Resenha – Poléxia em “A força do hábito”

Abril 29, 2009 at 3:05 pm (Música) (, , , )

Hey Pessoal!

Essa resenha, em especial,está sendo feita na cidade de Bueno Brandão – Sul de Minas, diante a belas montanhas e sem contato com a internet. Foi feita antes de todas as anteriores, mas deixei para publicá-la no dia do aniversário por se tratar de uma das minhas bandas nacionais prediletas. A banda em questão nesse post é a Poléxia, que lançou gratuitamente e digitalmente seu novo álbum, chamado “A força do hábito”. Desde 2003 esses curitibanos fazem boa música, como muitos de seus colegas do sul. O cenário do rock no sul anda bem mais constante que em outras áreas do país. Mas vamos ao que interessa, a resenha faixa-a-faixa do “A força do hábito”.

O cd é aberto com a música “O capa dura”. De baixo e bateria forte, com guitarra riffada e leve e os sintetizadores espalhados pela música, o refrão “Sinceridade por sinceridade / O mundo acaba mentindo” marca na cabeça da gente. A segunda trilha é “Você já teve mais cabelo” e tem um ar mais pop e, porque não, mais comercial que a anterior. O baixo meio apagado no início, o destaque fica pros sintetizadores e a bateria. Lembrou-me um pouco, mas bem pouco, Jay Vaquer, só que mais animado. A terceira faixa se chama “O radar”. É mais pesadas que as anteriores, com um ar inicial meio de filme de terror, que vai se animando com uma guitarra ritmada e um sintetizador forte. Uma pequena tensão gerada no final do refrão faz o diferencial na música. “Cá entre nós” é uma das minhas prediletas, e tem participação de Vanessa Krongold (Ludov). Também mantendo um ar soturno, misturado misteriosamente a um ar latino, tem um baixo forte e bateria bem rapidinha. O refrão (“Só preciso me perder / em você me exceder / simplesmente adocicar / meu momento / A distância que se fez / foi medida / foi medida / provisória / segurança / não lhe peço nunca mais”), cantado por Krongold, mostra o ar triste com facilidade. E a música fica ainda mais romântica quando o dueto é feito. Estamos agora em “O tiro, a fuga”, 5ª trilha do cd, que é bem agitada e faz jus ao nome dado a ela pela banda. Guitarra forte e aparecendo bastante, mais que anteriormente, quase sem sintetizadores aparentes. E chegamos a metade do cd com “Hedonismo de um domador”, música leve e animada diante de um cd, até agora, pesado. A frase “Sim / eu posso dizer não / amores que fazem mal / embarcam no fim” é forte, de alguém que sofreu, mas o ar da música passa uma idéia superação bem legal.

“O inimigo” abre a segunda metade do cd. É lenta, e tem a caixa da bateria em destaque lembrando um pouco fanfarras. A guitarra acompanha a bateria, mas o baixo e os sintetizadores quase somem nessa trilha. O coro no meio da música reforça o ar de fanfarra. A oitava música é “A solidão dos plânctons”, é outra trlha mais leve e animada, lembra-me um pouco Keane (Mais exatamente “Leaving so soon”), exceto pelo vocal grave. Os sintetizadores voltam a ter destaque, combinados a bateria. A 9ª faixa é “Esperando o céu ruir”, feita em parceria com Carlos Daitschmann. É a mais curta do cd, com seus 1:57 minutos. Bateria marcante e lenta, com guitarra baixa e a voz grave do sr Daitschmann. A frase “Simples como um não é um talvez” é outra para as marcantes do álbum. O título da música de número 10 é “Gloss” e mantém o ar calmo e, digamos, praiano da faixa anterior. Lógico que o ar melancólico, natural do cd e até da obra da Poléxia, da o ar de sua graça em música tão leve. Fica mais agitada por volta da metade da trilha. A penúltima música é “O terraço”, com bateria e um instrumento, que chuto ser acordeon, em destaque. Também leve e animada, com um final que lembra um pouco Legião Urbana. E fechamos o cd com “A balada da contramão”, que começa com um violão e voz, com outros instrumentos pontuando aqui e ali até a bateria dar as caras, sendo seguida posteriormente pela guitarra e o piano.

Temos aqui um cd gratuito (tomem essa, gravadoras e bandas, música boa, online e com download legal) e de ótima qualidade, que vai ficando mais leve ao longo de seus 44 minutos de duração. A banda mostra estar afirmando seus estilo de som, criando uma identidade que a torna praticamente inconfundível aos ouvidos atentos.

Download – Poléxia em “A força do hábito” – Mondo 77

MySpace – Poléxia

“Meu coração é um SBX / À espera de uma ameaça maior / Que eu não sei de onde há de vir / Vou libertar tanta informação / Deixar ao léu, ao acaso, ao “Deus dará” / E essa vastidão vai continuar” (O radar – Poléxia)

Espero continuar a vê-los nesse próximo ano!

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Resenha – Nancy em “Chora, Matisse!”

Abril 29, 2009 at 2:51 pm (Música) (, , )

Olá pessoal!!

Parabéns a vocês, que já visitam esse blog a um ano! Para comemorar essa data com classe e estilo, trago hoje duas bandas nacionais. Afinal, sempre digo que o cenário daqui precisa ser valorizado. Então, praticando a valorização do que é nosso (afinal, os gringos já estão fazendo isso), falarei da banda “Nancy”. Em seu novo cd, o “Chora, Matisse!”, com download GRATUITO E LEGAL pela spsonica, os brasilienses mostram que a capital do pais ainda produz rock do bom. Vamos então a resenha faixa-a-faixa.

