Resenha – Scarlett Johansson & Pete Yorn em “Break Up”

Novembro 8, 2009 at 9:16 pm (Música) (, , , )

Hey Kids!

Continuando com o novo modelo de resenha e recuperando o tempo perdido, vou falar de uma dupla que me impressionou. Não, não conhecia de nome o sr Yorn e fiquei surpresa com a voz da Johanssen. Sempre ouvi falar mal da voz dela e fiquei de queixo caido ao ouvir por mim mesma. Oras, admiram vozes roucas por ai, qual a diferença da voz da Scarlett? Eu simplesmente adorei. Por isso falarei do “Break Up” aqui.

O cd tem músicas relativamente curtas e é, em si, bem curto com suas nove músicas. Tem duas músicas bem densinhas: “Search your Heart” e “Clean”. São mais pensativas, digamos assim, e ficariam bem também na voz da Dido. Mas o auge da obra são as baladinhas indie-pop como “Relator”. Gente, acho difícil não gostar dessa música. É tão animada, tão fofa, tão… Ah, não sei como dizer tudo que acho dela. E, por fim, há também algumas de uma animação levemente melancólica. Eu sei que parece estranha essa comparação, mas quando vocês ouvirem a trilha 5, “Blackie’s Dead”, me entenderão. É algo que trás certo saudosismo, provavelmente seja a predominância do vocal de Pete. Também me é muito interessante a mistura de elementos acústicos, como violão e percussão leve tipo bongô, com elementos eletrônicos.

Bem, o cd é bem curto mesmo. Só me resta o pedido: pra quem não gosta da voz de Scarlett Johansson, repensem um pouco o conceito de bom vocal. Apesar que isso é muito particular.

MySpace – Scarlett Johansson & Pete Yorn

“You won’t find another dummy wait for you / So don’t hate the one who lives for you / Don’t blame him for your trouble” (Search your Heart – Scarlett Johansson & Pete Yorn)

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Paolo Nutini em “Sunny Side Up”

Junho 7, 2009 at 1:52 pm (Música) (, , , )

Olá Galera!

Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?

O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.

A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.

Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.

MySpace – Paolo Nutini

“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)

See ya later

Olá Galera!

Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?

O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.

A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.

Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.

http://www.myspace.com/paolonutini

“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)

See ya later

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – “mewithoutYou” em “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright”

Abril 26, 2009 at 10:44 am (Música) (, , , )

Hey people!

Hoje é domingo. Domingo é dia santo, e música é algo sagrado, então nada melhor que falar de música num domingo. Como também é dia da preguiça, a banda de hoje tem que ter uma levada mais calma, e ai me aparece o novo (e vazado) cd do “mewithoutYou” (é assim mesmo que digita). Se autoclassificando como Indie no próprio MySpace, os rapazes da Pensilvânia surgem com uma linha leve e agradável. O “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright” é animado, por vezes melancólico, mas no geral é muito bom. Vamos comentar cada faixa e ver o que temos aqui.

Começamos com um baixo e um teclado (sintetizado, talvez), seguidos por uma bateria. O vocal entra calmo e baixo, e a guitarra só da as caras depois de tudo isso. De levada lenta, “Even thought a thought of you” é quase uma versão indie do Jack Johnson (posso estar falando besteira, mas é a impressão inicial). Tem uma virada, um trecho que não tem muito a ver e faz uma transição interessante para voltar ao normal da trilha. A segunda é “The fox, the crow e the cookie”, animada e com um violão muito gostoso e bateria forte. Tem naipes de metais e o que me parece um xilofone. Animadinha e fofa, tem cara de domingo de manhã. A número três é “The angel of death came to David’s room”, mais melancólica e calma. Talvez pelo tema da música, é triste e densa. Ainda assim tem um violão lindo de baixo, violão e bateria. Ela fica mais forte por volta do primeiro minuto, transmitindo tensão e energia para o clima denso da música. Por alguns minutos a música fica mais calma, e vai acelerando e tomando ares de fanfarra e/ou paradas. “Goodbye, I!” segue uma linha mais indie, de baixo ritmado e piano constante. A bateria é agitada e temos algo que trás, ao mesmo tempo, animação e melancolia. A animação por conta da guitarra, mas o baixo se encarrega de dar o ar mais pensativo. A quinta trilha é “A stick, a carrot and string” que começa com um piano e um acordeon muito bonitos. O baixo e a bateria entram em seguida, animando a faixa. Tem um solo interessante de violão (creio eu) e os backvocals tornam a música ainda mais agradável. O meio do cd chega com “Bullet to binary (part two)”. Música agitada, com violão e bateria acelerados e o baixo criando, junto ao vocal, uma tensão e uma sensação de desespero fortíssimas. Ótima para manter a mente disperta. No meio, ela fica mais dramática, lamuriosa até.

