seguida da guitarra, e com o piano pontuando aqui e ali. O final da música parece ter sido passado por um filtro que dá a impressão de rádio.

Enfim, temos aqui o cd de uma banda nova fazendo um twee-pop/powerpop muito bom. A alternância de vocais masculinos e femininos, bem como a constante presença do piano dão um ar leve e dançante. O pocketbooks, ainda que desconhecido, é uma das melhores bandas que ouvi e uma das que mais recomendo.

MySpace – Pocketbooks

“Like the mischief hidden in your eyes / Or the retro clothes you always buy / I just hope I’ll always hear your footsteps with me / Like the clutter in your kitchen / The same song you keep on whistling / I just hope I’ll always hear your footsteps with me” (Footsteps – Pocketbooks)

See ya later

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Resenha – Cola Jet Set em “Guitarras y Tambores”

Agosto 31, 2009 at 2:28 pm (Música) (, , , )

Hola Gente!

Calma, vocês não erraram o blog e eu não resolvi falar em espanhol. É que a banda de hoje canta um Indie Pop/Power pop de melhor qualidade em espanhol. O Cola Jet Set está no segundo cd, que é o “Guitarra y tambores”. Formado por três meninas e dois meninos, tem outras características bem próprias além dessa. Mas vamos ao que interessa.

A primeira música é “El sueño de mi vida”. Incia com um riff bem suave, bateria de fundo bem baixa, junto com o baixo, garantindo aquela sustentação básica da música. Um sintetizador quase perdido na música, escondidinho. A vocalista principal, Ana, tem uma voz doce. E os backvocals também são bem leves. Animadinha, romântica, perfeita pra dirigir. “Torto corazón” vem mais animadinha que a anterior, com o baixo mais destacado. É notável a falta dos sintetizadores, e a levada sessentista. A banda utiliza muito, mas com sabedoria, os backvocals. A seguinte é a faixa-título, de guitarra suave. Tem também a levada animada típica do cd, mas é um pouco mais grudenta que as outras. Mas fora essa “cola” presente na música, nada demais. “Subidubi” é a quarta e vem com um vocal mais grave, mas ainda feminino. É também mais agitadinha, o ar anos 60 é menor e conta também o baixo mais presente. Gosto dela, porque foge um pouco do cd. A quinta trilha, “Chocolate y té”, também difere do cd. Isso porque também tem uma levada um pouco mais agitada, além de combinar graves e agudos muito bem. Tem momentos maiores de instrumental também, e um ótimo instrumental diga-se de passagem. Mais suave, com algumas leves tensões, e também mais romântica é a música que marca o meio do cd. “Durará” volta com a cara sessentista, dada principalmente pelos backvocals e pela guitarra agudinha.

“Ese grupo esta bien” vem mais tensa, com uma coisa que evoca mais a grupos. Ainda assim o vocal se mantém deliciosamente agudo e suave. Destaque para o piano/teclado bem suave. A sete é “En esta pisa ya no se puede bailar”. Agitada, e pedindo para que se anime e se dance com fé. Mas nada de casalzinho. Não, essa é para um grupo de amigos na “noitada”. Chamo atenção para os naipes de metal combinando perfeitamente com a guitarra. A trilha oito é “Nadie nos va a poder parar”. Agitanda, cantada em coro, é muito interessante e suave. A levada lembra tarde com amigos, daquelas bem saudosas, lembrando-nos alguma coisa da jovem guarda. Quase no final, um destaque ao piano. Com ares mais agitados e melodia mais melancólica, a música “Suena el teléfono” trás o romântismo mais forte que nas outras. A guitarra ganha um riff diferente na segunda metade da música. A animação volta com “Dulce despertar”. Aliás ela é animada e agitadinha, com levíssimas tensões geradas pelo baixo aqui e ali. O vocal é um pouco mais grave que nas outras trilhas, o que dá um diferencia ainda mais. Com ares mais densos, a penúltima é “Prometiste volver”. Tem introdução maiorzinha, e como dito na própria letra, é uma música mais lenta. Talvez, até por isso, sua introdução seja mais sensual. O refrão, mais agitadinho, acaba caindo numa estrofe novamente lenta. Essa alternância fica bem interessante, porque alterna também o vocal de mais grave pra mais agudo. E, só por curiosidade, é a maior música do cd. Tem um final bastante agitado, que contradiz com o resto da música. E o álbum acaba com “Cola Jazz Vals”. De introdução também longa, o vocal só aparece depois de meio minuto em vocalização. O ritmo lembra mesmo o de uma valsa e, obviamente, temos um destaque ao piano.