O cd começa com “Keep Cooler”. O nome de uma das minhas bebidas prediletas trás, como nome de música, guitarra forte e constante unida a bateria com as mesmas características. Ai entra uma levada mais sedutora com naipes de metal. O vocal de Camila Zamith é suave, grave mais de uma maneira diferente do que estamos acostumados. A segunda trilha é “Cinema nacional” e começa bem agitadinha. Os instrumentos são bem utilizados, junto ao sintetizador, sendo que cada um ganha o destaque merecido no momento certo. “Glicerina Dreaming” é a terceira faixa. Calma, quase sonolenta. O piano e a bateria leve dão vontade de ficar olhando o céu até os olhos fecharem por conta própria. verdadeiramente relaxante. Uma gaita da um tom meio campestre. A música 4, “Mamba negra fashion week”, vem também numa levada mais leve e pesa um pouco em certos momentos. Anda por uma linha tênue entre aquele tom calmo do mpb e a pegada mais forte do rock, num som que eu nunca vi igual. E chegamos ao meio do cd com uma música densa. “Malstar” vem com baixo bem apagado e uma guitarra rifadinha leve. A bateria entra meio quebrada e uma flauta transversal do um tom super melancólico. A música vai progressivamente se animando até que volta para o trio guitarra/bateria/flauta.

“Ceilings and rooftops” tem um ar de música dos anos 50 com psicodelia. Percusão mais forte que a guitarra e a voz limpa de Zamith faz a gente viajar sem sair do lugar. O baixo aparece, junto a guitarra, e então os três instrumentos resolvem conviver em perfeita harmonia, dando peso a um rock puxado para o blues muito legal. “Inbox Drama” abusa nos sintetizadores, mas com uma sabedoria vista poucas vezes antes. Fica difícil decidir se a música é triste ou alegre. O ar de suspense impera até pouco antes do refrão, que ai mostra um animo muito bom e interessante. O final leve vem fazer contra-ponto ao começo denso. Tanto que antes tinhamos sintetizadores, agora violão e flauta transversal. A penúltima é “Chaparral”, de ar leve, com riff distorcido. Algum instrumento de sopro, que não consigo identificar, faz fundo para a guitarra (suspeito ser trompete). Novamente música lenta, e a voz de Camila é uma das mais sedutoras que já ouvi. A música se agita um pouco lá pelo 1:30 minuto e, depois, retoma o ritmo lento com o maior estilo de barzinho. E o cd encerra com um remix de “Keep Cooler”. Um assobio e um violão dão um ar tão faroeste para essa música que chego a dizer preferí-la. Uma percussão leve, só em bongôs, e sintetizadores dão o ar levíssimo da faixa. Após o primeiro minuto ela acelera um pouco, ficando só violão e voz. A percussão volta, e dá uma ritmada mais rápida. Essa alternância é muito interessante, porque não deixa com que o ouvinte se desprenda da música. E termina com um violão básico.

Temos um cd elegante, com tanta classe e qualidade que os gringos vêem e a gente não. Numa medida que eu simplesmente adoro, a banda soltou o cd para download e prova que, no fim, o que importa é que as pessoas conheçam sua música e prestigiem o show. Atualmente o mercado está convergindo para medidas como essa.

Download – Nancy em “Chora, Matisse!” – spsonica

MySpace – Nancy

E por problemas no meu navegador não consigo pegar letra alguma… Ainda bem que a do próximo cd eu tenho…

Vejo vocês daqui a pouco

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Resenha – Telekinesis em “Telekinesis”

Abril 28, 2009 at 7:20 pm (Música) (, , )

Olá de novo!

Sim, eu errei nas minhas contas. Então, uma resenha a mais é necessária para as 52. E hoje, assim como amanhã, vocês terão 2 resenhas! As de amanhã estão praticamente prontas, e como sou muito patriota digo: Serão sobre bandas nacionais. Espero que vocês gostem. E, como estou a fim de falar de bandas que não tem material, venho com os rapazes de Seattle. O “Telekinesis” na verdade é um moço só, Michael Benjamin Lerner, que vai ao palco com mais três instrumentistas. E, posso dizer, faz um som com jeito de indie-rock para nerds muito bom! O cd, de mesmo nome do projeto, é o único até agora. Vamos então ao que interessa?

A primeira música é “Rust” e começa com um violão bem interessante. Alias, começa só voz e violão. Os outros instrumentos entram aos poucos e quase não são percebidos. A número dois é “Coast of Carolina” e começa com um vocal e violão abafados e leves. E ai entram guitarra e bateria, numa levada rock leve muito legal. O reverb atua no refrão, dando um ar mais leve. Animada pra caramba, na minha opinião, sem ser agitada demais. A trilha três é “Tokyo”, no melhor do indie-rock em termos de agitação. Só sinto falta do baixo, que fica lá no fundo, quase apagado. A quarta faixa é “Look to the east” e tem um começo que poderia até ser hard-core daqueles leves, mas ai entra o vocal e os outros instrumentos mostrando que é indie mesmo. Devido ao nome e o clima da música, dá vontade de pegar o carro e sair viajando. Os sintetizadores brincam nessa música com vontade. Chegamos a “Awkward Kisser”, com um pianinho dando aquele ar de anos 60 super fofo. Os sintetizadores dão o ar viajado e romântico, de quem não liga pra nada, e depois voltamos ao piano e bateria básicos. E chegamos ao meio do cd com um violão fofo, baixinho e levemente agitado. Ai a música agita e o baixo aparece lindo como sempre. Temos, nessa faixa, o baixo muito presente e ativo, para minha felicidade.

