Resenha – Nirvana em “Nevermind”

janeiro 28, 2010 at 9:19 am (Música) (, , )

Foto da banda nirvanaHey leitores!

To na campus party 2010 e logo na segunda twittei pedindo sugestões de bandas para resenha. Não recebi resposta via twitter, confesso, mas fiquei honrada em receber a sugestão (e um monte de lindos stickers junto) da Liliane Ferrari ao vivo. E, para minha surpresa, a sugestão de resenha é o cd “Nevermind”, como vocês podem ver no título.

Falar de um dos cds que mais marcou o rock não é fácil. Aposto que a maioria das pessoas já ouviu alguma música desse cd. E todos que gostam de rock tivéram a voz de Kurt Cobain no ouvido durante certo período. Por isso, sem mais delongas, vamos aos comentários sobre o cd. Aviso: não sou fã de nirvana. Não esperem grande análise

O álbum começa com o maior sucesso do nirvana, “Smell like teen spirit”. Guitarra abafada e distorcida, bateria forte e baixo bem marcado, apesar de simples. É bem um resumo das características da banda. A voz rouca de Cobain em momentos mais agitados imprimem certa  revolta, e não atoa é a mais famosa do grupo. A próxima é “In Bloom”. Características semelhantes a anterior, mas a levada é um pouco mais lenta e a música é mais grave, sem tantos gritos. É uma música mais pra curtir mesmo. Já a terceira trilha vem cheia de bateria e peso,
saindo um pouco do grunge na minha opinião. “Breed” é agitada e me lembra muito algumas músicas do Foo Fighters (eu sei que o David Grown era baterista do nirvana, mas é realmente muito parecida). As repetições, guitarra riffada e baixo forte, bem como a bateria, acompanham o vocal mais agudo que Kurt consegue fazer, com aquelas rasgadas na voz. Estamos na quarta faixa, “Lithium”,
que vai de encontro ao clima da anterior. Baixo na introdução, guitarra riffada e bem baixa, bateria na combinação chimbal-bumbo-surdo. Ai no refrão de “yeahs”temos a agitação, certo peso, mas nada se comparado a “Breed” ou “Smell liketeen spirit”.

E chegamos a música nº 5. “Polly” é a primeira a usar violão acústico, fazendo um voz e violão bem interessante. A bateria aparece  pontuada, só com chimbal. E o interessante é que a música inteira é isso! A voz de Cobain bem baixa, grave, rouca de leve. Muito interessante. Logo que em seguida temos outra MUITO agitada. “Territorial Pissing”. Começa com um vocal agudo e uma guitarra
distorcida, suja e muito agitada, bem como a bateria forte. O baixo fica sumido e a voz de Kurt continua a ficar rasgada. Essa é outra que poderia ser do Foo Fighters. “Drain you” começa com a voz de Cobain e um levadinha suave, mas dura só 10 segundos isso. O peso aparece essencialmente na distorção da guitarra, mas não seria muita coisa sem a bateria forte. Se tem uma música que ficaria bacana
numa corrida, numa cena de perseguição, é essa. Interessante o momento instrumental, bastante psicodélico.

“Loung Act” tem baixo forte, guitarra distorcida mas constante, bateria relativamente baixa. A levada em si é acelerada, mas não temos tanto peso nela. O peso fica, acredite ou não, na voz de Cobain. Ele pesa a música, e não os instrumentos. Nem a distorção da guitarra tem esse poder. A bateria retorna só com o baixo em “Stay Away”. Tem uma pegada um pouco menos grunge, mais pop até. A música chega a ser limpa se comparada a outras. A sujeira fica em momentos de guitarra distorcida e no vocal. “On A plan” começa com uma guitarra distorcida, e ai se torna mais uma que entra na fórmula básica: guitarra grave distorcida, vocal rasgado, bateria forte mas baixa e o baixo quase sem aparecer. A penúltima é “Something in the way”. Começa com guitarra grava, baixa e lenta. O vocal a segue. A bateria e o baixo também lentos tornam a música quase letárgica. E fechamos com “Come as you are”. Outra clássica, de baixo forte, guitarra com riff distorcido constante e bateria calma. A música vai ganhando mais corpo durante o tempo, mas isso se restringe aos momentos de refrão.

Não tenho muito mais o que dizer do cd. É obrigatório para qualquer um que se diz roqueiro e, confesso, impressiona um pouco ouví-lo com cuidado. Agradeço a Liliane pela sugestão (e pelos stickers).

Não tem myspace, por que será?