A segunda metade começa com “Timothy Ray” e tem por introdução um acordeon e o chocalho. A bateria e o baixo entram depois, novamente animando. Parece até ser uma fórmula bolada pela banda e, posso dizer, dá certo. Uma espectativa é criada por volta do 1:25 minuto e resolvida logo depois. Mas ai vem outra tensão, essa mais fácil de identificar, com o volume sendo aumentado progressivamente e caindo numa linha mais forte e agitada que o que ouvimos anteriormente na faixa. “Fig with a bellyache” vem om um violão tenso e rápido, sendo acompanhado pelo vocal e pelos backvocals. A bateria  entra baixa e rápida, com o xilofone pontuado. A escaleta completa o ar mais dramático da música. Ai, do nada, o ritmo muda, a bateria destaca e a música toma um ar leve e comemorativo. A número nove é “Cattail down”. Triste, vem com violão e baixo graves, e o acordeon aparece de fundo. A bateria fica só no prato, pelo menos de inicio. Temos de novo um ar mais forte e dramático, mas dessa vez melhor utilizado e contando com apoio dos naipes de metais. Como penúltima trilha vem “The king beetle on a coconut estate” e começa baixinha, só violão. Se eu peguei o espírito, isso é a preparação para algo mais animado. O piano aparece e o vocal é estremamente agradável. No fundo, violões que até desafinam, mas com um jeito de ter sido proposital. Aos poucos, a música apresenta trechos mais animados e tem um momento quase que erudito na música, com a presença deliciosa de uma flauta (provavelmente transfersal). E não errei, uma animação surge forte, impactante, com a entrada da bateria e de um (creio eu) Violoncello. Dá aquele ar de raiva e vingança. E fechamos o cd com um violão pop-rock introduzindo a faixa “Allah, Allah, Allah”. Os instrumentos aparecem pouco a pouco, até que aparecem forte gerando uma tensão que é resolvinda por um trompete, talvez, misturado a uma guitarra com certo peso. Isso tudo vai para numa bateria em destaque e palminhas que te dão vontade de seguí-las. Música de fim de show na certa. Temos direito até a solo de guitarra no meio da música. O instrumental vai, progressivamente, ficando mais calmo porém repetitivo, o que gera uma ansiedade e a espera de que seja resolvida essa situação. E ela é resolvida com uma cadência perfeita.

Em seu terceiro álbum, o “mewhitoutYou” me conquista com músicas matematicamente formuladas, que abusam de instrumentos não tradicionais e que andam no limiar do indie e do folk com uma desenvoltura que vi poucas vezes. Pena que, no myspace, só tem a primeira música do cd pra ouvir. Banda altamente recomendada, ainda que sem cd pra download.

MySpace – mewithoutYou

“When you laugh you’ll feel my breath there  / filling up your lungs. And when you cry, / those aren’t your tears but I’m there / falling down your cheek. / adn when you say you love him, taste me /  I’m like poison on your tongue / But when you’re tired, if you’re quiet, / you’ll hear me singing you to sleep.” (Bullet to binary – mewithoutYou)

See ya later…

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Iain Archer em “To the pine roots”

Fevereiro 24, 2009 at 7:58 am (Música) (, , )

Olá Pessoas!

