Resenha – Snow Patrol em “A Hundred Million Suns”

Outubro 28, 2008 at 8:58 am (Música) (, )

Heeeey People!

Devido a inúmeros afazeres, o post da sexta passada foi atrasado e só hoje consegui abrir um espaço para falar do meu cd da semana. Já não é novidade seu lançamento, mas é fato que o Snow Patrol ainda não apareceu na mídia brasileira com esse novo cd. É essa lacuna que vamos tentar (idiotamente) preencher aqui. Afinal, boa música não pode esperar a boa vontade da mídia.

O cd não se parece muito com o resto da discografia da banda. O próprio vocalista disse que queria um cd mais animado que os anteriores, e é clara a diferença. O primeiro single, “Take back the city” é muito mais animado que, por exemplo, “Open your eyes”. Musicalmente, se houver um precedente na discografia da banda, é algo que lembra o ritmo de “Chocolate” ou “Spitting Games”, mas até o jeito de cantar mudou. De cara nova, mas sem perder a identidade, não há muito o que dizer sobre esse ótimo trabalho.

Outra aposta foi alternar, no cd, músicas mais agitadas e mais calmas quase que faixa a faixa. A percussão de “The Golden Floor” é linda, dando um ar mais leve a uma música que seria triste e pesada sem ela. Outra música que segue a linha da percussão mais forte, pelo menos no início, é “Enginees”, que coloca também uma distorção leve na voz. A guitarra aparece de verdade em “Disaster Button”, bem ritmada e levemente abafada. O piano, que pra mim é um dos fortes, aparece no início da última faixa (que contém, pelo visto, três músicas) “The Lightning Strike: (i) What If This Storm Ends? / (ii) The Sunlight Through The Flags / (iii) Daybreak”.

No MySpace deles, para nossa tristeza, apenas o single “Take back the city”, mas vale passar por lá para relembrar os outros singles e traçar a linha de evolução do Snow. Fora o single, recomendo as comentadas “The Golden Floorr”, “Enginees” e “Disaster Button”.

“No need to put your words into my mouth / Don’t need convincing at all / I love the place where I have no doubts” (Take back the city – Snow Patrol)

See ya later

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Resenha – Sixpence None The Richer em “The Dawn Of Grace”

Outubro 19, 2008 at 6:44 pm (Música) (, )

Hey Pessoas!

Recuperando o tempo perdido, vamos então postar algo novo sobre uma banda não tão nova! A banda “Seis centavos não deixa ninguém rico” ou, em sua lingua original, “Sixpence None the Richer” voltou com tudo.

O quê?? Você acha que não conhece essa banda?? Tá de zueira, né?? Claaaaaaro que conhece? O que você estava fazendo no final da década de noventa quando o hit “Kiss me” estourou?? Nunca assistiu “Ela é Demais”,  “Não é mais um besteirol americano”, “Como Perder um Homem em 10 Dias”, “Be Cool”, “Dawson’s Creek” ou “7th Heaven”??

Então, lá estavam eles cantando o refrão grudento “Kiss me / Beneath the milky twilight / Lead me / Out on the moonlit floor / Lift your open hand / Strike up the band and make the fireflies dance silver moon sparkling / So, kiss me”. E depois de um hiato de 6 anos sem inéditas, a banda volta com um cd muito bom. Valeu a pena essa espera, que pelo visto é mais ressurgimento das cinzas do que uma mera volta.

Com o gênero conhecido por “rock cristão” (sim, eles tocam ROCK CRISTÃO, talvez por isso sejam considerados “one hit wonder” por muitos), é bem gostoso ouvir a voz de Nash nas baladinhas. Confesso, não é nenhum “bum” ou “o melhor disco que ouvi esse tempos”. Mas só de ver uma banda TÃO ANTIGA voltar é recompensador. Acho que o mercado anda em falta de coisas boas.

Vamos às recomendações. Das do MySpace: “Angels We Have Heard On High”. No cd “O come, O come Emmanuel”, “Carol of the Bells” e “Some Children see him”.

MySpace – Sixpence None The Richer

“Angels we have heard on high / Singing sweetly through the night / and the mountains in reply / echoing their brave delight” (Angels We Have Heard On High – Sixpence None The Richer)

See ya later

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Resenha – Hey Rosetta! em “Into your lungs”

Outubro 19, 2008 at 6:19 pm (Música) (, , , )

Olá povo!

Novamente com dificuldades de atualizar esse blog, vejo-me obrigada a fazer dois posts seguidos. Mais uma vez, falarei de bandas que conheci recentemente. Essa, particularmente, conheci essa semana. A “Hey Rosetta!” (nome estranho, né?) tem um som bem gostoso, que é espalhado pelo mundo desde 2005. O lastfm a classifica como indie, um blog me disse que é PowerPop, e o MySpace deles diz “Rock/Indie/Pop”.