Temos aqui 40 minutos de um ótimo Indie pop fácil de compreender, já que é em outra lingua latina (o espanhol). Muitas referências sessentistas, muito piano e muita guitarra riffada, com backvocals bem trabalhados. Vale a pena conferir.

MySpace – Cola Jet Set

E sem frases de efeito… Mierda

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Resenha – Arctic Monkeys em “Humbug”

Agosto 12, 2009 at 8:51 am (Música) (, , )

Bom dia!

Sim, eu sei que atrasei (de novo) os posts desse blog. Pretendo, com todas as forças, tirar o atraso durante a semana, até sábado. E, pra começar essa recuperação, um dos cds mais comentados durante as duas últimas semanas. A volta dos Monkeys agitou a cena indie, e não atoa. Os ares da banda parecem ter mudado e, na minha opinião, pra algo muito diferente e, no entanto, tão bom quanto o que eles faziam antes. Mas, nesse faixa-a-faixa, não esperem músicas agitadas. Vamos lá?

O cd é aberto por “My Propeller”, que começa com guitarra, bateria e baixo. A guitarra ganha um leve destaque, mas novamente é seguida pelo baixo e pela bateria. A voz de Alex Turner aparece mais grave do que o que estamos acostumados no Arctic e, na minha opinião, tá até mais sensual. A levada mais densa, o vocal mais grave, tudo leva a uma impressão de sentimento mias forte. Parece que encontramos um cara que acabou de sair dos seus 18, 19 anos e agora se vê em um mundo mais real e, talvez para alguns, mais cinza. A segunda é o single “Crying Lightning”, e vem com o baixo mandando desde a introdução. Uma leve distorção, e a guitarra some um pouco. Música bem ritmada, riffs mais agudos contrastando com o baixo. O vocal continua bem grave, até o refrão onde a voz de Turner se parece mais com as músicas dos cds anteriores. A música como um todo se torna mais aguda, dá uma leve animada, mas isso não quer dizer muita mudança. A guitarra, no solo, também vem distorcida e levemente mais grave. Na verdade, grave e agudo se alternam, talvez por isso o single seja tão bom. A faixa três é “Dangerous Animals”. Mais agitadinha, mantem o clima sombrio, e tem um sintetizador bem anos oitenta de fundo. Interessante que nessa faixa eles conseguiram imprimir aquela coisa dançante, bem típica da banda, porém o clima continua denso como o do resto do cd. Depois do refrão tem uma quebrada de ritmo fantástica, e depois o ritmo volta ao normal. Tem um trecho de bateria bem forte e bem rápida, mas novamente ela some em prol da guitarra. O riff da mesma é bem repetitivo, e talvez isso relembre também as músicas anteriores. Em seguida, “Secret Door” quebra com a agitação da trilha anterior. Mais suave, contrasta MUITO com a trilha anterior. O vocal de Turner vem bem agitadinho em certos momentos, conta com uma leve distorção em outros, e no fim a trilha é uma das que mais me agrada até agora. E, no meio, vem outra bem agitadinha. “Potion Approaching” provavelmente vai ser o motivo de reconciliação para aqueles mais tradicionalistas, que estão do lado do “Hate” na minha teoria de que todo 3º cd é o “Love or Hate” de uma banda. Ainda assim, tá no clima do Humbug, com melodias mais densas.

