Resenha – Zé Geraldo em “Catadô de Bromélias”
Olá Galera!
Hoje vou voltar a falar de música nacional. Porém, dessa vez, não se trata de uma banda nova. Aliás, a última característica desse cantor é ser novo. Zé geraldo tem 63 anos e pode até ser chamado de “Bob Dylan brasileiro”. Sim, eu o considero o representante do folk em terras nacionais. Na verdade eu diria que o senhor ai ao lado não canta folk, ele é tão nacional que canta rock rural.
Seu mais recente trabalho, “Catadô de Bromélias”, Zé Geraldo deixa bem claro o porque ainda está na estrada. A bem da verdade, o cara não tem tanto apoio da grande mídia e nem faz o gosto da maioria para que isso aconteça. Porém poucos cantores, independente do estilo, conseguem ter a poesia desse cara. A mistura do sertanejo, com viola mesmo, e a guitarra é simplesmente perfeita. Além disso, a música de letra simples sobre assuntos normais, assuntos do dia-a-dia, cantados de uma forma caipira inspira um saudosismo muito bom.
Quanto ao tipo de pessoa que vai gostar de escutar esse som só posso dizer que todo mundo deveria gostar. Tenho quase certeza que quem curte sertanejo, MPB e Folk tem pelo menos uma tendência para fazê-lo. Aos outros, fica a recomendação para a poesia mais caipira que consegue encontra-se hoje. Podem me vir com vários sertanejos atuais, a poesia caipira tá com esse cara. Ainda que ele não seja propriamente um cantor recente.
Quanto as recomendações de música: Particularmente adorei a primeira faixa, “Na barra do seu vestido”; a quinta faixa, “Mr Tamborine Man”; e a sexta faixa, “Encatamento”. Aliás é melhor ouvir o cd inteiro, porém o myspace dele não tem o cd todo…
“Sou bailarino gira mundo / Poeta sem endereço / Assustado e vivido / Um menino encantado / Que sonha viver pra sempre / Na barra do seu vestido.” (Na barra do seu vestido – Zé Geraldo)
Vejo vocês por ai…
Resenha – Jack’s Mannequin em “The Glass Passenger”
Olá Pessoal!!!
Hoje eu estou mais que feliz. Vou falar de uma banda que admiro a muito tempo e que acabou de lançar seu novo cd. Ok, eu sei que tem a foto de um moço só ai do lado e não de uma banda, mas isso é explicável. O Jack’s Mannequin é um projeto paralelo desse cara ai, chamado Andrew McMahon, que é vocal da banda Something Corporate. Acontece que ele é o showman do Jack’s Mannequin e, por isso, quase sempre leva todo crédito. Enfim, vamos ao cd.
Com lançamento previsto para 30 de setembro desse ano, o álbum logicamente vazou. Porém, me estranha muito que tenha vazado mais de um mês antes. Enfim, o que importa é que o cd tá muito bom e mostrou que a banda pretende manter o seu som sem deixar de inovar. As músicas desse cd estão mais agitadinhas, com a guitarra e a bateria mais presentes. No cd anterior, a cara do Jack’s (e do próprio Andrew) era o piano. Agora, a guitarra parece dividir esse posto com tal instrumento.
Outra coisa interessante foi o leve uso de distorções, sendo que tem lá no fundo uma semelhança com o som do Something Corporate. Outra coisa que mudou é que as músicas, apesar de calmas, não são tão melancólicas quanto eram. Os cd’s poderiam ser colocados para ouvir de forma seguida. Seria quase imperceptível a mudança. Vejam bem, eu disse quase. Parece que a banda passou por uma fase de composição mais animadas, o que é bastante interessante.
No mais, esse cd é o ponto de coexistência de antigos e novos fãs. O motivo? A banda não mudou a ponto dos fãs se revoltarem. Na verdade, como disse antes, bem pouco mudou no som deles. Porém, o som ficou mais “adequado” ao mercado, mais fácil das pessoas gostarem. Fora isso, ainda mantém a carinha de música de seriado, mas ainda assim não fica aquela coisa de um trecho só grudado na cabeça.
Nas recomendações deixarei “The Resolution” (a única música nova que está no MySpace deles), “Crashing”, “American Love”, “Swin” e “Bloodshot”. Sendo que a última é a última faixa do cd e mostra o quanto a banda pode ser dinâmica, indo de baladinhas mais leves (quase o cd todo) até algo mais pesado.
