Resenha – Kamera em “Blank Expressions”
Hey Kids!
Fazendo a segunda resenha de três que devo, me mantenho num gênero mais eletro. Motivo? Bem, a banda Kamera vale muito a pena. No próprio MySpace, eles se classificam (corretamente, na minha opnião) como pop/new wave/alternativa. E não é que são tudo isso mesmo? Carregam elementos dos três estilos e fazem um mix interessante dos mesmos. Mas vamos ao que interessa: o faixa-a-faixa do “Blank Expressions”
O cd começa com “Asleep”. Sintetizadores leves introduzem a música, seguidos pelo baixo forte e a guitarra tipicamente alternativa. Música agitada, com sintetizadores fazendo a base, guitarra e baixo em destaque e bateria básica, porém forte. O vocal é bem interessante, e quase não tem sotaque suéco, mantendo aquele ar levemente britânico do inglês dos europeus. Já a seguinte, “Misfortune strikes again” aparece sem sintetizadores. Música mais crua, mais pro alternativo mesmo, só ganha os sintetizadores do new wave depois de mais ou menos meio minuto. E ainda assim ele é bem apagadinho, com destaque para o baixo durante toda a música. A terceira trilha é “Dead Man Walking”. Nessa o ar new wave impera, até tendendo de leve ao dark wave. O sintetizador impera na introdução, o baixo domina junto com a bateria nas estrofes e o refrão tem destaque para a guitarra. Devo assumir que gostei muito do Vocal. Joakim Hjelm tem aquele tom levemente mais agudo que o normal, garantindo o tom pop da banda. A faixa 4 é outra que vem cheia do ar new wave, talvez mais que na trilha anterior. “Just a minute” tem um pouco de sintetizador até no vocal. O baixo e a guitarra somem, ficando em destaque o sintetizador e a bateria. Tudo bem que aparecem aos poucos, mas acho que ainda assim não tem aquela posição privilegiada que tinham nas anteriores. E no meio do cd, outra que supera a anterior no quesito new wave. “Miserable” tem sintetizador em tudo! Vocal, baixo, bateria, guitarra… Todos sofrem alguma distorção, o que deixa a música com ar mais etéreo.
Bem, a faixa seis abre a segunda metade do cd e é chamada “Friday Night”. Com a guitarra e a bateria em destaque, é bem mais rápida que as outras trilhas. O sintetizador volta a dar um sumiço e o baixo fica bem apagado sob a guitarra. No pré-refrão o sintetizador volta, mas o baixo continua apagadinho. E o refrão conta com sintetizadores bem destacados também. É a menor música do álbum, contando com 3 minutos e 20 segundos. “The city” é a trilha 7 e começa com um ar entre o romântico e o melancólico. Coberta de sintetizadores e com ares new wave na introdução, logo toma peso com a guitarra e a bateria. O sintetizador acompanha esse peso e o vocal de Joakin combina com esse ar quase oitentista, só que com mais guitarra, da trilha. Essa trilha é uma que ficaria ótima em pistas de baladas alternativas. A música oito, “Keep me Alive”, vem com ar mais soturno. O sintetizador contrasta com a guitarra e o baixo mais graves. O vocal vem mais suave, e no refrão fica mais agudo, assim como a música. Logo volta aquele ar mais grave, e até mais sensual. A penúltima é “Repeat”, e vem com bateria forte. Lembra um pouco uma das faixas anteriores, com exceção da guitarra que não parece muito com o que já foi mostrado. Pelo menos no início da música. De qualquer forma, a constante dos sintetizadores se mantém bem utilizada. E o cd encerra com “Live to pretend”, que contradiz todo o cd trazendo um ar suave, quase um twee pop misturado com eletrônico. Guitarra de riff doce, unido a um sintetizador baixinho, o baixo quase apagado e a bateria bem marcada, porém lenta. De surpresa, a música ganha uma tensão pelo baixo mais grave e forte, que logo é resolvida com o retorno da suavidade anterior. E, só para constar, é a maior trilha do cd com 5 minutos e 12 segundos.
Temos 10 ótimas músicas, distribuidas por 42 minutos que vão da agitação do new wave a calmaria mais pop, com guitarras e baixos muito característicos do alternativo europeu. Além disso, pequenos toques de outros estilos, como o twee pop e o dark wave. Altamente recomendado.
Sem letra porque não localizei (de novo) nenhuma.
See ya later.
Resenha – Mechanical Apfelsine “Space Without End”
Bom dia galera!
Ando deixando esse blog de lado, eu sei. Mas já anuncio que as resenhas serão feitas ainda esse final de semana. Inclusive essa é uma das três que devo-lhes. E, devo dizer, que nessa resenha trago uma banda fantástica de Synthpop. Não, o Mechanical Apfelsine não inova, nem reinventa a roda no genero. Mas é essa fidelidade que faz o som deles ser tão agradável, tão dançante e até sensual. No cd “Space Without End”, que não sei se já foi ou será lançado devido a falta de informações sobre a banda, a banda investe naquela aura mais soturna típica de bandas como a renomada Depeche Mode. Mas vamos ao que interessa, o faixa-a-faixa.
