Resenha – The Lodger em “Life is sweet”
Hey pessoal!
Olha, eu deveria ser impedida de assistir MTV. Sem brincadeira, eu fico meio passível as novas febres propostas pela emissora. Depois do Mando Diao, minha mais nova queridinha proposta pela MTV é a banda “The Lodger”. Existentes desde 2004, só os conheci semana retrasada e só tive tempo de escutar o som deles com atenção essa semana. Com dois cd’s e mais uma série de EPs e coletânias, a banda segue a linha musical de sua terra natal, Inglaterra. Um indie pop suave e animadinho. Vamos então ao que interessa e falar do cd mais recente? O álbum “Life is sweet” foi lançado, na verdade, a mais de um ano (maio de 2008), e só agora tive contado graças ao “MTV Lab Now” (um dos poucos “programas” da mtv que ainda valem a pena). Agora sim, a resenha faixa-a-faixa.
O cd abre com uma levada animada de bateria, violão e teclado. O baixo tá bem apagado e, de fato, a base é toda feita pelo teclado. “My finest hour” é uma boa música para acordar sem grandes sustos. O vocal de Ben Sidall é suave, com o sotaque britânico bem óbvio e combinando com a música. O fato de ser pop não faz, da música ou da banda, parecer clichê. A seguinte é ainda mais animadinha, dançante até, com um destaque pro baixo. “The good old days” tem, no vocal, clara influência de bandas do final de oitenta, a guitarra aparece bem baixa nas estrofes e um pouco mais nos refrão, sendo aguda e riffada. A bateria é simplesmente a levada da música, sem muito destaque. Um dos trechos é basicamente baixo e bateria, tornando-a perfeita pra pistas indie. No final, um leve destaque pra guitarra. A terceira faixa é “Falling Down”, que começa com um riff suave de guitarra, com o baixo e bateria oferecendo base. É uma música mais lenta que as outras, porém nem por isso ruim. Tem picos de animação na trilha, como no refrão e no pré-refrão, mas um certo ar melancólico se mantém por aqui. No meio da faixa tem um trecho no qual a animação se mantém, quebrando um pouco com o final. Mas, continuo insistindo, a animação não vai contra um ar melancólico que existe nela. “Honey” é a obra seguinte, e começa com um violão suave que logo na entrada da bateria se torna ritmado. O teclado está sintetizado e dá um ar ainda mais suave. O vocal também segue a bateria, e ainda assim ela não se destaca. O destaque fica para o teclado sintetizado, que em toda suavidade demonstra uma emoção romãntica, suave e meio triste. “The conversation” quebra com o clima de quase todo o cd, tendo uma pegada mais pro indie-rock. Guitarra em destaque, música acelerada e de uma impressão de tensão constante. A bateria é constante e o baixo sumiu um pouco. O teclado fica responsável por leves sintetizações. Num certo momento fica só a guitarra, numa pegada que me lembra até estilos de pop-rock nacional. O meio do cd vem com “A Hero’s Welcomes”, que volta com o baixo forte e a guitarra riffada. A levada volta a ter aquele delicioso ar oitentista mesclado ao pop britânico. A falta de distorção na guitarra não me impressiona, e até me deixa feliz pois temos um som mais parecido com o violão. Isso ajuda a manter o ar pop da mesma. Um leve momento de tensão existe no meio da música, mas logo se resolve com o refrão.
O ar indie-rock, mais agitado, bem mesclado a leveza do pop aparece de novo em “A year since last summer”. Acelerada, e no entanto sem nenhuma tensão mais forte, tem um ar romântico e engraçado. É a menor música do cd, com menos de dois minutos, com destaque para a guitarra e sem nenhum sintetizador. A oitava música é “An Unwelcome Guest”, com a guitarra mais abafada, o vocal com um leve “reverb”, o teclado sintetizado e o baixo levemente mais forte. A bateria apenas mantém a levada, suportando toda estrutura da música. Momentos de agitação leves se alternam com momentos mais suaves por meios de tensão. É outra com aqueles ares do final de oitenta, quase começo de noventa. As palmas dão um ar de música pra fim de show. “Running Low” é trilha 9 do cd e começa com guitarra/violão em destaque, baixo dando suporte e bateria mais forte que antes. O ar dos anos 90 fica mais claro aqui, lembrando um pouco algo no tipo do “Cramberries”, só que com uma leveza em certos momentos conferidos pelo ar pop. Essa alternância em tensão, tristeza e leveza me agrada. O baixo combinado ao teclado sintetizado e à guitarra mesclam detalhes de oitenta e noventa muito bem. A décima é “Nothing left (to say)”, que volta com o ar agitado e a guitarra aguda. O baixo forte é outra marca e, não sei porque, a guitarra me lembra obras nacionais. A agitação animada me lembra uma coisa meio Culture Club, mas talvez eu esteja realmente muito enganada. Em certo momento uma tensão é gerada por uma leve lentidão no ritmo, mas logo se resolve com a volta para o ritmo normal. O baixo garante a levada, alterando-a quando necessário de maneira quase perfeita. A penúltima é “Famous Last word” é suave, lenta, remetendo mais pra sessenta, principalmente pelos backvocals e a guitarra. Talvez a inspiração seja até anterior, quando o rock e o pop tinham uma coisa que tendia mais ao romântismo e ao country. É, sem dúvida, a música mais lenta e mais longa do cd (tem 5 minutos e 22 segundos). Ela fica mais animada a partir da metade da trilha,o que ajuda a manter a gente atento a faixa. Confesso que ela é, inicialmente, um pouco sonolenta. Tem um instrumental muito bom e muito constante na música, com o vocal aparecendo em poucos momentos se comparado as outras faixas. E o cd encerra com “You say you were living”, com clara influência dos anos noventa. Baixo e guitarra com o mesmo destaque, sendo que a bateria continua na sua função de só garantir o ritmo da faixa. A trilha afirma o estilo indie-pop da banda, porém eu não me lembro de muitos sons que lembrem o que eles fazem. Existe algo de animador, leve, que quase nunca sinto nos indie-pops internacionais.
São 39 minutos com doze faixas incríveis. Particularmente, achei interessante a mesclada entre anos 80 e 90 que vejo pouco no indie. Normalmente estamos tão presos as décadas de 60 e 80 que não nos damos contas de certos elementos mais do fim de 80, começo de 90, como o som menos distorcido da guitarra. Essa tendência ao som mais parecido com o violão me agrada, principalmente quando unido ao baixo mais forte, herdado dos anos 80.
