Resenha – Voxtrot em “Voxtrot”

Dezembro 19, 2008 at 10:58 am (Música) (, , )

Olá Pessoal!

Antes de começar a resenha, devo avisá-los que essa é a última do ano com regularidade. Afinal, final de ano pra mim é sinônimo de ir pra MG, e lá não tenho acesso quase irrestrito ao pc como aqui. Ainda que eu poste alguma resenha, não será com “novidades”.

Esse post mesmo não é sobre nenhuma novidade. O cd do Voxtrot é datado de 2007, e foi lançado depois de três EPs bem falados. Descobri a banda por esses dias e, como dito no blog Porcaria Musical, como eu não ouvi falar deles antes?? Os meninos de Austin, no Texas, mandam bem demais. Mas vamos logo ao que interessa e fazer a resenha faixa-a-faixa (to amando fazer esse tipo de coisa).

O cd é aberto com a faixa de título mais criativo que já vi, afinal para abrir o cd nada melhor que a “Introduction”. Um violão, um vocal suave e o que creio ser um violino beeeem baixinho abrem a música. A guitarra e a bateria aparecem aos poucos, lá pelo primeiro minuto e meio de música. A idéia de progressão é interessante, e vai animando o espírito de quem ouve. A segunda música é “Kid Gloves” e mostra bem porque a banda é indie, seguindo a linha mais “mercadológica” desse estilo. Guitarras básicas, bateria ligeirinha, e não atoa alguns dizem lembrar The Smiths, a cara da música é bem anos 80 mesmo, exceto talvez porque não estou notando o baixo tão facilmente. A terceira música, “Ghost”, começa com um lindo piano e violinos super-fofos, com alguns sintetizadores ao fundo quase imperceptíveis. A música segue no melhor estilo piano e bateria, com os instrumentos voltando todos primeiro no refrão. E percebo agora que eles amam a combinação piano e bateria mais que o Keane. Isso porque a quarta música, “Stephen”, começa com essa combinação e segue com a união de um violino. Curioso notar a ausência de guitarra por toda a música. “Firecracker” começa com guitarra e bateria arrasando, e só agora notei o baixo, que faz a estrofe junto com a bateria. A guitarra aparece com um riffzinho ou outro, até se fortalecer para o refrão. E depois esse ciclo volta a acontecer.

Estamos na metade do cd, com a agitada “Brother in Conflict”, com o melhor ar dançante e sintetizadores ao fundo. Guitarras fortes e bateria bem marcada fazem a música uma boa pedida para pistas indies (adoraria ouvir isso na DJ Club), além do violino dando o ar da graça em certas partes, e o baixo junto com o violino e a bateria lá pelos 3 minutos de música. “Easy”  lembra muuuuito vagamente Franz Ferdinand, mas logo essa semelhança vaga some. A guitarra e a bateria permanecem, a primeira com riffs e a segunda com marcações simples e exatas, e o piano aparece pontuadamente. Um violão super suave começa “Future Pt. 1″, com teclado com efeitos tranquilos e a bateria bem caminha. A guitarra também baixa mostra que a música é calminha, perfeita para um barzinho, e só agora notei uns ares de metais. E com o melhor ar de trilha sonora do Pulp Fiction, “Every day” evoca os ares de música antiga e o respira com dignidade. O violino superando a base da guitarra, que é apagada até pela bateria, forma uma música diferenciada do que ouvimos normalmente. O piano triste introduz “Real life Version” (talvez por isso seja triste). O violino surge por volta dos 1,5 minutos. A música se anima um pouco depois da metade, mas se mantem melancólica.

E o cd encerra com “Blood red blood”, que tem uma introdução que me lembra Maxïmo Park. O indie pop mais tradicional encontra a banda nessa faixa, e ela faz as vezes de unir a esse estilo o violino quase que clássico. Ficou uma beeeela combinação.

Por fim, deixo aqui o myspace (sem downloads) da banda. Lá tem duas músicas do álbum e o resto é de EPs, pelo que pude constatar.