“New Day” abre o cd de onze faixas, com sintetizadores agudos, baterias fortes e um baixo forte com efeito. Muito dançante, une-se a um vocal grave e sensual. Na verdade a música é, como o próprio genero da banda diz, feita toda em cima de vários sintetizadores. Os instrumentos vem para ritmar, como a bateria e o baixo. A próxima é mais calma. Porém, “Pitch black” é mais sensual, abusa no baixo e a bateria vem suave. O vocal e o backvocal tem um destaque ainda mais forte e o ar meio etéreo dado pela distorção garante sensação de viagem, de leveza, ainda que a música tenha um lado denso bem forte. A faixa é bem instrumental, boa pra mixar. Em seguida, temos a terceira música, “Seven Sins”. De batida forte, bateria comendo solta, tende muito mais pro eletro do que se imagina. Os sintetizadores estão presentes, mas ainda assim não são o destaque. O vocal ainda me delicia, por ser grave e macio. Essa é uma que dá vontade de se jogar na pista mesmo. Aliás, até a bateria forte é eletronica! Bem, a próxima é “Rush for something”. Mais comercial, com os efeitos bem apelativos e a constante da sensualidade em alta, é ótima para se dançar junto. As influências do Synthpop e da Dark Scene ficam claras nessa faixa. A quinta música é “We can be angels”, e vem mais densa que as outras. Bateria forte e bem marcada, sintetizadores menos aéreos e mais densos mesmos. Porém, a sensualidade continua forte como sempre. Em certo trecho tem uns efeitos bem mais interessantes e ai sim o Synthpop mostra a cara real dele. É uma das mais interessantes em termos de instrumental até agora. E a metade do cd é marcada por “My Mind”, mais suave que as outras trilhas, mas etérea, porém ainda muito boa pra pista. De baixos mais aparentes, bateria só no chimbal (aparentemente), trás algo menos dançante inicialmente, mas volta com o agito típico do meio pra frente da trilha. O baixo some de novo, e a bateria fica naquele papel básico.
“I will survive” é a faixa sete. De sintetizadores agudos e suaves na introdução, ganha os ares dançantes com um teclado sintetizado pontuado, baixo forte e bateria bem marcante. Outra que é perfeita pra pista, só que dessa vez para se dançar sozinho, se acabar na pista mesmo. A letra me parece romantica, apesar de não ter a letra em mãos, o que consigo entender é algo bem romantico. Estamos na trilha oito é “Serial Love”, e a pegada mais agitada está cheia de sintetizadores típicos daqueles dances dos anos 90. “Find a Way” é mais suave, porém mais densa e vem com ares mais graves. O sintetizador que fica “solando” na música é agudo e faz oposição a base grave. É meio melancólica e um tanto repetitiva, além de não ter ares para pista. A penúltima é “Unbelievers”, e ai volta o ar dançante. Os sintetizadores são mais que bem usados, e a música ganha um ar menos etéreo, mais próximo da pista mesmo.Apesar disso, o vocal é bem suave e levemente distorcido, combinando o grave da voz com o grave da música e garantindo o toque de leveza da mesma. E o cd é encerrado por uma trilha de 48 segundos chamada “To get black again”. Um vocal leve e sintetizadores. Nem mais, nem menos. Final meio fraco pra o cd, porém ainda assim interessante.
Temos 42 minutos de um dos melhores synthpops que ouvi. A influência oitentista é forte, principalmente pela parte do movimento Dark Wave.
Sem trechos de música porque não achei letra.
MySpace – Mechanical Apfelsine
See ya Later.
Resenha – The Lodger em “Life is sweet”
Hey pessoal!
Olha, eu deveria ser impedida de assistir MTV. Sem brincadeira, eu fico meio passível as novas febres propostas pela emissora. Depois do Mando Diao, minha mais nova queridinha proposta pela MTV é a banda “The Lodger”. Existentes desde 2004, só os conheci semana retrasada e só tive tempo de escutar o som deles com atenção essa semana. Com dois cd’s e mais uma série de EPs e coletânias, a banda segue a linha musical de sua terra natal, Inglaterra. Um indie pop suave e animadinho. Vamos então ao que interessa e falar do cd mais recente? O álbum “Life is sweet” foi lançado, na verdade, a mais de um ano (maio de 2008), e só agora tive contado graças ao “MTV Lab Now” (um dos poucos “programas” da mtv que ainda valem a pena). Agora sim, a resenha faixa-a-faixa.
