“Só quem morreu na fogueira sabe o que é ser carvão” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

Novembro 25, 2009 at 3:35 pm (Notícias e Crônicas, Vida)

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherEsse blog anda largado. Mas se tem algo que me faz movê-lo, agitá-lo, é participar de blogagem coletiva. Principalmente quando essa blogagem é por defesa de direitos. Hoje começam os “16 dias de ativismo” para as feministas. Mas acho que isso não deveria ficar restrito as mulheres que se rotulam assim. De qualquer forma, vamos falar sobre violência?

Vamos pensar no que é violência, antes de pensar na mulher em si. È só murro, tapa, tiro que conta? Ou ofensas também? E as condições sociais e econômicas? Pois é, tudo isso conta como violência. E quando o crédito de algo que você fez é “roubado” por alguém, isso conta como violência? Pode ter certeza que sim.

A questão é que a mulher está, devido a todo um sistema social, sujeita a todos esses tipos de violência a qualquer momento. Não só a mulher, como outras minorias imaginárias. Ainda existem mais mulheres que homens, segundo o IBGE (link da notícia). Ou seja, não somos minoria e ainda assim sofremos com a violência. Nem que fossemos deveriamos sofre violência. Vou citar apenas uma “violência”, um fato desconhecido da maioria.

Sou da área de TI, um mundo masculino, certo? Bem, nem sempre foi assim. Segundo a Wikipedia, a primeira linguagem de programação foi a ADA. Não, não é uma sigla, e sim uma homenagem a primeira programadora.  Ada Lovelace idealizou uma linguagem antes do computador sequer existir e foi a primeira a desenvolver algoritmos que a máquina de Babbage (primeiro “computador”) conseguia resolver. Esse dados foram retirados desse artigo. Considera TI ainda algo masculino?

Ok, se você disse: “Sim, informática é coisa de homem, vá cozinhar!” eu rebato. Dessa vez com citação da wikipedia:

“O ENIAC era programado através de milhares de interruptores, podendo cada um dele assumir o valor 1 ou 0 consoante o interruptor estava ligado ou desligado. Para o programar era necessário uma grande quantidade de pessoas que percorriam as longas filas de interruptores dando ao ENIAC as instruçoes necessárias para computar, ou seja, calcular. Existia uma equipa de 80 mulheres na Universidade da Pensilvânia cuja funçao era calcular manualmente as equaçoes diferenciais necessárias para os cálculos de balística. O exército chamava a funçao destas pessoas: computadores.” (Link para o artigo)

Há! Nossas são chamadas de computadores, ou PC’s (personal computers, computadores pessoais na tradução) devido a essas mulheres geniais que calculavam balística para o exército americano.

Ai vocês podem vir e me dizer: “Ok, mas cadê a violência?” O fato de vocês não saberem é a violência. Cadê o reconhecimento? Todos que sequer tiveram uma pequena aula de hardware ouviram falar de Babbage. Mas Lovelace ficou esquecida. E sempre imagina-se que homens operavam o ENIAC, mas fomos nós mulheres.

Quando uma idéia é roubada de um homem por outro há brigas, rebuliços. Mas até hoje a mulher tem se calado diante de “roubos” de idéias. Aquela famosa frase que “por trás de um grande homem tem uma grande mulher” é isso. Marie Curie não nos deixa mentir. Por que atrás? Por que não atuando em conjunto, em pé de igualdade?

Enfim, eu torço para que vocês acompanhem outros textos que surgirão hoje. E, por favor, homens e mulheres: reconheçam cada qual seus direitos como seres humanos. Respeito e igualdade levam a paz.

Abraços

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Resenha – Scarlett Johansson & Pete Yorn em “Break Up”

Novembro 8, 2009 at 9:16 pm (Música) (, , , )

Hey Kids!

Continuando com o novo modelo de resenha e recuperando o tempo perdido, vou falar de uma dupla que me impressionou. Não, não conhecia de nome o sr Yorn e fiquei surpresa com a voz da Johanssen. Sempre ouvi falar mal da voz dela e fiquei de queixo caido ao ouvir por mim mesma. Oras, admiram vozes roucas por ai, qual a diferença da voz da Scarlett? Eu simplesmente adorei. Por isso falarei do “Break Up” aqui.

