Resenha – Scarlett Johansson & Pete Yorn em “Break Up”
Hey Kids!
Continuando com o novo modelo de resenha e recuperando o tempo perdido, vou falar de uma dupla que me impressionou. Não, não conhecia de nome o sr Yorn e fiquei surpresa com a voz da Johanssen. Sempre ouvi falar mal da voz dela e fiquei de queixo caido ao ouvir por mim mesma. Oras, admiram vozes roucas por ai, qual a diferença da voz da Scarlett? Eu simplesmente adorei. Por isso falarei do “Break Up” aqui.
O cd tem músicas relativamente curtas e é, em si, bem curto com suas nove músicas. Tem duas músicas bem densinhas: “Search your Heart” e “Clean”. São mais pensativas, digamos assim, e ficariam bem também na voz da Dido. Mas o auge da obra são as baladinhas indie-pop como “Relator”. Gente, acho difícil não gostar dessa música. É tão animada, tão fofa, tão… Ah, não sei como dizer tudo que acho dela. E, por fim, há também algumas de uma animação levemente melancólica. Eu sei que parece estranha essa comparação, mas quando vocês ouvirem a trilha 5, “Blackie’s Dead”, me entenderão. É algo que trás certo saudosismo, provavelmente seja a predominância do vocal de Pete. Também me é muito interessante a mistura de elementos acústicos, como violão e percussão leve tipo bongô, com elementos eletrônicos.
Bem, o cd é bem curto mesmo. Só me resta o pedido: pra quem não gosta da voz de Scarlett Johansson, repensem um pouco o conceito de bom vocal. Apesar que isso é muito particular.
MySpace – Scarlett Johansson & Pete Yorn
“You won’t find another dummy wait for you / So don’t hate the one who lives for you / Don’t blame him for your trouble” (Search your Heart – Scarlett Johansson & Pete Yorn)
Resenha – Isabella Taviani em “Meu coração não quer viver batendo devagar”
Olá Galera.
Primeira coisa a ser dita: perdoem meus atrasos, meus lapsos de memória e minha falta de tempo/inspiração. Segunda coisa: vamos mudar como a banda toca por aqui. Ao invéz de ficar enchendo o saco de vocês com todos os pormenores de cada música do cd, falarei de forma mais resumida e tentarei captar semelhanças entre as obras de um único álbum. Quero as opniões sobre esse novo formato. Tendo dito isso, vamos ao que interessa. A srta (ou Sra?) Taviani ficou famosa na mpb com a música “Lúxuria”, parte da trilha da novela “Sete pecados”. Depois disso, caiu no gosto de muita gente e, confesso, adoro os cds dela como um todo.
Nesse novo cd a mulher aposta, novamente, em melodias intensas em certos momentos e mais suaves, digamos que alternando entre extremos. Logo no começo há esse choque entre a faixa-título e a música de trabalho “Presente-passado”. “Argumentos de vidro” também trás força, intensidade. A temática geral das letras é, como quase sempre na nossa música popular, o romance. O interessante é o quanto Isabella aposta num romance que não deu certo, mas com aquele ar de que a vida continua, apesar de certo sofrimento. Também achei muito boa a parceria com Zélia Duncan em “Arranjos”, que tá bem mais a cara de Zélia que de Isabella. Se antes a moça era confundida com Ana Carolina, agora provavelmente será comparada com Duncan. Engraçado que, apesar de serem do mesmo gênero, o estilo delas é extremamente diferente e particular. Há também aqueles ares latinos, violões fortes, em músicas como “Escorpião” e um pouco em “Depois da Chuva”. O cd conta também com certo abuso bem feito de backvocals sussurrados. A animação fica por conta de “Casa no céu”, que é uma das minhas prediletas. Isso porque, quem foi no show dela sabe, essa mulher agita a platéia com vontade nesse tipo de música. Uma versão mais que bem feita de “Sob medida” encerra a versão física do cd. Isso porque a última trilha é, na verdade, “Esquinas de Jacarepaguá”, que está disponível como um bônus. E esse bônus é lindo, um belo samba.
Houve evolução aqui, mas no sentido de estabelecer um estilo do que qualquer outra coisa. Fica claro ao demonstrar mistura de estilos, ainda que todos populares, que Isabella tá achando o próprio gênero. Da intensidade da guitarra e do baixo até levada do samba, a voz de Isabella se enquadra quase que perfeitamente. Ainda que eu prefira o cd anterior em termos gerais, fica claro que esse é mais animado e forte. Pena que não tenha myspace dela e o site não tenha como ouvir o cd inteiro…
Site Oficial – Isabella Taviani
“Há descaminhos em meus passos / Uma sombra que abraço / Um presente passado / Uma vontade tamanha de não ter mais vontade / Não admiro os covardes mas agora é tarde” (Presente-Passado – Isabella Taviani)
Vejo vocês depois
Blog Action Day 2009 – Mudanças Climáticas
Pois é meu povo. Hoje vou deixar meu player de lado com certa dor no coração, mas vai valer a pena. O mundo dos blogs está com aproximadamente 7500 blogueiros em 139 países falando sobre mudanças climáticas. Não posso e nem devo deixar essa parada de lado. Pra puxar o assunto, vou falar de algo bem batido que influencia e muito nas mudanças: transporte. “Ah não, lá vem a ecochata falando pra eu parar de usar o carro…”. Não, não vou falar pra você parar de usar o carro. Mas vamos descobrir o porque, historicamente, nosso pais é um grande FAIL no mundo dos transportes e, a partir daí, sacar as mudanças climáticas.