O cd abre com uma levada animada de bateria, violão e teclado. O baixo tá bem apagado e, de fato, a base é toda feita pelo teclado. “My finest hour” é uma boa música para acordar sem grandes sustos. O vocal de Ben Sidall é suave, com o sotaque britânico bem óbvio e combinando com a música. O fato de ser pop não faz, da música ou da banda, parecer clichê. A seguinte é ainda mais animadinha, dançante até, com um destaque pro baixo. “The good old days” tem, no vocal, clara influência de bandas do final de oitenta, a guitarra aparece bem baixa nas estrofes e um pouco mais nos refrão, sendo aguda e riffada. A bateria é simplesmente a levada da música, sem muito destaque. Um dos trechos é basicamente baixo e bateria, tornando-a perfeita pra pistas indie. No final, um leve destaque pra guitarra. A terceira faixa é “Falling Down”, que começa com um riff suave de guitarra, com o baixo e bateria oferecendo base. É uma música mais lenta que as outras, porém nem por isso ruim. Tem picos de animação na trilha, como no refrão e no pré-refrão, mas um certo ar melancólico se mantém por aqui. No meio da faixa tem um trecho no qual a animação se mantém, quebrando um pouco com o final. Mas, continuo insistindo, a animação não vai contra um ar melancólico que existe nela. “Honey” é a obra seguinte, e começa com um violão suave que logo na entrada da bateria se torna ritmado. O teclado está sintetizado e dá um ar ainda mais suave. O vocal também segue a bateria, e ainda assim ela não se destaca. O destaque fica para o teclado sintetizado, que em toda suavidade demonstra uma emoção romãntica, suave e meio triste. “The conversation” quebra com o clima de quase todo o cd, tendo uma pegada mais pro indie-rock. Guitarra em destaque, música acelerada e de uma impressão de tensão constante. A bateria é constante e o baixo sumiu um pouco. O teclado fica responsável por leves sintetizações. Num certo momento fica só a guitarra, numa pegada que me lembra até estilos de pop-rock nacional. O meio do cd vem com “A Hero’s Welcomes”, que volta com o baixo forte e a guitarra riffada. A levada volta a ter aquele delicioso ar oitentista mesclado ao pop britânico. A falta de distorção na guitarra não me impressiona, e até me deixa feliz pois temos um som mais parecido com o violão. Isso ajuda a manter o ar pop da mesma. Um leve momento de tensão existe no meio da música, mas logo se resolve com o refrão.
O ar indie-rock, mais agitado, bem mesclado a leveza do pop aparece de novo em “A year since last summer”. Acelerada, e no entanto sem nenhuma tensão mais forte, tem um ar romântico e engraçado. É a menor música do cd, com menos de dois minutos, com destaque para a guitarra e sem nenhum sintetizador. A oitava música é “An Unwelcome Guest”, com a guitarra mais abafada, o vocal com um leve “reverb”, o teclado sintetizado e o baixo levemente mais forte. A bateria apenas mantém a levada, suportando toda estrutura da música. Momentos de agitação leves se alternam com momentos mais suaves por meios de tensão. É outra com aqueles ares do final de oitenta, quase começo de noventa. As palmas dão um ar de música pra fim de show. “Running Low” é trilha 9 do cd e começa com guitarra/violão em destaque, baixo dando suporte e bateria mais forte que antes. O ar dos anos 90 fica mais claro aqui, lembrando um pouco algo no tipo do “Cramberries”, só que com uma leveza em certos momentos conferidos pelo ar pop. Essa alternância em tensão, tristeza e leveza me agrada. O baixo combinado ao teclado sintetizado e à guitarra mesclam detalhes de oitenta e noventa muito bem. A décima é “Nothing left (to say)”, que volta com o ar agitado e a guitarra aguda. O baixo forte é outra marca e, não sei porque, a guitarra me lembra obras nacionais. A agitação animada me lembra uma coisa meio Culture Club, mas talvez eu esteja realmente muito enganada. Em certo momento uma tensão é gerada por uma leve lentidão no ritmo, mas logo se resolve com a volta para o ritmo normal. O baixo garante a levada, alterando-a quando necessário de maneira quase perfeita. A penúltima é “Famous Last word” é suave, lenta, remetendo mais pra sessenta, principalmente pelos backvocals e a guitarra. Talvez a inspiração seja até anterior, quando o rock e o pop tinham uma coisa que tendia mais ao romântismo e ao country. É, sem dúvida, a música mais lenta e mais longa do cd (tem 5 minutos e 22 segundos). Ela fica mais animada a partir da metade da trilha,o que ajuda a manter a gente atento a faixa. Confesso que ela é, inicialmente, um pouco sonolenta. Tem um instrumental muito bom e muito constante na música, com o vocal aparecendo em poucos momentos se comparado as outras faixas. E o cd encerra com “You say you were living”, com clara influência dos anos noventa. Baixo e guitarra com o mesmo destaque, sendo que a bateria continua na sua função de só garantir o ritmo da faixa. A trilha afirma o estilo indie-pop da banda, porém eu não me lembro de muitos sons que lembrem o que eles fazem. Existe algo de animador, leve, que quase nunca sinto nos indie-pops internacionais.
São 39 minutos com doze faixas incríveis. Particularmente, achei interessante a mesclada entre anos 80 e 90 que vejo pouco no indie. Normalmente estamos tão presos as décadas de 60 e 80 que não nos damos contas de certos elementos mais do fim de 80, começo de 90, como o som menos distorcido da guitarra. Essa tendência ao som mais parecido com o violão me agrada, principalmente quando unido ao baixo mais forte, herdado dos anos 80.
“Love the one they must fight / No one’s got the right / To turn your pink world blue” (Doorsteps – The Lodger)
See ya Later