Chegamos a trilha sete, “Great Lakes”. Com violão forte na base, riff de guitarra, e sintetizadores. A bateria continua lá, na função de ritmo. A combinação disso tudo com um vocal masculino limpo e suave lembra, em alguns poucos momentos, “The Decemberists”. Uma guitarra agitadinha começa, junto com a bateria, a trilha 8. “Imaginary friend” trás um ar de pista de dança que não imaginei escutar do Telekinesis. “All of a sudden” vem também dançante, mas de um jeito diferente. O riff da guitarra e a rapidez da base dão um ar mais, digamos, de flerte para a faixa. Dançar junto, ou ficar encarando, esse tipo de coisa sabe? Além da vontade de sair cantando com os amigos pela noite da cidade. As vezes fazer os dois juntos, mas enfim. A penúltima é “Calling al doctors” e começa com um piano denso e tenso, deixando uma sensação de ansiedade muito forte. A voz suave de Michael não resolve a tensão, e a espera continua. E a ansiedade só some por um instante, o qual é breve mas muito valioso. O trabalho da faixa é esse intercalar. E fechamos o cd com “I saw Lightning”. Violão suave, vontade de ficar perto de quem gostamos.

Temos aqui um cd urto, sem surpresas, mas de uma qualidade que eu tava sentindo falta. Fugindo do clichê voz rouca, grave ou distorcida, Michael faz um ótimo papel. Pena que não temos downloads gratuitos dessas faixas. Mas vale a pena conferir o myspace do projeto.

MySpace – Telekinesis

E sem letra de novo… To com problema no myspace e não consigo ver se tem letra lá, e não achei no google… Desisto.

See ya later

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Resenha – Sune Rose Wagner em “Sune Rose Wagner”

Abril 28, 2009 at 6:24 pm (Música) (, , , , )

Hej Folk!!

Ai em cima, claro, eu os cumprimentei. Isso foi um “Olá Pessoal” na língua nativa de Sune Rose Wagner. O dinarquês é famoso por fazer dupla com Sharin Foo no “The Raveonettes”. Mas hoje, em particular, falarei do moço sozinho. O cd que leva o nome do cantor parece, ao que as pesquisas do google me indicaram, ser o primeiro solo dele. Como o material é excasso, tudo que posso fazer é falar da obra faixa-a-faixa, como sempre faço. Vamos lá, ok? Mas antes! Segundo o “The Passion of Indie Music” ele toca Indie / Pop / Surf / Shoegaze

Começamos com “Hvad Der Sker”. Como os nomes são em dinarquês, não tenho nem idéia do que sejam. As vezes somos criticados por não saber o que a música fala mas, no fim das contas, você repara na letra quando está realmente curtindo a música? Difícil. De qualquer forma, temos aqui uma bateria leve de fundo, baixo praticamente nulo e guitarra deliciosa, meio aguda. O vocal rouco, quase sussurrado, de Sune é muito bom. Ah, e segundo o google translator o nome da música é “O que acontece”. Numa levada mais melancólica e distorcida, temos “Et Underfuldt Liv”. O vocal é bem pausado, quase dando ritmo pra música. A terceira é “Afgruden”. A introdução é mais animada, mais comercial até. Durante a estrofe, fica só a guitarra base aparecendo. A bateria aparece ao longo da música. Numa levada calma, só violão e voz, bem sonolenta, aparece na trilha 4 a música “Altid”. Da vontade de ou dançar juntinho, ou dormir juntinho. E na metade do cd, a música “Tyskerpiger” vem cheia dos sintetizadores e guitarras distorcidas. Dramática, densa, é uma música triste e que da vontade de ficar bebendo vinho com outros amigos tristes.

“Samme Vej”, sexta música, quebra o clima triste da anterior. Um ar sessentista aparece na alegria romântica e doce salpicada por sintetizadores. Estes dão um ar psicodélico e aumentam a leveza da trilha. Faixa 7, “Svinske Maend”, que tem jeito de fim de festa. Parece que estamos com alguém que gostamos e vai embora. Isso, talvez, pela guitarra com reverb e grave. Um solo mais agudo transmite essa mesma tristeza. Outra altamente setentista é a oitava música, “Gi’ Mig En Pige”. Dançar juntinho ao som daquela levadinha mais que conhecida: lembra aquelas músicas que sempre tocam nas cenas de baile de ginásio nos filmes?? Imagina ela com reverb. É exatamente o estilo dessa obra. De bateria mais rapidinha, “Beruset og Forhadt” é naturalmente mais animada que as anteriores. A levada da vontade de sair pela rua zuando com os amigos, a pé mesmo. A guitarra vem ainda mais rápida e, a certo ponto da música (por volta dos 2 minutos) uma tensão é gerada, que se resolve com a retomada do ritmo. E o cd é fechado com “Din Mund”, outra das calmas/melancólicas. O riff de guitarra (creio eu ser guitarra) é bem legal, me lembra um pouco música francesa.

Temos aqui um cd que, pra mim, tem a imagem mais shoegaze que posso imaginar: baile de ginásio para nerd tímido. Sério. O cd tem essa cara pra mim. Intercala músicas lentas com melancólicas e, aqui e ali, faixas animadas. Sem download, com o MySpace fora do ar, Sune Rose Wagner deixa a desejar apenas nisso. Altamente recomendado

Ah, sem letras também… Oh droga!

See ya later…

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Resenha – The Alice Rose em “All Haunt’s Sound”

Abril 27, 2009 at 9:23 pm (Música) (, , )

Olá leitores!!

Quase no fim do dia eu apareço aqui com a resenha do dia. Eu não ia deixar vocês na mão justo hoje, que faltam só dois dias pra esse blog comemorar o primeiro aninho de vida. Talvez eu apronte alguma coisa, fale não só de música, mas a música continuará sendo o foco aqui. E no caso, hoje, falarei da “The Alice Rose”. Os texanos acabaram de lançar o cd “All Haunt’s Sound”, e como eu descobri a banda esses dias e não tive como ouvir o cd antes do momento dessa resenha, irei fazê-la de primeira impressão. Me perdoem caso eu seja injusta no faixa-a-faixa.