O cd tem músicas relativamente curtas e é, em si, bem curto com suas nove músicas. Tem duas músicas bem densinhas: “Search your Heart” e “Clean”. São mais pensativas, digamos assim, e ficariam bem também na voz da Dido. Mas o auge da obra são as baladinhas indie-pop como “Relator”. Gente, acho difícil não gostar dessa música. É tão animada, tão fofa, tão… Ah, não sei como dizer tudo que acho dela. E, por fim, há também algumas de uma animação levemente melancólica. Eu sei que parece estranha essa comparação, mas quando vocês ouvirem a trilha 5, “Blackie’s Dead”, me entenderão. É algo que trás certo saudosismo, provavelmente seja a predominância do vocal de Pete. Também me é muito interessante a mistura de elementos acústicos, como violão e percussão leve tipo bongô, com elementos eletrônicos.

Bem, o cd é bem curto mesmo. Só me resta o pedido: pra quem não gosta da voz de Scarlett Johansson, repensem um pouco o conceito de bom vocal. Apesar que isso é muito particular.

MySpace – Scarlett Johansson & Pete Yorn

“You won’t find another dummy wait for you / So don’t hate the one who lives for you / Don’t blame him for your trouble” (Search your Heart – Scarlett Johansson & Pete Yorn)

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Resenha – Isabella Taviani em “Meu coração não quer viver batendo devagar”

Novembro 1, 2009 at 10:12 am (Música) (, )

Olá Galera.

Primeira coisa a ser dita: perdoem meus atrasos, meus lapsos de memória e minha falta de tempo/inspiração. Segunda coisa: vamos mudar como a banda toca por aqui. Ao invéz de ficar enchendo o saco de vocês com todos os pormenores de cada música do cd, falarei de forma mais resumida e tentarei captar semelhanças entre as obras de um único álbum. Quero as opniões sobre esse novo formato. Tendo dito isso, vamos ao que interessa. A srta (ou Sra?) Taviani ficou famosa na mpb com a música “Lúxuria”, parte da trilha da novela “Sete pecados”. Depois disso, caiu no gosto de muita gente e, confesso, adoro os cds dela como um todo.

Nesse novo cd a mulher aposta, novamente, em melodias intensas em certos momentos e mais suaves, digamos que alternando entre extremos. Logo no começo há esse choque entre a faixa-título e a música de trabalho “Presente-passado”. “Argumentos de vidro” também trás força, intensidade. A temática geral das letras é, como quase sempre na nossa música popular, o romance. O interessante é o quanto Isabella aposta num romance que não deu certo, mas com aquele ar de que a vida continua, apesar de certo sofrimento. Também achei muito boa a parceria com Zélia Duncan em “Arranjos”, que tá bem mais a cara de Zélia que de Isabella. Se antes a moça era confundida com Ana Carolina, agora provavelmente será comparada com Duncan. Engraçado que, apesar de serem do mesmo gênero, o estilo delas é extremamente diferente e particular. Há também aqueles ares latinos, violões fortes, em músicas como “Escorpião” e um pouco em “Depois da Chuva”. O cd conta também com certo abuso bem feito de backvocals sussurrados. A animação fica por conta de “Casa no céu”, que é uma das minhas prediletas. Isso porque, quem foi no show dela sabe, essa mulher agita a platéia com vontade nesse tipo de música. Uma versão mais que bem feita de “Sob medida” encerra a versão física do cd. Isso porque a última trilha é, na verdade, “Esquinas de Jacarepaguá”, que está disponível como um bônus. E esse bônus é lindo, um belo samba.

Houve evolução aqui, mas no sentido de estabelecer um estilo do que qualquer outra coisa. Fica claro ao demonstrar mistura de estilos, ainda que todos populares, que Isabella tá achando o próprio gênero. Da intensidade da guitarra e do baixo até levada do samba, a voz de Isabella se enquadra quase que perfeitamente. Ainda que eu prefira o cd anterior em termos gerais, fica claro que esse é mais animado e forte. Pena que não tenha myspace dela e o site não tenha como ouvir o cd inteiro…

Site Oficial – Isabella Taviani

“Há descaminhos em meus passos / Uma sombra que abraço / Um presente passado / Uma vontade tamanha de não ter mais vontade / Não admiro os covardes mas agora é tarde” (Presente-Passado – Isabella Taviani)

Vejo vocês depois

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