Primeiro óbvio ululante: o Brasil é enorme. Um pais do nosso porte não pode e nem deve depender de transporte monomodal. Não venham me dizer que temos hidrovias e ferrovias, pois não temos. Não o suficiente, pelo menos. Isso vem dos idos, senão me engano, de 1956 com Jucelino Kubitschek. Pelo menos foi o grande “bum” da industrialização, os “50 anos em 5″ e coisas assim. Oras, até então tinhamos ótimas ferrovias a disposição do público. Mas para implantar industrias precisa-se de uma motivação, correto? A motivação da industria automobilistica é vender carros e gerar lucro, ela existe pra isso. Mas ninguém compra carro se não tiver estradas. E ai vai o genial Jucelino, nascido no mesmo dia que esta que vos fala, e começa a dar uma de Washington Luis e abrir estradas.
Beleza, agora temos mais um motivo para industria. Só que isso unido ao “American way of life” distorcido que recebemos fez com que o carro fosse o simbolo de status. Ter um carro é status por si só. Ai vem as questões de ano, modelo e blá-blá-blá. Mas o objetivo não é discutir isso agora. Bem, dito essas fatos históricos (me desculpem erros que podem ter acontecido), vamos medir a influencia deles.
Na grande São Paulo é difícil levar menos que meia hora pra chegar a qualquer lugar. E o paulista/paulistano que quer utilizar o transporte público sofre, e muito, do descaso político. Mas não podemos culpar, de todo, os governos. Afinal, o governo não faz nada e cada um na sua família tem um carro! Quer dizer, ao invez de cobrar nós seguimos a risca aquele estilo de vida iniciado em 1950! A diferença é que agora carro é “necessidade” porque você fica horas no trânsito.
De minha parte digo: adoraria ter um carro, para viagens. Oras, levo 1 hora e meia do trabalho pra casa, isso que não pego trânsito. Cansa? Cansa, e muito. Mas nunca li tanto, nunca vi tanta gente bacana nem dei tanta risada. Além disso, tenho consciencia que estou fazendo o possível pra diminuir a emissão dos poluentes que causam efeito estufa que, por sua vez, causam mudanças climáticas.
E querem ver onde vai parar o pensamento doido do ser humano? Por esse dias, no máximo duas semanas atrás, estava indo para faculdade ouvindo meu jornal diário. Na previsão do tempo, chuva ao final do dia, tipo aquelas chuvas de verão. Maravilha, tava com o guarda-chuva na bolsa e só saio do serviço mais tarde, ou seja, chance quase nula de pegar chuva. Ao chegar no serviço, percebo o tempo começar a fechar. Não deus nem duas horas que eu havia chego começa a chover, e forte, chegando a chover granizo. Na entrada da escola os professores desesperados, olhando seus preciosos carros, e pensando na lataria que iria amassar.
DEUS DO CÉU, SERÁ QUE IMPOSSÍVEL SE ENXERGAR QUE FOI ESSA MANIA DE QUEIMAR COMBUSTÍVEL QUE TÁ LEVANDO A ISSO??
A Terra tá revidando gente. Ela tá aqui a bem mais tempo que a gente, sabe e arrumar e não está nem quente pro que a gente acha. Pensem melhor nas maneiras de utilizar os transportes: caronas, onibus, bicicletas… E, pra tudo isso, respeito ao próximo em todo lugar, inclusive no trânsito e ao ambiente, que é nosso.
Abraços
Resenha – Mika em “The boy who knew too much”
Olá amigos!
Sim, to feliz. Com esse cd não tem como ficar desanimado. Mika ficou conhecido pelo hit “Grace Kelly” e seu novo cd vêm cheio da proposta do rapaz: vamos ser felizes! Como diria o narrador da sessão da tarde: a animação está garantida com esse cd da pesada. Ok, isso ficou péssimo, mas vamos então ao que interessa e falar do 2º cd dele.
A obra começa por “We are golden”. Com vocal e backvocals logo de cara, assim como piano e percussão. O baixo apagadinho e as pessoas podem se perguntar onde está a guitarra, pois ela simplesmente não está ali. Os agudos típicos de Mika estão, claro, presentes e fazendo seu papel super bem. O refrão é bem grudento e a música como um todo é contagiante. O final conta com um coral super legal. A segunda é “Blame it on the girls”. Começa com Mika apenas falando e a bateria entrando forte, assim como percussões que parecem calmas. O piano segue e vem também forte e intenso. Um sintetizador de fundo garante os ares de pista para essa música que tem bem pouco de instrumental em si. Uma verdadeira faixa dançante, para aquelas festas que se faz em casa com os amigos. Ao final, temos algo que me parece mais latino, mas a impressão passa bem rápido. A faixa “Rain” vem ainda mais dançante, com ares parecidos com o de “Relax, take it easy”, só que mais tristinha. Sintetizadores pegam forte, apagando até a percussão. O vocal agudo se concentra no refrão. Essa faixa é ainda mais candidata a pista que a anterior, pelo simples fato de ser feita todinha em cima de samples. Com um violão e um piano mais denso começa “Dr. John”. A música vai, aos poucos, ganhando leveza e chega ao refrão com ares bem mais alegres e característicos do cantor. A bateria tá superleve, bem como o baixo. O único pecado, na minha opinião, é a faixa ser repetitiva demais. O fim retoma a impressão de densidade do começo. Chegamos a música 5, que vem também tensa e tristinha. “I see you” vem com apenas um piano e o vocal que, apesar de agudo, está muito suave. O baixo aparece depois, dando ainda mais densidade. Só um sintetizador para dar a leveza que essa música precisa e, ainda assim, não é tanto. Uma faixa um tanto quanto depressiva para o cantor. No meio, a trilha ganha ares de black music muito bons, mas ainda assim aqueles blacks meio depressivos. “Blue Eyes”, sexta música, trás de volta a animação. Ela vem com um piano riffado, na falta de expressão melhor, e uma percussão super de leve. Aqui temos ares de músicas meio havainas e/ou caribenhas (não conheço tanto para diferenciar uma de outra). O vocal vem com menos agudos. E chegamos ao meio das 13 trilhas com “Good gone girl”. Pra quem sentia falta de “Grace Kelly”, essa música ocupará bem o lugar da outra. É mais agitadinha, com piano bem levado e a bateria rápida e leve. O baixo aparece mais nas estrofes e o vocal está alternando entre o agudo e o normal com mais frequencia.