A sexta música é “Fire and the Thud”. De introdução suave, chocalho e guitarra, o baixo entra bem destacado. Essa é bem calma, densa, e novamente sinto uma nota maior de sensualidade. O vocal de Turner não está tão grave, mas ainda assim está delicioso, mais etéreo. No final tem um momento mais agitado, com mais guitarra, e que dá um ar mais dançante pra trilha até então calma. E então a trilha se encerra com uma progressiva diminuição de ritmo. Outra de ares suaves é “Cornerstone”. A diferença é que ela vem numa melodia menos densa, mais melancólica. Os riffs da guitarra são levemente distorcidos, e temos um violão fazendo a base. Talvez seja uma das músicas mais alegres do cd, e de vocal mais leve também. Não vi a letra, mas a melodia poderia ser facilmente romantica. A trilha oito é “Dance little liar” vem, novamente, de encontro com a trilha anterior. Com a guitarra distorcida, uma tensão é gerada logo de cara e a bateria vem bem forte, entrando num ritmo constante e bem denso. A voz de turner volta para aquele grave inicial, e dá quase uma moleza diante dela. O destaque dessa faixa fica mesmo por conta da bateria. O baixo aparece em certo momento, mas ainda assim mantenho a bateria no topo. Outra coisa interessante é o uso de backvocals. No final a guitarra, sempre estrelinha, dá um show a parte com um riff muito legal. A penúltima é “Pretty Visitors”, que vem com sintetizador e agitação mais que de sobra. Deus, essa música é perfeita para uma boa pista de indie rock. Sim, temos mais de uma música dançante no Humbug! Eles conseguiram, pela segunda vez, unir a agitação dos cds anteriores ao ar denso e sombrio do Humbug. Temos breves momentos mais calmos, que são os refrões, mas não tem como negar o quão boa é essa música. Além disso, destaque para o sintetizador e para guitarra, que garantem essa união de densidade e agitação. E o cd fecha com “The Jeweller’s hand”. Baixo forte, guitarra baixa e novamente os ares mais graves e a voz de Alex acompanhando a densidade da trilha. É bem densa, quase deixando a gente mole. Porém, sem sombra de dúvidas, é uma das trilhas mais bem trabalhadas. E também é a mais longa do cd.

O cd, como um todo, vai trazer a tona aquela minha teoria de “love or hate” que cabe ao terceiro cd. No entanto, é ótimo, e para aqueles mais radicais temos duas trilhas muito dançantes.

MySpace – Arctic Monkeys

“I’ve got this ego overdamage? / She’s always trying to give me vitamins / I should be frightened of your reflection / I preferred her as a cartoon / If i could be someone else for a week / I’d spend it chasing after you / Shes not shattered in my attitude” (Potion Aproaching – Arctic Monkeys)

See ya later.

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Resenha – Kamera em “Blank Expressions”

Julho 26, 2009 at 11:59 am (Música) (, , )

Hey Kids!

Fazendo a segunda resenha de três que devo, me mantenho num gênero mais eletro. Motivo? Bem, a banda Kamera vale muito a pena. No próprio MySpace, eles se classificam (corretamente, na minha opnião) como pop/new wave/alternativa. E não é que são tudo isso mesmo? Carregam elementos dos três estilos e fazem um mix interessante dos mesmos. Mas vamos ao que interessa: o faixa-a-faixa do “Blank Expressions”

O cd começa com “Asleep”. Sintetizadores leves introduzem a música, seguidos pelo baixo forte e a guitarra tipicamente alternativa. Música agitada, com sintetizadores fazendo a base, guitarra e baixo em destaque e bateria básica, porém forte. O vocal é bem interessante, e quase não tem sotaque suéco, mantendo aquele ar levemente britânico do inglês dos europeus. Já a seguinte, “Misfortune strikes again” aparece sem sintetizadores. Música mais crua, mais pro alternativo mesmo, só ganha os sintetizadores do new wave depois de mais ou menos meio minuto. E ainda assim ele é bem apagadinho, com destaque para o baixo durante toda a música. A terceira trilha é “Dead Man Walking”. Nessa o ar new wave impera, até tendendo de leve ao dark wave. O sintetizador impera na introdução, o baixo domina junto com a bateria nas estrofes e o refrão tem destaque para a guitarra. Devo assumir que gostei muito do Vocal. Joakim Hjelm tem aquele tom levemente mais agudo que o normal, garantindo o tom pop da banda. A faixa 4 é outra que vem cheia do ar new wave, talvez mais que na trilha anterior. “Just a minute” tem um pouco de sintetizador até no vocal. O baixo e a guitarra somem, ficando em destaque o sintetizador e a bateria. Tudo bem que aparecem aos poucos, mas acho que ainda assim não tem aquela posição privilegiada que tinham nas anteriores. E no meio do cd, outra que supera a anterior no quesito new wave. “Miserable” tem sintetizador em tudo! Vocal, baixo, bateria, guitarra… Todos sofrem alguma distorção, o que deixa a música com ar mais etéreo.