MySpace – Voxtrot

“But I am here, I am here in the center of myself / And do you still think about me? / Yes I am here, waging battle with this version of myself / I right my wrongs and think how things used to be, yes I do” (Easy – Voxtrot)

See ya later

Feliz Natal e ótimo 2009.

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Resenha – Black Kids em “Partie Traumatic”

Dezembro 12, 2008 at 10:15 am (Música) (, )

Oláááááá povo!

Vamos falar hoje de uma banda que conheci pela MTV (apesar de ter visto alguns comentários antes) e pela qual ando apaixonada: Black Kids. Mais uma banda que se auto-classifica como Indie. Tinha tudo para ser mais do mesmo, mas vamos a resenha faixa-a-faixa e vocês vão me entender e saber porque não considero que seja “mais do mesmo”.

Ah, antes de começarmos, devo dizer que a temática das letras pareceram fugir um pouco do indie (pelo pouco que observei) e estarem mais para o power-pop. Porém, só a letra. Agora sim podemos começar.

O álbum começa com a animada “Hit the heartbreakes”, que tem uma guitarra legal e apresenta os sintetizadores na banda. “Partie Traumatic”, faixa título do álbum, parece contar com um sintetizador que lembra o teremin (se não contar com o próprio teremin). A bateria se destaca também. A terceira faxa é a agitada “Listen to your body tonight”, que nem tem introdução direito e tem como vocal principal uma das meninas da banda. A quarta música é “Hurricane Jane”, sendo bem calminha se comparada as três anteriores. Digamos que ela tá prum clima mais de barzinho que de balada, apesar de ficar agitadinha do meio pra frente. “I’m Making Eye at You” começa calma mas agita antes do primeiro minuto de música. Claro, não é tão agitada quantos as anteriores, e se assemelha bastante ao que vemos no indie atualmente.

Estamos na sexta faixa, ou seja, começo da segunda metade do cd. Esta faixa de chama “I’ve underestimated my charm (again)”, e eu senti uma leve dose de irônia nesse título. Adoro quando brincam com as músicas, mas enfiiim, vamos falar da música em si. Teclado cheio de efeitos, bateria bem marcada e guiatarra apagadinha. Notem que não falo do baixo, porque ele simplesmente cumpre sua função (pelo menos até agora) no Black Kids. E agora, a minha favorida: “I’m not gonna teach your boyfriend how to dance with you”. Animada, mas o que chama atenção nela é a letra, que começa com Reggie Youngblood cantando a seguinte frase: “You are the girl that I’ve been dreaming of ever since I was a little girl“. Um Homem dizendo isso é no mínimo engraçado. Além do clipe da música ser divertidíssimo. A oitava é a “Love me already”, que traz pra mim uma pitada de disco music bem forte, e que se eu fosse num show deles cantaria sem medo. A penúltima música, “I wanna be your limosine”, tem uma cara de um mix bem feito de Franz Ferdinand e Cansei de Ser Sexy, com os sintetizadores muito bem arranjados. E o cd fecha com “Look at me (when i rock wichoo)”, com clima de guiatarras misturado com disco music que dá vontade de sair dançando…

Ok, fica provado nesse primeiro cd que o Black Kids é uma linda promessa num cenário que está começando a se desgastar (para meu desespero). O MySpace conta com 6 músicas, e todas valem a pena.

MySpace – Black Kids

“Every time we kiss / It’s like an inside joke / I always miss. / Our love is like a tug-of-war.” (I’ve underestimated my charm (again) – Black Kids).

See ya later

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Resenha – Oh Mr Stereo em “Stereo City”

Dezembro 6, 2008 at 8:52 am (Música) (, , )

Oláááá Pessoal!

Com um pequeno atraso de menos de um dia, falarei sobre outra banda acústica. Não poderia ser diferente, afinal amo músicas acústicas. O “Oh Mr Stereo” É uma banda que está no myspace desde o ano passado (totalizando 32379 execuções no player de lá) e tem menos de mil execuções no LastFm. Me surpreendi com o powerpop acústico de qualidade deles.