“Love the one they must fight / No one’s got the right / To turn your pink world blue” (Doorsteps – The Lodger)
See ya Later
Resenha – Nightmare of you em “Infomaniac”
Bom dia pessoal!
Os benefícios da internet, com sua troca de informação, me permite resenhar um cd que será oficialmente lançado apenas em 4 de agosto. Banda de música suave, tendendo do pop-rock ao indie, está em seu segundo cd. Sem muita história, porém com boa música a ser apresentada. Vamos a resenha?
O cd começa com “Good Morning, Waster”, com violão suave e backvocal bem trabalhado. Música bem suave, com uns riffs de guitarra e o aparecimento dos outros instrumentos ao final da música, com a bateria forte e o piano fazendo a ponte entre ela e a segunda música. “Eustacia Vye” parece estar grudada a faixa anterior. Começa com um piano bem característico do pop, e com a entrada dos outros intrumentos essa característica aumenta. Temos um destaque ai pro baixo, que aparece bem apesar da guitarra e do piano aparecerem bem também. Faixa animada, com clara inspiração dos idos de 60 na combinação guitarra-piano. A terceira música é “I think i’m getting older”, onde a bateria aparece um pouco mais. Música bem mercadológica, bem agitadinha, é bem dançante. Distorção interessante na guitarra, com o sábio uso moderado dos sintetizadores garantindo o ar pop. No final, a música tem um momento breve de levada reggae com sintetizadores que ficou bem interessante. A música quatro é “Someday, but not today”, que tem uma introdução muito parecida com a de “Yellow” do Coldplay. A impressão logo some com os riffs da guitarra. O baixo forte aparece baseando o vocal calmo, junto com o backvocal bem suave e quase desaparecido em certos trechos. Tem um momento interessante de um riff bem acelerado e distorcido. E a quinta trilha vem com uma clara inspiração sessentista. “Hey Sweetheart” tem um vocal bem interessante, baseado num piano bem ritmado. A guitarra aparece depois com os outros instrumentos, só garantindo a lembrança aos anos 60 com seu ritmo característico. O teclado sintetizado deixou um ar bem particular a essa faixa. E chegamos ao meio do cd com “Experimental bed”. Com sintetizadores na introdução, unidos a uma bateria forte. Baixo vem representando bem, junto da guitarra um tanto quanto confusa pela distorção. É, até agora, a música mais densa do cd. Tem um ar que fica numa linha tênue entre a melancolia e a depressão.
A segunda metade é aberta pela música “Amsterdam”, de bateria forte e guitarra riffada interessante. Mantém o ar mais melancólico, ainda que seja menos melancólica que a trilha anterior. O baixo é presente, porém não muito, assim como o piano/teclado. É, só para efeito de curiosidade, a maior faixa do cd. A 8ª é “Gavi”, de bateria e baixo fortes. Uma sirene ao fundo dá a idéia de perseguição, o que condiz com o ritmo acelerado do baixo. Se alguma fosse pra uma pista, o que acho pouco provável já que não tem a ver com a banda, seria essa. O pré-refrão é só bateria e sirene. No refrão, o baixo fica sobreposto pela guitarra. Aqui também não ouço piano/teclado. A trilha 9 é “Tell me when it’s over”, e começa com bateria forte e guitarra distorcida. Agitada, mas nem por isso animada, marca a volta dos sintetizadores bem usados pela banda. Aliás, acho que é a faixa em que eles estão mais presentes, em particular na guitarra. O backvocal faz um trabalho mais forte nessa trilha. A música 10 é “A pair of blue eyes”, e o ar sessentista volta na calma e na guitarra de riff constante. OS sintetizadores ficam bem de fundo, mas dão um ar ainda mais suaves a trilha. Temos um momento de tensão, que se resolve com a retomada do ritmo. O baixo tem certo destaque, apesar de ficar bem de base, e os backvocals aparecem aqui e ali. A penúltima é “Please don’t answer me”, e tem um violão tão gostoso que chego a me emocionar. Sem nenhum instrumento além do violão até agora, tem um ar acústico que me agrada imensamente. E quando aparecem os outros instrumentos, a música não fica degradada. Pelo contrário, a faixa melhora. O ar é levemente melancólico, e a semelhança vaga com Coldplay volta a minha mente, porém apenas pelo ar da música e não pelo seu estilo, já que o “Nightmare of you” faz um som mais pegado pro powerpop e, porque não, pro emo. E o cd encerra com “Goodnight, Devil”, de violão grave e mais denso. O vocal levemente sintetizado da o ar melancólico, unido a uma guitarra bem mais pesada que o resto do cd. O riff acelerado aumenta ainda mais o ar de desespero da música, e me lembra a versão de “I want you” da trilha do filme “Across the universe”. No final essa distorção garante uma densidade que difere totalmente do início do cd.
O cd tem 41 minutos. Neles o cd vai da animação, agitação e alegria à melancolia, densidade e até depressão. Isso tudo só retirando o piano e aumentando distorções e sintetizadores. Achei uma proposta interessante, visto que a alteração em termos de instrumento é pouca. Muda mesmo o ritmo. De qualquer forma, vale muito a pena conhecer essa banda.
“And we’ve learned that life is one big game / Where the winners are all getting paid” (Dear Scene, I Wish I Were Deaf – Nightmare of You)
See ya later
Resenha – A-Ha em “Foot of the mountain”
Olá galera!
Comecei a trabalhar, então me perdõem a não-atualização. Caso vocês tenham dia de semana pra entrar aqui, optem por domingo pois a probabilidade de atualização é bem maior. Como recompensa, hoje vocês terão uma resenha e amanhã terão outra. E a de hoje será sobre outra banda dos anos 80 que ressucitou das cinzas. Ainda que tenham lançado cd em 2005, os sucessos deles remetem a 1980 com “Take on me” e “Hunting high and low”. Esse cd parece mesclar bem a tendência do Synthpop/New Wave atual com o que faziam no passado. Vamos ver como está exatamente essa mistura?