Hoje venho comentar de mais um cd de folk que roda pela rede. “Oras, e qual a diferença desse para tantos outros que nos são oferecidos?”, vocês me perguntam. E eu respondo com total sinceridade que eu jamais esperaria por esse cd, visto que ele foi feito por um ex-snow patrol. Oh, sim, meus caros leitores, temos agora a prova via de que o folk está tomando o mercado e a mente dos músicos indies/alternativos. Na verdade o sr Archer faz seus cds desde 1995 e, agora, resolveu apostar as fichas desse 2009 que mal começou no cd “Standby”. Vamos então ver o que nos espera, ok?

O cd inicia sem grandes surpresas na faixa “The Acrobat”. De voz suave, violão dedilhado e bem ritmado e um instrumento que suspeito ser a escaleta, essa música carregua aquele ar calmo dos folks recentes, como Kings of Convenience (não que o som lembre a banda exatamente, é só uma menção aos “novos” folks). Seguimos para a segunda música, “Songbird”, onde encontramos um violão levemente mais sujo de base com um riff baixinho. Ou eu creio que seja um riff de violão, não sei, poderia ser as notas mais agudas de um piano também. Menos dedilhada que a primeira e mais gostosa de se ouvir, pelo menos na minha opinião. A terceira trilha é mais triste e leva o nome de “Black Mountain Quarry”. Ou melhor, ela gera mais ansiedade com o ritmo dela. Pela primeira vez no cd a bateria aparece claramente e com certo destaque, fazendo dessa faixa uma música levemente mais agitada que as anteriores. “Hey Mia, don’t be lonely” é a nº 4 desse cd, e vem carregada de melancolia com o violão dedilhado, transmitindo bastante emoção e dando vontade de ficar numa casa de campo vendo o pôr-do-sol. A voz de Iain parece estar mais rouca, o que dá um ar ainda mais gostoso para a obra. E chegamos a metade do cd, que só tem nove músicas, com “Everest”, com todos seus oito minutos de duração. Puro violão no começo, a bateria entra depois do primeiro meio minuto. A música segue agregando seus componentes, e mantem a cadência. A voz dele fica ótima nessa faixa, agregando progressivamente mais energia a toda composição. Na metade da música, um momento de calmaria para um solo de violões (deveria ser um violão só?), que vai alternando o volume ficando mais ou menos intenso. A força volta com a voz de Archer e tudo termina numa grande e empolgante melodia.

Passamos para a sexta faixa, “Frozen Lake”, e o rapaz se arrisca em um pouco tons mais agudos que os anteriores. Boa proposta, ainda mais quando acompanhado levemente de o que eu diria ser um sintetizador ao fundo. Ok, sintetizador e folk normalmente não combinam, mas acho que foi isso que aconteceu. A união do elétrico com o violão, mais uma vez. Violoncelos aparecem de fundo, com alguns violinos. Sétima música, “Streamer on a kite”, tem o ar mais country-folk de todo cd até agora. Lembra bastante aquela coisa do velho oeste, dando até pra imaginar aqueles velhos cowboys cavalgando e viajando enquanto levam a boiada por ai. Ou isso ou minha imaginação anda muito fértil. Me parece existir ai também um orgão. Enfim, penúltima música, “To mend and move along”. Aquela carinha de música folk típica. Violão e voz bem suaves, quase dá para dormir com a linda cítara ou harpa do fim da faixa. E terminamos com “The Nightwatchman”. Violão com lindas e destacadas trocas de baixo, uma voz levemente mais grave do que o usado no resto do cd. Parece que ele está sentado ao redor de uma fogueira contando histórias para crianças.

Como comentário geral, temos aqui 40 minutos de um folk bem trabalho e sem as “sujeiras” sonoras no violão que, alguns podem dizer, caraterizam o estilo desde sabe-se lá quando. A aposta de Iain Archer não é em vão e aparenta sim ter grande chance de futuro. No myspace tem três das nove músicas e, pelo visto, nada de downloads.