“Even if you have / Even if you need / I don’t mean to stare / We don’t have to breed / We could plant a house / We could build a tree” (Breed – Nirvana)

See ya later

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Resenha – Sean Lennon em “Friendly Fire”

janeiro 5, 2010 at 10:19 am (Música) (, )

Foto do Sean LennonOlá Pessoas!

Vou começar a tentar recuperar o tempo perdido. E começarei com música suave, melancólica e de extrema qualidade. Sean Ono Lennon é, como parece óbvio, filho de John Lennon. Isso só garantiu publicidade, mas o talento dele se sobrepõe a sua árvore genealógica. O mais recente cd do moço não é nada recente e data de 2006. E é sobre ele que falarei.
Ao todo o álbum contem 10 faixas. Devo avisar que o cd é trilha do filme homonimo, do qual Sean é criador e no qual atua. Enfim, começamos com “Dead Meat”. Música grave, com piano pontuado, bem como violinos e cellos melancólicos. O vocal de Sean parece um pouco com o do pai, mas o considero mais tristonho e, por isso, mais tocante.
O baixo e o violão também são presentes no álbum, em faixas que considero mais comerciais. “Wait for me” é uma dessas. A guitarra aparece para um solo não muito agudo, bem calmo até. “Parachute” vem logo em seguida, numa linha parecida. Muda que ela é mais leve que a anterior, acho que pela presença mais aparente do piano (ou de algum outro instrumento de tecla). “Friendly Fire” volta com os ares mais pesados de “Wait for me”, e considero a letra ainda mais intensa.

“Spectacle” dá uma leve destoada. Ainda melancólica, claro, mas muito mais pro lado romântico. Não atoa. Começa com um dedilhado suavíssimo de violão e o violino lindinho acompanhando-o. O vocal de Sean vem com um leve reverb e logo entra a bateria. Ai a levada típica do cd aparece, dando uma leve acelerada ao que parecia ser bem lento. É minha música predileta. Porém “Tomorrow” vem de braços dados com ela. Essa sim é a romântica do cd. Piano e violão levíssimos começam a música, que dá uma leve pegada em certos momentos, porém nada muito duradouro. A letra é uma das declarações de amor mais lindas que já vi, ainda que sirva apenas para separações. Com muito violão, a bateria aparecendo um pouco mais e o piano acompanhando, aparece “On again, Off again”. Volta o ritmo anterior a “Spectacle”, levemente agitado. Adoro os backvocals dessa música.

“Headlights” poderia ser facilmente cantada pelos Beatles. Sério. De violão pegado, palminhas de fundo, bateria e violino bem misturados ao violão que se destaca. O reverb novamente é utilizado. É uma das mais animadas do cd. “Would I be the one” é outra com uma leve cara de Beatles, mais pelo lado psicodélico misturado a guitarra. O que muda é o acreścimo do violino. Um longo solo de guitarra faz com que nem pareça ser o mesmo cd. E a música termina com um violão triste. E encerramos com “Falling out love”. Música romântica com cara de fim de festa. Piano e bateria, com certos momentos de violino. Dramática, intensa e linda. E apesar da aparente suavidade, termina com um solo de guitarra intenso.
Cd curto, apesar da resenha longa. Sean demonstra que talento não é genético, mas que uma criação musical colabora em tudo (ainda que a influência seja da Yoko Ono). Cd altamente recomendado.

MySpace – Sean Lennon

“Love is such a spectacle / Just when you think it’s going well for you / Life’s a movie that we sleep through” (Spectacle – Sean Lennon)

See ya later

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“Não vou mostrá-los qual é a maneira certa” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

dezembro 11, 2009 at 2:04 pm (Notícias e Crônicas, Vida) ()

”Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulher”Atrasada, de novo, mas ainda assim: Olá Povo!

Ontem foi dia internacional dos direitos humanos. E também último dia da campanha dos 16 dias de 2009. É bacana ter esse período, mas ele só vai valer a pena quando o lembrete não for necessário.

Bem, a declaração dos direitos humanos tem por volta de 30 artigos. Eu não quero me prolongar demais, como fiz nos outros posts. Portanto, vou me atentar a cinco. Tais artigos foram retirados do site das Nações Unidas no Brasil.