Começamos a ouvir “The Bandstand”, e os sintetizadores dão o ar que tanto temos no gênero na atualidade. Eles diferem bastante das obras mais famosas da banda, a voz vem bem grave e a música é um pouco mais densa. Gostosa para algo mais sensual na pista. Só mais ao final aparece o vocal mais agudo que viamos nos idos de 80. O ar mais alegre e agitado vêm em “Riding the crest”, com cara de música pra trânsito/balada entre amigos. Dá vontade de sair dançando com uma bebida leve, mas leve mesmo, tipo Smirnoff Ice na mão. Os sintetizadores estão mais agudos, e a bateria garante o ritmo mais forte da faixa. A terceira obra é “What there is”, e daria para fazer um mix com “Bizarre love triangle” facilmente. Um tanto quanto densa, concordo, mais perfeita para aqueles momentos de pista mais apagada e lotada de casais. A faixa-título, “Foot of the mountain”, está na quarta posição do cd. Começa com um piano bem suave e os sintetizadores mais animados entram logo em seguida. Temos uma guitarra bem ao fundo e o vocal típico do A-Ha, ou seja, mais agudos que as bandas de New Wave (talvez por isso também sejam Synthpop). Lembra um pouco algumas faixas feitas pelo Keane, e é bem a cara do que o mercado está ouvindo. E a metade do cd é marcada por “Real Meaning”. De ar mais etéreo, com um piano bem interessante unido aos fortíssimos sintetizadores, é mais pra relaxar. Pra quem gosta de músicas agitadas, será bem difícil escutá-la.
A sexta música é “Shadowside”, que começa com uma tensão que prometia, pra mim, algo mais agitado do que aparece para resolvê-la. De baixo fortíssimo, vocal suave e, até agora, poucos sintetizadores e até algum destaque para a guitarra. Forte candidata a ir para as rádios, caso resolvam tocar A-Ha em algum lugar além da Alpha/Antena 1. “Nothing is keeping you here” começa com um sintetizador. O baixo e a bateria aparecem depois, seguidos por um piano, e ficam sobpostos até o refrão, onde entram em destaque. No final tem um agudo que lembra o de “Stay on these roads”. A trilha oito é “Mother Nature goes to heaven” e vem com baixo forte e acelerado, bateria agitada e um piano agudinho. Sintetizadores fortes na introdução, mas ficam sobrepostos pelo baixo. Tem uma pegada mais pro rock, e no refrão fica mais suave que nas estrofes. Essa faixa ficaria linda, não que já não seja, na voz do Morrissey. O ar de Synthpop fica pro final da música, numa ponte bem legal. Gosto de quando o eletro tem essa coisa mais suave e “viajada”. A penúltima é Sunny Mistery, com vocal em destaque sobre uma base de bateria agitada, piano e sintetizadores agudos. Tem um momento com o sintetizador mais forte, que seria delicioso numa pista. E o cd acaba com “Start the Simulator”, e vem com um ar mais calmo. Uma faixa meio difícil de escutar pra quem gosta de coisas agitadas. Praticamente só sintetizadores, acho que só a bateria não foi (muito) sintetizada. É um tanto quanto sonífera, mas ainda assim ótima. E, para minha estranheza, é a maior do cd.
Temos aqui exatos 40 minutos de cd, que vão da agitação a calmaria. Sintetizadores bem usados e músicas que agradam a gregos e troianos. Mostrando a tradição de 24 anos no Synthpop/New Wave, o A-Ha não é simplesmente uma referência do passado como uma banda que se atualiza com facilidade. Pena que não tem myspace.
“Oh the things that you say / Is it life or just to play my worries away?” (Take on me – A-Ha)
See you tomorrow
Resenha – Paolo Nutini em “Sunny Side Up”
Olá Galera!
Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?
O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.
A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.
Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.
“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)
See ya later
Acho que vou transformar o domingo em dia de postagem, porque minha sexta e meu sábado estão ficando cada vez mais impossíveis. E hoje, como dia de descanso e alegria, vou falar de um cd bem alegre e tranquilo. O rapaz em questão, Paolo Nutini, já teve seu cd resenhado aqui no About. Aliás, foi a primeira resenha que fiz. Eu não poderia deixar de comentar seu novo cd, “Sunny Side Up”. Vamos ver como são as doze trilhas?
O cd é aberto por “Ten out of ten”. De ar meio havaino, porque não dizer, é bem alegre e tem metais bem interessantes no começo da faixa. O piano aparece de fundo, o baixo tem seu destaque e a bateria fica bem apagada mesmo. A voz de Paolo só torna a música mais relaxante e agradável para uma situação como agora (domingo de manhã). A segunda música é “Coming Up Easy” e tem ares dos anos sessenta impregnados nela. Tanto pelos teclados com efeito quanto pela guitarra mais aguda. O baixo tem destaque, mas a bateria continua bem suave e até mesmo apagada. Trilha também bastante calma, da vontade de dirigir a beira-mar. Com um momento só voz, baixo e bateria, temos aqui uma breve tensão que logo se resolve com os teclados e os metais bem utilizados. Na trilha 3 temos “Growing Up Beside You”, com violão dominando a música. Baixo e bateria formando uma base suave para o violão. Música calma, com ares country, bem relaxante e boa para ler um livro ou algo assim. Os backvocals dão um ar ainda mais gostoso a trilha, mais relaxante ainda. “Candy” vem com violão mais melancólico que o anterior, mais pegado também. A bateria aparece mais junto ao baixo, dando realmente uma agitada em relação as trilhas anteriores. Porém o ar de “Chill out” continua, assim como a cara de country. Tem também um momento de tensão que sugere ainda mais agitação na faixa, que acaba realmente se resolvendo com uma animada maior e a cara de música dos anos 60/70 aparece de leve. A música 5 começa com um violão delicioso e se chama “Trick of the trade”. Se parece mais com as músicas do cd anterior (tipo “These streets”). Paolo acerta ao trabalhar com trilhas voz & violão, pois combina extremamente com o tipo de voz que ele tem. E chegamos ao meio do cd com “Pencil full of lead”, primeira trilha com bateria forte do cd. Unida a notas de metais bem agudas e o baixo forte, temos um rockabilly bem interessante.É interessante também o modo como ele usa os backvocals para aumentar a impressão de música dos anos 50, bem como a gaita presente na faixa.