MySpace – Iain Archer

“But my heart it never breaks / It just beats on despite the ache / And the day I touch you and make you see / Broken well be / You and me” (Canal Song – Iain Archer)

See ya later

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Deolinda em “Canção Ao Lado”

Fevereiro 11, 2009 at 11:24 am (Música) (, , )

Olá Pessoal!

Vou falar hoje de uma banda apresentada a mim por uma amiga lusitana. Não atoa a banda é de Música Popular Portuguesa, tendendo ao fado. Segundo a wikipédia, o grupo surgiu em 2006. O disco aqui resenhado é do ano passado e, por mero acaso, disco de estréia da banda. Ana Bacalhau (sim, esse é o nome da vocalista) tem uma linda voz, e uniu-se a seus primos e seu marido para esse projeto. Enfim, vamos à resenha das 14 faixas do cd.

O álbum começa com “Mal por mal”, de ritmo bem leve e letra com um conflito romântico muito fofo. Fora que o refrão “O teu bem faz me tão mal” e a inversão dele gruda na cabeça e soa de forma até engraçada. A segunda música foi a primeira que ouvi, “Fado toninho”, e mantém o estilo romântico com o violão bem arpejado, no ritmo 3 por 4 típico. A letra é de uma briga engraçada, uma cena mais cômica que do que a primeira. “Não sei falar de amor” é a terceira faixa, e começa apenas no vocal, com os instrumentos entrando pouco depois. É uma música mais melancólica do que as anteriores, e por isso mesmo considero-a mais bela. A faixa 4 é “Contado ninguém acredita”, novamente com aquele ar engraçado. Melodia animada, com violão muito bem arpejado e trocas de baixo lindas, e um romance platônico quase incompreenssível (pensei ser o caso de amor por um padre, talvez) na letra. Chegamos a música “Eu tenho um melro”, 5ª do cd, também mais calma e melancólica, com apenas um violão no ínicio. Quando o outro violão e o contra-baixo entram, quase imperceptíveis, é só para fazer um jogo a mais na música. E, pela primeira vez, um breve jogo de vozes é feito, e no final a música fica mais animada. Isso deve ser o prenúncio da sexta faixa, “Movimento perpétuo associativo”, que mescla partes mais fortes com partes mais cômicas, que parecem fazer parte da natureza da banda. E a metade do cd chega com “O fado não é mau”, uma música novamente mais melancólica, com uma triste sina envolvendo o próprio ritmo da banda.

A oitava faixa é “Lisboa não é a cidade perfeita”, nostálgica como poucas músicas que ouvi. Ela vai além da saudade, e novamente une o vocal feminino ao masculino. “Fon-fon-fon” é o nome da 9ª trilha, que conta animadamente a história de uma amor por um tocador de tuba. “Fado castigo” é a música seguinte, novamente saudosista, que parece “reclamar” a impopularidade do fado e “culpar” outros ritmos por isso. Com uma cadência mais forte, a 11ª música é “Ai Rapaz”, e conta o breve trabalho de dançar com o par desejado e toda a espectativa de tal fato. O que mais interessa aqui é mesmo a cadência mais forte, mais marcada. A ante-penúltima trilha é a faixa-título, “Canção ao lado”, animada e rápida. Parece criticar certo eruditismo e o afastamento de certo costumes. Chegamos perto do fim do cd com “Garçonete da casa de fado”, e é a que mais tem relação conosco. Parece que tentaram descrever o espírito de um brasileiro em terra portuguesa ao ouvir a típica música dos nossos colonizadores. O refrão é realmente puxado para o chorinho e maxixe, remetendo a Chiquinha Gonzaga, e Ana o canta quase sem aquele sotaque pesado português. E, com melodia saudosista, terminamos o cd ao som de “Clandestino”, que por acaso conta o caso de amor proibido.

Fica a dica a todos. O folk não se restringe aos europeus e norte-americanos, afinal cada país tem seu folclore. Interessante é perceber os traços musicais do folk deles que residem, até certo ponto, no nosso folclore, como o ritmo 3 por 4 de alguns ritmos nacionais, que pode ter vindo do fado, que por sua vez é música européia. Não tem como baixar as músicas, o que é triste, mas nossos colegas lusitanos disponibilizaram o cd todo para audição no site http://www.deolinda.com.pt/ . O myspace deles conta com 6 das 14 músicas. Eu optaria pelo site.