Artigo I.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade

Se nascemos livres, devemos nos considerar como tal. Não devemos nos impor amarras, nem deixar que nos imponham. Antes de sermos homens ou mulheres, somos humanos. Ninguém nos tira isso, portanto não tira nossa liberdade. Mas, afinal, o que andam fazendo os maridos/pais possessivos? E a mídia, que nos prendem a um padrão? E nós mesmas, que seguimos esses padrões? Ferir os direitos humanos logo assim, de cara e de livre e espontânea vontade? Se você se sentir bem como é (dada as proporções que isso não afete sua saúde), continue livre.

Artigo IV.
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas

Eu não gostei muito do verbo no futuro. Isso prova que a escravidão ainda existe. Seja a escravidão de não ter tempo para o que gosta, ou a escravidão de não ter como se manter… Existem tantos tipos de escravidão: do tempo, do dinheiro, da moda, e diria até do anarquismo. Quando se vai a o extremo de algo, quando somos aficcionados, não somos escravos desse algo?

Artigo V.
Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Quantas mulheres não vemos que dormem 4, 5 horas por dia para conseguirem manter a família? Não só mulheres, mas também elas. Em geral, se exige menos do homem. A mulher tem jornada dupla, e ainda assim vai levando. A crueldade ai não é física, mas quero saber quantas mulheres são como a dos comerciais/novelas, com seus 2 ou 3 filhos, trabalho, casa arrumada, que dorme bem, é linda, boa de cama e ainda é voluntária aos sábados. (Se alguém ler isso e for assim, deixa um comment, quero a fórmula).

Artigo XVI.
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.

Se o casamento não será válido senão com livre e pleno consentimento dos noivos, por que ainda temos dotes? Quando se trata de questão cultural, a mulher em geral aceita a união. Mas e quando ela não aceita? O problema ai tá na posição da mulher, que é quase uma coisa. Um objeto que não pensa por si. Não adianta falar que isso só acontece no oriente. Aqui também tem, e em geral por motivos religiosos. Se a familia quer manter a tradição, que pelo menos equilibre com a vontade da mulher em questão.

Artigo XXIII.
1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.

A coisa de dois posts antes desse falei de um filme, o “Princesas”. Aqui no Brasil, como no resto do mundo, a protituição é vista com maus olhos. Mas lá fora, pelo menos, existe associação até para tais profissionais (sim, elas são profissionais). Inclusive, um dos maiores burburinhos da COP15 (conveção do clima em Copenhagen) foi sobre uma manifestação das prostitutas. O governo local quis desestimular o sexo pago com um folheto dizendo: “Seja sustentável, não pague pelo sexo”. As prostitutas, em associação, não se fizeram de rogadas: os participantes da COP15 tem programas gratuitos. Pense que programas com as associadas custam em torno de 1000 euros.

Tais mulheres ainda tem a vantagem de se manifestar. Mas e nosso salário que é, em geral, mais baixo que o dos homens? E quando eles nos desacreditam? Já passou por preconceito, humilhação no exercício de sua função?

Bem, eu não tenho muito mais o que falar. Escolhi esses pontos porque realmente me tocaram, mas confesso que deveriamos ter esses direitos impressos e colados num local para lermos. Assim como deveriamos conhecer de direito. Pode parecer chato, mas nos livraria de muitos problemas.

Abraços

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“Dondoca é uma espécie em extinção” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

dezembro 8, 2009 at 5:05 pm (Notícias e Crônicas, Vida) ()

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherOlá Pessoas!

Sei que são dois dias de atraso, mas nunca é tarde demais para falar de coisas bacanas. Dia 6/12 é o dia da campanha do Laço Branco. O mais interessante é que eu não conhecia a campanha até esses dias. É fácil  mulher defender mulher, é natural. Mas fiquei surpresa diante da campanha dos meninos contra a violência contra as mulheres.

O triste é esse meu choque existir. Afinal, todos deveriam lutar contra a violência causada a qualquer outro ser humano. Mas estamos tão acostumados, calejados, diante da violência que quando vemos um grupo que tipicamente é o autor da violência defender a vítima ficamos assustados. Mas qual o nosso papel para ajudar os meninos que defendem nossa causa?

Bem, além de divulgar (com links do site, comentando com outros meninos), temos papel em influenciar os que estão ao nosso redor. Sempre batem na tecla da educação dos filhos, e digo que devemos continuar sempre batendo nessa tecla: nós somos responsáveis (mas não só nós), enquanto mães, pelos meninos e futuros homens que temos/teremos na sociedade. Mas vou além: somos responsáveis por como deixamos os meninos nos tratarem, desde nossos patrões até nossos amigos.