“She did command” é animadinha e abre o cd, com uma cara de indie-pop clássico. Os mais chatos diriam que é um emo disfarçado devido aos vocais, mas eu considerei um som normal. Não tem nada que chame atenção de imediato. A segunda é “Waste Away”, que mostra um som mais trabalhado e mais interessante, ainda que fique no trio guitarra/baixo/bateria. Parece ter bem no fundo um violão, mas o legal mesmo é a levada. Da vontade de sair caminhando a noite cercado de amigos. A faixa 3 é “Agony Aunt”, que começa com uma tensão que se resolve numa guitarra super leve sobposta numa guitarra riffada. O ritmo parece ser meio quebrado e tem um vocal decrescente em alguns momentos que ficam bem legais. Parece que agora eles apareceram com sintetizadores e/ou gaita e orgão. “Maybe a ride” é a trilha quatro e tem carinha de trilha de filme/seriado. Agitadinha, mas romântica com quase toda certeza. Música simples, mas ainda assim interessante. A música “Lady Lion” é a quinta trilha, e também não surpreende. A pegada teria algo mais folk, mas tem guitarra demais para isso. E chegamos ao meio do cd curtinho com “Slumberella”. A levada mais popzinha torna essa banda algo agradável a muitos ouvidos.

Chegamos a sétima obra, “It’s all allowed”. Um pop viciante, certamente, naqueles mais comerciais que podemos ouvir. Mas também, nada de novo. Lembra-me um Click Five mais agitado. Temos um violão bem legal em “Rags of Autumn”, unido a um piano que mantem a cara pop junto ao vocal. Bem romântica também. Uma levada mais triste com um violino aparecem na nona música.”I know your ghost” vai ficando um pouco mais animada com o decorrer da faixa. “Easter Anne” tem violão fofo, piano igualmente animado e backvocals que auxiliam naquele clima de indie-pop fraldinha. A penúltima é “There’s no one in there” e se difere um pouco por ter um baixo um pouco mais pronunciado no inicio, além da distorção. E fechamos ese cd curtindo, fofo e muito bom com “Black Tide”. De novo violão e vocal baixo começando a música. O piano e a guitarra aparecem, e depois a bateria. Sinceramente, novamente nada de novo.

Temos aqui uma banda de 2006, misturando o pop com o indie, mas pesando a mão no primeiro. Sem cd para download gratuito, mas vale ouvir apenas por ser um pop de ótima qualidade e muito fofo.

MySpace – The Alice Rose

E sem trecho de música deles… Oh, droga!

See ya later…

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Resenha – “mewithoutYou” em “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright”

Abril 26, 2009 at 10:44 am (Música) (, , , )

Hey people!

Hoje é domingo. Domingo é dia santo, e música é algo sagrado, então nada melhor que falar de música num domingo. Como também é dia da preguiça, a banda de hoje tem que ter uma levada mais calma, e ai me aparece o novo (e vazado) cd do “mewithoutYou” (é assim mesmo que digita). Se autoclassificando como Indie no próprio MySpace, os rapazes da Pensilvânia surgem com uma linha leve e agradável. O “It’s All Crazy! It’s All False! It’s All A Dream! It’s Alright” é animado, por vezes melancólico, mas no geral é muito bom. Vamos comentar cada faixa e ver o que temos aqui.

Começamos com um baixo e um teclado (sintetizado, talvez), seguidos por uma bateria. O vocal entra calmo e baixo, e a guitarra só da as caras depois de tudo isso. De levada lenta, “Even thought a thought of you” é quase uma versão indie do Jack Johnson (posso estar falando besteira, mas é a impressão inicial). Tem uma virada, um trecho que não tem muito a ver e faz uma transição interessante para voltar ao normal da trilha. A segunda é “The fox, the crow e the cookie”, animada e com um violão muito gostoso e bateria forte. Tem naipes de metais e o que me parece um xilofone. Animadinha e fofa, tem cara de domingo de manhã. A número três é “The angel of death came to David’s room”, mais melancólica e calma. Talvez pelo tema da música, é triste e densa. Ainda assim tem um violão lindo de baixo, violão e bateria. Ela fica mais forte por volta do primeiro minuto, transmitindo tensão e energia para o clima denso da música. Por alguns minutos a música fica mais calma, e vai acelerando e tomando ares de fanfarra e/ou paradas. “Goodbye, I!” segue uma linha mais indie, de baixo ritmado e piano constante. A bateria é agitada e temos algo que trás, ao mesmo tempo, animação e melancolia. A animação por conta da guitarra, mas o baixo se encarrega de dar o ar mais pensativo. A quinta trilha é “A stick, a carrot and string” que começa com um piano e um acordeon muito bonitos. O baixo e a bateria entram em seguida, animando a faixa. Tem um solo interessante de violão (creio eu) e os backvocals tornam a música ainda mais agradável. O meio do cd chega com “Bullet to binary (part two)”. Música agitada, com violão e bateria acelerados e o baixo criando, junto ao vocal, uma tensão e uma sensação de desespero fortíssimas. Ótima para manter a mente disperta. No meio, ela fica mais dramática, lamuriosa até.