“Touches You” vem com o vocal mais agudo e o piano rapidinho e forte. A bateria também vem forte e bem marcada, além de um backvocal daqueles de igrejas batistas dos estados unidos. Bem agitada, também forte candidata a pista, da certa vontade de sair dançando. Outra que é repetitiva, mas aqui ficou boa a proposta. Com vocais mais etéreos começa “By the time”. Piano e sintetizadores bem leves, assim como o vocal e backvocal. A levada é bem mais calma que o resto do cd, mas não chega a ser depressiva. O agito volta em “One foot boy”. A batida é bem parecida com o que temos em território nacional, mas o que muda é a presença do piano e o vocal mais agudo. Isso confere um ar mais leve e até mais disco pra música. “Toy boy” trás de volta aquela pegada meio anos trinta (talvez eu esteja errando feio), meio música de desenho. Uma flauta transversal se mostra na música, que até então contava com piano e violino. É bem calminha, não muito inspiradora (a não ser que você seja um cartunista ou fã de coisas como “Noviça Rebelde”). A penúltima é “Pick up off the floor” e vem com um violino no começo. O piano e o vocal aparecem numa levada depressiva novamente. Interessante notar a levada meio R&B, meio jazz. O baixo, apesar disso, aparece pouco. E o cd fecha com “Lover Boy” e os ares de trilha de desenho iniciam a música. Mas a impressão logo passa, com a percussão e o piano mudando os ares aos poucos. Aqui, guardadas as proporções, sinto semelhança com Queen em certas faixas. Principalmente pelo jogo dos backvocals e o baixo aparecendo de leve atrás do piano.
Ok, temos 44 minutos com um som um pouco menos agitado que no cd anterior, mas mais maduro e um pouco menos repetitivo. Mika é aquele som que se ouve para animar.
MySpace – Mika
“Isn’t it enough, isn’t it enough just to feel wild and free? / Caught up in the rough, caught up in the rough of life, looking at me / You think you’re in love, boy / But you don’t really know what love is / You think you’re in love, girl / But honey let me show you where you’re heart is” (Lover Boy – Mika)
See ya later
Resenha – Jet em “Shaka Rock”
Hey people!
Hoje o dia é de rock. Sim, rock e daqueles maravilhosos, feitos hoje em dia mas que parecem ter saído do toca-disco ou da jukebox do final de 1970. Apesar desse cd está bem mais comercial, na minha humilde opinião, o Jet sempre teve essa pegada mais sessentista. Apesar do maior hit da banda ser “Look what you’ve done” (a música mais melosa que já ouvi), é meio difícil que alguém não se lembre de “Are you gonna be my girl?”. E tendendo mais aos ares da segunda música, o cd “Shaka rock” vem cheio de boas músicas. Vamos ao faixa-a-faixa.
“K.I.A. (Killed in Action)” trás aquela levada ritmada do rock antigo, guitarra e bateria em destaque, baixo meio apagado. Agitada, com backvocals interessantes. Destaco a guitarra e seus riffs, além do vocal com “Yeahs” e “ooohs” e “a ha, a ha”. No final a bateria tem umas quebradinhas bem bacanas. Já numa levada mais calma, mais parecida com o nosso alternativo atual, vem “Beat on Repeat”. Novamente o baixo apagado, guitarra em destaque e a bateria aparecendo aqui. O vocal e os efeitos da guitarra são bacanas pra caramba, que dão leveza ao rock denso da música. Os ares do final de 60, começo de 70, volta com “She’s a Genious”. Agitada, dançante, cheia de guitarras e bateria bem marcada. O vocal rasgado é outra característica deliciosa do Jet, mas é particularmente melhor aproveitada nessa faixa. A minha predileta é a trilha 4, “Black Hearts (On fire)”. Com a pegada típica do Jet, guitarra marcada e bateria de fundo, a música trás efeitos mais etéreos e se torna mais dançante. Além disso, a letra do refrão é muito legal. E, em certos momentos, ela inspira certa sensualidade que eu achei que a banda tinha perdido. A quinta música vem com piano! O vocal mais suave de “Seventeen” impressiona aos mais desavisados. Se não me engano é das mais suaves do cd. Mas a guitarra aparece e dá o ar mais rock. É bem atual e mercadológica, mas confesso que é uma das mais empolgantes. Não sei porque, mas ela me lembra o estilo de som do Rooney. E a 6ª de 14 é “La Di Da”. Conta com vocal rápido, assim como guitarra e bateria. A guitarra vem mais atual, mais aguda, e tem um leve ar de melancolia na faixa que eu não sei explicar. E chegamos ao meio do cd com “Goodbye Hollywood”. Guitarra mais animada, com ares de festa com amigos. O vocal rasgado volta, mas o que muda é a levada da trilha como um todo. Destaque para um leve teclado sintetizado de fundo.