A sétima faixa é “No other way”. E tem bateria marcante, mas sobposta por metais, na introdução. Já na estrofe é música lenta, de baixo suave mas em destaque e bateria leve. Os metais aparecem de novo, mas em intensidade menor. É a típica música de boteco/fim de festa. O vocal rouco e intenso de Nutini consegue passar a emoção necessária para a trilha. O piano é bem legal também. Em seguida temos “High Hopes”, que começa com um vocal tristonho, tendendo ao blues, acompanhado por um baixo forte e uma gaita meio chorosa. A bateria da uma batida e transforma, junto ao violão, aquela tristonha melodia em algo animado. Engraçado que o baixo e a gaita não mudam em nada, ou seja, o que altera o ar da música é realmente a bateria e o violão. No refrão temos o que creio ser uma flauta, bem interessante, ou outro instrumento de sopro mais agudo junto a gaita. A percussão fica mais forte, e o ar de música praiana volta. A faixa 9 é “Chamber Music”, que começa com um violão suave, porém denso, e a voz de Nutini mais grave que o normal. Temos uma falsa cadência no meio da música, e ai mudamos os ares. O violão fica mais suave, mais leve, e é unido a flauta e gaita, dando um estilo praticamente único a essa faixa. A próxima é “Simple things”, onde voltamos a encontrar o ar country, de violão, voz, baixo, bateria baixa e gaita. A voz de Nutini vem bem rouca, porém mais aguda que na anterior. A faixa fica mais rápida a partir de seu minuto e meio, mais ou menos, e o violão fica sobposto pelo baixo, mas voltamos a calmaria nos dois minutos e alguma coisinha, pra terminarmos. A penúltima é “Worried Man” e vem grave, cheia de tensão, com violão mais grave e batido. A voz de Paolo acompanha a densidade da trilha, aparece mais grave. Os backvocals aparecem de novo para dar o ar de faroeste da trilha. E fechamos o cd com “Keep Rolling”, que começa com baixo forte e violão dedilhado. Ar bem tristonho, melancólico, voltando aos anos 50. Temos uma tensão, formada por um teclado/piano/orgão, e a trilha termina nessa tensão.
Temos aqui um cd curto, com seus 38 minutos, e é interessante notar que parece que Paolo mudou de ares. Tenho a impressão que saimos de uma cidade, com toda sua melancolia e agitação, para ares de campo e praia que remetem ao descanso. De qualquer maneira, existem coisas que não mudam com, por exemplo, a rouquidão da voz e a influência dos anos 50/60/70.
http://www.myspace.com/paolonutini
“And I see when you’re loving me, i’m loving you / I love the prowess in the things that you do / And it’s your flawless soul that bleeds my stone / And when you’re loving me, i’m loving you / And that’s when we’ve got it going on” (Loving you – Paolo Nutini)
See ya later
Resenha – Placebo em “Battle for the sun”
Hey pessoal!
Hoje nós vamos falar de rock. Como sempre, rock alternativo. Mas, dessa vez, o post terá um ar de desespero e até depressão. Com influências de Sonic Youth, Pixies e Smashing Pumpkins, o Placebo apresenta seu novo cd. O “Battle for the sun” é a obra apresentada depois de três anos. E postarei aqui minha primeira impressão, com pouquíssimo conhecimento da obra geral desse forte nome do rock.
Abrimos o cd com “Kitty Litter”, com guitarra, baixo e bateria fortes. A voz de Molko continua com aquele tom meio agudo, um tanto quanto desesperador. No meio da mpusica, a guitarra toma um riff mais agudo e mais suave, pra cair numa intensidade e força em uma parte mais densa. O sussurro de Molko é bem interessante no contexto. Com uma ar mais leve aparece “Ashtray Heart”. Com teclados sintetizadores, bateria suave e baixo em destaque, temos uma pequena geração de tensão antes do refrão. Essa faixa remete mais ao cenário musical atual do que a anterior, que lembra bastante o pouco que conheço do começo de carreira do Placebo. A terceira trilha é “Battle for the sun”, que vem com uma guitarra densa, acompanhada apenas da bateria na introdução. Música lenta e densa, pelo menos de início, o baixo aparece apenas para reforçar esse ar soturno. Do nada a música toma um ar agitado e mais intenso, a bateria aparece mais. E, pela terceira vez temos uma alternância de ritmo, um um momento mais suave que volta para o ar agitado. O refrão conta com um que “etéreo” bem interessante. Temos, em seguida, “For what it’s worth”, que começa com sintetizadores e guitarra pesada e ritmada. De início, nada de baixo ou bateria, mas os dois instrumentos aparecem juntos. Essa música é single, e tenho a impressão de ter visto o clipe em algum lugar. Boa para pistas de rock alternativo, e tem um trecho interessante com o que parece sons de video-game. O trecho seguinte tem domínio do baixo, e volta para o refrão agitado. A quinta faixa é “Devil in the Details”, e parece uma sincera continuação da anterior. Bateria forte logo de inicio, sobrepondo um sintetizador, que logo invertem de posição. O baixo aparece muito grave, e a faixa se agita no refrão, ganhando peso e voltando a ficar mais suave na estrofe. A sexta música é “Bright Lights” e é estranhamente animada para os padrões do Placebo. Começa com um sintetizador embasado na guitarra e bateria. O baixo ganha destaque, junto a bateria na estrofe, onde o sintetizador aparece pontuado. Muito acho que essa pode se tornar single, por combinar muito com o cenário atual. E o meio do cd é marcado por “Speak in tongues”, que começa com um sintetizador doce mas logo perde esse ar devido a entrada do baixo e da bateria. O baixo parece dominar essa música em particular, apesar de no meio dela a guitarra aparecer com tudo e sobrepor os outros instrumentos de forma incrível. A vocalização é bem interessante também, e após ela a música transmite uma energia forte e ao mesmo tempo leve. Não fosse o vocal, duvidaria tratar-se de Placebo.
A música oito é “The never-ending why” e trás guitarras fortes, unida a baixo e bateria nas estrofes. Tem uma energia forte, boa pra pistas (no plural por ser boa para pista de dança e pista no sentido de rodovia). Os sintetizadores aparecem, mas não tanto quanto nas outras faixas. A guitarra está realmente forte, junto com a bateria. E um ar eletrônico domina a introdução de “Julien”, com aquele ar soturno dado pela voz baixa de Molko. A bateria da o ritmo, como sempre, e a cara de pista de dança fica clara. A guitarra entra riffando distorcida, mantendo o ar mais misterioso. E do nada parece que mudamos de faixa, com a guitarra dominando. A impressão de que houve uma cadencia não me abandona, e temos agora o encontro dos sintetizadores da primeira parte com a guitarra. O final parece contar com violinos, mas não sei ao certo. Estamos na 10ª trilha, “Happy you’re gone”, que começa com a voz melancólica de Molko. Guitarra e baixo bem baixinhos, com notas agudas de teclado sintetizado e bateria leve. Pelo menos inicialmente, é música para dormir. Mas logo no primeiro minuto a música toma intensidade e energia, dando uma empolgada e volta ao ar mais leve, porém não tão leve quanto a introdução. E essa alternância segue por toda trilha. E temos uma guitarra e bateria agitadas na 11ª faixa. “Breath Underwater” é uma música rápida, de bateria e guitarra bem ligeiras e pesadas. O baixo fica de fundo e, até agora, nada de sintetizadores. Eles aparecem no refrão, mas de base e meio escondidos pela bateria e pela guitarra. A penúltima começa suave e se chama “Come Undone”. Teclado simples e baixo dando base, com a bateria bem suave de fundo. A guitarra e a bateria se destacam posteriormente, dando o peso caracterísico da banda (pelo menos quanto ao pouco que conheço deles). E fechamos o cd com “Kings of medicine”, e começa com uma guitarra abafada e até animadinha junto ao vocal. O ar soturno e mais pesado é dado pelo baixo e pela bateria. O teclado com som de orgão fica bem ao fundo, só garantindo o ar mais etéreo da faixa. Isso até o teclado entrar com seu som original. E as palminhas no meio da trilha dão um toque interessante. Essa é outra música mais animadinha, e acho que é mais fácil de ser vendida para os não fãs. O teclado dela é legal por alternar entre sons “normais” e sintetizados.