Bem, a faixa seis abre a segunda metade do cd e é chamada “Friday Night”. Com a guitarra e a bateria em destaque, é bem mais rápida que as outras trilhas. O sintetizador volta a dar um sumiço e o baixo fica bem apagado sob a guitarra. No pré-refrão o sintetizador volta, mas o baixo continua apagadinho. E o refrão conta com sintetizadores bem destacados também. É a menor música do álbum, contando com 3 minutos e 20 segundos. “The city” é a trilha 7 e começa com um ar entre o romântico e o melancólico. Coberta de sintetizadores e com ares new wave na introdução, logo toma peso com a guitarra e a bateria. O sintetizador acompanha esse peso e o vocal de Joakin combina com esse ar quase oitentista, só que com mais guitarra, da trilha. Essa trilha é uma que ficaria ótima em pistas de baladas alternativas. A música oito, “Keep me Alive”, vem com ar mais soturno. O sintetizador contrasta com a guitarra e o baixo mais graves. O vocal vem mais suave, e no refrão fica mais agudo, assim como a música. Logo volta aquele ar mais grave, e até mais sensual. A penúltima é “Repeat”, e vem com bateria forte. Lembra um pouco uma das faixas anteriores, com exceção da guitarra que não parece muito com o que já foi mostrado. Pelo menos no início da música. De qualquer forma, a constante dos sintetizadores se mantém bem utilizada. E o cd encerra com “Live to pretend”, que contradiz todo o cd trazendo um ar suave, quase um twee pop misturado com eletrônico. Guitarra de riff doce, unido a um sintetizador baixinho, o baixo quase apagado e a bateria bem marcada, porém lenta. De surpresa, a música ganha uma tensão pelo baixo mais grave e forte, que logo é resolvida com o retorno da suavidade anterior. E, só para constar, é a maior trilha do cd com 5 minutos e 12 segundos.

Temos 10 ótimas músicas, distribuidas por 42 minutos que vão da agitação do new wave a calmaria mais pop, com guitarras e baixos muito característicos do alternativo europeu. Além disso, pequenos toques de outros estilos, como o twee pop e o dark wave. Altamente recomendado.

MySpace – Kamera

Sem letra porque não localizei (de novo) nenhuma.

See ya later.

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Resenha – Nightmare of you em “Infomaniac”

Junho 21, 2009 at 9:58 am (Música) (, )

Bom dia pessoal!

Os benefícios da internet, com sua troca de informação, me permite resenhar um cd que será oficialmente lançado apenas em 4 de agosto. Banda de música suave, tendendo do pop-rock ao indie, está em seu segundo cd. Sem muita história, porém com boa música a ser apresentada. Vamos a resenha?