A oitava é “Walk”, que conta com um ótimo piano. Bem ritmada, com guitarra distorcida e backvocals meio apagados. Em certos momentos, apenas a percussão aparece. Tem um leve ar de música pra Guitar Hero, com riffs fáceis mas meio que supérfluos. Com guitarra mais comum, ares mais mercadológicos, aparece “Times Like these”. O refrão é grudento, mas de resto não há muito o que destacar. O baixo aparece mais na 10ª música, “Let me out”. O vocal tá bem rasgado, e até meio apagado pela guitarra. O piano aparece de fundo e a bateria confere força para a trilha sem backvocals.A música que ocupa a posição onze é “Start the Show” e começa com um grito. A guitarra faz as vezes setentistas e o baixo aparece forte, acelerando a música e dando vontade de dançar. A um leve momento mais calmo, mas a música trata do bom e velho rock. A melosidade volta com quase toda força em “She Holds a Grudge”. Piano comandando a levada da música, apesar da guitarra presente. Bateria forte, mas calma. O vocal tem um momento sintetizado, que vem depois de um riff de guitarra e baixo super bem feito. E agora, duas faixas bonus. Tenho que dizer que a primeira é das minhas favoritas. Um ar de country rock impera em “Don’t break me down”. Os backvocals, a guitarra riffada e levemente distorcida em certos momentos, limpa em outros dá esse ar. A bateria é bem leve, e o baixo tá bem sumidinho. E outra com ar bem country é “Everything will be alright”. Violão e backvocals dominando o início da música, com riffs suaves por parte do primeiro. O backvocal da aquele ar bem de final de tarde com lual.
O Jet demonstra evolução nesses 47 minutos de música. Não mudaram quase nada do que faziam e, no entanto, o som tá melhor trabalhado. As mesclas de instrumentos funcionam bem para a proposta da banda. No myspace dá pra ouvir três das 14 citadas.
“Your hearts on fire, but your cold to the touch / I know you want it but you love yourself too much / Your hearts on fire but your head is a rut / You best believe it, I ain’t ever giving up” (Black Hearts (on fire) – Jet)
See ya later
Resenha – Ludov em “Caligrafia”
Hey pessoas!
Hoje não esperem uma resenha exatamente imparcial. De fato, esperem algo apaixonado, pois falar de Ludov pra mim sempre remete a paixões. A banda paulista lançou seu novo cd, “Caligrafia”, com shows online e o show oficial de lançamento aconteceu na Clash Club, em São Paulo (resenhei esse show para o “Mundo Rock de Calcinha”, caso queira ler clique aqui). O cd, disponível para download no site da Mondo 77, trás 19 músicas na versão online e 12 na versão física. Sim, você pode baixar mais músicas que comprá-las. Entendem por que adoro cada vez mais essa banda? OK, mas vamos a resenha. Prometo tentar não me empolgar.
O cd abre com “Luta Livre”. O música tem ritmo extremamente marcado, tanto na guitarra quanto na bateria e baixo. O vocal de Krongold parece mais aveludado que antes e a letra da música conta, de maneira interessante, a briga entre razão e coração durante uma paixão (não é que rimou?). A história é contada como uma luta realmente, e os backvocals dão aquele ar de platéia. Creio que tem violinos ao fundo em certo momento, quase ao final da faixa. A segunda música é “Vinte por cento”, chamada de “Amanhã” por alguns. Com uma levada mais swingada, com percussão diversificada por o que creio ser bongôs, tem mais presença da guitarra que dos outros intrumentos. Além disso o refrão é bem grudendo e a música, apesar da letra mais “depressiva” é muito empolgante. Naipes de metais aparecem quase ao final da trilha. A faixa 3 é “Sob a neblina da manhã”, mais calma que as duas anteriores. O riff da guitarra se repete ao longo da música, mas em momentos pontuais. O baixo tá bem escondidinho sob a guitarra “batida”, não tão só trabalhada como era antes. Talvez isso se deva ao fato da entrada de Bruno Serroni no baixo, liberando Habacuque para a guitarra. A trilha quatro é “Madeira Naval”, mostrando uma tendência nacional que está mais presente nesse álbum. O vocal de Habacuque surpreende, visto que normalmente ele fica apenas nos backvocals. A guitarra vem mais trabalhada, a percussão tá bem presente e temos a presença do que creio ser cavaquinho, mas bem pouco. Um distorção ao final deixa claro que, apesar da influência nacional, temos uma pegada de rock aqui. “Mecanismo”, trilha 5, também trás esse ar mais brasileiro no violão quase que arpejado. As palmas são muito interessantes. A escaleta marca presença e diferencia essa música do que temos normalmente quando falamos de “música brasileira”. Além da letra mais que marcante e reflexiva. Agora vem “Paris, Texas” e seus “aus”. Música para ser cantada em coro, como a banda faz (os vocais são de Vanessa e, creio, Mauro). Apesar de não ser exatamente o estilo típico da banda, é uma das melhores e mais cantadas no show. A faixa 7 é a música de trabalho, “Reprise”. Essa sim se assemelha ao que estamos acostumados no ludov. Teclado, alguns sintetizadores, bateria marcante, guitarra… O vocal de Vanessa cada vez mais rouco ajuda muito a gostar da trilha. Além do que, para quem viu o clipe, a dança é algo engraçado e inédito. A letra, mais uma vez,é reflexiva, caraterística forte na banda. E a oitava, meio do cd (na versão download) é uma das minhas prediletas. O vocal de Motoki em “O seu show é só pra mim” é suave, assim como o estalar de dados e a guitarra. A letra, mais que romântica, é fácil e grudenta. A progressão da música leva a entrada de instrumentos e uma leve animada. Alguns dizem que, devido aos backvocals, a música é um pouco fraca, mas ai deixo a cargo de vocês.