Falo isso porque sou aquela amiga chata que fica brava com qualquer brincadeirinha que insinue sexismo: seja machismo (o qual vejo muito mais por estar numa faculdade de Tecnologia), seja femismo (porque não creio que a mulher seja melhor e sim diferente do homem). O ponto ruim é que cheguei a pegar raiva de um amigo, pois ele simplesmente não consegue não fazer essas “brincadeiras”. Sempre tenta por a mulher em posição mais baixa, sempre fica reclamando que as mulheres “são incompreensíveis” e justifica metade das brincadeiras dele nisso. Além disso, não se dá por satisfeito ao ver uma homossexual, diz que é “falta de homem”, “que não experimentou o cara certo”.

Quer dizer, qual o respeito dele em relação a mulher? Nenhum! Ele não vê a mulher como alguém que tem os mesmos direitos que ele, que a mulher é de fato um ser humano (eu queria não ter que escrever isso aqui). E quando eu fico brava, o que demora certo tempo e tem vários avisos (sabe quando você começa a dar seus argumentos com luzes de neon dizendo “pare de falar” pro seu amigo?? então…), ele reclama! Diz que to de manha e que “fico linda bravinha”. PRO INFERNO, caramba!

Voltando a falar da campanha em si, só pra terminar o post de maneira alegre, os rapazes da campanha aqui no Brasil demonstram de várias maneiras o engajamento. Aliás, eles tão mais engajados que muitas meninas. Por exemplo: não achei nem nos sites da campanha dos 16 dias, nem nos feministas, nem em outros lugares uma “grife”, um “logo” da campanha dos 16 dias. Já a do laço branco, que tem o site linkado acima, tem toda uma grife que vai de materiais de divulgação (impressos e vídeos) até camisetas. Quer dizer: não temos o orgulho de demonstrar que nos defendemos, mas eles tem todo um orgulho de dizer que não são violentos e que não aceitam violência!

Fica aqui a dica para os meninos. E amanhã vamos falar dos direitos humanos.

Abraços

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“Me llaman calle la sin futuro, Me llaman calle la sin salida” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

dezembro 1, 2009 at 3:31 pm (Notícias e Crônicas, Vida) ()

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherOlá Pessoas!

Hoje, como vocês já devem ter visto em tvs e jornais e escutado nas rádios, é dia mundial de combate a AIDS. E, claro, os 16 dias de ativismo feminista englobam essa data. Mas o que? O que a AIDS tem a ver com a violência contra a mulher?

O trecho que está no título é de uma música da trilha do filme espanhol “Princesas”, que aborda o tema da prostituição.  Mas quantas mulheres, presas por certas amarras sociais, não se sentiram sem saída? Não só as prostitutas, pois elas atuam com o sexo e, penso eu, sabem melhor que ninguém como se proteger. Se o fazem, não sei. Mas e os relacionamentos estáveis?

Por que, me perguntam, ainda existem aqueles que acham que relacionamento fixo = sexo seguro? Não tem lógica. A sua fidelidade não garante a dele, ou dela, e mesmo que o casal seja fiel existe o passado. Quem garante o que aconteceu antes do relacionamento de vocês?

Mas ai virão e dirão que “com camisinha não tem sexo e ele(a) pode procurar fora”, “ele(a) se sente desconfortável, diz que atrapalha”… Por favor, em que século estamos mesmo? Se ele(a) não aceita é porque não respeita a sua decisão sobre o que você faz com o seu corpo. Oras, não é isso a violência? O amor não é vacina, não gera anticorpos (apesar de aumentar a produção deles, provavelmente). Só cada um de nós sabe o que se passa com nosso corpo e podemos cuidar dele.

Os casos de AIDS entre mulheres com relacionamento estável estão aumentando mais que entre os homens. De grupo improvável/impossível passou a grupo de risco. Como lidar com a situação, hein? Não venho com o argumento de que “a camisinha evita a gravidez”, que essa decisão ainda é de cada uma. Mas acho difícil/impossível/inconcebível alguém contrair DST de livre e espontânea vontade. Pessoas com relacionamento fixo, sejam homens ou mulheres, cuidem-se! E não venham me dizer que pedem, antes de cada relação, um exame de sangue porque não cola. Camisinha, quando não é de graça, é barata. Pelo menos o custo benefício justifica. Oras, ter o prazer o sexo por bastante tempo e com segurança custa, numa média, 3 a 4 reais. Vale a pena não?