Esse é um ótimo cd, com seus 51 minutos. Temos aqui uma obra um pouco diferente do visto nos singles anteriores, porém nada grave a ponto de dizer que a banda “traiu o movimento”. Digamos que o Placebo apenas acompanhou o mercado e acabou fazendo músicas que mesclam a identidade própria com o que vemos no cenário atual.
“While I’m gonna dance with him tonight / All of my wrongs / No more wicked ways / Come back to haunt me, / Come what may / He wrote the songs / That I hoped to write someday / Looks like the devil’s here to stay / Let me take you far away / With the devil in the details / We’ll kiss and tremble with the light / Everything is fine / With the devil in the details” (Devil in the details – Placebo)
See ya later…
Resenha – Simple Minds em “Graffiti Soul”
Olá Pessoal!
Mantendo a média de uma resenha por semana, hoje falarei de uma das bandas mais antigas que tive contato atualmente. Depois de 4 anos sem cds lançados, o Simple Minds volta com o álbum “Graffiti Soul”, comemorando 30 anos de uma das bandas mais ativas no New Wave e talvez uma das primeiras do gênero. Dona do sucesso oitentista “Don’t you (forget about me)”, parece-me que este álbum será um dos aclamados desse ano, apesar da fama da banda não ser, aparentemente, a mesma de outros tempos. Como não sou extrema conhecedora da obra da banda e é meu primeiro contato com o cd, não levem essa resenha tão a sério. Falando rapidamente do cd, temos 10 faixas, sendo duas delas bonus. Além disso, há uma deluxe edition que conta com mais 9 trilhas. Aqui, comentarei da versão “básica”.
A primeira música é “Moscow Underground”, e vem cheia de sintetizadores, o baixo grave e forte, e a guitarra meio que de fundo. A bateria só faz a sua função básica de dar o ritmo a música. O vocal de Jim Kerr é suave e grave, e acho interessante ouvir essa música no fone pelo efeito de balanço utilizado nos sintetizadores. Parece que o som tá passando de um lado para o outro, quase que girando ao seu redor. A faixa seguinte é “Rockets”, single lançado dia 18, e começa com um sintetizador e guitarra, apenas as duas, com a entrada da bateria e do baixo posteriormente. Mais comercial, não atoa é single, com cara de baladinha, o baixo se destaca nas estrofes mas logo é sobposto pela guitarra cheia de efeitos. A terceira trilha é “Star will lead the way” é, aparentemente, mais romântica/melancólica e tem uma levada com menos sintetizadores. Ainda assim, lembra mais os anos oitenta em si e não a mera influência deles. Mais tranquila que as duas anteriores, da vontade de andar sozinho de carro e de forma tranquila, apesar de ter no meio dela um momento mais agitado e tenso que logo se resolve com os sintetizadores bem suaves. Estamos na música quatro, “Light Travels”, que tem basicamente sintetizadores e baixo no começo, com uma guitarra distorcida. A bateria entra mais ao meio da música, junto com uma guitarra sem distorção aparente e deliciosa. A música ganha mais intensidade por volta do primeiro minuto e meio. É uma fiaxa mais densa que as outras, é mais pensativa digamos assim. E chegamos a metade o cd com “Kiss & fly”. Uma guitarra abre a música, junto com a bateria. Nada dos sintetizadores até agora. O baixo aparece forte, mas pontuado na faixa. Os sintetizadores aparecem só no que creio ser o refrão da obra, e confesso que gostei do ar mais rock da faixa. Temos uma falsa cadência, uma queda na intensidade da música que dá um ar até mais sensual pra faixa. A intensidade vai voltando aos poucos.
A música seis é a faixa-título, e vem no melhor estilo oitentista. Grave, cheia de sintetizadores, misteriosa e sensual a sua maneira. Bateria forte, baixo fazendo uma linha quase que constante, a guitarra distorcida. Simplesmente linda. Dá para se ver facilmente essa música numa pista. Achei interessante o meio da faixa, dando um fade-out com o baixo em destaque e voltando. No final da trilha, usam novamente o fade-out. “Blood type o” segue o cd, e começa com um teclado sintetizado e uma guitarra distorcida, sendo os dois intrumentos seguidos pelo baixo e bateria. A voz também conta com efeitos, e torna tudo mais interessante. Numa linha mais, digamos, psicodélica e “etérea”, a música tem bem a cara de barzinho de rock. Outra coisa legal é a nota constante que fica, aparentemente, na uitarra durante o refrão sendo tocada de forma bem rápida. Não sei se foi intensional, mas ao fundo do final da faixa é perceptível aos mais atentos o toque de chamada do skype. Fato esse que me deixa curiosa. “This is it” começa com um sintetizador simples e a guitarra entra progressivamente. O baixo e a bateria entram bem rápidos pouco depois, e a voz grave de Kerr complementa o clima de pista de dança da trilha. Agora em a primeira faixa bonus, “Shadows e Lights”. Tem um ar mais leve, mais pop, apesar da guitarra distorcida. A bateria aparece de fundo e não escuto o baixo, pelo menos no começo da faixa. Realmente, ele só entra lá pelos 40 segundos, assim como os sintetizadores. O riff de guitarra sem distorção, mais aguda, transmite um ar mais próximo, mais aconchegante que o das outras trilhas. É uma faixa bem comercial, apesar de fugir bem ao estilo do resto do cd e, assim, estar justificada a presença como bônus. Num ar mais parecido com o cd, apesar da guitarra dominando a introdução e a cara de classic rock característica, chega “Rockin’ in the free world”. Não parece ser o simple minds cantando, porém ficou muito interessante, talvez quase tão interessante quanto a original.