A faixa 9 é “Terrorismo suicida”. Acelerada, talvez a mais acelerada do cd. Guitarras em destaque, baixo bem escondido e mais “aus”. Parece que esse é o cd das vocalizações. Bateria um pouco mais aparecida que o normal, mas isso se deve ao fato da música precisar de ritmo. O drama do cd fica por conta de “Não me poupe”. Quase que um tango, com Cello perfeito tocado por Bruno Serroni, os outros instrumentos não aparecem até o meio da faixa. Interessante que eles só dão ainda mais ar de tango, de drama. O ar de música nacional volta em “Magnética”. De violão bem ritmado, solinhos no que creio ser um cavaquinho, tem o baixo e a percussão apagados pelo menos até o primeiro minuto. O refrão é bem grudento. A última da versão física é a queridinha de muitos: Noutre Voyage. Obviamente cantada em francês, tem violão arpejado, percussão suave e um dueto de Vanessa e Mauro que ficou mais que apaixonante. Falando agora das faixas exclusivas para download, começamos por “Teu Perfume”. Guitarra ritmada, bateria aparecendo, baixo quase apagado. Vocal suave e aveludado para um refrão mais que meloso. Aliás toda a música é melosa. Em seguida, temos “Flor de Lótus”. Calma, melancólica, contrasta muito com o resto do cd pois é triste sem ser depressiva. Só mantem a linha pelo dominio do violão arpejado, que pareceu ser bem constante nesse álbum. O vocal de Vanessa vem mais agudo e transmite uma emoção forte. Curiosidade: é a maior música do álbum. A bateria entra quase no segundo minuto, assim como sintetizadores.Tem uma aparente virada de ritmo e estilo por volta do 4º minuto, e o instrumental bem trabalhado é longo para os padrões mercadológicos. Para se ter noção, é mais de um minuto de final de música, e só instrumental. A 15ª é “Prisma”, e traz de novo aqueles ares mais latinos na música, principalmente a levada. É quase um hino, me causa uma sensação que não sei explicar. Deve ser gostoso dançar a dois. No final, a guitarra confere o ar mais rock. “O passado” vem na posição 16. Cheia de efeitos tem, além deles, teclado, guitarra, bateria e o vocal mais que etéreo. Com percussão levemente quebrada, e naipes de metais mais pro final, e Vanessa abusando do agudo, a música foge a todos os padrões. Novamente o ar mais melacólico aparece na penúltima, “Antiquário”. Romantica, com piano, sintetizadores, guitarra baixa e bateria suave aparecendo as vezes. Essa é meio música de fim de festa, quando tá só um casal na pista que não sai nem por decreto-lei da mesma. Com ares mais eletrônicos, ótima pra pista, vem “Desatar os nós”. Deliciosa, pois une uma calma e melancolia com sintetizadores. E encerramos com “Canção por Helena”, com uma melodia levemente dramática e agitada. Destaque para guitarra e bateria, com o baixo apagado. Também é dançante.
O cd de 19 músicas tem faixas para agradar a todos os gostos. Alguns dizem, como resultado da síndrome de “Love or hate” de 3º cd que o álbum está fraco. Eu não acho e recomendo a todos que ouçam muito o cd e sigam para os shows, que ai você se apaixona de vez.
MySpace – LudovDownload do CD “Caligrafia” (Link para site da Mondo 77)
“As ruas que eu caminhava mudaram de direção / Me sinto perdido, andando em círculos sociais / Entrando em contramão / Confundindo sinais” (Mecanismo – Ludov)
Vejo vocês por ai
Resenha – Pocketbooks em “Flight Paths”
Olá Galera!
Hoje vamos falar de Twee Pop. Sim, esse genero super fofinho do indie pop é o apresentado pelo Pocketbooks. Me apaixonei pela banda e, confesso, demorei para resenhar esse cd. Motivo? Simples: não se acha download dele. Enfim, vamos ao que interessa, certo?
Com bateria, baixo, teclado e guitarra bem básicos começa “Footsteps”. O vocal feminino tende ao agudo e é bastante suave e calmo. É o que eu chamo de música para acordar, pois dá uma animada no dia. Naipes de metal aparecem logo após o refrão da música, dando um ar ainda mais animado. E, logo em seguida, um momento breve só do vocal, com a entrada dos instrumentos posteriormente. Mais acelerada, “Fleeting moments” aparece cheia de baixo e bateria. Depois de um tempo o piano aparece e a guitarra fica só de fundo. Contraste bastante em termos de ritmo com a trilha anterior, é mais aguda e contem mais backvocals. A terceira música é “Camera Angles” e vem com violão na introdução. O vocal agora é masculino, com o baixo e a bateria mais destacados, sobrepondo o violão. O piano aparece, assim como os naipes de metal. Interessante que a música como um todo se torna mais melancólica com a simples mudança de vocal. Com um ritmo mais forte, gerando até uma leve tensão e se assemelhando com algumas músicas nacionais, aparece a número 4 “The Outskirts of town”. O vocal feminino volta, assim como a guitarra e mais algum instrumento de cordas que não identifico. A bateria aparece mais depois do refrão, dando ainda mais marcação ao ritmo. A animação também está de volta, devido a um destaque maior ao piano. Só que a animação só volta com tudo em “Cross the line”, e aqui o vocal masculino também volta e vem ainda mais grave. O interessante é que temos, também, vocal feminino. A combinação básica de guitarra+bateria+baixo é um acerto de mão, e o piano aparece mas pouco se comparado as outras músicas. E chegamos a 6ª das 11 faixas. “Skatting on Ting Ice” tem baixo forte combinado ao piano e a bateria bem fraquinha de fundo.O vocal tende um pouco mais ao agudo que nas outras e a levada remete ao blues, só que animado, o que chega a ser contraditório.