“And I’m alive / And I don’t need a witness / To know that I survived / I’m not looking for forgiveness / I just need light / I need light in the dark as I search for the resolution” (The Resolution – Jack’s Mannequin)
See ya later
Resenha – Friendly Fires em “Friendly Fires”
Olá Pessoal!!
Antes de começar a resenha em si, peço desculpas por não mater o prazo que eu mesma estipulei. Fica difícil postar quando está trabalhando em algo por conta própria e ainda tem que conciliar com a faculdade. Mas antes tarde do que nunca, estou aqui para cumprir com a minha parte: falar de bandas que gosto e recomendá-las.
Começando a resenha, devo dizer que acho muito interessante a criatividade das bandas. Geralmente, toda banda tem um cd com o nome da própria banda, ou com o nome de uma faixa ou até com o nome de uma cor (que é a cor da capa, como o Metallica e seu famoso “black álbum”). É perceptível que a maioria dos primeiros cds levam o nome da banda, talvez para que os ouvintes gravem bem o nome da banda…
No caso do Friendly Fires não era preciso utilizar esse recurso. Na onde do indietrônico / new rave, os rapazes mostram porque vieram e o relativo sucesso que fazem nesse meio. No MySpace os garotos se alto classificam como Pop / Disco House / Shoegaze, ainda que eu não faça idéia do que seria Shoegaze.
Com um som que lembra muito o estilo do Hot Chip, o primeiro cd da banda vai de baladinhas agitadas à baladinhas mais calmas, viajadas, num instante sem você perceber. Dizem que a música eletrônica mantém o cérebro numa frequência constante, o que explicaria as pessoas dançarem e viajarem quando a escutam. Pra mim o melhor da música eletrônica e, principalmente, de bandas como o Friendly Fires é o bom uso do sintetizadores.
Sendo sincera o uso de sintetizadores é algo que me deixa enfurecida quando não é bem feito. Porém, quando aparecem cds como esse dou o braço a torcer a esse tipo de efeito. São os sintetizadores que me fazem arrepiar e deixar a música fluir. Lembrando: não sou a maior adepta de música eletrônica, basta ver o estilo do que recomendo aqui.
Vamos às recomendações. Para quem gosta de músicas mais agitadas, para dançar mesmo, fica a dica de ouvir “On board”, “Ex Lover” e “Paris”. Para algo mais calmo, ouçam “Strobe” e “Lovesick”. Inclusive, a última faixa que recomendei me lembra alguma música dos anos 80. Seria o vocal ou a batida?? Não sei, mas que lembra, ah isso lembra.
Não consigo ver se o MySpace deles conta com download, mas vi que conta apenas com 4 músicas. E, delas, só recomendei duas. Ouçam todas e vejam se acham que vale a pena correr atrás. Eu, particularmente, acho muito bom conhecer bandas boas como essa.
Sem frase de efeito de novo! Será que alguém pode começar a disponibilizar as letras de boas bandas? Obrigado xD
See ya later
Resenha – Blind Pilot em “3 Rounds and a Sound”
Olá pessoal!
Agora que estou com o número correto de posts em relação as semanas de existência desse blog, deixo o aviso que o dia de postagem mudou. Agora confiram meu blog de sábado ou domingo, pois durante a semana a faculdade será minha principal (se não única) preocupação.
Porém, vamos ao post e falar do que realmente interessa: boa música. Como vocês podem perceber, ai do lado se encontram vários blogs de música. São neles que encontro as bandas que aqui falam, além dos conhecidos LastFM e MySpace. O caso da banda de hoje é um exemplo, descobri num blog (mas não me lembro qual, sei que é um dos que estão ai do lado).
O Blind Pilot é mais uma banda com estilo folk/pop/indie… Na verdade, no MySpace da dupla está Acoustic / Indie / Pop. O cd que falarei aqui é o primeiro da banda, da qual não encontro a “idade”, apesar de aparentar ser nova. Seu som pode até ser chamado de “pop” pois é extremamente fácil de ouvir, porém não são tão grudentas. Acho difícil que alguém não vá gostar desse som, apesar de ser um tanto calmo.