A preseça de sons acústicos é muito forte em algumas músicas, mas o que achei interessante mesmo é o fato de ser uma música animada, mas não propriamente dançante. É para ouvir em momentos de trabalho, eu diria, para te manter acordado e animado enquanto o tédio tenta invadir sua mente. Não sei se deve compará-los, e se devesse fazê-lo não saberia com quem compará-los. Talvez me lembrem um Snow Patrol mais leve, ou algo assim. A utilização de violino, moda desde sempre no rock, parece única na música deles. Tinha tudo para ser uma banda mais do mesmo, mas não sei se será assim. Espero que não sejam, e que não sumam do nada.

A voz de Tim Barker me lembra uma mistura de Chag Kroeger e Tom Chaplin (Nickelback e Keane, respectivamente). Outra presença intrigante a do Violoncello junto com o violino. A presença do violino é constante no rock, mas aparecer com o tchello no palco é algo no mínimo estranho. Acho que é isso que faz a diferença na banda. Lembrando que esses instrumentos não são constantes no cd, e aparecem no momento certo de cada música.

Vamos agora para as recomendações. Primeiro grande aviso: Tem como baixar as músicas no site deles! Não sei qual é o esquema, não entendi direito, mas me parece que o arquivo que você baixa dá acesso à faixa toda. Algo como “você pode ouvir de graça, mas não vai distribuir”. Achei bem legal isso, fora que o arquivo para cada música é minúsculo.

Das músicas presentes no myspace: Ouçam “There’s an arc” e “I’ve been asleep for a long, long time”. Não gostei muito das outras. Caso “baixe” o cd do site, recomendo também “Handshake the gangster”, “Red heart” e “Holy Shit (what a relief)”.

MySpace – Hey Rosetta!
Site oficial – Hey Rosetta!

“The schools that we went to have all been closed  / and all of my teachers are dead i suppose  / The songs that we sung have all gone quiet / what happens below as we sleep at night?” (I’ve been asleep for a long, long time – Hey Rosetta!)

See ya later…

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Resenha – Rainer Maria em “Catastrophe Keeps Us Together”

Outubro 14, 2008 at 9:54 am (Música) (, , )

Oláááá Pessoal!!

Vamos voltar a falar de descobertas by blogs. Hoje trago uma banda que já acabou. Sim, a banda não existe mais e agora tudo que temos sobre eles é o MySpace e alguns donwloads espalhados por ai. Por sorte achei esses downloads e simplesmente adorei o estilo de som deles. O Rainer Maria teve seu fim em 2006, ano de lançamento do cd que falaremos aqui.

O cd “Catastrophe keeps us together” tem um estilo indie, lembrando Stars, levemente puxado para o emo por ter a guitarra mais pesadinha do que o normal. Outra coisa que remete ao emo é o som melancólico, mas eu prefiro não classificá-los em tal estilo. O som acaba não surpreendendo mais, porém imagine a situação da banda em 1995.

Uma coisa interessante é que cada faixa tem uma característica bem própria. Em umas, quem comanda é a bateria, em outra a guitarra. Algumas nem usam guitarra distorcida, e o baixo sempre dá o ar da graça e mostra que faz toda diferença na música.

Falando do cd em si, gostei bastante de todas as faixas, mas tenho uma predileção por “Burn”, bem melancólica; “Bottle”, com seu baixo marcante e mais animadinha, lembrando-me levemente som dos anos 80; e “Clear and True”, pela bateria em destaque e a guitarra sem distorção e mais rápida fazendo base. Dessas, apenas “Burn” está no myspace da banda.

MySpace – Rainer Maria

“I’m seeing stars, I’m seeing red. / I’d taste your mouth in any kiss. / Where do you end and I begin?” (Clear and True – Rainer Maria)

See ya later

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Resenha – Architecture in Helsinki em “Places like this”

Outubro 4, 2008 at 7:42 pm (Música) (, )

Olá pessoas!

No último post de hoje, alcançando a nossa marca de um post por semana, vou falar sobre música que eu diria ser indieletro ou power-pop… Ou algo no meio disso. O próprio grupo se diz Visual / Concrete / Pop no myspace deles. Ou seja, melhor não tentarmos colocar nome em algo que é bom.