A sétima trilha é “Sweetnes and Light” e, confesso, sou apaixonada por essa música. Cheia de piano e guitarras, com a base no baixo e a bateria quase nula, tem o vocal masculino, com a voz feminina fazendo backvocal. Destaque para uma leve melancolia mais pelo meio da música, mas nada desanimador. “I’m not going out” é a música oito e vem cheia de teclas, seja em teclado, piano ou escaleta. O vocal feminino volta a dominar e a melodia se mantem na combinação bateria+baixo+guitarra. São justamente as teclas que diferenciam a música, principalmente o que creio ser uma escaleta ou um teclado com efeito, que dá um ar mais leve. A nona faixa se chama “Every good time we had” é acelerada, não tem introdução e, apesar disso tudo, mantém o ar suave. Sei que é estranho aceleração com suavidade, mas é exatamente a sensação que ela fornece. Fora os toques do piano e, para diferenciar a música, guitarra distorcida no meio da música acompanhando o piano. A penúltima também não tem introdução só instrumental. “Paper Aeroplanes” começa com uma guitarra riffada bem suave e vocal, sendo que o baixo e a bateria entram bem suaves depois da primeira estrofe. Estranhamente calma, pelo menos de início, ganha animação depois do primeiro minuto com a entrada do piano. A medida que a música avança, o ritmo aumenta e o piano vai ganhando destaque, como se fosse o responsável por esse “agito”. O ponto fraco é que é uma música um tanto quanto repetitiva. E o cd encerra com “All we do is rush around”, que alterna momentos de agitação com guitarra, baixo e bateria acelerados; com momentos de calmaria, comandados pelo piano, invertendo a ordem de “comando” da trilha anterior. Contem um pequeno solo de guitarra com uma base suave de piano. O vocal masculino domina claramente a cena. No meio da música tem uma levada do baixo interessante, seguida da guitarra, e com o piano pontuando aqui e ali. O final da música parece ter sido passado por um filtro que dá a impressão de rádio.
Enfim, temos aqui o cd de uma banda nova fazendo um twee-pop/powerpop muito bom. A alternância de vocais masculinos e femininos, bem como a constante presença do piano dão um ar leve e dançante. O pocketbooks, ainda que desconhecido, é uma das melhores bandas que ouvi e uma das que mais recomendo.
“Like the mischief hidden in your eyes / Or the retro clothes you always buy / I just hope I’ll always hear your footsteps with me / Like the clutter in your kitchen / The same song you keep on whistling / I just hope I’ll always hear your footsteps with me” (Footsteps – Pocketbooks)
See ya later
Resenha – Cola Jet Set em “Guitarras y Tambores”
Hola Gente!
Calma, vocês não erraram o blog e eu não resolvi falar em espanhol. É que a banda de hoje canta um Indie Pop/Power pop de melhor qualidade em espanhol. O Cola Jet Set está no segundo cd, que é o “Guitarra y tambores”. Formado por três meninas e dois meninos, tem outras características bem próprias além dessa. Mas vamos ao que interessa.
A primeira música é “El sueño de mi vida”. Incia com um riff bem suave, bateria de fundo bem baixa, junto com o baixo, garantindo aquela sustentação básica da música. Um sintetizador quase perdido na música, escondidinho. A vocalista principal, Ana, tem uma voz doce. E os backvocals também são bem leves. Animadinha, romântica, perfeita pra dirigir. “Torto corazón” vem mais animadinha que a anterior, com o baixo mais destacado. É notável a falta dos sintetizadores, e a levada sessentista. A banda utiliza muito, mas com sabedoria, os backvocals. A seguinte é a faixa-título, de guitarra suave. Tem também a levada animada típica do cd, mas é um pouco mais grudenta que as outras. Mas fora essa “cola” presente na música, nada demais. “Subidubi” é a quarta e vem com um vocal mais grave, mas ainda feminino. É também mais agitadinha, o ar anos 60 é menor e conta também o baixo mais presente. Gosto dela, porque foge um pouco do cd. A quinta trilha, “Chocolate y té”, também difere do cd. Isso porque também tem uma levada um pouco mais agitada, além de combinar graves e agudos muito bem. Tem momentos maiores de instrumental também, e um ótimo instrumental diga-se de passagem. Mais suave, com algumas leves tensões, e também mais romântica é a música que marca o meio do cd. “Durará” volta com a cara sessentista, dada principalmente pelos backvocals e pela guitarra agudinha.