MySpace – Deolinda

“E soubesse eu artifícios / de falar sem o dizer / não ia ser tão difícil / revelar-te o meu querer. / A timidez ata-me a pedras / e afunda-me no rio / quanto mais o amor medra / mais se afoga o desvario.” (Não sei falar de amor – Deolinda)

Vejo vocês depois

Link Permanente 2 Comentários

Resenha – Oh Mr Stereo em “Stereo City”

Dezembro 6, 2008 at 8:52 am (Música) (, , )

Oláááá Pessoal!

Com um pequeno atraso de menos de um dia, falarei sobre outra banda acústica. Não poderia ser diferente, afinal amo músicas acústicas. O “Oh Mr Stereo” É uma banda que está no myspace desde o ano passado (totalizando 32379 execuções no player de lá) e tem menos de mil execuções no LastFm. Me surpreendi com o powerpop acústico de qualidade deles.

O cd que venho resenhar tá, na verdade, mais para um EP. Com sete músicas, o “Stereo City” mostra o que uma banda independente pode fazer. Animação é a tônica do álbum, que mostra que é possível fazer powerpop do bom sem muitas distorções e esse tipo de coisa. As vezes, no mar de efeitos que temos hoje, nos esquecemos de como o som real do instrumento traz aquele ar de amizade e proximidade que as bandas precisam ter.

Começando com o que interessa, vamos a resenha faixa-a-faixa. A primeira do cd é “That Day”. Animada, com backvocals bem colocados e um clima de banda de rock tocando em barzinho, além de parecer ter uma letra bem fofinha. A segunda música começa com um riffizinho que lembra aqueles utilizados pelo emo. Aliás, “No hope” tem nome de música emo e clima de música emo. Como adoro emo acústico, não preciso dizer que gosto do que ouço nela. “Changes” começa só voz e violão, uma delicia que deve ser apreciada com cuidado. Os outros instrumentos só entram mesmo no meio da música, e ainda assim bem apagadinhos.

Com um violão mais pegado, um clima mas forte, chegamos à quarta faixa “Eye to eye”. Música rápida, onde a bateria aparece mais e marca bem o ritmo da mesma. Novamente o ar de emo acústico, mas na verdade isso só acontece por ser mais rápida do que costumamos ver no powerpop. O vocal mantém o estilo da banda constante, sem abusar de agudos, o que me parece prudente. “No more Lies”, quinta música do cd, brinca com as paradas dos instrumentos, dando a impressão de que a música acabou, já que brincam com a cadência perfeita. A última música de “estúdio” do cd, “Drown”, também é rápida, animada, da vontade de pular ainda que seja acústica. A bateria novamente é bem tocada. E a última música do cd é, novamente, “Changes” numa versão SÓ voz e violão. Devo comentar que não senti o baixo em momento nenhum, e estranho isso muito. Se eu sentisse o baixo, talvéz a música ficásse ainda melhor.

Enfim, no MySpace deles tem 4 Músicas: “Eye to eye”, “No more lies”, “No hope” e “Changes”. Pelo visto, sem download.

MySpace – Oh Mr Stereo

Sem trecho de letra porque não achei letra de nenhuma das músicas deles…

See ya later

Link Permanente 1 Comentário

Resenha – Amy Macdonald em “This is the life”

Novembro 9, 2008 at 9:55 am (Música) (, , , )

Oláááá Pessoal!!

Desculpem-me por ter atrasado, novamente, meus posts. A faculdade me mantem afastada desse local, ainda que eu tente com todas as forças me manter aqui. Como tenho posts atrasados, serão dois posts hoje. O primeiro, que é este, vem falar de uma cantora nova que eu estou apaixonada. Amy Macdonald é uma linda escosesa adepta do Folk/Indie. Será que eu gosto disso?