Temos aqui um ótimo cd, a ser lançado amanhã, com 42 minutos de sintetizadores, guitarras e baixos nas melhores influências oitentistas. Antes de ter influência, o Simple Minds é referência no gênero e na época e só mostram que, como na moda, a música vai e volta e as vezes é melhor fazer as coisas como sempre fazemos.
“Tell me your troubles and doubts / Giving me everything inside and out / And love’s strange: so real in the dark / Think of the tender things / That we were working on / Slow change may pull us apart / When the light gets into your heart, baby / Don’t you forget about me” (Don’t you (forget about me) – Simple Minds)
See ya later
Resenha – Pullovers em “Tudo o que eu sempre sonhei”
Olá Pessoal!
Com atraso de uma semana, devido a problemas pessoais, volto a postar aqui com grande alegria! Hoje falarei, de novo, de uma banda nacional que me fascinou logo na primeira música. O Pullovers existe desde 1999, porém o primeiro álbum totalmente em português é o resenhado aqui. A banda, composta por 6 rapazes, chegou a mim por meio do post de um deles no blog de outra banda, o Ludov. Habacuque Lima é o elo de ligação entre essas duas maravilhosas bandas e o mais novo dentre os integrantes do Pullovers. Bem, vamos ao que interessa. A resenha é faixa-a-faixa, e como o cd tem download gratuito pela Trama Virtual, recomendo o download (o link está lá embaixo), podem realmente me acompanhar.
Com um Cello forte, a faixa-título abre o álbum. Música forte, bem ritmada e densa sem ser triste. De letra também forte, os instrumentos estão bem colocados, dando suporte para o Cello e vão progressivamente aparecendo. A segunda trilha é “O amor verdadeiro não em vista pro mar” mistura distorções e rocks com ares de mpb e bossa no ínicio, e no refrão vira uma doce balada. Guitarra destorcidinha e baixo marcante, com a bateria dando força quando precisa. A música 3 é bem rapidinha e se chama “1932 (C.P.)”, mas no refrão dá uma acalmada. Também bastante alegre e romântica, mantém a linha da primeira só que eu sinto mais distorções (posso estar errada, mas parece ter sintetizador bem no fundo). “Marinês” aparece numa levada mais pra mpb moderninha que pro rock, com guitarra aqui e ali e o piano aparecendo mais. Letra contanto historinha de maneira acelerada, porém não exatamente apressada, como todo paulista/paulistano sabe ser e fazer. “Lição de casa” é a quinta música e volta com o ar mais rock, só que com a cara brasileira que o Pullovers soube dar. A inspiração em bandas indies de fora, assim como a inspiração em gêneros nacionais, fica clara na guitarra acelerada, bem parecida com as britânicas, usando escalas típicas das músicas brasileiras. Com ar melancólico começa a sexta música, “Quem me dera houvésse trem”. Piano em destaque com bateria, guitarra riffada e baixo marcante. O ar de sofrimento romântico dessa trilha é difícil de ser superado. A faixa vai, progressivamente, acelerando e “animando” por assim dizer. E chegamos a metade do cd com “Marcelo (ou Eu traí o rock)”, com uma pegada bem mais pro rock que as anteriores. A guitarra mais constante, a bateria mais forte, o piano ritmado. Só o baixo está numa levada mais mole.
A pegada de rock misturado com influências brazucas volta na faixa 7, “Futebol de óculos”. Com temática mais nacional impossível, uma conquista narrada como a história de um jogador sem ficar superficial ou chula é a letra. A música tem guitarra acelerada e uma levada doce e até praiana, com o piano de fundo dando a leveza da música. “Sambinha salgueiro” dura 15 segundos e é um sambinha animado. A melancolia e predominância de gêneros nacionais voltam em “O que dará o Salgueiro?”. Piano mais destacado, guitarra riffada, baixo e bateria bem ritmados. É impressionante como esses paulistas (pelo menos no MySpace a banda está como sendo de São Paulo-SP) tem uma música que poderia ser facilmente atribuída a cariocas. O ar rock volta acelerado e mais pesado em “Semana”, e não estarei tão errada em dizer que temos um piano/teclado sintetizado ai. A guitarra esta deliciosa e o baixo impera ao lado da bateria no acelerar da faixa 11. É uma das trilhas mais rapidinhas. A penúltima é “Todas canções são de amor”, e trás aquele rock mais doce e melancólico, com a pitada nacional dado por um piano mais agudo e um violão arpejado aqui e ali. E o cd encerra em “Tchau”. Trilha acelerada com ares mais nacionais e dramáticos, piano forte acompanhado do baixo. Tem um lindo trecho com um violão bem ritmado e gerando uma tensão que logo se resolve. A bateria fica mais ao fundo, assim como a guitarra. No final a guitarra aparece mais pesadinha, mas ai já é tarde.
O cd é bem rápido, com seus 42 minutos de músicas aceleradas que se alternam entre animação e melancolia. A mistura de influências é maravilhosa e pode muito bem agradar tanto aos que preferem músicas com ares britânicos quanto aos que gostam de uma mpb moderna. Espero, muito, que a banda continue com esse som pois conseguiram mais uma fã.
MySpace – Pullovers
Trama Virtual – Pullovers – Download do CD “Tudo o que eu sempre sonhei”
Site Oficial – Pullovers
“Livro, disco, rádio, TV, / tudo a serviço dessa dor, / mesmo discurso pra vender, / sem distinção de classe ou cor. / Eu tento ser superior, / endurecer, não suspirar, / acreditar não haver amor / com ou sem vista para o mar. / Mas todas as canções são de amor. / tudo o que cala. / Tudo o que se fala é do amor, / é se isolar ou se render.” (Todas as canções são de amor – Pullovers)
Vejo vocês depois
Resenha – Móveis Coloniais de Acaju em “C_mpl_te”
Olá leitores!
Como ontem (08/05/09) foi dia do congelamento dos blogs (pelo menos para alguns) como protesto a lei feita proposta pelo senador Azeredo [para maiores informações leia esse post ou procure no google sobre tal assunto, vale a pena], meu post ficou pra hoje. E temos outro download gratuito (pelo menos para nós, ouvintes) e legalizado. A banda em questão, como visto no título, é a “Móveis Coloniais de Acaju” em seu mais novo cd “C_mpl_te”. Lançado essa semana (só não me lembro o dia exato) pela Trama Virtual, temos um bom exemplo de ótima música nacional acessível. A resenha faixa-a-faixa vem agora, me acompanhem por favor.