“Ese grupo esta bien” vem mais tensa, com uma coisa que evoca mais a grupos. Ainda assim o vocal se mantém deliciosamente agudo e suave. Destaque para o piano/teclado bem suave. A sete é “En esta pisa ya no se puede bailar”. Agitada, e pedindo para que se anime e se dance com fé. Mas nada de casalzinho. Não, essa é para um grupo de amigos na “noitada”. Chamo atenção para os naipes de metal combinando perfeitamente com a guitarra. A trilha oito é “Nadie nos va a poder parar”. Agitanda, cantada em coro, é muito interessante e suave. A levada lembra tarde com amigos, daquelas bem saudosas, lembrando-nos alguma coisa da jovem guarda. Quase no final, um destaque ao piano. Com ares mais agitados e melodia mais melancólica, a música “Suena el teléfono” trás o romântismo mais forte que nas outras. A guitarra ganha um riff diferente na segunda metade da música. A animação volta com “Dulce despertar”. Aliás ela é animada e agitadinha, com levíssimas tensões geradas pelo baixo aqui e ali. O vocal é um pouco mais grave que nas outras trilhas, o que dá um diferencia ainda mais. Com ares mais densos, a penúltima é “Prometiste volver”. Tem introdução maiorzinha, e como dito na própria letra, é uma música mais lenta. Talvez, até por isso, sua introdução seja mais sensual. O refrão, mais agitadinho, acaba caindo numa estrofe novamente lenta. Essa alternância fica bem interessante, porque alterna também o vocal de mais grave pra mais agudo. E, só por curiosidade, é a maior música do cd. Tem um final bastante agitado, que contradiz com o resto da música. E o álbum acaba com “Cola Jazz Vals”. De introdução também longa, o vocal só aparece depois de meio minuto em vocalização. O ritmo lembra mesmo o de uma valsa e, obviamente, temos um destaque ao piano.
Temos aqui 40 minutos de um ótimo Indie pop fácil de compreender, já que é em outra lingua latina (o espanhol). Muitas referências sessentistas, muito piano e muita guitarra riffada, com backvocals bem trabalhados. Vale a pena conferir.
E sem frases de efeito… Mierda
Resenha – Arctic Monkeys em “Humbug”
Bom dia!
Sim, eu sei que atrasei (de novo) os posts desse blog. Pretendo, com todas as forças, tirar o atraso durante a semana, até sábado. E, pra começar essa recuperação, um dos cds mais comentados durante as duas últimas semanas. A volta dos Monkeys agitou a cena indie, e não atoa. Os ares da banda parecem ter mudado e, na minha opinião, pra algo muito diferente e, no entanto, tão bom quanto o que eles faziam antes. Mas, nesse faixa-a-faixa, não esperem músicas agitadas. Vamos lá?
O cd é aberto por “My Propeller”, que começa com guitarra, bateria e baixo. A guitarra ganha um leve destaque, mas novamente é seguida pelo baixo e pela bateria. A voz de Alex Turner aparece mais grave do que o que estamos acostumados no Arctic e, na minha opinião, tá até mais sensual. A levada mais densa, o vocal mais grave, tudo leva a uma impressão de sentimento mias forte. Parece que encontramos um cara que acabou de sair dos seus 18, 19 anos e agora se vê em um mundo mais real e, talvez para alguns, mais cinza. A segunda é o single “Crying Lightning”, e vem com o baixo mandando desde a introdução. Uma leve distorção, e a guitarra some um pouco. Música bem ritmada, riffs mais agudos contrastando com o baixo. O vocal continua bem grave, até o refrão onde a voz de Turner se parece mais com as músicas dos cds anteriores. A música como um todo se torna mais aguda, dá uma leve animada, mas isso não quer dizer muita mudança. A guitarra, no solo, também vem distorcida e levemente mais grave. Na verdade, grave e agudo se alternam, talvez por isso o single seja tão bom. A faixa três é “Dangerous Animals”. Mais agitadinha, mantem o clima sombrio, e tem um sintetizador bem anos oitenta de fundo. Interessante que nessa faixa eles conseguiram imprimir aquela coisa dançante, bem típica da banda, porém o clima continua denso como o do resto do cd. Depois do refrão tem uma quebrada de ritmo fantástica, e depois o ritmo volta ao normal. Tem um trecho de bateria bem forte e bem rápida, mas novamente ela some em prol da guitarra. O riff da mesma é bem repetitivo, e talvez isso relembre também as músicas anteriores. Em seguida, “Secret Door” quebra com a agitação da trilha anterior. Mais suave, contrasta MUITO com a trilha anterior. O vocal de Turner vem bem agitadinho em certos momentos, conta com uma leve distorção em outros, e no fim a trilha é uma das que mais me agrada até agora. E, no meio, vem outra bem agitadinha. “Potion Approaching” provavelmente vai ser o motivo de reconciliação para aqueles mais tradicionalistas, que estão do lado do “Hate” na minha teoria de que todo 3º cd é o “Love or Hate” de uma banda. Ainda assim, tá no clima do Humbug, com melodias mais densas.
A sexta música é “Fire and the Thud”. De introdução suave, chocalho e guitarra, o baixo entra bem destacado. Essa é bem calma, densa, e novamente sinto uma nota maior de sensualidade. O vocal de Turner não está tão grave, mas ainda assim está delicioso, mais etéreo. No final tem um momento mais agitado, com mais guitarra, e que dá um ar mais dançante pra trilha até então calma. E então a trilha se encerra com uma progressiva diminuição de ritmo. Outra de ares suaves é “Cornerstone”. A diferença é que ela vem numa melodia menos densa, mais melancólica. Os riffs da guitarra são levemente distorcidos, e temos um violão fazendo a base. Talvez seja uma das músicas mais alegres do cd, e de vocal mais leve também. Não vi a letra, mas a melodia poderia ser facilmente romantica. A trilha oito é “Dance little liar” vem, novamente, de encontro com a trilha anterior. Com a guitarra distorcida, uma tensão é gerada logo de cara e a bateria vem bem forte, entrando num ritmo constante e bem denso. A voz de turner volta para aquele grave inicial, e dá quase uma moleza diante dela. O destaque dessa faixa fica mesmo por conta da bateria. O baixo aparece em certo momento, mas ainda assim mantenho a bateria no topo. Outra coisa interessante é o uso de backvocals. No final a guitarra, sempre estrelinha, dá um show a parte com um riff muito legal. A penúltima é “Pretty Visitors”, que vem com sintetizador e agitação mais que de sobra. Deus, essa música é perfeita para uma boa pista de indie rock. Sim, temos mais de uma música dançante no Humbug! Eles conseguiram, pela segunda vez, unir a agitação dos cds anteriores ao ar denso e sombrio do Humbug. Temos breves momentos mais calmos, que são os refrões, mas não tem como negar o quão boa é essa música. Além disso, destaque para o sintetizador e para guitarra, que garantem essa união de densidade e agitação. E o cd fecha com “The Jeweller’s hand”. Baixo forte, guitarra baixa e novamente os ares mais graves e a voz de Alex acompanhando a densidade da trilha. É bem densa, quase deixando a gente mole. Porém, sem sombra de dúvidas, é uma das trilhas mais bem trabalhadas. E também é a mais longa do cd.