O cd começa com “Good Morning, Waster”, com violão suave e backvocal bem trabalhado. Música bem suave, com uns riffs de guitarra e o aparecimento dos outros instrumentos ao final da música, com a bateria forte e o piano fazendo a ponte entre ela e a segunda música. “Eustacia Vye” parece estar grudada a faixa anterior. Começa com um piano bem característico do pop, e com a entrada dos outros intrumentos essa característica aumenta. Temos um destaque ai pro baixo, que aparece bem apesar da guitarra e do piano aparecerem bem também. Faixa animada, com clara inspiração dos idos de 60 na combinação guitarra-piano. A terceira música é “I think i’m getting older”, onde a bateria aparece um pouco mais. Música bem mercadológica, bem agitadinha, é bem dançante. Distorção interessante na guitarra, com o sábio uso moderado dos sintetizadores garantindo o ar pop. No final, a música tem um momento breve de levada reggae com sintetizadores que ficou bem interessante. A música quatro é “Someday, but not today”, que tem uma introdução muito parecida com a de “Yellow” do Coldplay. A impressão logo some com os riffs da guitarra. O baixo forte aparece baseando o vocal calmo, junto com o backvocal bem suave e quase desaparecido em certos trechos. Tem um momento interessante de um riff bem acelerado e distorcido. E a quinta trilha vem com uma clara inspiração sessentista. “Hey Sweetheart” tem um vocal bem interessante, baseado num piano bem ritmado. A guitarra aparece depois com os outros instrumentos, só garantindo a lembrança aos anos 60 com seu ritmo característico. O teclado sintetizado deixou um ar bem particular a essa faixa. E chegamos ao meio do cd com “Experimental bed”. Com sintetizadores na introdução, unidos a uma bateria forte. Baixo vem representando bem, junto da guitarra um tanto quanto confusa pela distorção. É, até agora, a música mais densa do cd. Tem um ar que fica numa linha tênue entre a melancolia e a depressão.

A segunda metade é aberta pela música “Amsterdam”, de bateria forte e guitarra riffada interessante. Mantém o ar mais melancólico, ainda que seja menos melancólica que a trilha anterior. O baixo é presente, porém não muito, assim como o piano/teclado. É, só para efeito de curiosidade, a maior faixa do cd. A 8ª é “Gavi”, de bateria e baixo fortes. Uma sirene ao fundo dá a idéia de perseguição, o que condiz com o ritmo acelerado do baixo. Se alguma fosse pra uma pista, o que acho pouco provável já que não tem a ver com a banda, seria essa. O pré-refrão é só bateria e sirene. No refrão, o baixo fica sobreposto pela guitarra. Aqui também não ouço piano/teclado. A trilha 9 é “Tell me when it’s over”, e começa com bateria forte e guitarra distorcida. Agitada, mas nem por isso animada, marca a volta dos sintetizadores bem usados pela banda. Aliás, acho que é a faixa em que eles estão mais presentes, em particular na guitarra. O backvocal faz um trabalho mais forte nessa trilha. A música 10 é “A pair of blue eyes”, e o ar sessentista volta na calma e na guitarra de riff constante. OS sintetizadores ficam bem de fundo, mas dão um ar ainda mais suaves a trilha. Temos um momento de tensão, que se resolve com a retomada do ritmo. O baixo tem certo destaque, apesar de ficar bem de base, e os backvocals aparecem aqui e ali. A penúltima é “Please don’t answer me”, e tem um violão tão gostoso que chego a me emocionar. Sem nenhum instrumento além do violão até agora, tem um ar acústico que me agrada imensamente. E quando aparecem os outros instrumentos, a música não fica degradada. Pelo contrário, a faixa melhora. O ar é levemente melancólico, e a semelhança vaga com Coldplay volta a minha mente, porém apenas pelo ar da música e não pelo seu estilo, já que o “Nightmare of you” faz um som mais pegado pro powerpop e, porque não, pro emo. E o cd encerra com “Goodnight, Devil”, de violão grave e mais denso. O vocal levemente sintetizado da o ar melancólico, unido a uma guitarra bem mais pesada que o resto do cd. O riff acelerado aumenta ainda mais o ar de desespero da música, e me lembra a versão de “I want you” da trilha do filme “Across the universe”. No final essa distorção garante uma densidade que difere totalmente do início do cd.

O cd tem 41 minutos. Neles o cd vai da animação, agitação e alegria à melancolia, densidade e até depressão. Isso tudo só retirando o piano e aumentando distorções e sintetizadores. Achei uma proposta interessante, visto que a alteração em termos de instrumento é pouca. Muda mesmo o ritmo. De qualquer forma, vale muito a pena conhecer essa banda.