A segunda metade começa com “Timothy Ray” e tem por introdução um acordeon e o chocalho. A bateria e o baixo entram depois, novamente animando. Parece até ser uma fórmula bolada pela banda e, posso dizer, dá certo. Uma espectativa é criada por volta do 1:25 minuto e resolvida logo depois. Mas ai vem outra tensão, essa mais fácil de identificar, com o volume sendo aumentado progressivamente e caindo numa linha mais forte e agitada que o que ouvimos anteriormente na faixa. “Fig with a bellyache” vem om um violão tenso e rápido, sendo acompanhado pelo vocal e pelos backvocals. A bateria  entra baixa e rápida, com o xilofone pontuado. A escaleta completa o ar mais dramático da música. Ai, do nada, o ritmo muda, a bateria destaca e a música toma um ar leve e comemorativo. A número nove é “Cattail down”. Triste, vem com violão e baixo graves, e o acordeon aparece de fundo. A bateria fica só no prato, pelo menos de inicio. Temos de novo um ar mais forte e dramático, mas dessa vez melhor utilizado e contando com apoio dos naipes de metais. Como penúltima trilha vem “The king beetle on a coconut estate” e começa baixinha, só violão. Se eu peguei o espírito, isso é a preparação para algo mais animado. O piano aparece e o vocal é estremamente agradável. No fundo, violões que até desafinam, mas com um jeito de ter sido proposital. Aos poucos, a música apresenta trechos mais animados e tem um momento quase que erudito na música, com a presença deliciosa de uma flauta (provavelmente transfersal). E não errei, uma animação surge forte, impactante, com a entrada da bateria e de um (creio eu) Violoncello. Dá aquele ar de raiva e vingança. E fechamos o cd com um violão pop-rock introduzindo a faixa “Allah, Allah, Allah”. Os instrumentos aparecem pouco a pouco, até que aparecem forte gerando uma tensão que é resolvinda por um trompete, talvez, misturado a uma guitarra com certo peso. Isso tudo vai para numa bateria em destaque e palminhas que te dão vontade de seguí-las. Música de fim de show na certa. Temos direito até a solo de guitarra no meio da música. O instrumental vai, progressivamente, ficando mais calmo porém repetitivo, o que gera uma ansiedade e a espera de que seja resolvida essa situação. E ela é resolvida com uma cadência perfeita.

Em seu terceiro álbum, o “mewhitoutYou” me conquista com músicas matematicamente formuladas, que abusam de instrumentos não tradicionais e que andam no limiar do indie e do folk com uma desenvoltura que vi poucas vezes. Pena que, no myspace, só tem a primeira música do cd pra ouvir. Banda altamente recomendada, ainda que sem cd pra download.

MySpace – mewithoutYou

“When you laugh you’ll feel my breath there  / filling up your lungs. And when you cry, / those aren’t your tears but I’m there / falling down your cheek. / adn when you say you love him, taste me /  I’m like poison on your tongue / But when you’re tired, if you’re quiet, / you’ll hear me singing you to sleep.” (Bullet to binary – mewithoutYou)

See ya later…

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Resenha – Lady Sovereign em “JigSaw”

Abril 25, 2009 at 8:44 pm (Música) (, )

Olá pessoal!!

Aproveitando o clima balada que sábado sempre trás consigo, vou falar de música dançante e agitada. Lady Sovereign apareceu para mim a primeira vez na MTV, com a música “Love me or hate me”. De começo achei a menina muito estranha, mas essa música ficou muito na minha cabeça e fui atrás do primeiro cd. E agora, com o segundo álbum, posso dizer que Louise Amanda Harman (nome real de Lady Sovereign) evoluiu muito em sua música. “Jigsaw” é um dos meus cds preferidos atualmente. E, já que é assim, vou falar sobre ele, faixa-a-faixa.

O agito começa com “Let’s be mates”. Batida eletrônica clássica mesclada ao vocal Hip Hop que a garota sempre fez. Não sou uma especialista em hip hop (confesso que conheço pouco), mas ela me lembra um pouco o estilo da Missy Elliot, só que com uma pegada eletrônica muito mais forte. Tá mais pra eletrônico que hip hop. A segunda faixa é “So human”, e a introdução dela não me é estranha. Parece um sample de alguma música oitentista. Menos hip hop que a anterior, mais pop e/ou alternativa. O vocal grave de Louise é acelerado e empolgante, daqueles que a gente perde o fôlego tentando acompanhar a animação da obra como um todo. A música três começa com carinha de rock devido a guitarra e a bateria. “Jigsaw”, música título, tem inicialmente poucos eletrônicos e, quando eles aparecem, são com sintetizadores. Tem até violinos na música, dando um toque muito interessante e original pelo jeito que foi feito. O eletrônico volta com tudo em “Bang Bang”, trilha 4, e com a maior cara de hip hop, mais que a primeira do cd. Baixo forte e samples ótimos, é daquelas que dá vontade de dançar com os amigos durante a noite toda. Tem aquela malicia natural de ritmos tipicamente negros, que não é malvada. E o meio do cd é marcado por “I got you dancing”, que é muito eletrônica e me lembra um pouco as músicas do cd anterior. O vocal tá alternando mais entre agudos e graves e os sintetizadores são extremamente utilizados.

A número 6 do cd é “Pennies” e vem com batida forte, mais pesada que as outras. Sintetizadores fortes, mas o ar hip hop predominando por toda a música. Densa, mas ainda assim gostosa pra dançar. Música bastante repetitiva. “Guitar” é a sétima música e começa com violino, baixo e bateria fortes. O vocal ajuda a dar o ar gangster a essa música, bem mais calma que as anteriores. Estranho que, apesar do título, não aparece uma guitarra sequer na música toda, mantendo coerência com a letra. Trilha oito, “Student Union” começa apenas com sintetizadores e pratos, com a entrada do baixo e vocal rápido. A guitarra aparece rápida, com uma levada de reggae mas muito mais rápida. A faixa toda tem aquele ar de música realmente de colegial/faculdade porque é quando a gente costuma ouvir de tudo (ainda que contra nosso gosto). A penúltima música é “Food Play” e começa com um narrador de voz grave e sexy, acompanhado de uma bateria. A voz de Lady vem totalmente distorcida, numa tentativa bizarra de música de inferninho. Aqui acho que pesou demais nos eletrônicos, mas o baixo está delicioso e bem marcante. É a maior música do cd, e também a mais lenta. No final supreende com um piano e um vocal masculino agudo e um tanto quanto pop. E fechamos o cd com uma batida tão forte quanto a do início. “I got the goods” é totalmente hip hop, numa pegada que pode até lembrar o funk que conhecemos por aqui, só que muito mais bem trabalhado. Repetitiva e com poquíssimo eletrônico se comparada ao resto do álbum, nos mostra um pouco do que Sovereign fez antes do Jigsaw, e poderia ser remixada (na minha opinião) com “Love me or Hate me” com facilidade.