Beijos

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“Só quem morreu na fogueira sabe o que é ser carvão” – Uma vida sem violência é um direito das mulheres

novembro 25, 2009 at 3:35 pm (Notícias e Crônicas, Vida)

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherEsse blog anda largado. Mas se tem algo que me faz movê-lo, agitá-lo, é participar de blogagem coletiva. Principalmente quando essa blogagem é por defesa de direitos. Hoje começam os “16 dias de ativismo” para as feministas. Mas acho que isso não deveria ficar restrito as mulheres que se rotulam assim. De qualquer forma, vamos falar sobre violência?

Vamos pensar no que é violência, antes de pensar na mulher em si. È só murro, tapa, tiro que conta? Ou ofensas também? E as condições sociais e econômicas? Pois é, tudo isso conta como violência. E quando o crédito de algo que você fez é “roubado” por alguém, isso conta como violência? Pode ter certeza que sim.

A questão é que a mulher está, devido a todo um sistema social, sujeita a todos esses tipos de violência a qualquer momento. Não só a mulher, como outras minorias imaginárias. Ainda existem mais mulheres que homens, segundo o IBGE (link da notícia). Ou seja, não somos minoria e ainda assim sofremos com a violência. Nem que fossemos deveriamos sofre violência. Vou citar apenas uma “violência”, um fato desconhecido da maioria.

Sou da área de TI, um mundo masculino, certo? Bem, nem sempre foi assim. Segundo a Wikipedia, a primeira linguagem de programação foi a ADA. Não, não é uma sigla, e sim uma homenagem a primeira programadora.  Ada Lovelace idealizou uma linguagem antes do computador sequer existir e foi a primeira a desenvolver algoritmos que a máquina de Babbage (primeiro “computador”) conseguia resolver. Esse dados foram retirados desse artigo. Considera TI ainda algo masculino?

Ok, se você disse: “Sim, informática é coisa de homem, vá cozinhar!” eu rebato. Dessa vez com citação da wikipedia:

“O ENIAC era programado através de milhares de interruptores, podendo cada um dele assumir o valor 1 ou 0 consoante o interruptor estava ligado ou desligado. Para o programar era necessário uma grande quantidade de pessoas que percorriam as longas filas de interruptores dando ao ENIAC as instruçoes necessárias para computar, ou seja, calcular. Existia uma equipa de 80 mulheres na Universidade da Pensilvânia cuja funçao era calcular manualmente as equaçoes diferenciais necessárias para os cálculos de balística. O exército chamava a funçao destas pessoas: computadores.” (Link para o artigo)

Há! Nossas são chamadas de computadores, ou PC’s (personal computers, computadores pessoais na tradução) devido a essas mulheres geniais que calculavam balística para o exército americano.

Ai vocês podem vir e me dizer: “Ok, mas cadê a violência?” O fato de vocês não saberem é a violência. Cadê o reconhecimento? Todos que sequer tiveram uma pequena aula de hardware ouviram falar de Babbage. Mas Lovelace ficou esquecida. E sempre imagina-se que homens operavam o ENIAC, mas fomos nós mulheres.

Quando uma idéia é roubada de um homem por outro há brigas, rebuliços. Mas até hoje a mulher tem se calado diante de “roubos” de idéias. Aquela famosa frase que “por trás de um grande homem tem uma grande mulher” é isso. Marie Curie não nos deixa mentir. Por que atrás? Por que não atuando em conjunto, em pé de igualdade?

Enfim, eu torço para que vocês acompanhem outros textos que surgirão hoje. E, por favor, homens e mulheres: reconheçam cada qual seus direitos como seres humanos. Respeito e igualdade levam a paz.

Abraços

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Resenha – Scarlett Johansson & Pete Yorn em “Break Up”

novembro 8, 2009 at 9:16 pm (Música) (, , , )

Hey Kids!

Continuando com o novo modelo de resenha e recuperando o tempo perdido, vou falar de uma dupla que me impressionou. Não, não conhecia de nome o sr Yorn e fiquei surpresa com a voz da Johanssen. Sempre ouvi falar mal da voz dela e fiquei de queixo caido ao ouvir por mim mesma. Oras, admiram vozes roucas por ai, qual a diferença da voz da Scarlett? Eu simplesmente adorei. Por isso falarei do “Break Up” aqui.