MySpace – Nightmare of you

“And we’ve learned that life is one big game / Where the winners are all getting paid” (Dear Scene, I Wish I Were Deaf – Nightmare of You)

See ya later

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Resenha – Paolo Nutini em “Sunny Side Up”

Junho 7, 2009 at 1:52 pm (Música) (, , , )

Olá Galera!

Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?

O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.

A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.

Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.

MySpace – Paolo Nutini

“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)

See ya later

Olá Galera!

Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?

O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.

A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.

Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.

http://www.myspace.com/paolonutini

“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)

See ya later

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Resenha – Placebo em “Battle for the sun”

Maio 31, 2009 at 5:12 pm (Música) (, , )

Hey pessoal!

Hoje nós vamos falar de rock. Como sempre, rock alternativo. Mas, dessa vez, o post terá um ar de desespero e até depressão. Com influências de Sonic Youth, Pixies e Smashing Pumpkins, o Placebo apresenta seu novo cd. O “Battle for the sun” é a obra apresentada depois de três anos. E postarei aqui minha primeira impressão, com pouquíssimo conhecimento da obra geral desse forte nome do rock.

Abrimos o cd com “Kitty Litter”, com guitarra, baixo e bateria fortes. A voz de Molko continua com aquele tom meio agudo, um tanto quanto desesperador. No meio da mpusica, a guitarra toma um riff mais agudo e mais suave, pra cair numa intensidade e força em uma parte mais densa. O sussurro de Molko é bem interessante no contexto. Com uma ar mais leve aparece “Ashtray Heart”. Com teclados sintetizadores, bateria suave e baixo em destaque, temos uma pequena geração de tensão antes do refrão. Essa faixa remete mais ao cenário musical atual do que a anterior, que lembra bastante o pouco que conheço do começo de carreira do Placebo. A terceira trilha é “Battle for the sun”, que vem com uma guitarra densa, acompanhada apenas da bateria na introdução. Música lenta e densa, pelo menos de início, o baixo aparece apenas para reforçar esse ar soturno. Do nada a música toma um ar agitado e mais intenso, a bateria aparece mais. E, pela terceira vez temos uma alternância de ritmo, um um momento mais suave que volta para o ar agitado. O refrão conta com um que “etéreo” bem interessante. Temos, em seguida, “For what it’s worth”, que começa com sintetizadores e guitarra pesada e ritmada. De início, nada de baixo ou bateria, mas os dois instrumentos aparecem juntos. Essa música é single, e tenho a impressão de ter visto o clipe em algum lugar. Boa para pistas de rock alternativo, e tem um trecho interessante com o que parece sons de video-game. O trecho seguinte tem domínio do baixo, e volta para o refrão agitado. A quinta faixa é “Devil in the Details”, e parece uma sincera continuação da anterior. Bateria forte logo de inicio, sobrepondo um sintetizador, que logo invertem de posição. O baixo aparece muito grave, e a faixa se agita no refrão, ganhando peso e voltando a ficar mais suave na estrofe. A sexta música é “Bright Lights” e é estranhamente animada para os padrões do Placebo. Começa com um sintetizador embasado na guitarra e bateria. O baixo ganha destaque, junto a bateria na estrofe, onde o sintetizador aparece pontuado. Muito acho que essa pode se tornar single, por combinar muito com o cenário atual. E o meio do cd é marcado por “Speak in tongues”, que começa com um sintetizador doce mas logo perde esse ar devido a entrada do baixo e da bateria. O baixo parece dominar essa música em particular, apesar de no meio dela a guitarra aparecer com tudo e sobrepor os outros instrumentos de forma incrível. A vocalização é bem interessante também, e após ela a música transmite uma energia forte e ao mesmo tempo leve. Não fosse o vocal, duvidaria tratar-se de Placebo.