Enfim, temos aqui um cd de hip hop/eletro que pode agradar também aos indies. É bem mixado, tem pegada agitada em boa parte das músicas e trás a irreverância natural de pessoas com 24 anos como Lady Sovereign. Ela evoluiu no cinismo das músicas, dando o tom divertido que precisamos pra chamar nossa atenção. Pena que não tem dowload. E no myspace tem apenas duas músicas desse cd.

MySpace – Lady Sovereign

“I’m a star, I’m an individual, an educated example of intelligence / I’m considered to be cool / Hot bodies, offended people / The mood of age bitten on innocent people” (So Human – Lady Sovereign)

See ya later…

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Resenha – Antje Duvekot em “The near demise of the higher wire dancer”

Abril 24, 2009 at 3:31 pm (Música) (, , )

Hey Kids!

Continuando os posts de um ano do “About Headlines”, hoje falaremos de algo mais suave e calmo. Claro, o vocal é feminino. A delicadeza do folk feito por Antje Duvekot só pode ser trazida por mulheres. Melancólico, calmo e com ares saudosistas, o cd “The near demise of the higher wire dancer” foi lançado no início desse ano e eu me vi atraída pelo som vindo do myspace da mulher. Vamos ao que interessa, ou seja, nossa resenha faixa-a-faixa.

“Vertigo” é a faixa inicial do cd, mostrando a calma característica do folk-pop. A voz de Duvekot, não muito grave, dá vontade de ficar olhando o por do sol na frente de uma casa de campo, com o violão no colo. Se “acolhedora” pudésse ser um atributo de uma música, certamente seria dessa. A faixa dois é “Ragdoll Princess & Junkyard Queens”, mais agitadinha do que a anterior, faz a linha daquele folk (ou country, pra alguns) que dá vontade de dirigir ou festejar. Devo fazer um comentário que espero não soar maldoso: Taylor Swift e cantoras do gênero, aprendam com a Antje a como melhorar suas músicas. A guitarra só utilizada para os solos deixou com um ar bem legal e a bateria bem rapidinha tirou aquele ar sonífero que alguns folks tem. A música 3 é “Long Way”, que volta com o violão dedilhado e uma gaita deliciosa. Temos de volta o saudosismo da primeira faixa, só que melhorado pelo toque especial da gaita (sou suspeita, adoro o som de gaita). Tem uma sonoridade mais tradicional, menos pop do que o visto nas anteriores. A trilha 4 é “Lighthouse”, começa com um piano, saindo daquela coisa típica do violão. É mais pop, trás a voz de Antje Duvekot um pouco mais aguda e menos melancólica que nas anteriores. Um violino aparece bem baixinho e a bateria vem bem de leve, só pra dar uma ritmada. Na verdade, essa obra vem sem violão, talvez isso de o ar mais pop. E chegamos ao meio do cd com “Dublin Boys”, que trás de volta o violão. Os backvocals aparecem mais e dão um toque especial, e a guitarra deixa ela com um ar mais de folk-rock ou country-rock.

A música 6 chama-se “The Bridge”, e novamente a bateria e o que creio ser um xilofone abrem a música, junto com um piano. O violão aparece dedilhado e baixo. Outra com ar mais pop, só que dessa vez a voz da mulher não aparece tão aguda. Romântica, seria legal dançar com alguém, apesar de parecer falar de uma separação. A sétima trilha é mais densa. “Scream” vem com uma cara de início dos anos noventa que me impressiona. Fazia tempo que eu não via um violão grave assim, com carinha de pop-rock. A levada é uma das menos folks até agora, talvez perdendo para “Lighthouse”. As duas poderiam, facilmente, entrar para a playlist da antena 1. A faixa oito é “Reasonland”, e volta com o jeitão folk/country. Só violão e vozes que alternam entre o grave e momentos agudos (principalmente no backvocal). A gaita parece fazer fundo na música. Por volta dos 2 minutos e meio aparece um violino e a bateria, sendo que a última aparece de leve, mas logo eles somem. “Coney Island” aparece na penúltima posição do cd. O arpejo dela é bem interessante pela troca de baixos que, apesar de básica, transmite uma sensação de calma e “fade out” pra música. Essa é realmente violão e voz, e apenas isso. E o álbum fecha com “Merry-Go-Round”, que tem um inicio batido e mais pop. Vem abusando do backvocal e pesando no jeito country, mas não de uma maneira ruim. O refrão é mais agitado e seria fácil transformar essa música em um hit. A gaita dela também é bem gostosa de ouvir, apesar de apagada.

Temos aqui um cd exemplo do que se fazer quando o folk se mescla ao pop e ao country. A voz de Duvekot, como eu disse, é delicada mas não transmite inocência ou ingenuidade. É bastante segura e agradável na verdade. A pena é que não temos o cd disponível para download.

MySpace – Antje Duvekot

“I know that things gotta change, it’s what they always do / Oh, but change has never been known to wait for you” (Dublin Boys – Antje Duvekot)

See ya later…

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Resenha – Mando Diao em “Give me fire”

Abril 23, 2009 at 3:37 pm (Música) (, , )

Olá pessoal!