A voz levemente rouca dos meninos, mas bem levemente mesmo, se encaixa na proposta deles. Me lembram bastante a banda “Get Cape, Wear Cape, Fly”, da qual já falei aqui no blog, porém é mais calma. O uso de acordeon na música é uma tendência forte que o Blind Pilot segue sem parecer ser mais uma banda “de modinha”.
Apesar de todas belas qualidades, esses americanos são outros que não liberam sua música para download. No caso, o esquema continua sendo ouvir o MySpace deles e rezar para que, um dia, os cds se tornem acessíveis para nós. Recomendo, das presentes no site, “Story I Heard” e “Go on, say it”. Digamos que a primeira mostra a característica mais forte da banda e a segunda mostra o quão versáteis eles podem ser.
“I know I’ll wake up old, forgetting which box this is in. How I will keep you just how I left you.” (Go on, Say it – Blind Pilot)
See ya later
Resenha – The Sounds em “Dying to say this to you”
Hey Pessoas!

Voltando com a “programação” normal, falaremos do The Sounds. Descobri essa banda em um blog que leio (não me perguntem qual) e fiquei satisfeita com o que encontrei. Comparada, pelo lastfm, ao Shine Toy Guns (outra banda que gosto) esse grupo Suéco apresenta um rock agitado, com sintetizadores e tudo que o momento músical apresenta de bom.
Para mim, em particular, o que chamou atenção é o vocal feminino. Não que seja novidade vocal femilnino no rock, mas Maja Ivarsson tem um voz bastante peculiar, além de ser uma proposta muito boa os back vocals da banda. Com um baixo marcantes em várias faixas, muita gente diria: “Ah, essa banda é emo”. Eu não sei o estilo que eles são ou deixam de ser, mas se eu fosse classificá-los diria que é algo entre o power pop e o indie eletrônico. Confuso demais para eu tentar colocá-los em alguma classe musical.
Falando do cd realmente o “Dying to say this to you” é muito bom. Agitação na medida certa, guitarras não muito agressivas mas sem ser algo parado, baixo marcante e musicas grudentas. Tudo para consolidar a fama e a carreira. Principalmente por ser vocal feminino, algo que é muito favorecido no mercado hoje. Algumas músicas, como “Painted by Numbers”, tem a cara mais popzinha, lembrando uma banda chamada Lillix. Porém outras, como “Tony the beat”, tem aquela coisa mais indie que comentei anteriormente. Como toda banda, tem a baladinha romântica, chamada “Night After Night”, que na letra mostra o “romântismo” dela. A medida certa entre os gostos under e mainstream presentes em um cd só.
Recomendo as músicas citadas acima e, além delas, “Ego”, “Queen of apology” e “Song with a mission”
“Don’t feel sorry / ‘Cause there’s no reason for us to fight any more / Tears are coming, and years are going / I hope we’ll learn something” (Night after Night – The Sounds)
See ya later
Resenha – Cof Damu em “Cof Damu”
Olá povo!
Vamos hoje falar sobre uma banda brasileira e suas primeiras músicas lançadas em cd. O Cof Damu foi uma linda descoberta que fiz através do myspace. Se alto classificando como alternativo / pop / indie, eu já os vejo numa coisa pop com tendência a MPB. Sabe aquelas músicas deliciosas para serem escutadas em barzinho, com uma galera boa e um bom papo? Esse é o estilo da banda.
A voz de Véu Pater é linda, super aveludada, e um amigo meu comentou que lembra a voz da Ana Cañas. Como não conheço Ana Cañas, deixo aqui a minha comparação idiota da voz da Véu com a da Céu. O tipo de voz cabe perfeitamente na carinha de “balada” que esconde a qualidade música deles para os ouvidos menos atentos. As letras, bem românticas, complementam esse ar fofo.
Na verdade, não há exatamente um cd do Cof Damu. Na internet encontra-se um apanhado de nove músicas, sendo que 6 delas estão presentes no myspace da banda. As principais músicas são as 6 do myspace, as outras três são: “Mudar de jogo”, “Sua vez” e “Não Santos”.
Enfim, fica a dica de uma banda nacional com qualidade.
“A vida se refaz / É assim que nascem e morrem os corações” (Nosso Lugar – Cof Damu)
Vejo vocês depois