Com algo que me lembra Björk (e isso, nesse caso e só nesse caso, é bom), o Architecture in Helsinki aposta bem em percussões não convencionais e em usos ainda menos convencionais dos sintetizadores. Como vocês devem saber, esse uso só pode ser bem feito, já que eu sou chatíssima quanto ao uso desse tipo de artifício. Apesar do cd não ser realmente novo, sendo seu lançamento datado no ano de 2007, e nem o mais recente trabalho da banda (acabaram de lançar um EP), eu preferi falar desse título em especial por duas coisas: estou postando minha primeira impressão sobre ele (é a primeira vez que o ouço com atenção) e por se tratar do último trabalho em cd deles. É chato falar de EP, afinal são poucas músicas.

Com 10 faixas de constante uso de sintetizadores, pouca guitarra e muita percussão, o cd é para ser tocado em baladas indies. Ainda tem o fator dos backvocals que se destacam muito e que, quando a guitarra aparece, aparece de forma a deixar a música com cara de rock sem sobrepor o som ao resto dos instrumentos. Uma música que parece não ser estudada, mas perfeita de mais para não sê-la.

Como recomendações particulares, que não serão encontradas no myspace deles, vai “Red Turned White”, “Hold Music”, “Debbie” e “Lazy”.

MySpace – Architecture in Helsinki

“I’ll tell you anything but not the truth” (Like it or not – Architecture in Helsinki)

See ya later

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Resenha – The Dresden Dolls em “No, Virginia”

Outubro 4, 2008 at 7:26 pm (Música) (, )

Hey people!!

Vamos continuar com a atualização do blog. Agora, uma banda bem interessante que começou em 2000 e se descreve como Cabaret punk brechtiano, seja lá o que isso for. Só sei que acho o som deles ótimo e vim aqui recomendá-lo.

A banda, ou melhor, a dupla “The Dresden Dolls” apostaram do jeito certo num estilo que o Panic at the disco tentou imitar. A questão do uso do piano, as roupas antigas, a maquiagem. Tudo isso foi colocado na quantia certa no caso do Dresden. Eu adoraria ir num “dark cabaret” que tocásse o som deles. A nota de nostalgia “animada”, como um bufão contando uma história para os ricos entediados, é tocante. Não tocante do tipo “oh meu deus, vou cortar os pulsos”, mas sim de mexer com a gente a ponto de aprendermos a rir quando nem tudo são flores.

Não sei com quem compará-los, por isso pouparei meus dedos e irei logo para as recomendações de música. Adoro “Night Reconnaissance”, “Lonesome Organist Rapes Page Turner” e “Dear Jenny”.

MySpace – The Dresden Dolls

“So silently I sat and turned the pages / Recalculating our respective ages / Over my shoulder, he muttered, “If I get any older / You can hack my wrists off with your choice of objects / No, I’m kidding” (Lonesome Organist Rapes Page Turner – The Dresden Dolls)

See ya later…

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Resenha – Plain White T’s em “Big Bad World”

Outubro 4, 2008 at 7:11 pm (Música) (, )

Olá Pessoal!!!

Desculpem-me o hiato de três semanas. Para isso, vamos compensar com três posts seguidos. O primeiro, claro, é esse. Vamos falar sobre uma das bandas que me parece ser “one hit wonder”. Eles não merecem essa colocação, mas é fato que ninguém nem lembra o nome da banda mas lembra da música. Basta entorar “Hey there Delilah / What’s it like in New York City?” e as pessoas se recordam.

Tratando agora do novo cd do Plain White T’s (a partir de agora vocês sabem o nome da banda que fez um dos maiores hits chiclete do ano passado, mesmo que a música seja do ano retrassado), me pareceu que eles gostaram de uma linha não tão rock. Soando de forma bem semelhante a outra banda que gosto, o The Click Five, os meninos mandam bem pra caramba. Um rock mais lento e mais balada, como o de “Serious Mistake”, faz a gente pensar melhor no emo internacional.

No geral, continuam as guitarras fáceis e os vocais cheios de backvocal. As letras mantem a mesma temática romântica. O que os difere dos emos em geral?? Pra mim é apostar em outros sons na música, como passagens com saxofone e violinos (estes, por sinal, estão virando clichê no rock), sem deixar a guitarra sumir. Além disso, o som não lembra algo novo, mas sim vem inspirado em música antiga. Ah, tem outro fator, a bateria aparece sem ser o foco principal, dando o destaque exato que o instrumento merece, deixando a música bem marcada.

Eu digo que gostei mais de “Serious Mistake”, “1,2,3,4″, “That Girl” e a faixa título “Big Bad World”. Elas mostram bem como a banda tá numa linha mais do power-pop agora e que, se tiver que fazer sucesso e sustentar, agora é a hora. Dessas, só “Big Bad World” e “1,2,3,4″ estão no myspace.

MySpace – Plain White T’s

“You make it easy / As easy as 1, 2 (1, 2, 3, 4) /  Theres only one thing two do three words four you. / I love you.” (1,2,3,4 – Plain White T’s)

See ya later…

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