O que não é a internet hoje em dia, não?? Estava eu, acordando para vir para faculdade (local onde me encontro reso enhando), assistindo o MTV Lab Now que passa às 5 da manhã quando me deparei com esse cd. E que música vi, aquele clip típico de banda indie. Logo que terminei de ver o clip, corri para meu notebook e fui atrás do álbum. Tá, eu sei que só de ver o título vocês sabem que falo do mais novo álbum do Mando Diao, o “Give me fire”. Fazia tempo que não via a MTV passar uma banda nova tão legal. É claro que, na semana de aniversário, eu não perderia a chance de falar do cd. Saibam, é primeira impressão (tanto do álbum quanto da banda). Primeiramente, pequena introdução sobre a banda. Eles existem desde 2002 e são suécos. Se auto-denominam, em seu myspace, como Rock/Pop/Indie. Pronto, introdução feita. Vamos a resenha faixa-a-faixa.

A primeira música é “Blue Lining white trenchcoat”, que começa com sons que lembram um trem, baixo forte, guitarra distorcida, vocal grave, bateria acelerada e um piano bem baixinho de fundo. O vocal se torna rasgado e, por vezes, gritado. Tem um sussurro de, digamos assim, backvocal fazendo “uuuh” que deixa a música bem legal. No final do terceiro minuto tem um trecho que difere do resto da música em alguns termos, mas ficou ótimo naquele contexto. E devo dizer que o final da música, quase que só no vocal, me fascinou. A trilha dois é a que me fez conhecer a banda, “Dance with somebody” e começa com uma respiração forte e sintetizadores e baixo que lembram músicas de video-game enquanto só o bumbo da bateria aparece. Ai entra a bateria um pouco mais forte e a guitarra riffada. Tem um ar meio sedutor, meio blasè, que me conquistou logo de cara. Fica mais indie no refrão, e o vocal é bem diferente da faixa anterior. Rouco, mas não diria rasgado como disse na anterior. Só agora percebi que o cd é ao vivo. A terceira faixa é “Gloria”, e tem um teclado fortíssimo, guitarra ritmada, baixo escondido e bateria naquela linha agitadinha do indie. Tem um ar meio latino, digamos assim, de drama nessa faixa. Agitada, tem vocação pra pista. Estamos na música 4, “High Heels”, e tem um saxofone perfeito na introdução, unido a um baixo grave e forte e a bateria lenta. Seria o que muitos chamariam de música de inferninho, é uma música sensual. A música é cheia de swing, tem um sintetizador pra lá de interessante e uma guitarra riffada e distorcida. O vocal arrasa, levemente rouco, porém não muito grave. Quinta música, “Mean Street” é das mais animadas, com um piano bem pop aparecendo muito junto com a guitarra. As duas deixam os outros instrumentos bem apagadinhos, e o vocal se sobrepõem a tudo isso, ficando novamente rasgado. Dá vontade de sair dirigindo, e me lembra também trilha de filme pelo jeito romântico. Tem uma quebrada de ritmo por volta de 1:40. A faixa 6 é “Maybe just sade”, sintetizador e baixo dando um ar tristonho inicialmente. Ar quebrado pela guitarra, que torna esse ar apenas melancólico. O ritmo é dado pela bateria, rápida mas que não tira esse ar melancólico. Tem uma “que” de Morrissey na música, mas é bem diferente, eu não sei explicar. E chegamos ao meio das 13 músicas com “A decent life”. O sintetizador entra grave, baixo e triste, junto com uma bateria lenta e guitarra meio chorosa e distorcida. Quem estiver em depressão, não ouça essa música. O piano/teclado aparece com notas agudas, deixando tudo ainda mais denso. A guitarra muda de chorosa para levemente revoltada e a bateria vai aumentando o ritmo progressivamente. Música bem curtinha e instrumental.

A trilha anterior serve para introduzir a faixa título, “Give me fire”. Agitada, revoltada, tem cara de briga por ciúmes. Vocal rasgado, baixo apagado, bateria acelerada, guitarra oferecendo em seus riffs a base para um piano interessante no refrão. A música 9 é “Crystal”, que começa com um sintetizador calminho e sons de pássaros. O vocal entra calmo, apenas com essa base baixa de sons calmos, com a guitarra e o baixo entrando progressivamente na música. A bateria aparece lá pelo segundo minuto da música, e ainda assim muito tímida. Só temos uma música mais ritmada e mais alta a partir de 2:20 minutos. E ainda assim é bem calma. Trilha longa, não escute se estiver com sono e não puder dormir. A número 10 é “Come On Come On”. Agitada, com a guitarra constante, baixo sobposto e bateria em destaque. Vocal limpo e mais grave que as anteriores, com momentos rasgados. Candidata a pista, com forte tendência das pessoas seguirem as palmas existentes na música. Trilha 11, “Go out tongiht”, começa bem calma e até triste, porém se anima. Lembrou-me The Last Shadow Puppets, mas também tem uma carinha de Pete Doherty. E, no fim das contas, não parece nada disso. Música com ares românticos, bateria e baixo fornecendo base para a guitarra destacada e os vocais que, apesar de rasgados, parecem inspirados nos anos 60. No último minuto e meio da música, há uma troca de ares interessante. Continua romântico, mas ganha um ar mais divertido e o vocal fica mais ragado, lembrando ainda mais rock anos 60. A penúltima música é “You got nothing on me”, que começa com bateria e guitarra em destaque, baixo meio apagado. Essa introdução cria uma tensão interessante, que desemboca numa mpusica ritmada, de bateria grave e bastante agitada. Lembra-me agora aqueles rocks 80, só que Hard rock. Nunca imaginei um indie inspirado nesse estilo, mas ficou interessante. Tem até solo de guitarra, poxa! E o último minuto é bem soturno, fugindo a todo ar anterior da música. Isso porque serve de transição para a última música, “The Shining”, que tem uma cara de 70/80 muito boa. Parece ter influência disco, com os naipes de metais pegando forte, porém ainda é um rock de ótima qualidade. Extremamente dançante, eu jogaria numa pista alternativa sem medo. E tem uma faixa escondida nela, que conta com violões fortes e naipes de metal, lembrando bastante música mexicana. Bem interessante, ar de música feita de última hora no estúdio, como se estivéssem em uma roda de amigos.