O cd tem músicas relativamente curtas e é, em si, bem curto com suas nove músicas. Tem duas músicas bem densinhas: “Search your Heart” e “Clean”. São mais pensativas, digamos assim, e ficariam bem também na voz da Dido. Mas o auge da obra são as baladinhas indie-pop como “Relator”. Gente, acho difícil não gostar dessa música. É tão animada, tão fofa, tão… Ah, não sei como dizer tudo que acho dela. E, por fim, há também algumas de uma animação levemente melancólica. Eu sei que parece estranha essa comparação, mas quando vocês ouvirem a trilha 5, “Blackie’s Dead”, me entenderão. É algo que trás certo saudosismo, provavelmente seja a predominância do vocal de Pete. Também me é muito interessante a mistura de elementos acústicos, como violão e percussão leve tipo bongô, com elementos eletrônicos.

Bem, o cd é bem curto mesmo. Só me resta o pedido: pra quem não gosta da voz de Scarlett Johansson, repensem um pouco o conceito de bom vocal. Apesar que isso é muito particular.

MySpace – Scarlett Johansson & Pete Yorn

“You won’t find another dummy wait for you / So don’t hate the one who lives for you / Don’t blame him for your trouble” (Search your Heart – Scarlett Johansson & Pete Yorn)

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Resenha – Isabella Taviani em “Meu coração não quer viver batendo devagar”

novembro 1, 2009 at 10:12 am (Música) (, )

Olá Galera.

Primeira coisa a ser dita: perdoem meus atrasos, meus lapsos de memória e minha falta de tempo/inspiração. Segunda coisa: vamos mudar como a banda toca por aqui. Ao invéz de ficar enchendo o saco de vocês com todos os pormenores de cada música do cd, falarei de forma mais resumida e tentarei captar semelhanças entre as obras de um único álbum. Quero as opniões sobre esse novo formato. Tendo dito isso, vamos ao que interessa. A srta (ou Sra?) Taviani ficou famosa na mpb com a música “Lúxuria”, parte da trilha da novela “Sete pecados”. Depois disso, caiu no gosto de muita gente e, confesso, adoro os cds dela como um todo.

Nesse novo cd a mulher aposta, novamente, em melodias intensas em certos momentos e mais suaves, digamos que alternando entre extremos. Logo no começo há esse choque entre a faixa-título e a música de trabalho “Presente-passado”. “Argumentos de vidro” também trás força, intensidade. A temática geral das letras é, como quase sempre na nossa música popular, o romance. O interessante é o quanto Isabella aposta num romance que não deu certo, mas com aquele ar de que a vida continua, apesar de certo sofrimento. Também achei muito boa a parceria com Zélia Duncan em “Arranjos”, que tá bem mais a cara de Zélia que de Isabella. Se antes a moça era confundida com Ana Carolina, agora provavelmente será comparada com Duncan. Engraçado que, apesar de serem do mesmo gênero, o estilo delas é extremamente diferente e particular. Há também aqueles ares latinos, violões fortes, em músicas como “Escorpião” e um pouco em “Depois da Chuva”. O cd conta também com certo abuso bem feito de backvocals sussurrados. A animação fica por conta de “Casa no céu”, que é uma das minhas prediletas. Isso porque, quem foi no show dela sabe, essa mulher agita a platéia com vontade nesse tipo de música. Uma versão mais que bem feita de “Sob medida” encerra a versão física do cd. Isso porque a última trilha é, na verdade, “Esquinas de Jacarepaguá”, que está disponível como um bônus. E esse bônus é lindo, um belo samba.

Houve evolução aqui, mas no sentido de estabelecer um estilo do que qualquer outra coisa. Fica claro ao demonstrar mistura de estilos, ainda que todos populares, que Isabella tá achando o próprio gênero. Da intensidade da guitarra e do baixo até levada do samba, a voz de Isabella se enquadra quase que perfeitamente. Ainda que eu prefira o cd anterior em termos gerais, fica claro que esse é mais animado e forte. Pena que não tenha myspace dela e o site não tenha como ouvir o cd inteiro…

Site Oficial – Isabella Taviani

“Há descaminhos em meus passos / Uma sombra que abraço / Um presente passado / Uma vontade tamanha de não ter mais vontade / Não admiro os covardes mas agora é tarde” (Presente-Passado – Isabella Taviani)

Vejo vocês depois

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Blog Action Day 2009 – Mudanças Climáticas

outubro 15, 2009 at 5:15 am (Notícias e Crônicas, Vida) ()

Pois é meu povo. Hoje vou deixar meu player de lado com certa dor no coração, mas vai valer a pena. O mundo dos blogs está com aproximadamente 7500 blogueiros em 139 países falando sobre mudanças climáticas. Não posso e nem devo deixar essa parada de lado. Pra puxar o assunto, vou falar de algo bem batido que influencia e muito nas mudanças: transporte. “Ah não, lá vem a ecochata falando pra eu parar de usar o carro…”. Não, não vou falar pra você parar de usar o carro. Mas vamos descobrir o porque, historicamente, nosso pais é um grande FAIL no mundo dos transportes e, a partir daí, sacar as mudanças climáticas.