Vamos aos fatos: o folk é a nova moda e não há como negar. Aliás, várias novas modas convivem se alternando. Amy pegou o momento certo de aparecer, com o folk despontando novamente como um dos gêneros musicais mais escutados do momento. A descobri graças a MTV (apesar de isso me levar a crer que ela já faz sucesso há algum tempo), com a faixa-título do álbum: “This is the life”.

Preciso dizer que o violão aparece bastante? Não né, afinal estamos falando de alguém que toca folk. É interessante notar que ela não faz aquele folk desanimado, mas algo mais agitado e pegado, ainda que triste. A voz dela é mais grave que a da KT Tunstall (com quem, creio, seja muito comparada), lembrando um pouco a voz da Dolores O’Riordan (The Cranberries). O tema das músicas, claro, são melancólicos e temos a presença dos violinos. Por vezes, aparece uma distorção aqui ou ali, unido a um pouquinho de sintetizador. Nada que tire a característica praticamente acústica da obra dela.

Indo as recomendações: a música de trabalho “this is the life”, “poison prince”, “youth of today” (nessa sentimos a tristeza intrínseca do gênero aumentada por sintetizadores leves), “Let’s start a band” (com notas de metais que lembram os filmes de faroeste) e “A wish for something more” (com o inicio mostrando um piano bem interessante). No MySpace (sem downloads =[ ) temos apenas “This is the life” e “Poison Prince” das recomendadas

MySpace – Amy MacDonald

“Let’s take a walk outside / See the world through teach others eyes” (A wish for something more – Amy Macdonald)

See ya later

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Zé Geraldo em “Catadô de Bromélias”

Agosto 30, 2008 at 6:12 pm (Música) (, , )

Olá Galera!

Hoje vou voltar a falar de música nacional. Porém, dessa vez, não se trata de uma banda nova. Aliás, a última característica desse cantor é ser novo. Zé geraldo tem 63 anos e pode até ser chamado de “Bob Dylan brasileiro”. Sim, eu o considero o representante do folk em terras nacionais. Na verdade eu diria que o senhor ai ao lado não canta folk, ele é tão nacional que canta rock rural.

Seu mais recente trabalho, “Catadô de Bromélias”, Zé Geraldo deixa bem claro o porque ainda está na estrada. A bem da verdade, o cara não tem tanto apoio da grande mídia e nem faz o gosto da maioria para que isso aconteça. Porém poucos cantores, independente do estilo, conseguem ter a poesia desse cara. A mistura do sertanejo, com viola mesmo, e a guitarra é simplesmente perfeita. Além disso, a música de letra simples sobre assuntos normais, assuntos do dia-a-dia, cantados de uma forma caipira inspira um saudosismo muito bom.

Quanto ao tipo de pessoa que vai gostar de escutar esse som só posso dizer que todo mundo deveria gostar. Tenho quase certeza que quem curte sertanejo, MPB e Folk tem pelo menos uma tendência para fazê-lo. Aos outros, fica a recomendação para a poesia mais caipira que consegue encontra-se hoje. Podem me vir com vários sertanejos atuais, a poesia caipira tá com esse cara. Ainda que ele não seja propriamente um cantor recente.

Quanto as recomendações de música: Particularmente adorei a primeira faixa, “Na barra do seu vestido”; a quinta faixa, “Mr Tamborine Man”; e a sexta faixa, “Encatamento”. Aliás é melhor ouvir o cd inteiro, porém o myspace dele não tem o cd todo…

MySpace – Zé Geraldo

“Sou bailarino gira mundo / Poeta sem endereço / Assustado e vivido / Um menino encantado / Que sonha viver pra sempre / Na barra do seu vestido.” (Na barra do seu vestido – Zé Geraldo)

Vejo vocês por ai…

Link Permanente Deixe um comentário

Resenha – Blind Pilot em “3 Rounds and a Sound”

Agosto 10, 2008 at 7:05 pm (Música) (, , , )

Olá pessoal!

Agora que estou com o número correto de posts em relação as semanas de existência desse blog, deixo o aviso que o dia de postagem mudou. Agora confiram meu blog de sábado ou domingo, pois durante a semana a faculdade será minha principal (se não única) preocupação.