Como primeira impressão da banda, é provável que ela se torne minha favorita do momento. Gostei do estilo e fazia tempo que não achava algo novo. E quanto ao cd, ele é empolgante e tenso ao mesmo tempo. Pena que não temos download. Fiquem com o myspace deles

MySpace – Mando Diao

“When your love’s away / and you feel betrayed we’re the music, / sweet music / I’m falling in love with your favorite song / I’m gonna sing it all night long / I’m gonna dance with somebody” (Dance with somebody – Mando Diao)

See ya later…

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Resenha – Maxïmo Park em “Quicken the heart”

Abril 22, 2009 at 4:21 pm (Música) (, )

Olá Pessoas!

Andei, novamente, deixando esse blog ao deus dará. Mas como estamos na semana de aniversário desse blog, prometo um post por dia (na verdade um por dia, e dois no último). Assim, alcançarei a marca de 52 posts necessários para atingir 1 ano de blog. E, daí por diante, farei o possível para postar resenhas as sextas ou aos domingos de cada semana.

No primeiro dia da semana de aniversário, apareço aqui com uma das minhas bandas favoritas (no momento): Maxïmo Park. Seu mais novo cd, “Quicken the heart”, parece estar recheado de boas músicas na linha agitada e ritmada que a banda mostra desde 2003. Claro, a internet fez o favor de deixar aparecer tal cd antes de sua data oficial de lançamento (que é 11 de maio). E é sobre esse álbum, feito pelos britânicos, que vou falar. Vamos a resenha faixa-a-faixa.

O cd é aberto com a faixa “Wraithlike”. Guitarra ritmada, baixo forte porém escondido e uma sirene de fundo dando aquele ar de correria. O estilo da música passa a impressão, falsa, de que estamos num loop. O final da música (por volta dos dois minutos), com o vocal abafado, a faz bastante interessante. A segunda trilha é “The Penultimate Clinch”. Vocal grave e baixo, parece ter forte influência oitentista (a exceção de não ter sintetizadores). A guitarra riffada é bem interessante e o baixo aparece mais que na faixa anterior. “The Kids are sick again” é a terceira música e tem um ar mais comercial que as anteriores. Apostaram novamente no vocal baixo, mas o sintetizador aparece forte ao lado do baixo e da bateria. Mais animada e, ainda assim, mais melancólica do que vimos antes nesse cd. Temos como quarta faixa “A cloud of mistery”, também bem comercial e com introdução interessante feita pela guitarra. Me trás mais a lembrança do que foi feito anteriormente pela banda. Poderia ser tocada na pista de baladas alternativas sem medo, na minha opinião. A faixa “Calm” vem na posição 5 do cd, e faz jus ao nome. Até agora é a mais calma e leve. Parece que dessa vez os rapazes resolveram investir nos sintetizadores, e fizeram isso de maneira interessante por ter ficado bem pontuado. O ritmo vai aumentando ao longo da faixa e termina bem agitad. E chegamos ao meio do cd com “In another world (you’d have found yourself by now)”. Volta o clima soturno que me lembra os anos 80 e as minhas pistas de dança favoritas. Agitada na medida certa, animada em alguns pontos e pesada em outros, essa alternancia toma a atenção dos mais atentos e faz com que a pessoa siga a música até nisso.

“Let’s get clinical” é a 7ª música e começa com a bateria bem marcada, assim como o baixo. A guitarra parece ter sumido, pelo menos no começo da música, e tenho a impressão de ter sintetizadores seguindo o baixo ou algo do gênero. É meio desanimada, mas ainda assim uma ótima faixa. A trilha 8 é “Roller Disco Dream” e começa também agitada, baixo e bateria fortes e a guitarra com seus riffs. Tem também o ar denso que parece ser o traço principal do cd, mas esse ar vai sumindo ao longo da música. A nona obra é “Tanned” e aqui a guitarra aparece mais, com o baixo fazendo a sua função de “base” junto com a bateria. De vocal mais agudo que as outras trilhas, trás um ar mais leve que só não supera o de “calm”. E ao final do que creio ser o refrão, temos uma pequena tensão. A música 10 é “Questing, not coasting” e mantem o baixo forte e a guitarra desaparecida no meio do sintetizadores. Agitada, lembra-me um pouco os ares das músicas do snow patrol, mas bem no fundo. A penúltima é “Overland, west of suez” e começa com sintetizadores, sendo que a guitarra entra logo depois acompanhada do baixo. Eles ficam se alternando com a bateria de fundo para todos eles. Agitada e animada, da vontade de dançar. O cd fecha com “I haven’t seen her in ages”, que tem o ar mais tradicional do melhor do indie rock, aquela coisa meio anos 80, meio blasè. Com instrumentos baixos e vocal mais destacado que nas outras.

Temos aqui um cd que vai progredindo em termos de animação e com fortíssima influência dos idos de 80, na minha opinião. Difere um pouco do resto dos cds do Maxïmo Park, mas não deixa de ser um som característico e identificável. Pena que o myspace conta apenas com duas músicas que estarão no álbum.

Maxïmo Park – MySpace

“Wasted lives / Hope takes flight / I don’t mind / Losing self respect / I’ve done it before / And I’ll do it again / I’m stifled tonightWhich is fine / I’ve done it before / And I’ll do it again” (The kids are sick again – Maxïmo Park)

See ya later

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