O cd que venho resenhar tá, na verdade, mais para um EP. Com sete músicas, o “Stereo City” mostra o que uma banda independente pode fazer. Animação é a tônica do álbum, que mostra que é possível fazer powerpop do bom sem muitas distorções e esse tipo de coisa. As vezes, no mar de efeitos que temos hoje, nos esquecemos de como o som real do instrumento traz aquele ar de amizade e proximidade que as bandas precisam ter.

Começando com o que interessa, vamos a resenha faixa-a-faixa. A primeira do cd é “That Day”. Animada, com backvocals bem colocados e um clima de banda de rock tocando em barzinho, além de parecer ter uma letra bem fofinha. A segunda música começa com um riffizinho que lembra aqueles utilizados pelo emo. Aliás, “No hope” tem nome de música emo e clima de música emo. Como adoro emo acústico, não preciso dizer que gosto do que ouço nela. “Changes” começa só voz e violão, uma delicia que deve ser apreciada com cuidado. Os outros instrumentos só entram mesmo no meio da música, e ainda assim bem apagadinhos.

Com um violão mais pegado, um clima mas forte, chegamos à quarta faixa “Eye to eye”. Música rápida, onde a bateria aparece mais e marca bem o ritmo da mesma. Novamente o ar de emo acústico, mas na verdade isso só acontece por ser mais rápida do que costumamos ver no powerpop. O vocal mantém o estilo da banda constante, sem abusar de agudos, o que me parece prudente. “No more Lies”, quinta música do cd, brinca com as paradas dos instrumentos, dando a impressão de que a música acabou, já que brincam com a cadência perfeita. A última música de “estúdio” do cd, “Drown”, também é rápida, animada, da vontade de pular ainda que seja acústica. A bateria novamente é bem tocada. E a última música do cd é, novamente, “Changes” numa versão SÓ voz e violão. Devo comentar que não senti o baixo em momento nenhum, e estranho isso muito. Se eu sentisse o baixo, talvéz a música ficásse ainda melhor.

Enfim, no MySpace deles tem 4 Músicas: “Eye to eye”, “No more lies”, “No hope” e “Changes”. Pelo visto, sem download.

MySpace – Oh Mr Stereo

Sem trecho de letra porque não achei letra de nenhuma das músicas deles…

See ya later

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Aleatoriedades – Blogs e suas ferramentas de divulgação

Dezembro 1, 2008 at 8:30 pm (Notícias e Crônicas) ()

Boa noite pessoal!

Hoje estava eu trabalhando em meu artigo para a faculdade (já citado em um post anterior) quando me lembrei que estou aquém da maioria dos blogs realmente compromissados. Afinal, como um blog decente não está cadastrado no BlogBlogs??

Para quem não sabe do que se trata, essa ferramenta é uma busca brasileira de blogs. Tá, existe o google e talz e se você quiser o endereço de um blog é só digitar o nome dele no “guia do mochileiro das galáxias”. Porém, imaginem meu caso: sou uma completa viciada em música e adoro blogs. Unir os dois foi relativamente fácil, tanto como autora quanto como leitora. Porém, achar todos os blogs ai do lado não foi nada fácil.

E é aí que surge a beleza do BlogBlogs. Uma ferramente para achar só blogs, onde você pode, por exemplo, buscar blogs de Opera sem perder tempo vendo blogs de Rap ou Rock pesado. Isso porque quando algum autor cadastra o seu blog no BlogBlogs, ele escolhe uma categoria. E no caso da categoria música, escolhe uma subcategoria. Vai dizer que num é uma mão na roda?

E é por isso que estou postando. No processo de cadastro do blog você tem que “reclamá-lo” para si. Para isso tem que inserir um código HTML ou no template ou na página principal. E todo esse post é para eu colocar duas linhas de HTML, vê se pode…

Beijos e vejo vocês depois

BlogBlogs.Com.Br

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