Porém, vamos ao post e falar do que realmente interessa: boa música. Como vocês podem perceber, ai do lado se encontram vários blogs de música. São neles que encontro as bandas que aqui falam, além dos conhecidos LastFM e MySpace. O caso da banda de hoje é um exemplo, descobri num blog (mas não me lembro qual, sei que é um dos que estão ai do lado).

O Blind Pilot é mais uma banda com estilo folk/pop/indie… Na verdade, no MySpace da dupla está Acoustic / Indie / Pop. O cd que falarei aqui é o primeiro da banda, da qual não encontro a “idade”, apesar de aparentar ser nova. Seu som pode até ser chamado de “pop” pois é extremamente fácil de ouvir, porém não são tão grudentas. Acho difícil que alguém não vá gostar desse som, apesar de ser um tanto calmo.

A voz levemente rouca dos meninos, mas bem levemente mesmo, se encaixa na proposta deles. Me lembram bastante a banda “Get Cape, Wear Cape, Fly”, da qual já falei aqui no blog, porém é mais calma. O uso de acordeon na música é uma tendência forte que o Blind Pilot segue sem parecer ser mais uma banda “de modinha”.

Apesar de todas belas qualidades, esses americanos são outros que não liberam sua música para download. No caso, o esquema continua sendo ouvir o MySpace deles e rezar para que, um dia, os cds se tornem acessíveis para nós. Recomendo, das presentes no site, “Story I Heard” e “Go on, say it”. Digamos que a primeira mostra a característica mais forte da banda e a segunda mostra o quão versáteis eles podem ser.

MySpace – Blind Pilot

“I know I’ll wake up old, forgetting which box this is in. How I will keep you just how I left you.” (Go on, Say it – Blind Pilot)

See ya later

Link Permanente 1 Comentário

Resenha – José González em “In our nature”

Julho 9, 2008 at 8:45 pm (Música) (, , )

Olá pessoal!

Esse cara super fofo ai do lado é ninguém mais que José González. E ai vocês viram e me perguntam “Eeeeee?”. Eu respondo, relaxem. Descobri o som desse maravilhoso homem esse ano, e confesso que me surpreendi. Um acústico cantado por um suéco com sotaque espanhol (na verdade argentino, influência dos pais) sem cara de música “mexicana”

O seu cd novo, que é o “In our Nature”, mostra bem o que quero dizer. Um acústico indie/folk, com aquela cara de europeu, porém é perceptível que ele usa a influência (vejam bem, apenas influência) da descendência espanhola. O violão dele não fica resumido a batidinhas simples e suaves de um acústico normal ou aquelas batidas simples, porém mais “sujas”, do folk. O ritmo e a força impressa por ele nas músicas lembra-me muito a música espanhola, a força do flamenco.

Em uma das minhas músicas prediletas desse cd é “Killing for love”. Eu achei essa música particularmente gostosa de ouvir por ter o violão forte sem ser agressivo ou agitado. Outra que gosto muito é “Teardrop”, pelo mesmo motivo da anterior. Já “Abram” tem uma troca de baixos que deixa a música com cara de música para dormir, perfeita para relaxar, assim como “The Nest”.

O mais legal é que ele não se inspira, segundo o LastFM, em reis do Folk como Bob Dylan, apesar de sua voz remeter a cantores antigos. Na verdade a sua inspiração é contemporânea, como a banda Kings of Convenience. Ou seja, temos algo novo inspirado em algo relativamente novo que remete a coisa bem antigas. Isso é mais uma prova de que temos a música em constante ciclo, em qualquer estilo. Ponto pra quem conhece de música.

A pena é que o MySpace dele conta apenas com 4 músicas, nenhuma pra download. Das citadas acima têm duas: “Killing for love” e “Teardrop”. As outras são “How Low” e “Down the Line”.

MySpace – José González

“Well it’s one thing to fall in love, but another to make it last” (Hand on your heart – José González)

See ya later

Link Permanente Deixe um comentário

Próxima página »