Começamos com “Adeus”. Não, não se trata de uma despedida e sim da primeira trilha do cd. A voz grave combinada com a guitarra, um fundo de teclado distorcido, dão um ar romântico e melancólico. A bateria gera uma tensão um pouco antes do refrão e os metais aparecem no mesmo. É uma das poucas bandas que eu vejo fazendo uso constante dos metais. “Cheia de manha” vem em seguida, e começa numa levada bem de barzinho, bateria leve de fundo e voz grave. Ares melancólicos, naipes de metal, e a música ganha energia. A guitarra acelera um pouco o ritmo da música. A terceira música é “Sem palavras” e vem num ritmo acelerado, quase que dando ares de fuga. A guitarra e o baixo aparecem pouco, o destaque fica na bateria e nos metais. Temos uma depressão na música, um trecho mais denso, que vai se disolvendo até a música voltar a se agitar, e ai volta a densidade. A música é longa, e termina numa mescla das alternadas densidade-rapidez, com fortes naipes de metais. A música quatro é “Indeferença” e lembra um pouco a MPB da época de 60/70, mas ai entrm as guitarras e a bateria acelerada, mudando os ares. Temos um ritmo bem marcado e constante. O meio tem um trecho marcante na letra (descubram qual é, mas é por volta dos 3 minutos), que mostra o talento claro dos rapazes. Gostei das palminhas no fade-out. A quinta trilha é “Lista de Casamento” e tem uma longa introdução, de ritmo rápido e levada que dá vontade de pular. E a frase “Mas se eu não me engano / Eu posso estar enganado” é maravilhosa. O meio do cd vem com “O tempo”, e tem uma das introduções que mais gosto. Bastante animada como um todo, a história da letra é um doce, uma daquelas preciosidades de declarações amorosas. Nada meloso, mas bastante sincero e animado. Destaque, de novo, para os naipes de metais. Um piano delicado aparece no meio da faixa. Temos uma situação de tensão que resulta numa melancolia no último minuto. Mas a animação volta no finzinho mesmo.
A sexta música é “Cão-Guia”, uma das minhas prediletas. Não só pelos gracejos dos metais, mas pela letra também. A voz grave, o clima quase “No Air”. Triste, pesada, pessimista e ainda assim encantadora. Passa uma sensação de revolta contida. E no final tempos uma falsa cadência que não se concretiza, para nossa sorte. “Descomplica” me trás algo que não sei o que é, mas me lembra reggae. A levada mantem aquele clima agitadinho, os naipes de metal, porém é mais otimista que as outras trilhas. A oitava trilha, “Café com leite”, trás a guitarra em destaque na introdução. Mas é logo sobreposta pelos metais, e temos uma levada tensa. Estamos na 9ª música, “Pra manter ou mudar (a do piano)”, tem um piano em destaque (séééério?) interagindo com os metais e a bateria. Ao longo da música, o piano vai sendo trocado ou sobreposto pelos metais. Ai ele volta nas estrofes. “Bem natural” é a penúltima do cd e temos aqui uma levada mais mole, mais swingada. E fechamos o cd com “Falso Retrato (U-hu)”, que tem uma predominancia de rock e sintetizadores bem mais forte que no resto do cd. A música como um todo é mais rápida e sugere uma revolts mais forte.
Temos aqui um cd longo, com seus 50 minutos, e extremamente bem aproveitado. A banda abusa das tensões, falsas cadências, impressões de término e mantém o ouinte preso e esperando o que vem pela frente. Além disso, o Móveis afirma um estilo muito próprio de fazer seu Rock/Ska/Latino (isso é eles quem dizem, no MySpace da banda), sendo fácil diferenciá-lo do cenário atual. Obra altamente recomendada.
MySpace – Móveis Coloniais de Acaju
Site – Móveis Coloniais de Acaju – Com link para download do CD “C_mpl_te”.
“Não vou apostar / nessa vida de azar / se ela pode ir mais além / deixa como está / Dessa sorte eu sou refém / seis dezenas, fiz um par no amor não fui tão bem / Cansei de ser um perdedor / fiz do destino meu amigo, / ente querido, fiador” (Cão-Guia – Móveis Coloniais de Acaju)
Vejo vocês por ai
Resenha – Poléxia em “A força do hábito”
Hey Pessoal!
Essa resenha, em especial,está sendo feita na cidade de Bueno Brandão – Sul de Minas, diante a belas montanhas e sem contato com a internet. Foi feita antes de todas as anteriores, mas deixei para publicá-la no dia do aniversário por se tratar de uma das minhas bandas nacionais prediletas. A banda em questão nesse post é a Poléxia, que lançou gratuitamente e digitalmente seu novo álbum, chamado “A força do hábito”. Desde 2003 esses curitibanos fazem boa música, como muitos de seus colegas do sul. O cenário do rock no sul anda bem mais constante que em outras áreas do país. Mas vamos ao que interessa, a resenha faixa-a-faixa do “A força do hábito”.
O cd é aberto com a música “O capa dura”. De baixo e bateria forte, com guitarra riffada e leve e os sintetizadores espalhados pela música, o refrão “Sinceridade por sinceridade / O mundo acaba mentindo” marca na cabeça da gente. A segunda trilha é “Você já teve mais cabelo” e tem um ar mais pop e, porque não, mais comercial que a anterior. O baixo meio apagado no início, o destaque fica pros sintetizadores e a bateria. Lembrou-me um pouco, mas bem pouco, Jay Vaquer, só que mais animado. A terceira faixa se chama “O radar”. É mais pesadas que as anteriores, com um ar inicial meio de filme de terror, que vai se animando com uma guitarra ritmada e um sintetizador forte. Uma pequena tensão gerada no final do refrão faz o diferencial na música. “Cá entre nós” é uma das minhas prediletas, e tem participação de Vanessa Krongold (Ludov). Também mantendo um ar soturno, misturado misteriosamente a um ar latino, tem um baixo forte e bateria bem rapidinha. O refrão (”Só preciso me perder / em você me exceder / simplesmente adocicar / meu momento / A distância que se fez / foi medida / foi medida / provisória / segurança / não lhe peço nunca mais”), cantado por Krongold, mostra o ar triste com facilidade. E a música fica ainda mais romântica quando o dueto é feito. Estamos agora em “O tiro, a fuga”, 5ª trilha do cd, que é bem agitada e faz jus ao nome dado a ela pela banda. Guitarra forte e aparecendo bastante, mais que anteriormente, quase sem sintetizadores aparentes. E chegamos a metade do cd com “Hedonismo de um domador”, música leve e animada diante de um cd, até agora, pesado. A frase “Sim / eu posso dizer não / amores que fazem mal / embarcam no fim” é forte, de alguém que sofreu, mas o ar da música passa uma idéia superação bem legal.