A música oito é “The never-ending why” e trás guitarras fortes, unida a baixo e bateria nas estrofes. Tem uma energia forte, boa pra pistas (no plural por ser boa para pista de dança e pista no sentido de rodovia). Os sintetizadores aparecem, mas não tanto quanto nas outras faixas. A guitarra está realmente forte, junto com a bateria. E um ar eletrônico domina a introdução de “Julien”, com aquele ar soturno dado pela voz baixa de Molko. A bateria da o ritmo, como sempre, e a cara de pista de dança fica clara. A guitarra entra riffando distorcida, mantendo o ar mais misterioso. E do nada parece que mudamos de faixa, com a guitarra dominando. A impressão de que houve uma cadencia não me abandona, e temos agora o encontro dos sintetizadores da primeira parte com a guitarra. O final parece contar com violinos, mas não sei ao certo. Estamos na 10ª trilha, “Happy you’re gone”, que começa com a voz melancólica de Molko. Guitarra e baixo bem baixinhos, com notas agudas de teclado sintetizado e bateria leve. Pelo menos inicialmente, é música para dormir. Mas logo no primeiro minuto a música toma intensidade e energia, dando uma empolgada e volta ao ar mais leve, porém não tão leve quanto a introdução. E essa alternância segue por toda trilha. E temos uma guitarra e bateria agitadas na 11ª faixa. “Breath Underwater” é uma música rápida, de bateria e guitarra bem ligeiras e pesadas. O baixo fica de fundo e, até agora, nada de sintetizadores. Eles aparecem no refrão, mas de base e meio escondidos pela bateria e pela guitarra. A penúltima começa suave e se chama “Come Undone”. Teclado simples e baixo dando base, com a bateria bem suave de fundo. A guitarra e a bateria se destacam posteriormente, dando o peso caracterísico da banda (pelo menos quanto ao pouco que conheço deles). E fechamos o cd com “Kings of medicine”, e começa com uma guitarra abafada e até animadinha junto ao vocal. O ar soturno e mais pesado é dado pelo baixo e pela bateria. O teclado com som de orgão fica bem ao fundo, só garantindo o ar mais etéreo da faixa. Isso até o teclado entrar com seu som original. E as palminhas no meio da trilha dão um toque interessante. Essa é outra música mais animadinha, e acho que é mais fácil de ser vendida para os não fãs. O teclado dela é legal por alternar entre sons “normais” e sintetizados.

Esse é um ótimo cd, com seus 51 minutos. Temos aqui uma obra um pouco diferente do visto nos singles anteriores, porém nada grave a ponto de dizer que a banda “traiu o movimento”. Digamos que o Placebo apenas acompanhou o mercado e acabou fazendo músicas que mesclam a identidade própria com o que vemos no cenário atual.

MySpace – Placebo

“While I’m gonna dance with him tonight / All of my wrongs / No more wicked ways / Come back to haunt me, / Come what may / He wrote the songs / That I hoped to write someday / Looks like the devil’s here to stay / Let me take you far away / With the devil in the details / We’ll kiss and tremble with the light / Everything is fine / With the devil in the details” (Devil in the details – Placebo)

See ya later…

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Resenha – Pullovers em “Tudo o que eu sempre sonhei”

Maio 23, 2009 at 12:00 pm (Música) (, , , )

Olá Pessoal!

Com atraso de uma semana, devido a problemas pessoais, volto a postar aqui com grande alegria! Hoje falarei, de novo, de uma banda nacional que me fascinou logo na primeira música. O Pullovers existe desde 1999, porém o primeiro álbum totalmente em português é o resenhado aqui. A banda, composta por 6 rapazes, chegou a mim por meio do post de um deles no blog de outra banda, o Ludov. Habacuque Lima é o elo de ligação entre essas duas maravilhosas bandas e o mais novo dentre os integrantes do Pullovers. Bem, vamos ao que interessa. A resenha é faixa-a-faixa, e como o cd tem download gratuito pela Trama Virtual, recomendo o download (o link está lá embaixo), podem realmente me acompanhar.

