Blog Action Day 2009 – Mudanças Climáticas

Outubro 15, 2009 at 5:15 am (Notícias e Crônicas, Vida) ()

Pois é meu povo. Hoje vou deixar meu player de lado com certa dor no coração, mas vai valer a pena. O mundo dos blogs está com aproximadamente 7500 blogueiros em 139 países falando sobre mudanças climáticas. Não posso e nem devo deixar essa parada de lado. Pra puxar o assunto, vou falar de algo bem batido que influencia e muito nas mudanças: transporte. “Ah não, lá vem a ecochata falando pra eu parar de usar o carro…”. Não, não vou falar pra você parar de usar o carro. Mas vamos descobrir o porque, historicamente, nosso pais é um grande FAIL no mundo dos transportes e, a partir daí, sacar as mudanças climáticas.

Primeiro óbvio ululante: o Brasil é enorme. Um pais do nosso porte não pode e nem deve depender de transporte monomodal. Não venham me dizer que temos hidrovias e ferrovias, pois não temos. Não o suficiente, pelo menos. Isso vem dos idos, senão me engano, de 1956 com Jucelino Kubitschek. Pelo menos foi o grande “bum” da industrialização, os “50 anos em 5″ e coisas assim. Oras, até então tinhamos ótimas ferrovias a disposição do público. Mas para implantar industrias precisa-se de uma motivação, correto? A motivação da industria automobilistica é vender carros e gerar lucro, ela existe pra isso. Mas ninguém compra carro se não tiver estradas. E ai vai o genial Jucelino, nascido no mesmo dia que esta que vos fala, e começa a dar uma de Washington Luis e abrir estradas.

Beleza, agora temos mais um motivo para industria. Só que isso unido ao “American way of life” distorcido que recebemos fez com que o carro fosse o simbolo de status. Ter um carro é status por si só. Ai vem as questões de ano, modelo e blá-blá-blá. Mas o objetivo não é discutir isso agora. Bem, dito essas fatos históricos (me desculpem erros que podem ter acontecido), vamos medir a influencia deles.

Na grande São Paulo é difícil levar menos que meia hora pra chegar a qualquer lugar. E o paulista/paulistano que quer utilizar o transporte público sofre, e muito, do descaso político. Mas não podemos culpar, de todo, os governos. Afinal, o governo não faz nada e cada um na sua família tem um carro! Quer dizer, ao invez de cobrar nós seguimos a risca aquele estilo de vida iniciado em 1950! A diferença é que agora carro é “necessidade” porque você fica horas no trânsito.

De minha parte digo: adoraria ter um carro, para viagens. Oras, levo 1 hora e meia do trabalho pra casa, isso que não pego trânsito. Cansa? Cansa, e muito. Mas nunca li tanto, nunca vi tanta gente bacana nem dei tanta risada. Além disso, tenho consciencia que estou fazendo o possível pra diminuir a emissão dos poluentes que causam efeito estufa que, por sua vez, causam mudanças climáticas.

E querem ver onde vai parar o pensamento doido do ser humano? Por esse dias, no máximo duas semanas atrás, estava indo para faculdade ouvindo meu jornal diário. Na previsão do tempo, chuva ao final do dia, tipo aquelas chuvas de verão. Maravilha, tava com o guarda-chuva na bolsa e só saio do serviço mais tarde, ou seja, chance quase nula de pegar chuva. Ao chegar no serviço, percebo o tempo começar a fechar. Não deus nem duas horas que eu havia chego começa a chover, e forte, chegando a chover granizo. Na entrada da escola os professores desesperados, olhando seus preciosos carros, e pensando na lataria que iria amassar.

DEUS DO CÉU, SERÁ QUE IMPOSSÍVEL SE ENXERGAR QUE FOI ESSA MANIA DE QUEIMAR COMBUSTÍVEL QUE TÁ LEVANDO A ISSO??

A Terra tá revidando gente. Ela tá aqui a bem mais tempo que a gente, sabe e arrumar e não está nem quente pro que a gente acha. Pensem melhor nas maneiras de utilizar os transportes: caronas, onibus, bicicletas… E, pra tudo isso, respeito ao próximo em todo lugar, inclusive no trânsito e ao ambiente, que é nosso.

Abraços

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Resenha – Mika em “The boy who knew too much”

Outubro 2, 2009 at 11:00 pm (Música) (, , )

Olá amigos!

Sim, to feliz. Com esse cd não tem como ficar desanimado. Mika ficou conhecido pelo hit “Grace Kelly” e seu novo cd vêm cheio da proposta do rapaz: vamos ser felizes! Como diria o narrador da sessão da tarde: a animação está garantida com esse cd da pesada. Ok, isso ficou péssimo, mas vamos então ao que interessa e falar do 2º cd dele.