“O inimigo” abre a segunda metade do cd. É lenta, e tem a caixa da bateria em destaque lembrando um pouco fanfarras. A guitarra acompanha a bateria, mas o baixo e os sintetizadores quase somem nessa trilha. O coro no meio da música reforça o ar de fanfarra. A oitava música é “A solidão dos plânctons”, é outra trlha mais leve e animada, lembra-me um pouco Keane (Mais exatamente “Leaving so soon”), exceto pelo vocal grave. Os sintetizadores voltam a ter destaque, combinados a bateria. A 9ª faixa é “Esperando o céu ruir”, feita em parceria com Carlos Daitschmann. É a mais curta do cd, com seus 1:57 minutos. Bateria marcante e lenta, com guitarra baixa e a voz grave do sr Daitschmann. A frase “Simples como um não é um talvez” é outra para as marcantes do álbum. O título da música de número 10 é “Gloss” e mantém o ar calmo e, digamos, praiano da faixa anterior. Lógico que o ar melancólico, natural do cd e até da obra da Poléxia, da o ar de sua graça em música tão leve. Fica mais agitada por volta da metade da trilha. A penúltima música é “O terraço”, com bateria e um instrumento, que chuto ser acordeon, em destaque. Também leve e animada, com um final que lembra um pouco Legião Urbana. E fechamos o cd com “A balada da contramão”, que começa com um violão e voz, com outros instrumentos pontuando aqui e ali até a bateria dar as caras, sendo seguida posteriormente pela guitarra e o piano.
Temos aqui um cd gratuito (tomem essa, gravadoras e bandas, música boa, online e com download legal) e de ótima qualidade, que vai ficando mais leve ao longo de seus 44 minutos de duração. A banda mostra estar afirmando seus estilo de som, criando uma identidade que a torna praticamente inconfundível aos ouvidos atentos.
Download – Poléxia em “A força do hábito” – Mondo 77
“Meu coração é um SBX / À espera de uma ameaça maior / Que eu não sei de onde há de vir / Vou libertar tanta informação / Deixar ao léu, ao acaso, ao “Deus dará” / E essa vastidão vai continuar” (O radar – Poléxia)
Espero continuar a vê-los nesse próximo ano!
Resenha – Nancy em “Chora, Matisse!”
Olá pessoal!!
Parabéns a vocês, que já visitam esse blog a um ano! Para comemorar essa data com classe e estilo, trago hoje duas bandas nacionais. Afinal, sempre digo que o cenário daqui precisa ser valorizado. Então, praticando a valorização do que é nosso (afinal, os gringos já estão fazendo isso), falarei da banda “Nancy”. Em seu novo cd, o “Chora, Matisse!”, com download GRATUITO E LEGAL pela spsonica, os brasilienses mostram que a capital do pais ainda produz rock do bom. Vamos então a resenha faixa-a-faixa.
O cd começa com “Keep Cooler”. O nome de uma das minhas bebidas prediletas trás, como nome de música, guitarra forte e constante unida a bateria com as mesmas características. Ai entra uma levada mais sedutora com naipes de metal. O vocal de Camila Zamith é suave, grave mais de uma maneira diferente do que estamos acostumados. A segunda trilha é “Cinema nacional” e começa bem agitadinha. Os instrumentos são bem utilizados, junto ao sintetizador, sendo que cada um ganha o destaque merecido no momento certo. “Glicerina Dreaming” é a terceira faixa. Calma, quase sonolenta. O piano e a bateria leve dão vontade de ficar olhando o céu até os olhos fecharem por conta própria. verdadeiramente relaxante. Uma gaita da um tom meio campestre. A música 4, “Mamba negra fashion week”, vem também numa levada mais leve e pesa um pouco em certos momentos. Anda por uma linha tênue entre aquele tom calmo do mpb e a pegada mais forte do rock, num som que eu nunca vi igual. E chegamos ao meio do cd com uma música densa. “Malstar” vem com baixo bem apagado e uma guitarra rifadinha leve. A bateria entra meio quebrada e uma flauta transversal do um tom super melancólico. A música vai progressivamente se animando até que volta para o trio guitarra/bateria/flauta.
“Ceilings and rooftops” tem um ar de música dos anos 50 com psicodelia. Percusão mais forte que a guitarra e a voz limpa de Zamith faz a gente viajar sem sair do lugar. O baixo aparece, junto a guitarra, e então os três instrumentos resolvem conviver em perfeita harmonia, dando peso a um rock puxado para o blues muito legal. “Inbox Drama” abusa nos sintetizadores, mas com uma sabedoria vista poucas vezes antes. Fica difícil decidir se a música é triste ou alegre. O ar de suspense impera até pouco antes do refrão, que ai mostra um animo muito bom e interessante. O final leve vem fazer contra-ponto ao começo denso. Tanto que antes tinhamos sintetizadores, agora violão e flauta transversal. A penúltima é “Chaparral”, de ar leve, com riff distorcido. Algum instrumento de sopro, que não consigo identificar, faz fundo para a guitarra (suspeito ser trompete). Novamente música lenta, e a voz de Camila é uma das mais sedutoras que já ouvi. A música se agita um pouco lá pelo 1:30 minuto e, depois, retoma o ritmo lento com o maior estilo de barzinho. E o cd encerra com um remix de “Keep Cooler”. Um assobio e um violão dão um ar tão faroeste para essa música que chego a dizer preferí-la. Uma percussão leve, só em bongôs, e sintetizadores dão o ar levíssimo da faixa. Após o primeiro minuto ela acelera um pouco, ficando só violão e voz. A percussão volta, e dá uma ritmada mais rápida. Essa alternância é muito interessante, porque não deixa com que o ouvinte se desprenda da música. E termina com um violão básico.
Temos um cd elegante, com tanta classe e qualidade que os gringos vêem e a gente não. Numa medida que eu simplesmente adoro, a banda soltou o cd para download e prova que, no fim, o que importa é que as pessoas conheçam sua música e prestigiem o show. Atualmente o mercado está convergindo para medidas como essa.
Download – Nancy em “Chora, Matisse!” – spsonica
E por problemas no meu navegador não consigo pegar letra alguma… Ainda bem que a do próximo cd eu tenho…
Vejo vocês daqui a pouco