Primeiro óbvio ululante: o Brasil é enorme. Um pais do nosso porte não pode e nem deve depender de transporte monomodal. Não venham me dizer que temos hidrovias e ferrovias, pois não temos. Não o suficiente, pelo menos. Isso vem dos idos, senão me engano, de 1956 com Jucelino Kubitschek. Pelo menos foi o grande “bum” da industrialização, os “50 anos em 5″ e coisas assim. Oras, até então tinhamos ótimas ferrovias a disposição do público. Mas para implantar industrias precisa-se de uma motivação, correto? A motivação da industria automobilistica é vender carros e gerar lucro, ela existe pra isso. Mas ninguém compra carro se não tiver estradas. E ai vai o genial Jucelino, nascido no mesmo dia que esta que vos fala, e começa a dar uma de Washington Luis e abrir estradas.

Beleza, agora temos mais um motivo para industria. Só que isso unido ao “American way of life” distorcido que recebemos fez com que o carro fosse o simbolo de status. Ter um carro é status por si só. Ai vem as questões de ano, modelo e blá-blá-blá. Mas o objetivo não é discutir isso agora. Bem, dito essas fatos históricos (me desculpem erros que podem ter acontecido), vamos medir a influencia deles.

Na grande São Paulo é difícil levar menos que meia hora pra chegar a qualquer lugar. E o paulista/paulistano que quer utilizar o transporte público sofre, e muito, do descaso político. Mas não podemos culpar, de todo, os governos. Afinal, o governo não faz nada e cada um na sua família tem um carro! Quer dizer, ao invez de cobrar nós seguimos a risca aquele estilo de vida iniciado em 1950! A diferença é que agora carro é “necessidade” porque você fica horas no trânsito.

De minha parte digo: adoraria ter um carro, para viagens. Oras, levo 1 hora e meia do trabalho pra casa, isso que não pego trânsito. Cansa? Cansa, e muito. Mas nunca li tanto, nunca vi tanta gente bacana nem dei tanta risada. Além disso, tenho consciencia que estou fazendo o possível pra diminuir a emissão dos poluentes que causam efeito estufa que, por sua vez, causam mudanças climáticas.

E querem ver onde vai parar o pensamento doido do ser humano? Por esse dias, no máximo duas semanas atrás, estava indo para faculdade ouvindo meu jornal diário. Na previsão do tempo, chuva ao final do dia, tipo aquelas chuvas de verão. Maravilha, tava com o guarda-chuva na bolsa e só saio do serviço mais tarde, ou seja, chance quase nula de pegar chuva. Ao chegar no serviço, percebo o tempo começar a fechar. Não deus nem duas horas que eu havia chego começa a chover, e forte, chegando a chover granizo. Na entrada da escola os professores desesperados, olhando seus preciosos carros, e pensando na lataria que iria amassar.

DEUS DO CÉU, SERÁ QUE IMPOSSÍVEL SE ENXERGAR QUE FOI ESSA MANIA DE QUEIMAR COMBUSTÍVEL QUE TÁ LEVANDO A ISSO??

A Terra tá revidando gente. Ela tá aqui a bem mais tempo que a gente, sabe e arrumar e não está nem quente pro que a gente acha. Pensem melhor nas maneiras de utilizar os transportes: caronas, onibus, bicicletas… E, pra tudo isso, respeito ao próximo em todo lugar, inclusive no trânsito e ao ambiente, que é nosso.

Abraços

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Resenha – Mika em “The boy who knew too much”

outubro 2, 2009 at 11:00 pm (Música) (, , )

Olá amigos!

Sim, to feliz. Com esse cd não tem como ficar desanimado. Mika ficou conhecido pelo hit “Grace Kelly” e seu novo cd vêm cheio da proposta do rapaz: vamos ser felizes! Como diria o narrador da sessão da tarde: a animação está garantida com esse cd da pesada. Ok, isso ficou péssimo, mas vamos então ao que interessa e falar do 2º cd dele.