A obra começa por “We are golden”. Com vocal e backvocals logo de cara, assim como piano e percussão. O baixo apagadinho e as pessoas podem se perguntar onde está a guitarra, pois ela simplesmente não está ali. Os agudos típicos de Mika estão, claro, presentes e fazendo seu papel super bem. O refrão é bem grudento e a música como um todo é contagiante. O final conta com um coral super legal. A segunda é “Blame it on the girls”. Começa com Mika apenas falando e a bateria entrando forte, assim como percussões que parecem calmas. O piano segue e vem também forte e intenso. Um sintetizador de fundo garante os ares de pista para essa música que tem bem pouco de instrumental em si. Uma verdadeira faixa dançante, para aquelas festas que se faz em casa com os amigos. Ao final, temos algo que me parece mais latino, mas a impressão passa bem rápido. A faixa “Rain” vem ainda mais dançante, com ares parecidos com o de “Relax, take it easy”, só que mais tristinha. Sintetizadores pegam forte, apagando até a percussão. O vocal agudo se concentra no refrão. Essa faixa é ainda mais candidata a pista que a anterior, pelo simples fato de ser feita todinha em cima de samples. Com um violão e um piano mais denso começa “Dr. John”. A música vai, aos poucos, ganhando leveza e chega ao refrão com ares bem mais alegres e característicos do cantor. A bateria tá superleve, bem como o baixo. O único pecado, na minha opinião, é a faixa ser repetitiva demais. O fim retoma a impressão de densidade do começo. Chegamos a música 5, que vem também tensa e tristinha. “I see you” vem com apenas um piano e o vocal que, apesar de agudo, está muito suave. O baixo aparece depois, dando ainda mais densidade. Só um sintetizador para dar a leveza que essa música precisa e, ainda assim, não é tanto. Uma faixa um tanto quanto depressiva para o cantor. No meio, a trilha ganha ares de black music muito bons, mas ainda assim aqueles blacks meio depressivos. “Blue Eyes”, sexta música, trás de volta a animação. Ela vem com um piano riffado, na falta de expressão melhor, e uma percussão super de leve. Aqui temos ares de músicas meio havainas e/ou caribenhas (não conheço tanto para diferenciar uma de outra). O vocal vem com menos agudos. E chegamos ao meio das 13 trilhas com “Good gone girl”. Pra quem sentia falta de “Grace Kelly”, essa música ocupará bem o lugar da outra. É mais agitadinha, com piano bem levado e a bateria rápida e leve. O baixo aparece mais nas estrofes e o vocal está alternando entre o agudo e o normal com mais frequencia.

“Touches You” vem com o vocal mais agudo e o piano rapidinho e forte. A bateria também vem forte e bem marcada, além de um backvocal daqueles de igrejas batistas dos estados unidos. Bem agitada, também forte candidata a pista, da certa vontade de sair dançando. Outra que é repetitiva, mas aqui ficou boa a proposta. Com vocais mais etéreos começa “By the time”. Piano e sintetizadores bem leves, assim como o vocal e backvocal. A levada é bem mais calma que o resto do cd, mas não chega a ser depressiva. O agito volta em “One foot boy”. A batida é bem parecida com o que temos em território nacional, mas o que muda é a presença do piano e o vocal mais agudo. Isso confere um ar mais leve e até mais disco pra música. “Toy boy” trás de volta aquela pegada meio anos trinta (talvez eu esteja errando feio), meio música de desenho. Uma flauta transversal se mostra na música, que até então contava com piano e violino. É bem calminha, não muito inspiradora (a não ser que você seja um cartunista ou fã de coisas como “Noviça Rebelde”). A penúltima é “Pick up off the floor” e vem com um violino no começo. O piano e o vocal aparecem numa levada depressiva novamente. Interessante notar a levada meio R&B, meio jazz. O baixo, apesar disso, aparece pouco. E o cd fecha com “Lover Boy” e os ares de trilha de desenho iniciam a música. Mas a impressão logo passa, com a percussão e o piano mudando os ares aos poucos. Aqui, guardadas as proporções, sinto semelhança com Queen em certas faixas. Principalmente pelo jogo dos backvocals e o baixo aparecendo de leve atrás do piano.

Ok, temos 44 minutos com um som um pouco menos agitado que no cd anterior, mas mais maduro e um pouco menos repetitivo. Mika é aquele som que se ouve para animar.

MySpace – Mika

“Isn’t it enough, isn’t it enough just to feel wild and free? / Caught up in the rough, caught up in the rough of life, looking at me / You think you’re in love, boy / But you don’t really know what love is / You think you’re in love, girl / But honey let me show you where you’re heart is”
(Lover Boy – Mika)

See ya later

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