Com um Cello forte, a faixa-título abre o álbum. Música forte, bem ritmada e densa sem ser triste. De letra também forte, os instrumentos estão bem colocados, dando suporte para o Cello e vão progressivamente aparecendo. A segunda trilha é “O amor verdadeiro não em vista pro mar” mistura distorções e rocks com ares de mpb e bossa no ínicio, e no refrão vira uma doce balada. Guitarra destorcidinha e baixo marcante, com a bateria dando força quando precisa. A música 3 é bem rapidinha e se chama “1932 (C.P.)”, mas no refrão dá uma acalmada. Também bastante alegre e romântica, mantém a linha da primeira só que eu sinto mais distorções (posso estar errada, mas parece ter sintetizador bem no fundo). “Marinês” aparece numa levada mais pra mpb moderninha que pro rock, com guitarra aqui e ali e o piano aparecendo mais. Letra contanto historinha de maneira acelerada, porém não exatamente apressada, como todo paulista/paulistano sabe ser e fazer. “Lição de casa” é a quinta música e volta com o ar mais rock, só que com a cara brasileira que o Pullovers soube dar. A inspiração em bandas indies de fora, assim como a inspiração em gêneros nacionais, fica clara na guitarra acelerada, bem parecida com as britânicas, usando escalas típicas das músicas brasileiras. Com ar melancólico começa a sexta música, “Quem me dera houvésse trem”. Piano em destaque com bateria, guitarra riffada e baixo marcante. O ar de sofrimento romântico dessa trilha é difícil de ser superado. A faixa vai, progressivamente, acelerando e “animando” por assim dizer. E chegamos a metade do cd com “Marcelo (ou Eu traí o rock)”, com uma pegada bem mais pro rock que as anteriores. A guitarra mais constante, a bateria mais forte, o piano ritmado. Só o baixo está numa levada mais mole.

A pegada de rock misturado com influências brazucas volta na faixa 7, “Futebol de óculos”. Com temática mais nacional impossível, uma conquista narrada como a história de um jogador sem ficar superficial ou chula é a letra. A música tem guitarra acelerada e uma levada doce e até praiana, com o piano de fundo dando a leveza da música. “Sambinha salgueiro” dura 15 segundos e é um sambinha animado. A melancolia e predominância de gêneros nacionais voltam em “O que dará o Salgueiro?”. Piano mais destacado, guitarra riffada, baixo e bateria bem ritmados. É impressionante como esses paulistas (pelo menos no MySpace a banda está como sendo de São Paulo-SP) tem uma música que poderia ser facilmente atribuída a cariocas. O ar rock volta acelerado e mais pesado em “Semana”, e não estarei tão errada em dizer que temos um piano/teclado sintetizado ai. A guitarra esta deliciosa e o baixo impera ao lado da bateria no acelerar da faixa 11. É uma das trilhas mais rapidinhas. A penúltima é “Todas canções são de amor”, e trás aquele rock mais doce e melancólico, com a pitada nacional dado por um piano mais agudo e um violão arpejado aqui e ali. E o cd encerra em “Tchau”. Trilha acelerada com ares mais nacionais e dramáticos, piano forte acompanhado do baixo. Tem um lindo trecho com um violão bem ritmado e gerando uma tensão que logo se resolve. A bateria fica mais ao fundo, assim como a guitarra. No final a guitarra aparece mais pesadinha, mas ai já é tarde.

O cd é bem rápido, com seus 42 minutos de músicas aceleradas que se alternam entre animação e melancolia. A mistura de influências é maravilhosa e pode muito bem agradar tanto aos que preferem músicas com ares britânicos quanto aos que gostam de uma mpb moderna. Espero, muito, que a banda continue com esse som pois conseguiram mais uma fã.

MySpace – Pullovers
Trama Virtual – Pullovers – Download do CD “Tudo o que eu sempre sonhei”
Site Oficial – Pullovers

“Livro, disco, rádio, TV, / tudo a serviço dessa dor, / mesmo discurso pra vender, / sem distinção de classe ou cor. / Eu tento ser superior, / endurecer, não suspirar, / acreditar não haver amor / com ou sem vista para o mar. / Mas todas as canções são de amor. / tudo o que cala. / Tudo o que se fala é do amor, / é se isolar ou se render.” (Todas as canções são de amor – Pullovers)

Vejo vocês depois

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