A obra começa por “We are golden”. Com vocal e backvocals logo de cara, assim como piano e percussão. O baixo apagadinho e as pessoas podem se perguntar onde está a guitarra, pois ela simplesmente não está ali. Os agudos típicos de Mika estão, claro, presentes e fazendo seu papel super bem. O refrão é bem grudento e a música como um todo é contagiante. O final conta com um coral super legal. A segunda é “Blame it on the girls”. Começa com Mika apenas falando e a bateria entrando forte, assim como percussões que parecem calmas. O piano segue e vem também forte e intenso. Um sintetizador de fundo garante os ares de pista para essa música que tem bem pouco de instrumental em si. Uma verdadeira faixa dançante, para aquelas festas que se faz em casa com os amigos. Ao final, temos algo que me parece mais latino, mas a impressão passa bem rápido. A faixa “Rain” vem ainda mais dançante, com ares parecidos com o de “Relax, take it easy”, só que mais tristinha. Sintetizadores pegam forte, apagando até a percussão. O vocal agudo se concentra no refrão. Essa faixa é ainda mais candidata a pista que a anterior, pelo simples fato de ser feita todinha em cima de samples. Com um violão e um piano mais denso começa “Dr. John”. A música vai, aos poucos, ganhando leveza e chega ao refrão com ares bem mais alegres e característicos do cantor. A bateria tá superleve, bem como o baixo. O único pecado, na minha opinião, é a faixa ser repetitiva demais. O fim retoma a impressão de densidade do começo. Chegamos a música 5, que vem também tensa e tristinha. “I see you” vem com apenas um piano e o vocal que, apesar de agudo, está muito suave. O baixo aparece depois, dando ainda mais densidade. Só um sintetizador para dar a leveza que essa música precisa e, ainda assim, não é tanto. Uma faixa um tanto quanto depressiva para o cantor. No meio, a trilha ganha ares de black music muito bons, mas ainda assim aqueles blacks meio depressivos. “Blue Eyes”, sexta música, trás de volta a animação. Ela vem com um piano riffado, na falta de expressão melhor, e uma percussão super de leve. Aqui temos ares de músicas meio havainas e/ou caribenhas (não conheço tanto para diferenciar uma de outra). O vocal vem com menos agudos. E chegamos ao meio das 13 trilhas com “Good gone girl”. Pra quem sentia falta de “Grace Kelly”, essa música ocupará bem o lugar da outra. É mais agitadinha, com piano bem levado e a bateria rápida e leve. O baixo aparece mais nas estrofes e o vocal está alternando entre o agudo e o normal com mais frequencia.

“Touches You” vem com o vocal mais agudo e o piano rapidinho e forte. A bateria também vem forte e bem marcada, além de um backvocal daqueles de igrejas batistas dos estados unidos. Bem agitada, também forte candidata a pista, da certa vontade de sair dançando. Outra que é repetitiva, mas aqui ficou boa a proposta. Com vocais mais etéreos começa “By the time”. Piano e sintetizadores bem leves, assim como o vocal e backvocal. A levada é bem mais calma que o resto do cd, mas não chega a ser depressiva. O agito volta em “One foot boy”. A batida é bem parecida com o que temos em território nacional, mas o que muda é a presença do piano e o vocal mais agudo. Isso confere um ar mais leve e até mais disco pra música. “Toy boy” trás de volta aquela pegada meio anos trinta (talvez eu esteja errando feio), meio música de desenho. Uma flauta transversal se mostra na música, que até então contava com piano e violino. É bem calminha, não muito inspiradora (a não ser que você seja um cartunista ou fã de coisas como “Noviça Rebelde”). A penúltima é “Pick up off the floor” e vem com um violino no começo. O piano e o vocal aparecem numa levada depressiva novamente. Interessante notar a levada meio R&B, meio jazz. O baixo, apesar disso, aparece pouco. E o cd fecha com “Lover Boy” e os ares de trilha de desenho iniciam a música. Mas a impressão logo passa, com a percussão e o piano mudando os ares aos poucos. Aqui, guardadas as proporções, sinto semelhança com Queen em certas faixas. Principalmente pelo jogo dos backvocals e o baixo aparecendo de leve atrás do piano.

Ok, temos 44 minutos com um som um pouco menos agitado que no cd anterior, mas mais maduro e um pouco menos repetitivo. Mika é aquele som que se ouve para animar.

MySpace – Mika

“Isn’t it enough, isn’t it enough just to feel wild and free? / Caught up in the rough, caught up in the rough of life, looking at me / You think you’re in love, boy / But you don’t really know what love is / You think you’re in love, girl / But honey let me show you where you’re heart is”
(Lover Boy – Mika)

See ya later

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