O cd, como um todo, vai trazer a tona aquela minha teoria de “love or hate” que cabe ao terceiro cd. No entanto, é ótimo, e para aqueles mais radicais temos duas trilhas muito dançantes.
“I’ve got this ego overdamage? / She’s always trying to give me vitamins / I should be frightened of your reflection / I preferred her as a cartoon / If i could be someone else for a week / I’d spend it chasing after you / Shes not shattered in my attitude” (Potion Aproaching – Arctic Monkeys)
See ya later.
Resenha – Kamera em “Blank Expressions”
Hey Kids!
Fazendo a segunda resenha de três que devo, me mantenho num gênero mais eletro. Motivo? Bem, a banda Kamera vale muito a pena. No próprio MySpace, eles se classificam (corretamente, na minha opnião) como pop/new wave/alternativa. E não é que são tudo isso mesmo? Carregam elementos dos três estilos e fazem um mix interessante dos mesmos. Mas vamos ao que interessa: o faixa-a-faixa do “Blank Expressions”
O cd começa com “Asleep”. Sintetizadores leves introduzem a música, seguidos pelo baixo forte e a guitarra tipicamente alternativa. Música agitada, com sintetizadores fazendo a base, guitarra e baixo em destaque e bateria básica, porém forte. O vocal é bem interessante, e quase não tem sotaque suéco, mantendo aquele ar levemente britânico do inglês dos europeus. Já a seguinte, “Misfortune strikes again” aparece sem sintetizadores. Música mais crua, mais pro alternativo mesmo, só ganha os sintetizadores do new wave depois de mais ou menos meio minuto. E ainda assim ele é bem apagadinho, com destaque para o baixo durante toda a música. A terceira trilha é “Dead Man Walking”. Nessa o ar new wave impera, até tendendo de leve ao dark wave. O sintetizador impera na introdução, o baixo domina junto com a bateria nas estrofes e o refrão tem destaque para a guitarra. Devo assumir que gostei muito do Vocal. Joakim Hjelm tem aquele tom levemente mais agudo que o normal, garantindo o tom pop da banda. A faixa 4 é outra que vem cheia do ar new wave, talvez mais que na trilha anterior. “Just a minute” tem um pouco de sintetizador até no vocal. O baixo e a guitarra somem, ficando em destaque o sintetizador e a bateria. Tudo bem que aparecem aos poucos, mas acho que ainda assim não tem aquela posição privilegiada que tinham nas anteriores. E no meio do cd, outra que supera a anterior no quesito new wave. “Miserable” tem sintetizador em tudo! Vocal, baixo, bateria, guitarra… Todos sofrem alguma distorção, o que deixa a música com ar mais etéreo.
Bem, a faixa seis abre a segunda metade do cd e é chamada “Friday Night”. Com a guitarra e a bateria em destaque, é bem mais rápida que as outras trilhas. O sintetizador volta a dar um sumiço e o baixo fica bem apagado sob a guitarra. No pré-refrão o sintetizador volta, mas o baixo continua apagadinho. E o refrão conta com sintetizadores bem destacados também. É a menor música do álbum, contando com 3 minutos e 20 segundos. “The city” é a trilha 7 e começa com um ar entre o romântico e o melancólico. Coberta de sintetizadores e com ares new wave na introdução, logo toma peso com a guitarra e a bateria. O sintetizador acompanha esse peso e o vocal de Joakin combina com esse ar quase oitentista, só que com mais guitarra, da trilha. Essa trilha é uma que ficaria ótima em pistas de baladas alternativas. A música oito, “Keep me Alive”, vem com ar mais soturno. O sintetizador contrasta com a guitarra e o baixo mais graves. O vocal vem mais suave, e no refrão fica mais agudo, assim como a música. Logo volta aquele ar mais grave, e até mais sensual. A penúltima é “Repeat”, e vem com bateria forte. Lembra um pouco uma das faixas anteriores, com exceção da guitarra que não parece muito com o que já foi mostrado. Pelo menos no início da música. De qualquer forma, a constante dos sintetizadores se mantém bem utilizada. E o cd encerra com “Live to pretend”, que contradiz todo o cd trazendo um ar suave, quase um twee pop misturado com eletrônico. Guitarra de riff doce, unido a um sintetizador baixinho, o baixo quase apagado e a bateria bem marcada, porém lenta. De surpresa, a música ganha uma tensão pelo baixo mais grave e forte, que logo é resolvida com o retorno da suavidade anterior. E, só para constar, é a maior trilha do cd com 5 minutos e 12 segundos.
Temos 10 ótimas músicas, distribuidas por 42 minutos que vão da agitação do new wave a calmaria mais pop, com guitarras e baixos muito característicos do alternativo europeu. Além disso, pequenos toques de outros estilos, como o twee pop e o dark wave. Altamente recomendado.
Sem letra porque não localizei (de novo) nenhuma.
See ya later.




